• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:06

Marina não faz distinção entre partidos

A candidata à Presidência, Marina Silva, mal começou a campanha, endoidou de vez.
Leiam a reportagem de Breno Costa para a ‘Folha’:
“A pré-candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva (AC), disse ontem a uma plateia de prefeitos e vereadores paulistas de diversos matizes ideológicos que possui uma ligação de sangue com “todos os partidos” e defendeu alianças com eles.
“Em cima de princípios éticos duradouros, nós podemos fazer alianças pontuais. Eu digo que eu tenho glóbulos brancos e vermelhos [elementos que compõem o sangue] em todos os partidos”, disse Marina
A senadora concedeu palestra sobre educação e desenvolvimento sustentável para cerca de 400 autoridades municipais, durante o 54º Congresso Estadual de Municípios, em Serra Negra (150 km de São Paulo).
Na semana passada, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que pediu licença do PV após o partido avaliar que ele estava se engajando no apoio à ministra Dilma Rousseff, pré-candidata petista à Presidência, disse que os verdes estavam sofrendo de “escoliose para a direita” e que uma candidatura com viés oposicionista de Marina será um “equívoco histórico”.
No Rio de Janeiro, o PV fechou um acordo com PSDB, DEM e PPS, em fevereiro, para lançar o deputado federal Fernando Gabeira como candidato à sucessão do governador Sérgio Cabral (PMDB).
No mesmo mês, o PV anunciou a entrada do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, de linhagem liberal, na equipe responsável por elaborar o programa de governo de Marina.
“Essa luta nos integra, porque PSDB, PMDB, empresário, trabalhador, militante e cientista, todos precisam de água potável, de terra fértil, de ar puro. Essa é uma luta que não se enquadra nas categorias tradicionais”, disse Marina.
Sobre a recente decisão de abdicar de um marqueteiro político centralizador para a sua campanha, que terá um tempo de propaganda exíguo na TV e no rádio, a pré-candidata do PV disse, em entrevista após o evento, que as decisões de uso de sua imagem serão tomadas “sem descaracterizar a minha imagem, [a partir] de uma relação entre profissionais e coordenadores de campanha”.
Segundo ela, sua preocupação é criar “uma nova linguagem em política”, que respeite o “estilo que cada um tem”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:03

FHC com Roriz irrita o PSDB

Joaquim Roriz visitou Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo

Joaquim Roriz visitou Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo

Dos repórteres Adriana Vasconcelos, Maria Lima e Adauri Antunes Barbosa, de ‘O Globo’:
“O encontro anteontem entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), que ofereceu apoio à candidatura do tucano José Serra à Presidência, provocou constrangimentos e irritação à cúpula do PSDB. Embora lidere as pesquisas sobre a sucessão no DF, Roriz está na mira do Ministério Público, que apura denúncias de que o esquema do mensalão do DEM, que derrubou o governador José Roberto Arruda, teria começado em sua administração.
O encontro, articulado por Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência e atual vicepresidente executivo do PSDB, foi considerado desastroso.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), criticou a reunião e antecipou ser contra qualquer aliança com Roriz. Para ele, Serra pode sobreviver sem palanque no DF. Além disso, acrescentou, Fernando Henrique não é a pessoa credenciada para fazer ou desfazer acordos.
O caminho para selar ou não um acordo não é ali (Fernando Henrique). FH vai ser um militante de peso, mas não é seu papel selar acordos afirmou Virgílio, acrescentando: Não vejo porque temos que nos nivelar por baixo. Eu não concordo e não precipitaria um palanque com Roriz em Brasília. Serra pode ir ali na rodoviária que todo mundo o conhece. O DF não precisa de um cacique para mandar o eleitor votar no Serra.
Essa é uma estratégia vovó, antiga, de fazer palanque por região.
Ele pode perder no DF, mas ganhar em outros estados. O que quero saber é a procedência desses palanques.
Quem tem um (João) Vaccari não tem direito de patrulhar ninguém reagiu o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), em referência ao tesoureiro nacional do PT, sob suspeita de ter responsabilidade no desvio de R$ 100 milhões da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) para campanhas do partido.
Guerra foi um dos dirigentes do PSDB surpreendidos com o encontro de FH e Roriz. E também manifestou sua insatisfação, ainda que com menos veemência.
Embora esteja costurando uma aliança nacional com o PSC, ele adianta que isso poderá não se estender aos estados.
O deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), um dos mais fiéis aliados de Serra no Congresso, recomendou cautela nas negociações no DF.
Brasília é hoje um campo minado, e qualquer movimento pode gerar uma explosão. Por isso, quanto mais esperarmos, melhor advertiu Jutahy.
FH diz não estar atrás de reconhecimento Ontem, em São Paulo, Fernando Henrique disse que ele e Roriz não conversaram sobre o eventual apoio do ex-governador a Serra: Não tenho delegação do Serra para conversar sobre esse assunto. Ele (Roriz) confirmou que é candidato ao governo de Brasília, mas sobre como vão ser as tratativas, ele vai ter que desenvolver com o PSDB.
Antes de participar ontem à tarde de debate sobre Drogas e cultura, com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e outros especialistas, Fernando Henrique disse que o presidente Lula faz campanha contra seu governo porque os tucanos são fortes.
Para ele, é bobagem considerarem que ele quer reconhecimento dos correligionários na campanha eleitoral deste ano.
Reconhecimento depende da história. Isso é bobagem. Não fico preocupado com isso. E todo mundo sabe que o governo faz campanha contra porque nós somos fortes. Vão dizer: Olha que fiz mais que o Fernando Henrique. Por que não fala que fez mais que os outros presidentes? Porque nós somos fortes, só por isso.
Fernando Henrique defendeu que a campanha tucana não caia na provocação de Lula e olhe para a frente: Campanha olha para frente, não olha para trás. Isso é o presidente Lula que gosta muito de falar, contra o meu governo.
Mas faz tudo o que eu fazia.
O ex-presidente admitiu que existe um certo nervosismo no momento, mas o motivo não é o crescimento nas pesquisas eleitorais da pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff, mas porque todos querem antecipar o que vai acontecer. Dilma, segundo ele, não é líder. O nervosismo não é por causa do crescimento da Dilma.
Na verdade, quem duvidava que o Lula ia transferir, vai transferir.
Dilma tem zero, ela é reflexo do Lula. Ela não é líder. Líder é o Lula, e o Lula, como tem popularidade, vai transferir. Todo mundo sabe que vai transferir. Até quando, vamos ver”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:48

Cesar Maia, bateu levou

Os vereadores Alfredo Sirkis e Aspásia Camargo gostam de brincar com fogo.
Eles estão inviabilizando a candidatura de Fernando Gabeira a governador, pois não querem Cesar Maia, na coligação,  como candidato ao Senado.
O ex-prefeito passou a semana calado.
Hoje, ele decidiu mostrar parte das contradições do PV.
E elas são bem maiores do que Cesar apresenta.
O PV tem um ministério no governo Lula, e seu titular diz que apóia Dilma.
Marina, candidata à Presidência, saiu do PT por discordar de Dilma.
No Rio, o PV quer se coligar com o PSDB, o DEM e o PPS, de José Serra.
E mais: um de seus principais caciques, atende pelo nome de Zequinha Sarney.
Antigamente, o antigo MDB tinha duas aulas: autênticos e moderados.
Os tucanos estavam divididos, até há pouco,  entre Serra e Aécio; os demos entre os pró-Arruda e os anti-Arruda.
O curioso é que, no Brasil, quanto menor o partido, mas alas eles abrigam.
Para se ter uma idéia, o pequeno Psol tem 18 correntes, sendo que a ala da presidente nacional do partido, Heloísa Helena, não é a majoritária.
O ex-prefeito se sente hoje, como Zeca Pagodinho disse no seu primeiro DVD para a MTV.
Antes de começar a gravação, o sambista confessou:  “Estou calmo, mas estou nervoso”.
Vejam o que Cesar diz:
“1. O Partido Verde (PV) tenta resolver um delicado problema relativo aos palanques nacional e regionais que deverá ocupar. Com candidata própria à presidência da república -a senadora Marina Silva-, o PV ocupa um ministério do governo Lula do PT.
2. O Ministro da Cultura de Lula, Juca Ferreira, do PV, foi indicado pelo ex-ministro Gilberto Gil, do PV. Juca Ferreira tem afirmado que está com Dilma e não abre. No dia 20/08/2009, O Globo Online destacou: “O ministro da Cultura, Juca Ferreira, principal nome do PV no governo federal, disse que o partido não está preparado para uma candidatura presidencial, e que, por isso, defende a aliança com o PT em 2010 por tudo o que o presidente Lula representa.”
3. Juca foi vereador duas vezes em Salvador. Gilberto Gil o trouxe para o ministério da cultura em 2003. Os deputados do PV, com a exceção de Fernando Gabeira, têm feito parte da base aliada que dá sustentação ao governo Lula.
4. Na ONG Onda Azul presidida por Gilberto Gil (http://ondazul.org.br/sec_quem_conselho.php) está a Petrobrás que faz parte do Conselho Azul (http://ondazul.org.br/sec_conselho.php).
5. Nem para o segundo turno esta questão está clara, conforme informou à agência estado (20) a coordenação da campanha da senadora Marina Silva: A questão do palanque duplo – para Marina Silva e para o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra (SP) – ainda não foi resolvida. Há dúvidas, porém, até sobre a situação se houver segundo turno. “É a executiva nacional que vai resolver”, afirmou”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:17

Ministro do PV critica partido

 O ministro da Cultura, Juca Ferreira, do PV, diz que o problema de seu partido é o “fisiologismo” e o “pragmatismo”. “Marina não é o problema. O problema é que o partido não está preparado”.
Ele deu entrevista a Julia Dualibi, do “Estadão”:
“- O PV não está pronto para ter uma candidatura à Presidência?
- Eu disse que não tenho nada contra a candidatura da Marina, muito pelo contrário. Marina é uma senadora das mais qualificadas da República, portanto tem todas as credenciais para ser candidata à Presidência. Vi com alegria a filiação. Agora, o PV vem vivendo problemas razoavelmente graves e precisa resolvê-los para que a vinda de Marina realize plenamente sua missão.
- Como?
- Primeiro, ela mesma disse que achava necessária uma refundação programática. O PV há muito tempo não contribui. O PV se afastou do seu programa. Virou um partido pragmático. Segundo, propus revitalizar democraticamente o PV. Alguns dirigentes do PV se comportam como donos. O sintoma disso é a longevidade do (José Luiz) Pena na presidência do PV. Então é fundamental que tenhamos a humildade para reconhecer que é preciso revitalizar democraticamente o partido porque, inclusive, há sintomas de que a maioria do partido é a favor da posição atual de aliança com o presidente Lula.
- O PV flerta com o fisiologismo?
- Temos nitidamente dois segmentos no PV. Os que encaram a política seriamente, que querem fazer dele um instrumento de transformação. E temos uma presença razoável do fisiologismo. Os fisiologistas se dizem pragmáticos. A leitura correta é o abandono dos princípios e do programa.
- Para ficar claro: há espaço para Marina ser candidata em 2010?
- Há. Mas o que estou alertando é que a candidatura do PV com a senadora não pode ser apresentada como oposição ao governo. Não foi discutido isso dentro do partido. Então, isso precisa de um processo político, e acho que o melhor caminho não é apoiar a oposição contra o governo Lula.
- Se a Marina sair candidata, o sr. vai subir no palanque com ela?
- Se for nesse padrão, é evidente.
- Dizem que o sr. defende essa posição porque ocupa um cargo.
- Isso reflete falta de memória. Há dois anos escrevi um documento violentíssimo contra o fisiologismo no partido. Há dois anos que luto, e alguns vêm me cerceando, tentando me isolar no partido, no PV na Bahia. É um artifício de quem não tem argumento.

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