• Domingo, 04 Março 2012 / 20:25

Garcia diz que Valcke é vagabundo

    Da repórter Deborah Berlinck, do ‘Globo’:
   “O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, chamou neste domingo o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, de “vagabundo” por ter dito que o Brasil não estava organizando a Copa do Mundo como deveria e, por isso, merecia um “pontapé no traseiro”.
- O interlocutor (da Fifa) já está riscado. Esse cara é um vagabundo! – reagiu, pouco depois de chegar a Hannover, na Alemanha, na comitiva da presidente Dilma Rousseff.
Garcia disse que a presidente não discutiu isso à caminho da Alemanha:
- Imagina! A presidente tem coisas melhores para se irritar do que com os comentários de um boquirroto.
Garcia se mostrou particularmente irritado com a linguagem que Valcke usou e disse que não acredita que ele estivesse falando em nome da Fifa:
- Não me parece que bunda seja uma palavra diplomática, mesmo se traduzir como traseiro…
Ele disse que Valcke “mordeu a língua”:
- É um boquirroto. Ele não criou um problema para nós: criou um problema para a Fifa.
Garcia aproveitou para alfinetar Valcke como francês:
- Para aí: os franceses nunca se deram bem no colonialismo no Brasil…
Quanto ao mérito da crítica, o assessor especial da presidência disse que o Brasil vai ter o mesmo ritmo dos europeus e vai fazer (as obras necessárias) “do nosso jeito”.

  • Sábado, 04 Fevereiro 2012 / 15:29

Cadê a foto de Dilma com Fidel?

Fidel no lançamento do livro de quase 1000 páginas

           Está aí uma boa pauta para a imprensa brasileira  investigar, agora que terminou a novela de Yaoni Sánchez.
O que os repórteres  deveriam perseguir agora é o por que não foi divulgada a foto da visita de Dilma Rousseff a Fidel.
É sabido que só a imprensa oficial cubana fez imagens do encontro.
Mas por que não as divulgou?
No dia seguinte ao encontro, Marco Aurélio Garcia disse que Fidel andava com dificuldade, provavelmente, segundo ele, consequencia do tombo que levou antes de ficar doente.
Imagina-se, então, que Fidel não estivesse com uma boa aparencia no seu encontro com a  Presidente.
      * * *
Mas o fato é que Fidel goza de excelente saúde.
Pelo menos na sexta-feira, 72 horas após sua conversa com Dilma, ele participou da festa de lançamento de seu livro de memórias: “Fidel Castro Ruz – Guerrillero del tiempo”, no Palácio de Convenções de Havana.
Esse livro foi o presente que Fidel deu a Dilma.
São dois volumes de conversas com a escritora e jornalista cubana Katiuska Blanco, 48 anos, e trata basicamente da infância do Comandante até dezembro de 1958, quando houve o triunfo da Revolução.
                         * * *
Sabe quantas horas durou a festa de lançamento do livro?
Seis horas.
Isso mesmo. Seis horas, sendo que, durante uma hora, Fidel ficou em pé cumprimentando velhos companheiros de luta de Moncada e Granma, além de familiares dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos.
Está aí um mistério a ser desvendado.

  • Quinta-feira, 02 Fevereiro 2012 / 7:15

Fidel está lendo biografia de Dilma

     Deu na ‘Folha’:
     “Fidel Castro está lendo a biografia (‘A Vida Quer é Coragem’, de Ricardo Amaral) da presidente Dilma Rousseff, que lhe pareceu no encontro que tiveram anteontem em Havana mais alta do que aparentava em fotos e na TV.
O relato é do assessor internacional da Presidência Marco Aurélio Garcia, presente na reunião que, segundo ele, durou 90 minutos.
Não há ainda imagens do encontro de Dilma com o ex-ditador de 85 anos, desde 2008 afastado formalmente do poder em Cuba por motivos de saúde.
O registro, segundo assessoria da Presidência brasileira, foi feito apenas pelos cubanos que disseram que distribuiriam as fotografias.
Foi o primeiro encontro privado entre Fidel e a presidente brasileira -Dilma foi à ilha em 1981 para participar de um congresso de economistas e viu o cubano discursar.
“Fidel está bem, com a família toda [...] numa casa simpática”, disse ele. “Ele caminha com certa dificuldade, mas é preciso lembrar que antes de seus achaques de saúde ele tinha sofrido uma queda. Depois de uma certa idade…”, disse.
O grupo, do qual fazia parte o chanceler Antonio Patriota e o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), tomou chá e café durante o encontro. Fidel e Dilma trocaram presentes. A presidente lhe deu chocolates. O cubano lhe entregou um livro sobre ele.
Garcia disse que na visita não se discutiu diretamente a abertura de Cuba à produção do etanol da cana-de-açúcar -Fidel é contra por acreditar que a prática atenta contra a segurança alimentar. “Mas acho que Cuba se abrirá à possibilidade”, disse”.

  • Sexta-feira, 27 Janeiro 2012 / 16:58

Exilada, Yoany terá de abandonar o blog

    Do repórter Bernardo Mello Franco:
    “O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse ontem que a cubana Yoani Sánchez não poderá manter seu blog com críticas ao regime cubano caso peça asilo diplomático ao Brasil.
Ele disse acreditar que Yoani não usará o visto brasileiro, que recebeu anteontem, para pedir asilo ou refúgio político.
“Acho difícil para ela manter esta atividade [o blog] como exilada. O exilado político não pode ter atividade política no país que o recebe. Não me parece que ela queira isso.”
A permissão para Yoani entrar no país foi concedida às vésperas da primeira viagem oficial de Dilma a Cuba, na terça-feira.
Questionado sobre a possibilidade de Cuba autorizar a saída de Yoani, Garcia se esquivou: “O visto está dado. Isso vocês têm de perguntar ao governo cubano”.
Embora a blogueira tenha recebido o visto brasileiro, ela ainda depende de autorização do regime cubano para deixar a ilha.
Segundo Garcia, que acompanha Dilma no Fórum Social Temático em Porto Alegre, a blogueira recebeu o visto porque “preenche todos os requisitos” para vir ao Brasil.
Garcia disse acreditar que o caso não marcará a visita de Dilma à ilha, a convite do dirigente Raúl Castro. Ela também deve se encontrar com Fidel Castro, que transmitiu o cargo ao irmão em 2008, por motivos de saúde.
Em Cuba, Dilma anunciará um crédito de US$ 1 bilhão (R$ 1,75 bilhão) para a modernização do porto de Mariel.
Segundo Garcia, 85% dos recursos serão financiados pelo BNDES, e a maior parte da obra será tocada pela Odebrecht”.

  • Sexta-feira, 20 Janeiro 2012 / 11:09

Miro crê que plebiscito já tem maioria

      O deputado Miro Texeira (PDT-RJ) concedeu uma entrevista a repórter Adriana Vasconcelos, do ‘Globo’,
sobre sua proposta de prebiscito, em 2014, para o que o eleitor decida como deve ser feita a reforma
política:
- O senhor conseguiu um apoio de peso esta semana, do PMDB…
- Depois de ouvir o Henrique Alves (líder do PMDB na Câmara) admitir publicamente que há uma grande desconfiança do eleitorado em relação à proposta de reforma política que tramita no Congresso, resolvi pedir a ele para intermediar novo encontro meu com o Michel Temer. Jantei com ele no Jaburu na terça-feira. Michel disse que apoia a ideia e prometeu conversar com as bancadas do PMDB na Câmara e no Senado. É o começo da discussão.
- E o PT, o senhor acha que vai aceitar a proposta?
- Coincidentemente, depois do jantar com Michel, eu me encontrei com o José Dirceu (deputado cassado e ex-ministro do governo Lula) e o Marco Aurélio Garcia (dirigente petista e assessor de Dilma). Ambos ficaram surpresos ao saber que há resistências dentro do PT e disseram que apoiam o debate sobre o assunto. Minha ideia agora é procurar outros petistas como o (deputado federal Ricardo) Berzoini, para continuar nesse trabalho de reduzir as resistências petistas. Pois a iniciativa não é uma ofensiva contra a proposta de reforma política que vem sendo elaborada pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS).
- Quais as chances reais de aprovação desse projeto de decreto legislativo?
- Com os apoios que venho recebendo publicamente, passamos a ter chance efetiva de aprovação do
projeto e de realização do plebiscito em 2014. Na próxima semana, por exemplo, marquei encontro com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e vou procurar também o PSD. Já conversei com os líderes do PTB e do PR. A partir da reabertura dos trabalhos legislativos, cada um desses partidos deverá fazer consultas junto a suas bancadas. Mas a sensação que tenho é que já temos o apoio da maioria dos parlamentares na Câmara.
- Qual a importância da realização desse plebiscito?
- Há hoje desconfiança natural e justa de parte da população sobre qualquer proposta de reforma política que saia do Legislativo, pois, em várias ocasiões em que isso ocorreu, tiraram poder do povo. As suspeitas são de que os parlamentares só vão aprovar mudanças que os favoreçam. Por isso, o plebiscito daria uma legitimidade maior à nova legislação.
- Com a confirmação do plebiscito, o horário eleitoral gratuito em 2014 seria ampliado para a discussão da reforma?
- Diante de uma causa nobre como esta, não acredito que o povo vá se incomodar em assistir a mais cinco minutos de horário eleitoral à tarde e à noite para que possamos fazer o debate sobre a reforma. Pode-se imaginar até uma fórmula que reduza o tempo dos candidatos e se dê prioridade a esse debate.

  • Sexta-feira, 30 Julho 2010 / 10:00

Preguiçoso tem lapso de memória

     O ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia é, antes de mais nada, um preguiçoso.
Tanto que abandonou o governo Fernando Henrique Cardoso na metade de seu segundo mandato.
O blog que mantém no Globo Online é outra prova de sua preguiça: a última postagem data de 10 de maio. Há 80 dias ele não escreve uma única linha.
Na quarta-feira, Lampréia deu uma declaração curta – de apenas linha – ao repórter Fernando Mello, da Veja. Segundo ele, o professor Marco Aurélio Garcia, atual chefe da Assessoria Especial da Presidencia, o procurou no Itamaraty para atuar como “ponte” entre o governo brasileiro e as Farc. Sobre o episódio, Garcia divulgou a seguinte nota:
 “Em 1999, enquanto atendia a solicitação do Instituto Rio Branco para proferir palestra aos alunos do curso de formação de diplomatas, fui convidado pelo então Ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, para uma reunião privada em seu Gabinete, cujo tema principal era a posição de apoio do Brasil à ditadura Fujimori. Naquela ocasião expressei minha crítica à posição do Governo brasileiro, em especial à postura adotada naqueles dias pelo Itamaraty, em relação às eleições fraudulentas no Peru. O Ministro Lampreia tomou a iniciativa de consultar-me, ainda, sobre outros temas da realidade da América do Sul. Em resposta a meu interlocutor, expressei o ponto de vista de que o Brasil deveria desempenhar um papel mais ativo na região e citei, como exemplo, a atuação do Grupo de Contadora, que fora de grande utilidade para pacificar situações de conflito como as de El Salvador, Nicarágua e Guatemala.
Em nenhum momento ofereci préstimos pessoais ou do Partido dos Trabalhadores para negociações com as FARC, até porque, naquela conjuntura, não existiam, como não existem até hoje, quaisquer relações com aquela organização. O que efetivamente sugeri ao Ministro Lampreia – e ressalto uma vez mais que o fiz a pedido dele – é que o governo brasileiro deixasse de ser omisso e procurasse contribuir para equacionar os conflitos na região.
A conversa que mantive com Lampreia foi extremamente cordial, a despeito de diferenças de apreciação normais que tínhamos sobre a situação no continente. Acredito que o ex-ministro tenha tido um lapso de memória, pois estávamos a sós, sem tomador de notas na sala. A única explicação razoável que tenho para as afirmações do ex-ministro é que tenha tido um lapso de memória”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:54

‘The Times’ vê Lula na ONU

De ‘O Globo’:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou recentemente estar infectado com o vírus da paz, está considerando a possibilidade de se candidatar a secretário-geral da ONU, em substituição a Ban Ki-moon, que deve deixar o cargo no final de 2011, segundo o jornal The Times, de Londres.
Entrevistado pelo jornal britânico, Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência da República para assuntos internacionais, diz que o presidente se interessa pelas questões internacionais no processo de integração da América do Sul e afirma que Lula também é apaixonado pela África e quer ajudar.
A reportagem cita a recente viagem de Lula ao Oriente Médio, onde o presidente brasileiro se ofereceu para mediar negociações de paz.
O texto destaca, porém, que Lula assumiu posições que não agradaram aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha, países que podem vetar sua indicação: ele irritou Washington recebendo o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e manifestando-se contra sanções; e tomou partido da Argentina na luta pelas ilhas Malvinas”.

  • Quarta-feira, 26 Maio 2010 / 4:18

Chanceler se perde em Buenos Aires

Do repórter Daniel Rittner, do ‘Valor Econômico’:
“Em meio às tensões comerciais, o chanceler do país que absorve quase 30% das exportações argentinas foi barrado – por engano – por seguranças da Casa Rosada e caminhou, perdido, por 35 minutos no centro de Buenos Aires. O protagonista da cena foi o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que chegou a ser saudado por turistas brasileiros perto da tradicional rua Florida, a meca do comércio popular portenho. “Está perdido, ministro?”, brincou um casal, enquanto andava por ali.
Explica-se: Amorim, o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia e o embaixador do Brasil na Argentina, Ênio Cordeiro, acompanhavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas celebrações do bicentenário da Revolução de Maio, que desatou o processo de independência do país. Presenciaram o discurso de Cristina Kirchner ao lado de sete presidentes sul-americanos e iriam, em seguida, a um desfile militar junto com Lula.
Mas a confusão na saída da Casa Rosada fez com que os três perdessem o cerimonial de vista. A cerca de 50 metros do palácio presidencial, e ainda antes de enfrentar uma multidão de milhares de pessoas que assistiam às comemorações, os funcionários brasileiros tentaram entrar novamente no palácio e foram, então, vetados por um segurança, mais preocupado com o fluxo de dezenas de diplomatas, ministros, políticos e personalidades que deixavam o recinto.
Amorim, Garcia e Cordeiro decidiram, então, se juntar a Lula a pé mesmo. Mas, diante da total ausência de informações, começaram a caminhar em meio à multidão e se perderam no centro portenho. Passaram por camelôs e por manifestantes peronistas que tocavam bumbos.
Depois de 20 minutos, um assessor indicou o caminho que eles deveriam seguir, mas seria preciso atravessar uma aglomeração com centenas e centenas de pessoas. “Por aí não vou”, afirmou Amorim, com a concordância de Garcia. Ainda andaram por mais uns 15 minutos até localizar um carro oficial para levá-los à embaixada. “Estou me divertindo”, confessou o chanceler, resistindo às provocações dos jornalistas para que criticasse o cerimonial argentino”.

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