• Sexta-feira, 30 Março 2012 / 3:04

Demóstenes vai acabar sendo preso

    Do colunista Luiz Carlos Azedo, do ‘Correio Braziliense’:
    “O destino do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) está por um fio. Ou melhor, depende do teor das gravações de suas conversas com o contraventor Carlos Cachoeira, preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. No Senado, onde corre o risco de sofrer um processo de cassação por quebra de decoro, tanto os adversários como aliados esperam apenas que os documentos cheguem ao conhecimento da Casa para tomar providências nessa direção.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que foi duramente atacado por Demóstenes no caso dos atos secretos, já deu sinais de que não moverá uma palha por ele. O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), procurado pelo senador goiano em busca de solidariedade, disse-lhe poucas e boas. Renan, que renunciou ao comando do Senado para não ser cassado, também não esqueceu os discursos de Demóstenes.
A cúpula do DEM já afia a guilhotina para cortar a cabeça de Demóstenes, assim como fez com o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. O desconforto é enorme e não será surpresa se os caciques da legenda resolverem expulsá-lo do partido. Demóstenes está só.
                                  * * *
Amigos de Demóstenes Torres avaliam que o senador não deve renunciar ao mandato para evitar uma eventual cassação. Acreditam que o senador goiano será preso se perder a imunidade parlamentar”.

  • Terça-feira, 07 Fevereiro 2012 / 8:21

Cabral: PM do Rio condena greve

    Do colunista Luiz Carlos Azedo, do ‘Correio Braziliense’:
    “O governador do Rio, Sérgio Cabral (foto), do PMDB, garantiu ontem que não haverá uma nova greve de policiais militares no estado. Anunciou que o salário inicial da PM será aumentado de cerca de R$ 1.200 para R$ 1.669 e que o movimento a favor da paralisação não tem apoio da maioria da corporação, muito menos da população”.

  • Sexta-feira, 20 Janeiro 2012 / 11:02

Oposição em Salvado está desunida

    Do colunista Luiz Carlos Azedo, do ‘Correio Braziliense’:
    “A oposição ao prefeito de Salvador, João Henrique (PP), não consegue se entender. No Democratas, o deputado federal ACM Neto e o ex-deputado federal José Carlos Aleluia se digladiam pela vaga de candidato. Ex-prefeito soteropolitano, o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) não abre mão da própria candidatura. No PMDB, o radialista Mário Kertész, que lidera as pesquisas de opinião, exige uma definição dos aliados para se lançar candidato. “Pronto, acabou. Façam o seguinte: saiam todos candidatos, menos eu, é claro, e entreguem a prefeitura para o PT. Depois, passem quatro anos reclamando”, disparou Kertész”.

  • Sexta-feira, 13 Janeiro 2012 / 9:52

A conta de Kassab

     Do colunista Luiz Carlos Azedo, do ‘Correio Braziliense’:
     “Protagonista da maior reviravolta política no Congresso no ano passado, a fundação do seu PSD, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, se vê agora diante da fatura a ser paga aos governadores que o ajudaram a estruturar a legenda: abrir mão de candidaturas próprias nas capitais. Mesmo que venha a
conquistar o tempo de televisão e os recursos do fundo partidário proporcionais à bancada na Câmara, onde a sigla tem 47 deputados. Esse não é um grande problema para Kassab.
Deputado de primeiro mandato, o líder do PSD na Câmara, Guilherme Campos (SP), é um ilustre desconhecido na política nacional. Esse é o perfil da maioria da bancada, que integra o chamado baixo clero da Câmara e vota maciçamente com o governo. Não haverá problemas com os governadores que ajudaram Kassab a esvaziar o DEM. Nem objeção ao eventual ingresso de Kassab na equipe do governo federal em 2013 para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff no ano seguinte.
Porém, nem por isso é bom subestimar o peso político desse grupo de parlamentares: isoladamente, eles já formam a quarta bancada da Câmara. Se ingressarem no bloco PSB-PTB-PCdoB, que tem 62 deputados, ou simplesmente se aliarem a ele, formarão um agrupamento político maior do que o PT e o PMDB, que contam com 85 e 78 deputados, respectivamente. Poderão até implodir o acordo entre o PT e o PMDB para se revezarem no comando da Casa se o objetivo de conquistar mais espaço na Esplanada for frustrado”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 4:01

Sergio Cabral e seu helicóptero

De Luiz Carlos Azêdo, do ‘Correio Brasiliense’:
“O ex-prefeito de Nova Iguaçu (RJ) Lindberg Farias (PT) está mesmo no inferno astral. Ontem, teve que encarar a Avenida Brasil para chegar a São João de Meriti, enquanto seu companheiro de chapa, Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa, voava no helicóptero de Cabral em companhia de Dilma Rousseff.  Os dois não se bicam”.
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E quem pagou a gasolina do helicóptero que levou os três candidatos a um comício com lideranças do interior?

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Cabral invade área de rival

Do colunista Luiz Carlos Azedo, do ‘Correio Brasiliense’:
“O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, desembarca hoje em Campos, levando a tiracolo o presidente da Assembleia Legislativa fluminense, deputado Jorge Picciani (PMDB), seu candidato preferencial ao Senado. O pretexto é anunciar o início das obras de recuperação do sistema de drenagem da Baixada Campista, mas no plano eleitoral a agenda representa um ataque frontal ao seu principal adversário nas eleições, o ex-governador Anthony Garotinho (PR), cuja mulher, Rosinha Matheus (PR), é prefeita da cidade.
A invasão da principal base eleitoral do casal que já governou o Rio de Janeiro é motivada por pesquisas de opinião que revelam a transferência de votos do interior fluminense para Cabral, que hoje contaria com o dobro das intenções de voto de Garotinho. A calamidade causada pelas chuvas que atingiram o estado, depois das medidas adotadas por Cabral, catapultaram o seu prestígio na Baixada Fluminense e nas regiões de Niterói e São Gonçalo.
Cabral mudou o foco de sua estratégia de reeleição. Pretende isolar e enfraquecer Garotinho no norte fluminense para enfrentar seu maior problema no momento: a oposição na capital. Na cidade do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PMDB), seu aliado, não vai tão bem como esperava. Seu maior desgaste é na Zona Oeste, onde venceu a eleição. Com isso, a candidatura de Fernando Gabeira (PV) ganha chances de chegar ao segundo turno e passa a ser ameaçadora”.
            * * *
O passarinho colocou Azêdo numa fria.
Se é verdade que Cabral está forte no interior, onde teria o dobro de Garotinho, não tem porque ele perder tempo investindo contra o seu antigo parceiro.
Para ele, o mais producente, seria atacar a zona oeste do Rio, onde segundo ele, Eduardo Paes vai mal das pernas e Gabeira tem muitas chances.
E se as chuvas o atingiram na Baixada, além de Niterói e São Gonçalo, porque não investir nessas cidades?
E quem está forte nessa região?
Como se sabe, o eleitorado do Estado é dividido mais ou menos da seguinte forma: um terço é capital, outro terço é Baixada e Niterói e mais um terço para o interior.
Segundo Azedo, no terço da capital Gabeira vence; no interior Cabral tem o dobro de Garotinho, e na Baixada, quem está na frente?
É preciso tomar cuidado com esse pessoal de Cabral que, como Alice, vende a história do ‘Mundo das Maravilhas’.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Lindberg deixa rombo de R$ 400 milhões

Ainda de Luiz Carlos Azêdo, para o ‘Correio Brasiliense’:
“Pedreira nas eleições para o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT-RJ), candidato a senador na chapa de Cabral. O Previni, Instituto de Previdência do município, quebrou. Só tem recursos para pagar dois meses de 3.500 aposentadorias e pensões. O motivo é a falta de repasses de recursos da prefeitura para o fundo de pensão de seus funcionários nos últimos cinco anos.
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O calote da prefeitura de Nova Iguaçu no Previni é de R$ 400 milhões”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:46

Crivella é líder, mas busca espaço

Da repórter Luciana Nunes Leal, do ‘Estadão’:
“Candidato à reeleição, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) não tem lugar em nenhuma chapa dos concorrentes ao governo do Rio de Janeiro, apesar de ser o primeiro colocado na corrida ao Senado, segundo as pesquisas de intenção de voto. Para resolver o problema, chegou a apelar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Crivella contou que Lula fez um pedido ao governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, que encontre uma vaga para ele disputar o Senado na chapa governista. Mas Cabral já definiu seus candidatos: o petista Lindberg Farias, ex-prefeito de Nova Iguaçu, e o deputado estadual Jorge Picciani, do PMDB.
“Não quero atrapalhar, não serei nenhum empecilho à aliança do presidente Lula com o PMDB”, disse Crivella. “Não sou de atropelar ninguém. Haveremos de encontrar um caminho.”
No domingo passado, quando o PR lançou a candidatura de Anthony Garotinho ao governo, ele participou do evento. Na quarta-feira, foi à festa da Igreja Universal, da qual é bispo licenciado. No ato, que reuniu 2 milhões de pessoas, na praia de Botafogo, cantou e pregou mudanças.
“Não adianta nada a gente fazer o Minha Casa, Minha Vida se dentro vamos colocar família desestruturada, um homem caído no vício, uma mulher desalentada e os filho entregues ao tráfico”, disse, citando um dos programas do governo Lula e bandeira da campanha da petista Dilma Rousseff”.
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De Luiz Carlos Azedo, no ‘Correio Brasiliense’:
“O ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (foto), pré-candidato do PT ao Senado, está cada vez mais espremido na aliança com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A Universal pressiona o presidente Lula para garantir palanque ao senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), candidato à reeleição. Do outro lado, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) não abre mão da outra vaga para o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, do PMDB .

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:41

Serra e o fim da reeleição

De Luiz Carlos Azedo, do ‘Correio Brasiliense’:
“Mais do que uma crítica ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, grande patrono da reeleição no Brasil, as declarações contrárias à reeleição do ex-governador de São Paulo José Serra, pré-candidato tucano a presidente da República, ontem, em Minas, foram a cartada mais alta que poderia jogar na armação de sua campanha eleitoral. Era o ás de ouro que tinha nas mãos e resolveu pô-lo na mesa logo no começo do jogo.
?Acho que reeleição não é coisa boa. Deveria ter cinco anos de mandato. Você chega e governa fazendo aquilo que tem de ser feito, não apenas de olho na reeleição?, disparou. Serra citou Juscelino Kubitschek, construtor de Brasília, cujo slogan era ?50 anos em cinco?. E anunciou que pretende enviar a proposta ao Congresso. ?Precisa ver se o Congresso concorda. Se não concordar, paciência. Mas vou defender?, disse.
A cartada de Serra mira o ex-governador de Minas Aécio Neves, em mais uma tentativa velada de atraí-lo para a vice. Mas é também um recado para o presidente Lula, reiterando a velha proposta de acordo que havia lhe feito no primeiro mandato para acabar com a reeleição. Para bom entendedor, seria um convite à cristianização da candidata petista Dilma Rousseff (PT)”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:39

Três momentos de Gabeira

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“- Não saio.
De Fernando Gabeira (PV), negando a hipótese de abdicar da candidatura no Rio em virtude das dificuldades de acomodação em sua aliança:
- Quem gostaria que eu desistisse é o governador, que aí poderia sair em viagem e nem fazer campanha”.
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De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O cerco está se fechando em torno do candidato do PV ao governo do Rio. A cúpula nacional do PSDB recebeu um ultimato do DEM: para apoiar Gabeira para governador, ele tem que aceitar a candidatura de Cesar Maia ao Senado. Os tucanos estão convencidos de que não podem abrir mão de um candidato majoritário que pedirá votos para José Serra em favor de um candidato que fará campanha para Marina Silva”.
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De Luiz Carlos Azedo, no ‘Correio Braziliense’:
“Desde a eleição de 1989, quando o ex-governador Leonel Brizola apoiou a candidatura de Lula contra Collor de Mello, o Rio de Janeiro tem simpatia pelo ?sapo barbudo?. Não foi à toa que o governador Sérgio Cabral (PMDB) engoliu cobras e lagartos para manter sua aliança com o PT. A ponto de andar de braços dados com o ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Faria, seu ex-desafeto, e se agastar com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), velho aliado de Cabral que vive às turras com o petista e também é candidato ao Senado.
Já a oposição precisa desenterrar uma caveira de burro. Não consegue erguer o seu palanque no Rio de Janeiro. O candidato do PV, Fernando Gabeira, que fez bonito na disputa pela Prefeitura carioca, dá sinais evidentes de que está com um pé fora da disputa. Criou caso com César Maia (DEM), por causa do índice de rejeição do ex-prefeito, mas isso pode ser apenas um pretexto para não correr o risco de ficar sem mandato. Gabeira sabe que é complicado para o PSDB e o PPS excluírem Maia da coalizão.
Refém de Gabeira, os caciques da oposição estudam alternativas caso fiquem sem o candidato a governador. Mas não conseguem encontrar alguém para enfrentar o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho(PR). A ex-juíza Denise Frossard (PPS), amiga dos Maia, não quer nem ouvir falar do assunto”.

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