• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 4:02

FHC parece não acreditar em Serra

Fernando Henrique Cardoso foi o entrevistado do excelente ‘É Notícia’, de Kennedy Alencar, na Rede TV.
O ex-presidente previu difuldades para José Serra, em caso de vitória, por achar que o governo não tem tomado medidas para conter gastos públicos e regular o câmbio.
             * * *
É por essas e outras que Serra quer distância de FHC.
Parece até que o ex-governador de São Paulo não é competente o suficiente para corrigir o rumo do país, caso vença as eleições, e encontre dificuldades.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:59

TVs acertam debate de candidatos

“Os comandos dos partidos e emissoras de televisão já fecharam as datas em que serão promovidos os debates dos presidenciáveis na TV aberta.
A Band abre a rodada de confrontos entre José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) no dia 5 de agosto. Em caso de segundo turno, novo confronto será realizado em 10 de outubro.
“Os internautas participarão dos debates, o que será uma novidade para os candidatos”, afirmou Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Band.
Na Rede TV!, o debate do primeiro turno irá ao ar no dia 12 de setembro e, em caso de segundo turno, novo programa irá ar no dia 17 de outubro. O jornalista Kennedy Alencar, repórter da Folha, comandará os dois eventos.
A Rede Globo fechará a rodada de debates do primeiro turno, levando os presidenciáveis a seus estúdios no dia 28 de setembro. Em caso de segundo turno, haverá nova rodada no dia 28 de outubro.
A Record foi procurada pela reportagem, mas disse não ter oficializado as datas dos programas”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:59

Tuma Jr. só sai se surgir fato novo

Dos repórteres Kennedy Alencar, Fábio Amato e Lucas Ferraz, da ‘Folha’:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá manter Romeu Tuma Jr. no cargo de secretário nacional de Justiça. Nas palavras de um ministro, só um “fato novo” poderia levar Lula a demiti-lo.
Investigação da Polícia Federal obteve gravações telefônicas e troca de e-mails entre Tuma Jr. e Li Kwok Kwen, o Paulo Li, que foi preso em 2009 sob acusação de contrabando.
Nas gravações, Tuma Jr., que também é presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, trata da compra de um celular, de videogame e até de regularização da situação de chineses que viviam clandestinamente em São Paulo. Embora tenha sido flagrado nos grampos da PF, o secretário não foi alvo do inquérito.
Na visão presidencial, não há nessa investigação uma ilegalidade cometida por Tuma Jr., a quem o presidente considera “um bom policial”, de acordo com um auxiliar direto.
Lula se considerou satisfeito com as explicações de Tuma Jr., oferecidas anteontem, quando o jornal “O Estado de S. Paulo” divulgou reportagem vinculando-o à máfia chinesa.
No entanto, o presidente pediu ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que buscasse mais informações.
Até ontem, Barreto não obtivera, segundo a cúpula do governo, um dado que comprometesse Tuma Jr. Barreto confirmou ontem em Buenos Aires que fez à PF “um pedido formal de informações” sobre o caso, “a fim de poder fazer uma avaliação mais precisa”, mas descartou afastar Tuma Jr. imediatamente.
A Folha apurou que o presidente deverá voltar a tratar do tema hoje com o ministro. Sem o tal “fato novo”, a posição presidencial será manter Tuma Jr. Se surgir algo desabonador, o secretário perderá o cargo.
Um ministro disse que, no máximo, houve um pedido de favor de Paulo Li, mas não uma ilegalidade. Segundo ele, ficaram claras as relações de amizade da família Tuma com Li. Sobre a prisão de Li em 2009 sob acusação de contrabando, um auxiliar direto do presidente diz que Tuma Jr. não pode ser demitido por ter trocado telefonema e pedido favores. O ex-ministro da Justiça Tarso Genro disse ontem, em Porto Alegre, que as gravações de conversas de Tuma Jr., “se forem verdadeiras”, o “inabilitam” para o cargo.
Por telefone, Tuma Jr. disse ontem conhecer Li há 30 anos e nunca ter comprado produtos piratas. Afirmou ter ficado surpreso quando Li foi preso.
“Nunca imaginei isso. Como vou cuidar ou saber o que meus amigos fazem? Muitas vezes não tenho condições de saber o que minha filha está fazendo.”
Li conheceu Tuma Jr. quando este ainda era adolescente. Eles trabalharam juntos -Li o assessorou na Assembleia de São Paulo quando o filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP) era deputado estadual. “Não há nada contra mim. Não cometi nenhum crime. Não fui nem sequer denunciado.”
Sobre a conversa em que trata com Li de mercadorias, o secretário, responsável no governo por combater a pirataria, disse não haver ilegalidade.
“Não há nada demais. Consultei algumas coisas com ele, coisas de amigo para amigo. Nem sei se existe esse videogame pirata. O videogame foi comprado e há nota.”
O secretário ocupa um dos cargos mais importantes do Ministério da Justiça.
A Secretaria Nacional de Justiça é responsável por assuntos que tratam da situação de estrangeiros, da repatriação de dinheiro de brasileiros bloqueado no exterior e da lavagem de dinheiro. Tuma Jr. garante que não deixa o cargo. “Posso cometer erros, mas não crime. Ninguém está acima da Justiça.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:57

Kennedy Alencar entrevista Chávez

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Ciro Gomes, imperdível!!!

O deputado Ciro Gomes, que hoje será defenestrado da candidatura à Presidência da República pelos covardes do PSB, deu na madrugada de domingo para segunda-feira, uma entrevista de pouco mais de uma hora ao excelente repórter Kennedy Alencar, no programa ‘É Notícia’, da Rede TV.
Ciro é hoje, sem dúvida alguma, o político mais transparente do país, e fala o que bem entende. Por isso é o único personagem que consegue unir tucanos e petistas: ambos preferem que ele não seja candidato.
O programa está dividido em três blocos:

 

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Dirceu ataca Henrique Meirelles

Pelo que se sabe, Henrique Meirelles permaneceu na presidência do Banco Central a pedido do Presidente Lula.
Isso foi o que os jornais publicaram e nenhum dos dois procurou desmentir.
Meirelles não tinha condições de ser vice de Dilma Rousseff e, aparentemente, a candidatura ao Senado, pelo PMDB de Goiás, não o interessou.
Lula certamente não acertou a permanência de Meirelles, no BC, num eventual governo Dilma – a não ser que a própria candidata tenha feito um aceno.
Ou quem sabe o candidato José Serra…
           * * *
O fato é que o ex-ministro José Dirceu ataca hoje em seu blog, violentamente, o presidente Henrique Meirelles, que falou em dar uma tacada – para cima óbviamente – na taxa de juros, para não ter de aumentá-la, mês a mês, até as eleições.
Veja o que diz Dirceu:
“O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, ficou no governo, não quis ser candidato, mas se comporta como se fosse. Agora dá conselhos ao próximo governo. Previne que ele não deve manipular o câmbio – é, exatamente aquele que os tucanos mantiveram fixo até o Brasil quebrar.
Além disso, dr. Meirelles deita falação sobre gastos públicos – exato, aqueles que os tucanos nunca controlaram; sobre dívida pública, que os tucanos dobraram em seus oito anos de governo; e sobre poupança, que caiu sem parar no tucanato.
Dr. Meirelles continua o de sempre, agora fazendo coro com a oposição por corte de gastos públicos e aumento da poupança. Fala como se essa elevação fosse uma questão de vontade política e como se os tucanos tivessem praticada essa política no governo FHC. Na maior parte do seu tucanato, todos se lembram, era câmbio fixo, ausência de superávits e aumento da dívida pública, que comno eu disse acima, dobrou naqueles oito anos.
Mas como reduzir a relação dívida PIB e aumentar a poupança com aumento dos juros e da taxa Selic? Sim, porque é isso que ele e seus diretores no BC passaram para o jornalista Kennedy Alencar na Folha de S.Paulo, e para outros nos diversos jornais: quer dar uma ?paulada? nos juros, taxas que chegaram a 27,5% descontada a inflação no governo de FHC sob a regência de Gustavo Franco na presidência do BC.
Só espero que não seja uma paulada no governo Lula e no Brasil”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:23

Marta se desculpa com Kassab

Da ‘Folha’:
“Em entrevista ao programa “É Notícia”, da Rede TV!, a ex-prefeita Marta Suplicy (PT) pediu desculpas públicas ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pela propaganda de sua campanha na disputa pela prefeitura paulistana em 2008.
“Desculpa, Kassab, não foi legal o que foi feito”, disse ela, após ser instigada a se desculpar pelo apresentador do programa e repórter da Folha, Kennedy Alencar.
A peça publicitária foi ao ar no segundo turno das eleições para a prefeitura de São Paulo em 2008. Nela, a vida pessoal de Kassab era abordada, questionando se ele era casado e se tinha filhos.
A polêmica se deveu à percepção de que houve insinuação de homossexualismo na propaganda. Marta acabou perdendo as eleições para Kassab.
Na gravação, Marta disse não ter nada contra homossexuais (minoria que historicamente defendeu) e disse só ver problemas em “quem não sai do armário” (referindo-se às pessoas que não assumem sua homossexualidade).
A ex-prefeita falou também sobre sua candidatura ao Senado, neste ano. O programa irá ao ar às 24h deste domingo”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:08

Meirelles vai deixar Banco Central

Do repórter Kennedy Alencar, da ‘Folha’:
“O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, pedirá hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para deixar o cargo a fim de concorrer nas eleições de outubro. Segundo a Folha apurou, Lula repetirá que prefere que ele fique, mas não imporá sua vontade.
Ou seja: a tendência é a saída. Nesse caso, o substituto mais provável é o atual diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini. A reportagem apurou, no entanto, que Lula ainda analisa a hipótese de optar por Luciano Coutinho, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Tombini seria um substituto para mandato-tampão até o final do atual governo. O desenvolvimentista Coutinho, não. Significaria uma sinalização de como seria o BC na hipótese de ser eleita como sucessora de Lula sua candidata, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Ao deixar o posto, Meirelles manteria abertas três possibilidades nas eleições. Ele alimenta o sonho de ser candidato a vice na chapa de Dilma. Também pode disputar o Senado por Goiás ou, menos provável, concorrer ao governo do Estado.
Também contribui para a saída de Meirelles a sinalização do Banco Central de que haverá aumento dos juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), nos dias 27 e 28 de abril.
O atual presidente do BC não gostaria de ser o pai de novo ciclo de alta dos juros justamente no ano eleitoral. A Selic está hoje em 8,75% ao ano.
Filiado ao PMDB, Meirelles já ouviu da cúpula do partido que o preferido da legenda para compor a chapa com Dilma é o presidente nacional da sigla, o deputado federal Michel Temer (SP). No entanto, Meirelles ainda pretende insistir.
Como o prazo para a oficialização das candidaturas é o final de junho, há tempo para Meirelles sonhar em ser vice”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:50

STF julgará intervenção no DF

Do blog do jornalista Kennedy Alencar, na ‘Folha’.
Só um detalhe: intervenção em Brasília é pouco. Ninguém acabará com a roubalheira em oito meses. É preciso que a Capital perca a sua autonomia política.
Nem que seja por um período, digamos 20, 30 anos.
Até lá, surgirão líderes políticos, nascidos no Distrito Federal, e não mais aventureiros, vindos de toda parte do país, que foram para Brasília com o objetivo único de sugar os cofres do Governo e o bolso de sua gente:
“O STF (Supremo Tribunal Federal) deverá analisar na primeira quinzena de abril o pedido de intervenção federal em Brasília que foi apresentado pela Procuradoria Geral da República. Se não decretar a intervenção, o Supremo cometerá um erro.
A corrupção em Brasília é mais grave do que mostraram as imagens gravadas por Durval Barbosa, o delator do esquema do mensalão do DEM no Distrito Federal. É necessária uma força-tarefa composta por juízes, procuradores e policiais federais para realizar uma espécie de “Operação Mãos Limpas”. Não basta a varredura da Corregedoria Geral da União nos repasses federais. É preciso averiguar em detalhes como cada tostão dos cofres públicos vem sendo gasto.
A máfia brasiliense não está apenas nos cargos mais altos do Executivo e do Legislativo. Espalhou-se por órgãos públicos e administrações regionais. Para cada estatal, há uma ou mais gangues. Ilegalidades são cometidas por servidores corruptos e empresários corruptores.
Por que chegamos a esse ponto?
Na época de Joaquim Roriz, um ícone do atraso na política, havia uma espécie de comando único na corrupção. Essa ordem unida decretou um silêncio que garantiu impunidade e fortuna a corruptos e corruptores. Com a eleição de José Roberto Arruda em 2006, aconteceu um racha. Houve uma briga de quadrilha, para usar um termo elegante.
A classe política de Brasília derreteu. A mesma Câmara Distrital que abafou investigações contra Arruda agora deseja votar o seu impeachment e eleger, por voto indireto, um novo governador. Nas estatais, há até ameaças de violência física para a manutenção de contratos superfaturados.
Só uma força-tarefa federal, respaldada pela autoridade do Supremo, poderá fazer uma investigação profunda em Brasília. Em outubro, haverá a eleição de um novo governo e de uma nova Câmara Distrital. Essa força-tarefa teria até 1º de janeiro de 2011 a missão de realizar uma ampla varredura em todas as esferas do Executivo e do Legislativo de Brasília.
Inscrita na Constituição, a intervenção é um instrumento de preservação do Estado democrático de direito.
É uma saída radical? Sim.
Deve ser usada em situações extremas? Sim.
É o caso de Brasília? Sim.
O discurso de que as coisas estão voltando ao normal interessa mais a um grupo de corruptos e corruptores do que aos dois milhões de pessoas que vivem em Brasília. O Supremo tem a oportunidade de tomar uma decisão histórica. Se optar pela intervenção, dará um passo importante no combate à corrupção em todas as esferas de poder no país”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:19

A verdade sobre o painel do Senado

No dia 1º de novembro, o governador José Roberto Arruda deu uma entrevista ao repórter Kennedy Alencar, para o programa ?É Notícia?, da Rede TV.
Revendo o terceiro bloco do programa, no site da emissora, é espantoso como Arruda ? dizendo que a mentira o incomodava ? continua mentindo.
E o pior. Mente, e deixa a entender que o criminoso foi um morto: o senador Antonio Carlos Magalhães.
Vamos aos fatos.
Em 2001, o  senador e empresário Luiz Estevão sofria um processo de cassação no Senado, pois sua empresa era a construtora do prédio super faturado onde funcionaria a Justiça do Trabalho, em São Paulo, presidida pelo famoso juiz Lalau.
A punição contra o juiz era ponto de honra para ACM, que estava numa cruzada contra a corrupção. E a punição de Estevão era do maior interesse de Arruda, pois os dois disputavam votos na mesma cidade e eram antigos rivais.
Arruda, engenheiro de profissão, foi quem sugeriu a ACM a violação do painel. Não fez sozinho, pois necessitava do aval do presidente do Senado para solicitar a ilegalidade aos funcionários da Casa.
Portanto, a idéia foi de Arruda, e as providências foram tomadas por ele. Tanto que o envelope, com o voto de cada um dos senadores, foi entregue a ele, e não a ACM. Ele mesmo confessa que leu o relatório primeiro e, depois, foi ao gabinete do presidente.
Portanto, seu crime não foi apenas o de ler um papel que deveria ser sigiloso. Ele foi o arquiteto do crime, e mentiu durante cinco dias dizendo que nada sabia sobre o assunto.
Arruda é homem bastante inteligente e a violação do painel do Senado, na verdade, foi um golpe de mestre.
Ele queria ter apenas uma certeza: a de que Luiz Estevão seria cassado.
E por isso violou o painel.
Estevão era poderoso, articulado e temido por todos, além de pertencer a maior bancada do Senado. Portanto, tinha chances, através do voto secreto, de livrar-se da cassação.
Se Estevão fosse absolvido, Arruda subiria a tribuna, com a relação dos votantes, e diria que recebeu o envelope de um anônimo em seu gabinete.
Ao exibir os votos, estaria provada a violação do painel, e a absolvição de Estevão seria anulada.
Nova votação seria marcada, com tempo suficiente para pressionar, politicamente, aqueles que votaram com Estevão.
Como o senador foi cassado, Arruda perdeu o interesse pelo voto de cada um, já que seu intento já havia sido alcançado.
Por isso, levou o papel imediatamente ao presidente Antonio Carlos Magalhães, político experiente, mas que adorava um fuxico.
Foi a indiscrição do todo poderoso ACM que fez o caldo entornar.
O poder de Antonio Carlos não o bastava. Era preciso exibi-lo. E durante meses ele fez comentários sobre aquela votação.
E Arruda, que mentiu descaradamente durante dias sobre o assunto, acabou – junto com ACM – tendo de renunciar ao mandato de senador, onde era líder do governo FHC, para evitar a cassação por seus pares.
Portanto, o crime de violação do painel foi idealizado, solicitado, e recebido por um único homem: José Roberto Arruda.
Na época ele mentiu, em parte. Hoje, com ACM morto, sua mentira foi ampliada.
Mentir para ele é fácil.
Chorar também.
O difícil será conquistar um novo mandato.
Arruda simboliza hoje o que existe de pior na política brasileira.

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