• Quinta-feira, 19 Janeiro 2012 / 12:16

Negromonte garante que Fortes não volta

      Mario Negromonte, ministro das Cidades, apontado como o próximo a ser substituído pela
presidente Dilma Rousseff na reforma ministerial, concedeu uma entrevista ao repórter Gerson
Camararotti, do ‘Globo’. Ao mesmo tempo em que disse que está “mais firme do que as pirâmides do Egito”, afirmou:
- Se estou numa festa, e está todo mundo de cara feia para mim, vou embora.
- Há forte movimento no Palácio do Planalto pela sua substituição. E um boato crescente no meio político de que o senhor entregará o cargo. O senhor vai pedir demissão?
- Não vou pedir demissão. Estou mais firme do que as pirâmides do Egito. Não tem nada disso.
- Mas o indicativo no Palácio do Planalto é que há preferência da presidente Dilma pelo ex-ministro Márcio Fortes…
- Essa especulação só vai desgastar Márcio Fortes. A bancada do PP não aceita ele (sic). Ele tem forte rejeição na bancada. Quando era ministro, quem defendia o Márcio Fortes era eu. Toda a bancada pediu a cabeça dele.
- Por isso ele não continuou ministro?
- Na virada de governo (da gestão Lula para Dilma), ele queria ficar. Se tivesse condições políticas, teria ficado no cargo. O Márcio Fortes escolheu o partido errado porque, quando foi ministro, atendia mais o PT do que o PP.
- Essas especulações não deixam o senhor desanimado?
- Estou preparando os dados do ministério para a reunião setorial de domingo. Trabalho no documento que será apresentado na reunião ministerial de segunda-feira. Estou fazendo várias reuniões. Vamos estabelecer metas para a pasta, como pediu a presidente Dilma. Falei hoje com o líder do PP, Aguinaldo Ribeiro. Ele esteve no Planalto e disse que estava tudo bem.
- Para o senhor, qual a origem da informação sobre sua substituição?
- Isso tudo é plantado. Tem muita gente interessada nesse ministério. Isso é fogo amigo. Perguntei ao (ministro) Gilberto Carvalho, que é meu amigo, sobre isso. Ele falou que, se tiver alguma coisa, serei o primeiro a saber. A presidente não governa pela imprensa.
- Mas o senhor não sente a pressão para deixar o cargo?
- Se eu sentir qualquer coisinha, vou no Palácio do Planalto e entrego o cargo. Se me sentir indesejado, vou embora. Se estou numa festa, e está todo mundo de cara feia para mim, vou embora. Agora, se tiver que sair por vontade da presidente Dilma, por vontade minha, ou da bancada, duvido que o Márcio Fortes volte para o ministério. A bancada não deixará.
- Como está sua relação com a presidente Dilma Rousseff?
- Ela sempre é afável comigo. Sempre que me encontra, a presidente me elogia. Estive com ela recentemente em São Paulo (no lançamento do Minha Casa, Minha Vida). Agora, sou “flex”.
- Como flex?
- Sou flexível. Não tenho apego ao cargo. Estou aqui para cumprir uma missão.

  • Quarta-feira, 18 Janeiro 2012 / 12:05

Mais especulações sobre o ministério

     Das repórteres Natuza Nery, Andréia Sati e Catia Seabra, da ‘Folha’:
     “O ex-presidente Lula sugeriu a Dilma Rousseff que nomeie o senador petista Paulo Paim (RS) para o Ministério da Igualdade Racial.
A indicação de Paim, que é negro, foi feita na semana passada, quando Lula e Dilma discutiram em São Paulo os detalhes da reforma no primeiro escalão.
A opção é vista com ressalvas, já que o senador foi motivo de dor de cabeça para o Planalto ao defender no passado reajustes maiores para o salário mínimo e para o benefício dos aposentados.
Para Lula, essa é justamente uma das razões para levá-lo à Esplanada: eliminar do Senado um foco de pressão por aumento dos gastos.
Além disso, ele avalia que Paim daria mais visibilidade à secretaria. Dilma, porém, ainda não encerrou as buscas para o lugar da ministra Luiza Bairros, cuja gestão considera “apagada”.
Sobre a mesa da presidente há até agora sete ministérios com potenciais mudanças à vista: Educação, Ciência e Tecnologia, Trabalho, Cidades, Cultura, Mulheres e Igualdade Racial.
A mudança, desidratada após a queda de sete ministros ao longo de 2011, atinge PP, PDT e PT.
A largada da reforma será dada na semana que vem, com a saída de Fernando Haddad para disputar a eleições em São Paulo e a transferência de Aloizio Mercadante para a Educação.
Seu lugar no Ministério da Ciência e Tecnologia tende a ser ocupado por alguém com perfil mais técnico. O nome mais forte é o de Marcos Raupp, presidente da Agência Espacial Brasileira e indicado por Mercadante. Com menos chance, corre o deputado federal Newton Lima (PT-SP).
Palco de escândalos no ano passado, o Ministério das Cidades é um dos maiores orçamentos da reforma.
A presidente tenta convencer o PP a aceitar Márcio Fortes no cargo, ex-ministro da pasta e aliado de confiança.  O partido, porém, resiste, razão pela qual voltou a falar na manutenção de Mário Negromonte na cadeira ou na indicação do deputado Agnaldo Ribeiro (PB).
No Trabalho, a dificuldade é semelhante. Na lista de cotados pela presidente estão os deputados pedetistas André Figueiredo (CE); Brizola Neto (RJ) e Vieira da Cunha (RS). O ex-ministro Carlos Lupi, presidente da legenda, veta Brizola.
Mesmo com uma reforma pequena e pontual, o Planalto deve anunciar as alterações a conta-gotas. Dilma pode definir, nas próximas semanas, a sucessora da petista Iriny Lopes na secretaria de Mulheres. Iriny disputará as eleições em Vitória. A deputada estadual Inês Pandeló (PT-RJ) pode assumir.
O temor de Dilma é que a reforma reduza o peso da cota feminina na Esplanada, por isso tende a definir, com mais calma, a substituição de Ana de Hollanda na Cultura, o que pode acontecer só em março. Hoje, são dez mulheres no primeiro escalão.
Antes de a “faxina” varrer sete auxiliares de Dilma Rousseff, a presidente cogitava fazer uma reforma mais ampla, o que incluía redução do número de ministérios”.

  • Sábado, 14 Janeiro 2012 / 11:49

Serra pensa em candidatura

   Da repórter Catia Seabra, da ‘Folha’:
   “Cresce a pressão sobre o ex-governador José Serra para que ele dispute a Prefeitura de São Paulo nas eleições de outubro. Antes contrários ao lançamento de sua candidatura, amigos de Serra insistem agora para que entre na corrida municipal.
Um deles é o também tucano Alberto Goldman. Vice de Serra no governo do Estado até 2010, Goldman admite ter mudado de opinião. “No começo do ano passado, achava que ele deveria assumir a bandeira da
oposição. Não foi possível. Mudei de opinião e acho que Serra deve se candidatar à prefeitura”, afirmou.
Goldman expôs seu ponto de vista a Serra na semana passada. Serra, de acordo com Goldman, reafirma que não é candidato.
A Folha apurou que, além dele, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e o ex-deputado Márcio Fortes (RJ) também procuraram Serra para sugerir que concorra, sob o argumento de que ninguém mais defenderá seu legado durante as eleições.
Aloysio diz que Serra rechaça a hipótese. “Tenho meu ponto de vista. Mas Serra foi categórico. Se ele não quer ser candidato, como eu vou querer?”, afirma.
Aliados afirmam, no entanto, que ele está mais maleável à discussão sobre seu futuro político. Meses atrás, nem sequer conversaria sobre o assunto. Hoje, manifesta disposição de ouvi-los.
Por motivos distintos, a candidatura de Serra conta com o apoio do governador Geraldo Alckmin (PSDB), do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Para Alckmin, é a fórmula para deter uma ruptura com o PSD já nessas eleições. Para Aécio, um jeito de tirar Serra do páreo para a eleição presidencial. Uma derrota enterraria as pretensões eleitorais de Serra. Se
vitorioso, não poderia deixar a prefeitura para concorrer ao Planalto.
Em 2006, Serra deixou a prefeitura nas mãos de Gilberto Kassab (PSD) para concorrer ao governo de São Paulo. Quatro anos depois, disputou a Presidência.
Atualmente, paga um preço alto pelo afastamento: o alto índice de rejeição na cidade.
Apesar do risco de derrota, aliados de Serra avaliam que ele não sobreviverá politicamente caso espere, fora do cenário político, pela chance de disputar a Presidência.
Na opinião de serristas, ele conservará musculatura política ainda que perca a disputa municipal. Só assim, poderá atuar como contraponto ao PT no Estado.
A candidatura de Serra evitaria a deflagração de um embate interno no PSDB: as prévias. Tucanos e kassabistas avisam, no entanto, que não dá para esperar por uma decisão de Serra. Qualquer que seja, deve ser tomada até março”.

  • Terça-feira, 03 Agosto 2010 / 10:52

Sonhar… não custa nada – 2

   De Sonia Racy, do seu “Direto da Fonte”:
“Sergio Guerra se reuniu domingo à noite com Andrea Matarazzo, José Henrique Reis Lobo, Marcio Fortes, Eduardo Jorge e Cícero Lucena para avaliar o resultado das pesquisas eleitorais. Não chegaram a uma conclusão sobre o que pode ter mudado em dez dias, entre a primeira e a segunda pesquisa do Ibope, impactando Serra negativamente.
A decisão foi focar no segundo turno que se mostra sempre uma nova eleição.
Falaram também sobre arrecadação de recursos. Acreditam que vai melhorar a partir da segunda quinzena de agosto”.

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 0:18

Tucanos rifam Marina no Rio

    De Ilimar Franco, no Panorama Politico de ‘O Globo’:
“Há uma tensão crescente na coligação que apoia a candidatura de Fernando Gabeira (PV) para o governo do Rio devido à campanha para a Presidência da República. Isso porque o PSDB e o DEM passaram a atacar a candidata Marina Silva (PV), como estratégia para tentar fazer com que José Serra (PSDB) ganhe as eleições no primeiro turno.
Na inauguração do comitê de Serra no Leblon, na semana passada, o vice do tucano, deputado Indio da Costa (DEMRJ), disse que, apesar das qualidades de Marina, a disputa pra valer é entre Serra e Dilma Rosseff (PT). A seu lado estava o vice na chapa de Gabeira, Márcio Fortes (PSDB)”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: Marina cobra fidelidade

Do repórter Adriano Ceolin, do IG:
“A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, cobrou explicações do deputado Fernando Gabeira, candidato ao governo do Rio de Janeiro, sobre a aliança com o PSDB no Estado. Ela não gostou das notícias de que Gabeira faria campanha para José Serra (PSDB) no primeiro turno também.
?Ela me ligou e eu expliquei que no primeiro turno vou apoiá-la para presidente?, disse Gabeira em entrevista ao iG. O deputado, porém, afirmou que Serra deverá aparecer no seu programa eleitoral na TV pedindo votos para ele. ?Uma coisa é ele pedir votos para mim. O contrário não vai ter?, completou.
Nesta terça-feira, o deputado também publicou um desmentido no seu Twitter. ?Jornais insistem no erro que apoio dois candidatos. Estou com Marina?, escreveu no microblog. Junto com a mensagem, ele colocou um link para o seu blog em que consta texto sobre o assunto.
Ainda em entrevista ao iG, Gabeira contou que fez um relato a Marina sobre a reunião em que foi firmada a aliança com PSDB, DEM e PPS no Rio. ?Disse a ela que para a eleição nacional o acordo é que eu apoie ela?, disse. ?Agora, no segundo turno, eventualmente eu apoiaria o Serra?, disse.
O principal responsável pela polêmica é Márcio Fortes (PSDB), provável vice de Gabeira. Após a reunião dos quatro partidos, ele disse que Gabeira teria dois candidatos a presidente. O deputado verde nega. ?Os outros três partidos [DEM, PSDB e PPS] é que apoiam Serra?, disse.
A formação da chapa de Gabeira excluiu a candidata do PV ao Senado, Aspásia Camargo, que disputará a eleição como avulsa e terá menos tempo de TV. Os candidatos oficiais de Gabeira serão o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) e o advogado Marcelo Cerqueira (PPS)”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: escolha a sua versão

 Da ‘Folha’:
“No dia em que foi anunciado oficialmente como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) virou alvo de críticas de aliados por declarar apoio a José Serra (PSDB) num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).
Ele disse ao Blog do Noblat que votaria no tucano após apoiar Marina Silva (PV) no primeiro turno. A declaração gerou incômodo entre aliados da senadora. O ex-deputado Luciano Zica classificou a fala como “lamentável”.
“Foi uma declaração infeliz. Causa estranheza, porque Gabeira é um cara experiente. Não temos o direito de escorregar agora”, disse à Folha. “Não perguntamos ao Gabeira quem ele vai apoiar no segundo turno do Rio. E se a disputa for entre Serra e Marina, ele também vota no Serra?”, provocou Zica.
Obrigado a se explicar, Gabeira disse ter respondido a uma pergunta “bem específica”: “Faz parte de um acordo meu com ele [Serra]. Eles [PSDB] me apoiam aqui no Rio, e eu apoio a candidatura da Marina. Caso haja um segundo turno em que ela não esteja presente, eu o apoio”.
O presidente do PV, José Luiz Penna, tentou contemporizar: “Estamos trabalhando para vencer. Temos que ser generosos com quem escorrega nas cascas de banana”.
Segundo Gabeira, Marina e Serra participarão de seu programa de TV. “Vou fazer a campanha da Marina. Eventualmente posso me encontrar com o Serra, dependendo das circunstâncias”, disse.
A chapa ao governo do Rio foi confirmada ontem, em aliança com PSDB, DEM e PPS. O ex-deputado tucano Márcio Fortes, tesoureiro de Serra na eleição de 2002, deve ser o vice.
O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) tentará ao Senado, e a outra vaga deve ser de Marcelo Cerqueira, do PPS. O PV ainda tenta emplacar a vereadora Aspásia Camargo”.

                          * * *

De Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’:
“Após seis meses de impasse, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) confirmou ontem sua candidatura ao governo do Estado do Rio e oficializou a aliança com PSDB, DEM e PPS. O acordo, sacramentado depois de três horas de reunião, também prevê a participação do parlamentar em atos de campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra.
Até o encontro de ontem, Gabeira e lideranças do PV do Rio mantinham firme a posição de que só fariam campanha para Marina Silva, nome do partido à sucessão do presidente Lula. Os compromissos de Serra no Rio seriam acompanhados apenas pelos candidatos a vice e ao Senado da coligação – indicados pelos demais partidos. O pré-candidato do PV ao governo do Rio confirmou que Serra e Marina participarão da convenção que oficializará seu nome, em junho.
“Pretendemos lançar no dia 23, de manhã. Vamos começar a mobilização. Não será ainda com a presença dos candidatos à Presidência porque nós preferimos que eles venham na convenção”, explicou Gabeira.
Indicado como candidato a vice na chapa de Gabeira, o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB) confirmou que o acordo possibilitará a elaboração de uma agenda de pré-campanha de Serra no Rio. Fortes confirmou a presença de Gabeira nos eventos de Serra no Estado.
“O Gabeira anda com ele”, disse Fortes. “O Serra tem um palanque. A Marina também tem. Mas o Serra tem um palanque bom, uma candidatura vitoriosa, que pode ganhar a eleição e não terá limites. Nossa coligação é adotada por todos universalmente e fará uma bela campanha à Presidência da República. Tanto para o Serra quanto para Marina”, avaliou o tucano.
Pivô da crise que se instaurou entre os partidos, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) teve sua candidatura ao Senado confirmada na reunião de ontem. O PV do Rio resistia em formalizar a aliança tendo ele como representante dos Democratas. Apesar do acordo, os verdes também confirmaram que a vereadora Aspásia Camargo concorrerá ao Senado.
Caso a Justiça Eleitoral se manifeste contrariamente ao lançamento desse tipo de candidatura independente, o partido não criará embaraços para a coligação – de acordo com o presidente da legenda no Rio, Alfredo Sirkis. O outro nome da aliança ao Senado será o advogado Marcelo Cerqueira, do PPS.
“Gabeira já disse que o melhor candidato ao Senado é o Cesar Maia e confirmou que fará campanha para ele”, disse a deputada federal Solange Amaral (DEM), representante do partido e do ex-prefeito na reunião.
Apesar do acordo, Gabeira terá de lidar com resistências veladas. O próprio presidente regional do PSDB, o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, saiu da reunião logo no início. Com ar contrariado, confirmou a aliança, mas disse que a prioridade era a eleição de Serra”.
               
                    * * *

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“Em encontro ontem, na sede do PPS no Rio, para formalizar a coligação PV-PPS-DEM-PSDB, os partidos anunciaram que o pré-candidato ao governo fluminense pelo PV, deputado federal Fernando Gabeira, apoiará, no primeiro turno, dois pré-candidatos à Presidência: Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB). Os dois participarão juntos, em junho, da convenção da aliança no estado. Foi anunciada ainda a chapa de Gabeira para o Senado, que terá o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira (PPS).
- O Serra tem agora um palanque bom, forte, no Rio. A Marina também tem. Nossa coligação está montada. Foi adotada por todos universalmente e vai fazer uma bela campanha para presidente da República. Tanto do Serra, quanto da Marina. O Gabeira não é mais candidato do PV. Ele é candidato da coligação – afirmou Márcio Fortes, um dos coordenadores da campanha de Serra no Rio e provável vice na chapa de Gabeira.
Coordenador da campanha de Marina, o presidente do PV no Rio, vereador Alfredo Sirkis, lembrou da atual situação no Acre:
- Existe uma situação similar no Acre. A Marina apoia a candidatura do (senador) Tião Viana (PT) ao governo. É claro que ele tem todo o interesse de recebê-la (Marina), embora a sua candidata não seja ela. Mas Gabeira vota na Marina.
O lançamento da candidatura de Gabeira deverá ocorrer em 23 de maio. O pré-candidato, no entanto, disse que Serra e Marina só estarão juntos na convenção:
- Os dois (Serra e Marina) estão convidados e estarão presentes. Isso foi conversado aqui (na reunião).
Mesmo com resistência, os partidos confirmaram Cesar Maia para concorrer a uma das duas vagas ao Senado. O PV, que lançou a vereadora Aspásia Camargo como pré-candidata ao Senado, dependerá de uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a viabilidade da chapa com mais de dois nomes a senador. O ex-prefeito não foi à reunião.
- Qualquer problema no caminho não comprometerá a coligação – disse Gabeira, referindo-se a uma suposta negativa à consulta do PV para lançar Aspásia.
Participaram ainda do encontro o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, o ex-governador Marcello Alencar e a vereadora Lucinha, pelo PSDB, e os deputados federais Solange Amaral e Índio da Costa, pelo DEM. O presidente regional do PSDB, José Camilo Zito, deixou a reunião logo no início”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:54

Lula, Dornelles, Serra e Dilma

De Ilimar Franco, no Panorama Político, do ‘Globo’:
“O presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), almoça com a candidata Dilma Rousseff na quarta-feira”.

                                   * * *

De Jorge Bastos Moreno, no Nhenhenhém:
“Lula a Márcio Fortes,(ministro das Cidades)do PP, que anda fazendo beicinho para minha candidata Dilma:
? A lista de sugestões de nomes para o seu lugar é grande”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

A candidatura de Gabeira

Da ‘Folha’:
“O deputado e pré-candidato do PV ao governo do Estado disse que o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) será o candidato ao Senado na chapa composta por PSDB, DEM, PPS e PV. A outra vaga para o Senado ficará com Aspásia Camargo (PV). A reunião para oficializar a chapa deve acontecer na próxima segunda. O Estado era apontado como um dos mais problemáticos para um palanque viável para Serra, pré-candidato à Presidência. Ontem, Maia disse em seu blog que conta com o apoio do PV”.
          * * *
Na curta nota da ‘Folha’, não há referência a candidatura ao Senado do advogado Marcello Cerqueira, pelo PPS, embora ele continue candidato.
          * * *
Se Aspásia Camargo fôr mesmo candidata ao Senado, a aliaça formal do PV será apenas com o PSDB, que apresentará o nome de Marcio Fortes para Vice?.
Mas e o tempo de TV? 
Gabeira terá os minutos do DEM?
Se tiver ele pedirá votos para Cesar?
Eles prometem anunciar o acordo na próxima segunda-feira. Cesar Maia garante que PSDB, DEM e PPS vão marchar juntos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:50

PP quer apostar na neutralidade

Dos repórteres Christiane Samarco e Marcelo de Moraes, do ‘Estadão’:
“Além dos tropeços na campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT), o governo federal deverá amargar a declaração de independência do PP na sucessão presidencial. Alvo do assédio da oposição, que deseja seu apoio para a candidatura do tucano José Serra, a Executiva do PP se reúne hoje para dar o primeiro passo oficial rumo à neutralidade.
A despeito de o PP integrar a base governista e comandar o poderoso Ministério das Cidades, seus dirigentes já avisaram que o partido só formalizará a decisão em junho e tende a dizer não para os dois candidatos. Isso facilitaria a montagem de suas alianças regionais, ora com o PT, ora com o PSDB.
Ontem mesmo, o governo já acusou o golpe. E reagiu. Os recursos federais para bancar as emendas dos parlamentares aliados começaram a ser pagos, numa tentativa de acalmar a base. A liberação da cota de R$ 3 milhões por parlamentar estava atrasada havia um mês.
“Não há o que fazer agora. A hora é de paciência, canja de galinha e sangue de barata”, diz o líder do PP na Câmara, João Pizzolatti (SC), que aposta na neutralidade do partido, mas adverte que o que move todas as legendas é a expectativa de poder.
“Não morremos de amor por ninguém. Vamos ver o que é melhor para o projeto do partido e isso vale nas parcerias estaduais e para a aliança nacional “, conclui o deputado Antônio Cruz (MS), que ontem discutiu a questão das coligações com o líder.
Frustração. Se for confirmada, a neutralidade frustrará os planos dos dois candidatos. Do lado de Dilma, o governo já dava como certa a coligação com o PP de Márcio Fortes, que comanda a pasta das Cidades, dona de um orçamento de R$ 15,2 bilhões para este ano, incluindo muitas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Do lado da oposição, os tucanos vinham acenando com a vaga de vice na chapa de Serra para o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), de olho na fatia que o partido terá no horário de propaganda eleitoral gratuita. Sozinho, o PP deverá ter direito a 1 minuto e 20 segundos no tempo de TV destinado às candidaturas presidenciais.
Como a aliança em torno de Dilma reúne os dois maiores partidos do Congresso (PMDB e PT), além de outras legendas, sua campanha na televisão disporá de algo em torno de dez minutos em cada um dos dois blocos diários de propaganda em rede nacional. Sem o acordo com o PP, Serra terá cerca de sete minutos. Além disso, por Dornelles ser parente do ex-governador de Minas Aécio Neves, sua entrada na chapa ajudaria a colar mais a campanha de Serra no político mineiro.
“É claro que houve uma aproximação do PSDB. A oportunidade de termos o Dornelles na vice deixa o partido muito envaidecido, até porque, dessa forma, não entramos em uma aliança como coadjuvantes”, admite Pizzolatti, que participa da coordenação da campanha de Dilma.
Na prática, o PP caminhou para a solução da neutralidade pela diversidade de seus acordos regionais. Do lado de Dilma, estão, por exemplo, Márcio Fortes que participou domingo, no Rio, do lançamento da candidatura ao Senado do petista Lindberg Faria. Com Serra, já é possível contabilizar o diretório mineiro, que deverá ocupar a vaga de vice-governador na chapa tucana que terá como candidato o governador Antônio Anastasia.
Outros diretórios do PP que têm pesado contra o apoio explícito ao PT são os dos Estados do Sul. Ontem, foi aberta negociação em Santa Catarina, em busca de acordo unindo os palanques da senadora Ideli Salvatti (PT) e da deputada Ângela Amin (PP).

A IMPORTÂNCIA DO MINISTÉRIO DAS CIDADES

Minha Casa Minha Vida
Um dos principais programas lançados no ano passado, alcançou 408.674 contratações de moradias em um ano, o que representa um volume de investimentos de R$ 21,5 bilhões
PAC para a Copa
O PAC destinará cerca de R$ 7,78 bilhões para obras de mobilidade urbana que facilitem a realização da Copa de 2014
PAC Cidade Melhor
Incluído no PAC 2, terá investimentos de R$ 57,1 bilhões, tendo seus programas voltados para saneamento, prevenção em áreas de risco, mobilidade urbana e pavimentação de 2011 a 2014
Urbanização de Favelas
O PAC inclui R$ 8,7 bilhões para urbanização de favelas
Água e Luz Para Todos
Terá R$ 13 bilhões em obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água, com construção de adutoras, estações de tratamento, reservatórios, além de substituição de redes de distribuição e da modernização dos sistemas de medição
CBTU
O Ministério das Cidades controla a Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), presidida por Elionaldo Magalhães, indicado para o cargo na cota do PP de Alagoas
Trensurb
O ministério controla também a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A., responsável pelo transporte de 44,4 milhões de passageiros em Porto Alegre e na região metropolitana
em 2009″.

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