• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: Marina cobra fidelidade

Do repórter Adriano Ceolin, do IG:
“A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, cobrou explicações do deputado Fernando Gabeira, candidato ao governo do Rio de Janeiro, sobre a aliança com o PSDB no Estado. Ela não gostou das notícias de que Gabeira faria campanha para José Serra (PSDB) no primeiro turno também.
?Ela me ligou e eu expliquei que no primeiro turno vou apoiá-la para presidente?, disse Gabeira em entrevista ao iG. O deputado, porém, afirmou que Serra deverá aparecer no seu programa eleitoral na TV pedindo votos para ele. ?Uma coisa é ele pedir votos para mim. O contrário não vai ter?, completou.
Nesta terça-feira, o deputado também publicou um desmentido no seu Twitter. ?Jornais insistem no erro que apoio dois candidatos. Estou com Marina?, escreveu no microblog. Junto com a mensagem, ele colocou um link para o seu blog em que consta texto sobre o assunto.
Ainda em entrevista ao iG, Gabeira contou que fez um relato a Marina sobre a reunião em que foi firmada a aliança com PSDB, DEM e PPS no Rio. ?Disse a ela que para a eleição nacional o acordo é que eu apoie ela?, disse. ?Agora, no segundo turno, eventualmente eu apoiaria o Serra?, disse.
O principal responsável pela polêmica é Márcio Fortes (PSDB), provável vice de Gabeira. Após a reunião dos quatro partidos, ele disse que Gabeira teria dois candidatos a presidente. O deputado verde nega. ?Os outros três partidos [DEM, PSDB e PPS] é que apoiam Serra?, disse.
A formação da chapa de Gabeira excluiu a candidata do PV ao Senado, Aspásia Camargo, que disputará a eleição como avulsa e terá menos tempo de TV. Os candidatos oficiais de Gabeira serão o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) e o advogado Marcelo Cerqueira (PPS)”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: escolha a sua versão

 Da ‘Folha’:
“No dia em que foi anunciado oficialmente como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) virou alvo de críticas de aliados por declarar apoio a José Serra (PSDB) num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).
Ele disse ao Blog do Noblat que votaria no tucano após apoiar Marina Silva (PV) no primeiro turno. A declaração gerou incômodo entre aliados da senadora. O ex-deputado Luciano Zica classificou a fala como “lamentável”.
“Foi uma declaração infeliz. Causa estranheza, porque Gabeira é um cara experiente. Não temos o direito de escorregar agora”, disse à Folha. “Não perguntamos ao Gabeira quem ele vai apoiar no segundo turno do Rio. E se a disputa for entre Serra e Marina, ele também vota no Serra?”, provocou Zica.
Obrigado a se explicar, Gabeira disse ter respondido a uma pergunta “bem específica”: “Faz parte de um acordo meu com ele [Serra]. Eles [PSDB] me apoiam aqui no Rio, e eu apoio a candidatura da Marina. Caso haja um segundo turno em que ela não esteja presente, eu o apoio”.
O presidente do PV, José Luiz Penna, tentou contemporizar: “Estamos trabalhando para vencer. Temos que ser generosos com quem escorrega nas cascas de banana”.
Segundo Gabeira, Marina e Serra participarão de seu programa de TV. “Vou fazer a campanha da Marina. Eventualmente posso me encontrar com o Serra, dependendo das circunstâncias”, disse.
A chapa ao governo do Rio foi confirmada ontem, em aliança com PSDB, DEM e PPS. O ex-deputado tucano Márcio Fortes, tesoureiro de Serra na eleição de 2002, deve ser o vice.
O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) tentará ao Senado, e a outra vaga deve ser de Marcelo Cerqueira, do PPS. O PV ainda tenta emplacar a vereadora Aspásia Camargo”.

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De Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’:
“Após seis meses de impasse, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) confirmou ontem sua candidatura ao governo do Estado do Rio e oficializou a aliança com PSDB, DEM e PPS. O acordo, sacramentado depois de três horas de reunião, também prevê a participação do parlamentar em atos de campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra.
Até o encontro de ontem, Gabeira e lideranças do PV do Rio mantinham firme a posição de que só fariam campanha para Marina Silva, nome do partido à sucessão do presidente Lula. Os compromissos de Serra no Rio seriam acompanhados apenas pelos candidatos a vice e ao Senado da coligação – indicados pelos demais partidos. O pré-candidato do PV ao governo do Rio confirmou que Serra e Marina participarão da convenção que oficializará seu nome, em junho.
“Pretendemos lançar no dia 23, de manhã. Vamos começar a mobilização. Não será ainda com a presença dos candidatos à Presidência porque nós preferimos que eles venham na convenção”, explicou Gabeira.
Indicado como candidato a vice na chapa de Gabeira, o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB) confirmou que o acordo possibilitará a elaboração de uma agenda de pré-campanha de Serra no Rio. Fortes confirmou a presença de Gabeira nos eventos de Serra no Estado.
“O Gabeira anda com ele”, disse Fortes. “O Serra tem um palanque. A Marina também tem. Mas o Serra tem um palanque bom, uma candidatura vitoriosa, que pode ganhar a eleição e não terá limites. Nossa coligação é adotada por todos universalmente e fará uma bela campanha à Presidência da República. Tanto para o Serra quanto para Marina”, avaliou o tucano.
Pivô da crise que se instaurou entre os partidos, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) teve sua candidatura ao Senado confirmada na reunião de ontem. O PV do Rio resistia em formalizar a aliança tendo ele como representante dos Democratas. Apesar do acordo, os verdes também confirmaram que a vereadora Aspásia Camargo concorrerá ao Senado.
Caso a Justiça Eleitoral se manifeste contrariamente ao lançamento desse tipo de candidatura independente, o partido não criará embaraços para a coligação – de acordo com o presidente da legenda no Rio, Alfredo Sirkis. O outro nome da aliança ao Senado será o advogado Marcelo Cerqueira, do PPS.
“Gabeira já disse que o melhor candidato ao Senado é o Cesar Maia e confirmou que fará campanha para ele”, disse a deputada federal Solange Amaral (DEM), representante do partido e do ex-prefeito na reunião.
Apesar do acordo, Gabeira terá de lidar com resistências veladas. O próprio presidente regional do PSDB, o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, saiu da reunião logo no início. Com ar contrariado, confirmou a aliança, mas disse que a prioridade era a eleição de Serra”.
               
                    * * *

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“Em encontro ontem, na sede do PPS no Rio, para formalizar a coligação PV-PPS-DEM-PSDB, os partidos anunciaram que o pré-candidato ao governo fluminense pelo PV, deputado federal Fernando Gabeira, apoiará, no primeiro turno, dois pré-candidatos à Presidência: Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB). Os dois participarão juntos, em junho, da convenção da aliança no estado. Foi anunciada ainda a chapa de Gabeira para o Senado, que terá o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira (PPS).
- O Serra tem agora um palanque bom, forte, no Rio. A Marina também tem. Nossa coligação está montada. Foi adotada por todos universalmente e vai fazer uma bela campanha para presidente da República. Tanto do Serra, quanto da Marina. O Gabeira não é mais candidato do PV. Ele é candidato da coligação – afirmou Márcio Fortes, um dos coordenadores da campanha de Serra no Rio e provável vice na chapa de Gabeira.
Coordenador da campanha de Marina, o presidente do PV no Rio, vereador Alfredo Sirkis, lembrou da atual situação no Acre:
- Existe uma situação similar no Acre. A Marina apoia a candidatura do (senador) Tião Viana (PT) ao governo. É claro que ele tem todo o interesse de recebê-la (Marina), embora a sua candidata não seja ela. Mas Gabeira vota na Marina.
O lançamento da candidatura de Gabeira deverá ocorrer em 23 de maio. O pré-candidato, no entanto, disse que Serra e Marina só estarão juntos na convenção:
- Os dois (Serra e Marina) estão convidados e estarão presentes. Isso foi conversado aqui (na reunião).
Mesmo com resistência, os partidos confirmaram Cesar Maia para concorrer a uma das duas vagas ao Senado. O PV, que lançou a vereadora Aspásia Camargo como pré-candidata ao Senado, dependerá de uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a viabilidade da chapa com mais de dois nomes a senador. O ex-prefeito não foi à reunião.
- Qualquer problema no caminho não comprometerá a coligação – disse Gabeira, referindo-se a uma suposta negativa à consulta do PV para lançar Aspásia.
Participaram ainda do encontro o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, o ex-governador Marcello Alencar e a vereadora Lucinha, pelo PSDB, e os deputados federais Solange Amaral e Índio da Costa, pelo DEM. O presidente regional do PSDB, José Camilo Zito, deixou a reunião logo no início”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:47

Gabeira coloca a viola no saco

Da repórter Alessandra Duarte, de ‘O Globo’:
“Após tanta polêmica, o deputado federal Fernando Gabeira (PV) deve mesmo ser candidato ao governo do Rio pela coligação inicial dos verdes com PSDB, PPS e o DEM de Cesar Maia. Gabeira havia afastado essa opção depois de críticas de aliados, que temem a rejeição que o nome do ex-prefeito do Rio poderia provocar. Segundo Gabeira, a coligação com Cesar ?é a proposta que vamos manter?:
? A gente encerrou a fase de consultas a diretórios e eleitores pelo Estado do Rio. O que ficou claro é que a única alternativa com mais unanimidade é esta.
Os partidos da coligação do verde haviam consultado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se poderiam apresentar mais de dois candidatos ao Senado. Segundo Gabeira, mesmo sem o TSE ter respondido, será essa a configuração das candidaturas a serem lançadas:
? Dois candidatos pela coligação: o Cesar e o do PPS, Marcelo Cerqueira; e, por fora, a Aspásia Camargo (PV).
Quando o TSE responder, se não puder haver três ao Senado, a Aspásia sairia ? diz o verde.
? Temos de valorizar o que nos une, acabar com a dominação do PMDB.
E minimizar o que nos separa, a questão (da rejeição) do Cesar.
Outro motivo para a decisão é a necessidade de palanque no Rio para a candidatura presidencial de José Serra (PSDB).
? Nada no Rio é dissociado da candidatura Serra ? diz o deputado Luiz Paulo (PSDB).
? Serra aguarda uma solução ? afirma Márcio Fortes (PSDB), cotado para vice de Gabeira.
O anúncio oficial da decisão sai até sexta, após Alfredo Sirkis, presidente do PV-Rio, voltar de Washington”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:33

Gabeira diz ter opção secreta

Dos repórteres Isabel Braga e Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“A tentativa do PV de contornar os problemas da coligação em torno da candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) ao governo do Rio, com o lançamento de mais de dois candidatos ao Senado na mesma chapa, deverá render novo debate no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O entendimento de especialistas é que essa dúvida tornou-se procedente a partir do fim da regra da verticalização nas alianças partidárias.
O TSE terá de dizer se a emenda que acabou com a verticalização liberou totalmente a possibilidade de coligações eleitorais ou se ainda vale a regra prevista no artigo 6º da lei eleitoral ( Lei 9.504/ 97). Este artigo faculta aos partidos, dentro da mesma circunscrição ( no caso do Rio, o estado), celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, “ou para ambas”. E estabelece que, no caso das proporcionais, é permitido fazer subcoligações, desde que formadas por partidos que integram a coligação na eleição majoritária.
Ou seja, se quatro partidos se unem para tentar eleger um governador, eles podem, no caso de eleição de deputados, fazer coligações menores. No entendimento de especialistas, isso não se estenderia à eleição de senadores, mas caberá ao TSE esclarecer.
O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), relator da minirreforma eleitoral do ano passado, diz acreditar que o TSE manterá o entendimento de que não é possível subcoligações no caso de eleições majoritárias nos estados.
- Entendo que cada partido pode se coligar para o governo e apresentar, sozinho, seu candidato ao Senado. Mas não pode haver, para o Senado, subcoligações entre os partidos que formam a chapa para o governo.
Para o advogado eleitoral do PSDB, Afonso Ribeiro, a lei é mais restritiva e só permite que uma coligação para o governo lance dois candidatos ao Senado. O PV entrou com consulta indagando justamente se cada partido pode lançar individualmente seu candidato ao Senado. E também perguntAlou se é possível sub coligações. O PV quer lançar Aspásia Camargo ao Senado, e os nomes de Marcelo Cerqueira (PPS) e Cesar Maia (DEM) seriam lançados pelos demais partidos. A consulta ainda não foi respondida.
Gabeira disse ontem que sua maior preocupação é a de garantir um candidato da oposição que seja competitivo.
- Essa proposta (de lançar quatro candidatos ao Senado) foi feita para acomodar as divergências. Estamos também pensando em outras opções, mas não posso adiantar ainda – disse Gabeira. – Existe uma dominação do PMDB no estado, que pode ser ameaçada por uma candidatura de oposição. Podemos nos unir porque o mais importante é ter um candidato de oposição competitivo.
A crise na coligação PV/PSDB/DEM/PPS no Rio, provocada pela resistência de parte dos verdes e dos tucanos a Cesar Maia, pode atingir as pretensões do pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, de ter um palanque no estado.
Gabeira está sendo pressionado por aliados, que temem desgaste se o deputado fizer dobradinha com Cesar Maia, que vai disputar uma vaga no Senado pelo DEM. Gabeira e Serra devem se encontrar ainda esta semana para tentar solucionar o impasse.
Ontem, o presidente regional do PV no Rio, Alfredo Sirkis, admitiu que a situação na coligação está tensa:
- A hipótese (da desistência de Gabeira) tem que ser considerada. Ele (Gabeira) está preocupado e impaciente. Mas temos até junho, na convenção, para resolver.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, disse que o partido seguirá as orientações de Serra, independentemente de Gabeira ser ou não candidato ao governo do Rio:
- Faremos o que Serra mandar para beneficiá-lo no palanque do Rio.
Há quase duas semanas, Rodrigo Maia centrou ataques em Gabeira, dizendo que “ele recebe meia dúzia de mensagens contra Cesar Maia e entra em TPM”.
Ontem, por e-mail, Cesar Maia foi mais cauteloso:
- Acho que o Rio deixaria de contar com um vetor alternativo, o que prejudicaria muito a decisão do eleitor. Espero que isso (a desistência de Gabeira) não ocorra”.
                       * * *
O deputado Fernando Gabeira foi engolido pelos aloprados de sua coligação e, agora, finge que a questão depende do TSE.
É claro que não depende.
O TSE poderá responder a consulta da maneira que bem entender.
O que se discute não é o fim da verticalização, já que o impasse não é jurídico, e ele sabe disso.
O impasse é político.
Não faz sentido o DEM e o PSDB abrirem mão de seu tempo na TV, para o candidato ao governo, e esse não ser leal àqueles que lhe proporcionam esse espaço.
                       * * *
Coligação é para unir simpatizantes e, às vezes, até contrários.
Correligionários estão sempre no mesmo partido.
O que não parece ser o caso do PV.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:27

Gabeira desanimado ameaça renunciar

Da repórter Paola de Moura, do ‘Valor Econômico’:
“Desanimado com a falta de acordo entre PV e DEM e convicto de que a união de seu nome ao do ex-prefeito Cesar Maia, candidato ao Senado pelo DEM, seria prejudicial à sua campanha a governador, o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) ameaça desistir da candidatura ao governo do Rio e tentar nova vaga na Câmara. A possível desistência pode atrapalhar a candidatura do pré-candidato à Presidência da República do PSDB, José Serra, no Estado. “Tenho dado boas contribuições lá. Já participei do programa de Aids, quebra do monopólio das teles e fui relator para Kioto. Posso continuar a trabalhar em Brasília, apesar de não ser um dos melhores lugares do mundo”, disse Gabeira. O PV fez acordo com PSDB, DEM e PPS, mas o PV fluminense guarda resistência com o DEM, especialmente com Maia. O PSDB nacional, porém quer o DEM aliado em todos os Estados do país.
Nesta semana, depois de ouvir sobre a rejeição de seu nome pela base eleitoral de Gabeira, Maia publicou em seu blog que a coligação seria mais necessária à Gabeira que a ele próprio. Maia afirmou ainda que o deputado do PV não seria mais essencial à campanha de Serra, pois sem Ciro Gomes e com poucas chances de vitória da candidata a presidente do PV, Marina Silva, Serra poderia ganhar a eleição já no primeiro turno. Segundo o ex-prefeito, a solução seria lançar candidatura própria do PSDB no Rio.
Mesmo com 18% dos votos nas pesquisas, Gabeira diz que faria a campanha com pouco dinheiro e tempo curto na televisão. O deputado está em terceiro lugar nas sondagens eleitorais, próximo a Anthony Garotinho (PR), com 23%. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), tem 37%. “Estou lutando com todas as máquinas, a da prefeitura, a do Estado, a federal e a Universal [Igreja Universal], não posso me dar ao luxo de perder contato com parte do eleitorado. Tenho que manter minha trincheira”, afirmou.
O deputado estadual tucano Luiz Paulo Corrêa da Rocha diz que os ânimos estão muito acirrados e que o tempo apaziguará as diferenças. “Não fizemos nenhuma conversa coletiva sobre a coligação. Por enquanto, só há muita conversa individual. O que temos acordado são dois senadores, um do DEM e outro do PPS, e o Gabeira para governador”, disse. “Deixa todo mundo se acalmar. Nosso desejo é pela manutenção do que foi acordado, mesmo porque é o eleitor quem vai decidir.”
A possibilidade de Gabeira desistir da candidatura a governador causou surpresa no PPS. “Tivemos hoje (ontem) uma reunião no diretório regional e o que nos foi passado é que o problema vai ser resolvido pelas direções dos partidos. Esta possibilidade não nos foi informada ainda”, disse o vereador Paulo Pinheiro (PPS). “A coligação está acertada e nós daremos um dos candidatos a senador”, referindo-se ao ex-deputado federal Marcelo Cerqueira.
Procurado através de e-mail, por onde se comunica com a imprensa, o ex-prefeito César Maia não respondeu se desistiu da coligação. Na última semana, divulgou em seu blog números com a média de pesquisas eleitorais ao Senado, onde aparece em segundo lugar, com 35%, atrás do senador Marcelo Crivella (PRB), com 39%. Na terceira colocação, viria o ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT), com 15%”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:15

Fogo amigo ameaça alianças

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“A pré-campanha no Rio já virou uma guerra. Mas não entre adversários.
Os dois principais nomes da disputa pelo governo do estado sofrem com fogo amigo.
De um lado, Fernando Gabeira (PV) ? muito criticado pelo até então aliado e presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia ? deverá anunciar, na próxima semana, o rompimento com o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), que concorreria ao Senado em sua chapa. Do outro, o governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, tenta administrar o confronto pesado entre seus dois pré-candidatos ao Senado: o ex-prefeito Lindberg Farias (PT) e o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB).
Gabeira já havia manifestado o desejo de excluir Cesar Maia da aliança por causa da rejeição ao ex-prefeito na classe média carioca. A intenção do verde, porém, provocou forte reação de Rodrigo Maia, que saiu em defesa do pai e pôs em risco a coligação formada por PV, DEM, PPS e PSDB. Segundo o presidente nacional do DEM, ?ou Gabeira tem o apoio de todos os partidos ou não tem de nenhum deles?.
E atacou: ?A rejeição a Cesar Maia só ocorre no Posto 9, na Praia de Ipanema, onde Gabeira toma sol?.
As últimas declarações de Rodrigo Maia, publicadas ontem no GLOBO, sacramentaram de vez a decisão de Gabeira, que, há três semanas, participou de um encontro do DEM. No evento, o verde declarou que Cesar Maia ?é o melhor candidato ao Senado?. O PV indicará a vereadora Aspásia Camargo para disputar uma vaga no Senado.
O presidente regional do PV, Alfredo Sirkis, inimigo político de Cesar, disse que, agora, o problema está resolvido.
? Eles (Rodrigo e Cesar) vão seguir a vida deles. É melhor assim. Com a saída do DEM, o tempo na propaganda eleitoral na TV não será problema.
Teremos três ou quatro minutos para fazer um bom programa. E é o suficiente.
Eles acham que estamos nos suicidando. Não estamos. Só não compensa o tempo de TV com o desgaste que teremos com Cesar junto à classe média ? afirmou Sirkis.
A intenção de Sirkis é manter a aliança com o PPS e o PSDB, como ocorreu nas eleições de 2008, quando Gabeira foi candidato a prefeito. No PSDB, porém, há divergências. O presidente regional do partido, José Camilo Zito, já disse que não apoia Gabeira.
E o presidente regional do PPS, deputado estadual Comte Bittencourt, afirmou que o partido ficará com Cesar Maia. O PPS deverá indicar Marcelo Cerqueira para o Senado.
? Anteciparam (a campanha) para fevereiro e março, o que deveria ocorrer somente em junho. O que há é um processo de discussão de alianças. Não há ruptura do que ainda não existe. Para manter as características de atuação do PV e do Gabeira, não cabia uma aliança com Cesar Maia ? disse Sirkis.
Gabeira disse que só vai se pronunciar sobre qualquer decisão dele e do PV depois da Semana Santa.
Na última quinta-feira, ao saber dos ataques de Rodrigo Maia, o pré-candidato evitou entrar em polêmica: ? É assim? Tudo bem. Eu não vou bater boca com ele pelo jornal. Se ele acha tudo isso, então, estamos conversados.
Anteontem, Rodrigo Maia ironizou a intenção de Gabeira de romper com o DEM: ? O Gabeira recebe meia dúzia de mensagens contra Cesar Maia na caixa postal do computador e entra em TPM.
O presidente do DEM voltou a criticar Gabeira ontem: ? É um problema deles (romper com Cesar e o DEM). O Sérgio Cabral vai ganhar a eleição com essa decisão do Gabeira ? disse.
Por e-mail, Cesar Maia atacou os aliados do pré-candidato. ?Gabeira é vítima dos seus, que, na verdade, querem usá-lo para se elegerem?, disparou o ex-prefeito. E completou: ?Para mim, aumenta a votação. Para ele (Gabeira), elimina a chance (de vencer Cabral)?. No Twitter, Cesar declarou apoio ao pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra.
Já Cabral terá de buscar o entendimento entre Lindberg e Picciani. Em entrevista a um programa de TV que irá ao ar amanhã, o presidente da Alerj ataca o petista. Segundo Picciani, ?Lindberg teve comportamento de criminoso? ao responsabilizá-lo pelo vazamento de informações à imprensa sobre a decisão da Justiça de quebrar o seu sigilo bancário e fiscal e o de sua família por suspeitas de desvios de verbas na prefeitura de Nova Iguaçu. E concluiu: ?Lindberg vai ter que explicar é à Justiça como ele e seus familiares criaram 12 empresas contratadas irregularmente pela prefeitura?.
Lindberg rebateu: ? Este senhor (Picciani) se acha o dono do Rio. Ameaça, chantageia, joga sujo. É baixo. Gosta de dizer que todos o temem. Mas eu não tenho medo dele e muito menos dos seus métodos. Vou processá-lo. Ele vai ter que provar tudo isso.
Em seguida, o petista atacou novamente Picciani: ? Em 1994, Picciani tinha um Corcel velho. Era assim que fazia campanha nos subúrbios do Rio.
Hoje é um grande fazendeiro, um dos maiores criadores de gado do Brasil. Se alguém tem que se explicar como enriqueceu, não sou eu.
Picciani respondeu por meio de sua assessoria: ?Os meus problemas foram enfrentados e resolvidos.
Espero que o Lindberg enfrente e resolva os dele?.
Cabral tem outra dor de cabeça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem pressionado o governador aliado a apoiar o senador Marcelo Crivella (PRB), que disputará novamente uma vaga no Senado. Lula atenderia a um pedido de seu vice, José Alencar (PRB). O presidente vem ao Rio na próxima terça-feira.
? Conversarei com Cabral sobre esses problemas e outros assuntos no domingo (hoje). Mas isso tudo é uma disputa de espaço natural. É uma coisa que vai se ajeitar ? minimizou o vice-governador, Luiz Fernando Pezão.
Em janeiro, Cabral ficou furioso com o encontro entre o pré-candidato ao governo do estado pelo PR, o ex-governador Anthony Garotinho (PR), e a pré-candidata à Presidência pelo PT, a ex-ministra Dilma Rousseff. Garotinho, a exemplo de Cabral, faz parte da base aliada de Lula, mas o governador não pretenderia ver os aliados petistas no palanque de seu adversário”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:07

Guerra do PV, DEM e PSDB do Rio continua

De Ilimar Franco, no ‘Panorama Político’:
 ”A cúpula do PV no Rio aproveita a insatisfação no PSDB para tentar minar a candidatura de Cesar Maia (DEM) ao Senado. Os verdes vão ter candidato próprio, Aspásia Camargo. Mas a rebelião tucana foi debelada.O DEM ameaçou abandonar as candidaturas de Fernando Gabeira (PV) ao governo e de José Serra à Presidência. Para apagar o incêndio, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, teve que sair enquadrando os rebeldes.
Candidato ao governo, Fernando Gabeira (PV) evita se posicionar sobre os senões de seu partido e dos tucanos à candidatura de Cesar Maia. Ele pretende reunir os aliados para tratar da questão. “Vou ouvir para saber que caminho tomar. O ideal é que todos se sintam confortáveis”, comentou. A conspiração PSDB-PV contra o DEM não tem o apoio do PPS. “Esse tipo de coisa não contribui para o ambiente da aliança. Só o PPS fala pelo PPS. O PPS está com Cesar Maia e Marcelo Cerqueira”, garante o deputado estadual Comte Bittencourt, presidente regional da sigla. O tiro no pé é motivo de comemoração no Laranjeiras”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:43

Candidatos discutem tempo na TV

Do colunista Ilimar Franco, no Panorama Político:
“O DEM quer que seu candidato ao Senado pelo Rio, o ex-prefeito Cesar Maia, tenha mais tempo de propaganda na TV do que o PPS, da mesma coligação.
O assunto foi discutido ontem em reunião sobre a candidatura de Fernando Gabeira (PV) a governador. O DEM tem direito a 58 segundos e o PPS, que lançará o advogado e ex-deputado Marcelo Cerqueira, a 24 segundos. O DEM quer retalhar nessa proporção os 58 segundos do PSDB”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:49

“Quero mais que o pobre exploda!”

O ex-deputado Marcelo Cerqueira é um dos mais brilhantes advogados do país.
Ele foi vice-presidente da UNE, quando o presidente era José Serra, fundou o Centro Popular de Cultura, o CPC, foi exilado político e voltou ao país para ficar preso por 100 dias, foi um dos fundadores do PMDB, foi vítima de dois atentados – um contra o seu carro e outro contra a sua casa, em Santa Teresa, em 1981 ? é professor de Direito Constitucional e dirige o Departamento Jurídico da Assembléia do Rio.
Ex-deputado federal, Marcelo foi candidato a Prefeito do Rio, em 1985, apoiado por uma frente integrada pelo PSB, seu partido na época, e mais o PCB, o PCdoB e o PMDB.
Seu discurso era um só: governar para os pobres, para a periferia, para as favelas.
?Chega de embelezar o que já é bonito. Se cuidarmos do pessoal que mora nos morros,  os que estão no asfalto também serão beneficiados?.
O Rio não acreditou nisso, e Marcelo foi derrotado.
Passados 24 anos, os governantes insistem na mesma política.
O governo do Rio anunciou ontem que São Conrado e Barra receberão, ainda esse ano, os canteiros de obras para a expansão do metrô.

  • Terça-feira, 06 Julho 2010 / 4:38

Sirkis com Temer e Cerqueira

  Alfredo Sirkis, segundo informa Ancelmo Góis, diz que como não foi possível viabilizar a candidatura da verde Aspásia Camargo ao Senado, ele votará em Milton Temer, do Psol.
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Como são dois os candidatos ao Senado, e votar em Cesar Maia não faz parte de seus planos,  certamente o segundo nome de Sirkis é outro de sua coligação: Marcelo Cerqueira, do PPS.

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