• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

A candidatura de Gabeira

Da ‘Folha’:
“O deputado e pré-candidato do PV ao governo do Estado disse que o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) será o candidato ao Senado na chapa composta por PSDB, DEM, PPS e PV. A outra vaga para o Senado ficará com Aspásia Camargo (PV). A reunião para oficializar a chapa deve acontecer na próxima segunda. O Estado era apontado como um dos mais problemáticos para um palanque viável para Serra, pré-candidato à Presidência. Ontem, Maia disse em seu blog que conta com o apoio do PV”.
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Na curta nota da ‘Folha’, não há referência a candidatura ao Senado do advogado Marcello Cerqueira, pelo PPS, embora ele continue candidato.
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Se Aspásia Camargo fôr mesmo candidata ao Senado, a aliaça formal do PV será apenas com o PSDB, que apresentará o nome de Marcio Fortes para Vice?.
Mas e o tempo de TV? 
Gabeira terá os minutos do DEM?
Se tiver ele pedirá votos para Cesar?
Eles prometem anunciar o acordo na próxima segunda-feira. Cesar Maia garante que PSDB, DEM e PPS vão marchar juntos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:17

Pesquisa no Rio é muito curiosa

De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O PSDB do Rio reuniu sua Executiva ontem. Alguns de seus membros tiveram acesso a uma pesquisa. Nela, 17% de eventuais eleitores de Fernando Gabeira (PV) ao governo dizem que mudariam o voto se Cesar Maia integrar a chapa”.
É esquisito o resultado da pesquisa, pois embora exista a coligação, inexiste a vinculação.
Portanto, o eleitor de Gabeira pode votar nele, e escolher dois outros senadores distintos, entre eles, Marcelo Crivella, Jorge Picciani, Lindberg Farias, Pastor Manoel Ferreira, Marcello Cerqueira e Aspásia Camargo, entre outros.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:11

Sem mesquinharia

Do advogado Marcello Cerqueira, pré-candidato do PPS ao Senado, para ‘O Globo”:
“O comandante do Exército russo reuniu seu estado-maior e advertiu: A terceira guerra mundial está a caminho e nossos adversários serão os chineses. Um general mais prudente perguntou: Mas, comandante, os chineses são mais de um bilhão e meio e nós apenas cento e cinquenta milhões de russos. Riu-se o comandante: Israel tem apenas cinco milhões de judeus e vence cento e cinquenta milhões de palestinos. Volta o general prudente: E nós temos cinco milhões de judeus? À falta dos cinco milhões de judeus e pacifistas por natureza, fluminenses e capixabas, além de paulistas, vão ter de negociar a tunda que sofremos com a chamada emenda Ibsen Pinheiro, na aprovação da qual o governo federal demonstrou sua política ambígua e de consequências sinistras para os estados produtores de óleo. De logo, o Estado do Rio e seus municípios produtores perdem não menos de 7,5 bilhões de reais e o Espírito Santo 98% das compensações financeiras.
E a ninguém escapa que a responsabilidade pela chamada emenda Ibsen Pinheiro foi resultado da posição que assumiram os ministros Dilma e Lobão, na indiferença pela supressão dos royalties já devidos aos estados-membros produtores, agravados pela curiosa declaração do presidente Lula de que não desejava tal discussão (a dos royalties) no período eleitoral. Ora, se assim não queria, então por que enviou o anteprojeto com o carimbo de urgência urgentíssima? E mais do que isso: a alguém escapa que sem o apoio, ou pelo menos a leniência do governo, a malsinada emenda teria alcançado o formidável número de votos que colheu (369 a favor contra 72)? Sabem os leitores de alguma votação na Câmara, em todo o período do presidencialismo compromissado do governo Lula, em que o governo tenha perdido? De vida atribulada, o deputado autor da emenda, consciente ou inconscientemente não importa, serviu de espoleta para os ministros que referi. É certo que ele tem sua responsabilidade, mas ela não decorre de sua vontade. Antigo parlamentar, sei que as maiorias não se formam à margem do governo-patrão.
A questão do marco regulatório do pré-sal envolve interesses estratégicos do país e não pode ser tratada com a leveza que está sendo conduzida. Não pode. Não pode sem antes ser objeto de ampla discussão com toda a sociedade. E o assunto é de tal vulto e de tal alcance, que irá romper o dique das forças que o governo ainda represa. Os problemas represados com o assistencialismo e apesar da enorme capacidade de comunicação do presidente da República, permanentemente em campanha eleitoral, acabarão por alertar o eleitor que o modelo chegou ao seu termo.
Não é verdade que o Senado Federal pode resolver a contenda e devolver aos estados produtores o direito às áreas pré-licitadas. Sem o de acordo da Câmara dos Deputados, o Senado fará mera figuração. Pela sistemática constitucional, as mensagens do presidente da República são enviadas primeiro para a Câmara dos Deputados, funcionando o Senado da República como Câmara meramente revisora. O anteprojeto porventura alterado pelo Senado pode ser derrubado quando voltar à Câmara que, querendo, restabelecerá o seu texto original. Nessa comédia de erros e desacertos, o presidente da República anuncia que vai, como é do seu ofício, mais uma vez arbitrar a contenda. É possível, mas os eleitores já viram como pode atuar um governo despreocupado pela vida real e talvez já sinta a ameaça de uma sucessão presidencial em que se apresente a burocracia mais arrogante.
Quando o Brasil comprou o Acre dos bolivianos, em 1903, a região amazônica era rica em seringais. Reza a lenda que os grandes proprietários acendiam charutos com notas de mil-réis, importavam vinhos e queijo da Europa, mandavam passar suas camisas em Lisboa, e o fabuloso Teatro Amazonas aí está para atestar a riqueza da época.
Hoje, a União federal gasta com o Acre mais de três vez do que lá arrecada. Na projeção, desde a quebra da borracha, o Acre terá custado ao país cerca de 100 bilhões de reais. A solução correta seria abandonar o Acre à sua sorte? Não. Naturalmente, não.
É isso que querem fazer com a riqueza finita do petróleo? Ontem a borracha e no futuro o petróleo.
O Congresso, o governo federal e os governos dos estados não produtores devem ter juízo. E pensar grande, sem mesquinharia. Pensar no Brasil”.

  • Sexta-feira, 14 Maio 2010 / 4:06

Marcello Cerqueira no Congresso

De Ilimar Franco, no Panorama Político de ‘O Globo’:
“Com o fim da candidatura avulsa ao Senado da vereadora Aspásia Camargo, o PV agora quer uma das candidaturas ao Senado da coligação PV-PSDB-DEM-PPS. Aspásia fez sondagens junto ao PPS para que o partido abra mão de concorrer a uma das vagas, para que ela seja a candidata. O PPS não fechou as portas a um entendimento. Mas condiciona abrir mão de seu direito ao PV, se este concordar com o lançamento de uma chapa PV-PPS de candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. O PPS reivindica uma coligação ampla faz tempo. O PV fechou as portas, mas, se mudar de postura, o PPS também poderá ceder”.
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Se a coligação vingar, ficará garantida a volta de Marcello Cerqueira ao Congresso.
De onde nunca deveria ter saído.

  • Quarta-feira, 12 Maio 2010 / 4:05

Cabral entre Crivella e Lindberg

De Luiz Carlos Azedo, do ‘Correio Brasiliense’:
“Enquanto os candidatos ao Senado na coligação do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), candidato ao governo fluminense, serão Cesar Maia, do DEM, e Marcelo Cerqueira, do PPS, na chapa de Sérgio Cabral (PMDB), ressurge o fantasma do senador Marcelo Crivella (PRB), preferido do presidente Lula. Já se fala em remover a candidatura ao Senado do ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (PT), bombardeado por denúncias contra sua gestão na prefeitura”.
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Embora deteste Lindberg, Cabral porém o defenderá com unhas e dentes, pois não quer abrir espaço para Crivella.
Ele até que gostaria de atender ao desejo do Presidente, mas sabe que se o fizer, terá contra si as Organizações Globo.
E delas ele não abre mão.
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Aliás, Cabral flana (a palavra que Serra adora) como um verdadeiro tríplice coroado.
Tem ao seu lado:
1. A máquina administrativa.
2. A popularidade de Lula.
3. A força das Organizações Globo.
O governador só perde essa eleição se fôr muito incompetente.
A sorte de seus adversários, é que ele o é.

  • Quarta-feira, 12 Maio 2010 / 4:04

Aspásia e Crivella perdem no TSE

Ministra Carmem Lúcia, a relatora

Ministra Carmem Lúcia, a relatora

Do blog do ex-prefeito Cesar Maia:
“TSE respondeu, ontem, consulta sobre Senado em coligação para governador.         
A + B + C + D estão coligados para Governador. Pode haver a criação de duas coligações A + B e C + D ou A + B + C e D (sozinho), de modo que cada uma dessas configurações possa lançar dois candidatos ao Senado? Resposta: Não”.
Confuso não é?
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Vejam o texto do TSE:
“Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram, na sessão administrativa desta terça-feira (11), responder negativamente, por unanimidade, a duas consultas formuladas pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) e pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Na primeira consulta, do senador Francisco Dornelles, a decisão foi de responder negativamente às seguintes questões: “considerando que os partidos A, B, C e D coligaram-se para governador, indaga-se:
1) Poderão os referidos partidos formar duas coligações A-B e C-D para senador e cada uma dessas coligações apresentar 2 candidatos a esse cargo?
2) Poderão os referidos partidos formar uma coligação A-B-C para senador e apresentar 2 candidatos a esse cargo, ficando o partido D isolado?
A consulta do deputado Eduardo Cunha foi feita nos seguintes termos: “partidos políticos diversos, sendo um sem candidato a governador, com um candidato a senador nas eleições de 2010, podem se coligar para deputado federal e estadual nas eleições proporcionais com outro partido que participe em coligação para governador e senador com outros partidos?”
A relatoria de ambas as consultas foi da ministra Cármen Lúcia”.
Entenderam?

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Agora em bom português:
1 – Os candidatos ao Senado na coligação do deputado Fernando Gabeira serão Cesar Maia, do DEM, e Marcello Cerqueira, do PPS.
Aspásia Camargo, do PV, está rifada.
2 – Os candidatos ao Senado na coligação do governador Sergio Cabral serão Jorge Picciani, do PMDB, e Lindberg Farias, do PT. O sonho de Marcelo Crivella, o preferido de Lula,  de ser o terceiro candidato nessa coligação foi para o espaço.
3 – O PR de Garotinho continua com uma vaga aberta para um candidato ao Senado. Será que alguém se apresenta? O PDT, que poderia ser seu aliado, prefere a suplência de Picciani.

  • Quarta-feira, 12 Maio 2010 / 4:03

Marcelo Cerqueira já tem seu site

Já está no ar o site do candidato do PPS ao Senado, o ex-deputado Marcello Cerqueira.
Seu endereço é www.marcelocerqueira.com.br
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Para quem não sabe, Marcelo é certamente o carioca mais ligado a José Serra.
Eles são companheiros há 50 anos, época em que o ex-governador de São Paulo presidia a UNE, e Marcelo era o vice-presidente.

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