• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:42

Site do PMDB continua nas nuvens

Depois de passar quase 72 horas calado, o  site do PMDB voltou ao ar - após ter sofrido um ataque virtual.
Certamente, por isso, o partido continua tonto.
Senão vejamos.
Manchete do site: “Geovani Borges comemora implantação do Macapá Digital”.
Os destaques:
1. Eunício cobra respeito a norma sobre capital estrangeiro.
2. Portaria para comercialização de grãos sairá nos próximos dias.
3. Jurandil pede debate sobre transporte aéreo na Amazônia.
Ainda na capa do site.
A agenda refere-se aos meses de fevereiro e março.
A entrevista da semana é com o senador José Sarney.
Dos três artigos em destaque, dois são de Sarney e um de Delfim Netto.
A enquete está vazia. Eles não querem saber a opinião de ninguém, sobre assunto algum.
Se o internauta digitar ‘Sergio Cabral’, verá que o site faz 13 citações ao governador do Rio.
Se clicar o nome do neo-peemedebista ‘Eduardo Paes’, ele aparecerá 29 vezes. Faz todo o sentido.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:41

Deixa a Dilma me levar…

De Monica Bergamo, na ‘Folha’:
“O publicitário Duda Mendonça já informou a coordenadores da campanha de Dilma Rousseff (PT-RS): o jingle que ele compôs para a candidata, “Dilma, Leva Eu”, adaptação do sucesso cantado por Zeca Pagodinho, deve ser usado nas eleições estaduais que comandará -como a de Roseana Sarney (PMDB-MA) no Maranhão. O ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), por sinal, vive cantarolando a musiquinha”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:40

Nuzman e ministro da Tapioca fogem do Senado

Do repórter Afonso Moraes para o site ‘Congresso em Foco’:
“Há quase três mil anos, quando os gregos inventaram os Jogos Olímpicos, expressões como Olimpíadas e espírito olímpico foram incorporadas à cultura ocidental. Mais ainda depois que o Barão de Coubertin criou as Olimpíadas da Era Moderna em 1896. Desde então, disputar medalhas em olimpíadas ? de matemática, de xadrez, nas escolas ? tornou-se algo comum. No Brasil, que sediará os jogos de 2016, porém, as pessoas correm agora sério risco de ser impedidas de usar tais expressões. A utilização desses termos está ameaçada de ficar sujeita à autorização expressa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (CORio 2016) que, caso queira, só a liberará mediante o pagamento de royalties.
Isso é o que acontecerá se for aprovada a proposta do presidente das duas entidades, Carlos Arthur Nuzman. No final do ano passado, de forma discreta, ele enviou ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sugestões para alterar duas leis que regularão os jogos para assegurar direitos de exclusividade para todas as expressões diretamente relacionadas com as Olimpíadas de 2016.
Se as autorizações sugeridas por Nuzman forem acatadas, será necessária autorização dele para utilizar, até o encerramento dos Jogos de 2016, expressões que estão incorporadas à cultura ocidental há milênios, como ?Olimpíadas?, ?Jogos?, ?Olímpicos?, ?medalhas?. A restrição vai além. Atinge até o numeral ?2016?. Mais do que isso: poderá ser necessária a aprovação de Nuzman para usar o nome da cidade do Rio de Janeiro ? sob pena de responder a processo judicial por perdas e danos e concorrência desleal ?, já que a palavra ?Rio? também consta na lista de restrições do COB. Até mesmo o termo ?patrocinador?, usado por um sem número de diferentes atividades comerciais, está na lista.
Na surdina, em carta enviada ao presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), a oito dias do fim do ano legislativo de 2009, o cartola propõe a inclusão de novos termos no Ato Olímpico (Lei 12.035/09), lei que regula a realização dos jogos. Em sua versão original, que se encontra em tramitação no Senado, já é proibido o uso comercial das expressões ?Olimpíada?, ?Olimpíadas? e ?Olímpico?. Mas está aí a primeira diferença entre o que já está proposto e o que Nuzman sugere. A Lei Pelé (9.615/8) ressalva uma exceção: as palavras e os símbolos olímpicos estão liberados por ela para utilizações não comerciais, culturais e educativas. Nuzman quer suprimir essa ressalva.
A supressão na Lei Pelé é a primeira sugestão de Nuzman. A segunda é a ampliação da lista de termos que seriam protegidos. O Ato Olímpico é uma lei decretada pelo governo federal para estabelecer normas e regras para a realização dos ?Jogos de Verão? (aliás, outro termo relacionado às Olimpíadas incluído na lista negra do COB). E tem validade até o encerramento dos eventos. Ou seja, as restrições sugeridas valeriam pelos próximos seis anos.
Entre outros pontos, o Ato Olímpico garante a utilização comercial exclusiva pelos patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e protege a marca e os símbolos olímpicos de empresas oportunistas que usam o marketing de emboscada ? assim denominada a ação de empresas não licenciadas para tirar proveito da exposição e potencial faturamento dos jogos ? para burlar a lei e faturar sem pagar pelos direitos de exclusividade. Especialistas concordam com alguns dos dispositivos legais de proteção que o Ato Olímpico propõe. Mas as sugestões de Nuzman podem extrapolar essa necessidade de proteção e gerar mecanismos que vão ferir a liberdade de expressão e a propriedade intelectual.
No ofício (2890/09) expedido em caráter de urgência pelo CORio 2016, no último dia 14 de dezembro, Nuzman justifica o seu pedido para ampliar as exigências do Ato Olímpico para ?melhor proteger as marcas, símbolos e as designações relativas aos Jogos Rio 2016?. Em março deste ano, em outra carta-ofício (550/2010), o dirigente esportivo reitera que o pedido é urgente. As alterações sugeridas pelo cartola demonstram o aparente intuito de controlar a produção acadêmica e cultural de pesquisadores, escritores e especialistas dedicados ao movimento olímpico. E aí se encontra outro ponto controverso.
Nas cartas, Nuzman solicita a Sarney a supressão da parte final do parágrafo segundo do artigo 15 da Lei Pelé, ?de modo que nenhuma entidade em território nacional possa fazer uso das expressões ?Olímpica? e ?Olimpíada? e suas variações, ainda quando se tratar de eventos vinculados ao desporto educacional e de participação?. E a recente derrota sofrida por Carlos Nuzman na Justiça pode ajudar a entender sua atitude.
O risco de que Nuzman possa se valer das restrições que deseja mesmo para evitar que aconteçam as Olimpíadas de Matemática ou as Olimpíadas do SESI não parece ser exagerado por conta de um episódio. Em janeiro, ele já tentou tirar das prateleiras das livrarias, por meio de notificação extrajudicial, o livro ?Esporte, Educação e Valores Olímpicos?, da escritora e professora Katia Rubio, da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, alegando o uso indevido dos símbolos olímpicos, apenas porque o título da publicação trazia a palavra ?Olímpicos?. Autora de 15 obras dedicadas ao esporte e ao olimpismo, a pesquisadora não cedeu e contratou o advogado Alberto Murray Neto, ex-membro do COB e desafeto de Nuzman.
E o argumento invocado pela defesa da docente foi justamente o trecho da Lei Pelé que Nuzman agora pede para extrair e que faculta o uso dos símbolos e das palavras relacionadas ao movimento olímpico para fins educacionais, pedagógicos e acadêmicos. Para Murray Neto, há uma relação direta entre a derrota sofrida por Nuzman no caso do livro e sua sugestão de alterar a Lei Pelé. ?É condenável a atitude do COB em não divulgar à sociedade o conteúdo da carta enviada ao senador José Sarney, uma vez que se trata de alterações de leis federais. O comitê insiste em agir às escondidas?, critica o advogado.
Para Murray Neto, a intenção é alterar o Código da Propriedade Intelectual de maneira autoritária. ?Juridicamente, os argumentos contidos na carta do COB são infundados. A atual legislação não ameaça o contrato assinado entre as cidades sede e o Comitê Olímpico Internacional. O que está por trás disso é a intenção do COB de controlar as publicações científicas, o livre pensamento e a literatura olímpica como fez com a professora Katia Rubio?, ataca.
Há quem desconfie de que Nuzman utilizou-se do expediente de enviar uma carta diretamente a Sarney próximo ao fim do ano legislativo com a intenção de, talvez, conseguir aprovar as restrições sem alarde. Mas a polêmica não passou despercebida e, para debater os efeitos da sugestão controversa do dirigente, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) organizou audiência pública, amanhã (20), às 10h, para ouvir o presidente do COB, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e um especialista em marcas e propriedade intelectual. Vale ressaltar que Nuzman mantém ótima relação com alguns parlamentares e pode, assim, aprovar as sugestões que fez.
Mas, para a senadora Marisa Serrano (PSDB), autora, com o senador Flávio Arns (PSDB-PR), do requerimento de audiência pública, as propostas de Nuzman precisam ser avaliadas com cuidado. ?A atitude de Nuzman de enviar a proposta num documento endereçado ao próprio Sarney é incomum?, analisa ela. Para a senadora, o mais adequado teria sido Nuzman encaminhar a sugestão à comissão referente ao tema, no caso, a Comissão de Educação e Desporto. ?A maneira usada pelo presidente do COB foi draconiana e pode engessar o processo democrático. Não é possível cercear o direito de usar determinadas expressões. Vamos debater com cautela cada ponto da proposta e clarear todas as questões?, promete Marisa Serrano.
Se a intenção de Nuzman era evitar os holofotes, não deu certo. Mas ele conseguiu evitar a exposição direta. Antes, ele e o ministro Orlando Silva tentaram remarcar a reunião na semana passada alegando compromissos inadiáveis. Como não conseguiram, enviarão ao Senado representantes. Para substituir Nuzman, participará o diretor de marketing do COB, Leonardo Gryner. E o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, será o representante do Ministério do Esporte.
Procurado pelo Congresso em Foco, o COB não retornou os pedidos de entrevista, nem respondeu a um questionário sobre o tema que foi enviado por e-mail”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:28

Governo procura conta de tucano no exterior

 Do repórter Rodrigo Rangel, do ‘Estadão’:
“O governo federal abriu investigação oficial para apurar supostas movimentações bancárias do senador goiano Marconi Perillo (PSDB) no exterior. O tucano é inimigo político declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Formalmente, a investigação teve início no dia 12 de março, quando começou a tramitar no Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI) do Ministério da Justiça um processo destinado a mapear a existência das contas. De acordo com os papéis em poder do governo, as movimentações teriam ocorrido em bancos da Suíça e dos Estados Unidos e em paraísos fiscais do Caribe.
Antes de chegar ao Ministério da Justiça, os documentos que dão base à investigação passaram pelo Palácio do Planalto – mais precisamente, pelas mãos de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. Perillo tornou-se desafeto do Planalto após o escândalo do mensalão, quando disse ter alertado pessoalmente o presidente Lula sobre os pagamentos a parlamentares da base aliada no Congresso em troca de apoio a projetos do governo.
Há dois meses o Estado acompanha o caso, que ganhou no governo prioridade absoluta. De um lado, a reportagem esmiuçou os bastidores da operação montada em Brasília para comprovar a existência das contas, o que poderia significar um tiro de morte nas pretensões políticas do tucano, pré-candidato a governador em Goiás. De outro, apurou as medidas oficiais destinadas a comprovar as supostas transações de Perillo no exterior.
Vice-presidente do Senado, Perillo nega possuir contas no exterior. Ontem, em meio a rumores sobre a existência de um dossiê com informações sobre contas bancárias abertas em seu nome em paraísos fiscais, o senador foi ao Ministério da Justiça pedir investigação sobre a origem dos papéis, que diz serem “falsos”. Não sabia ele que, um mês antes, os documentos já haviam chegado ao ministério e dado origem a um procedimento formal – não para investigar sua veracidade, mas seu conteúdo.
O procedimento instaurado no DRCI sob o número 08099.001131/2010-54 teve origem num relatório apócrifo, produzido originalmente em inglês, com tarja de “top secret”. Junto dele, há extratos das supostas contas, registradas em nome da Aztec Group, offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Os documentos apontam Perillo como um dos dirigentes da empresa. Um dos papéis anexados ao relatório, com timbre do banco suíço UBS e datado de 2003, diz que o Aztec Group tinha na instituição uma aplicação de 200 milhões – o equivalente, à época, a R$ 667,5 milhões.
O relatório “top secret” com o detalhamento das supostas transações inclui o contrato social do Aztec Group, cujo presidente, de acordo com o documento, seria Paulo S. Jusus – que os investigadores identificam no processo instaurado no DRCI como Paulo Silva de Jesus, primeiro suplente de Marconi Perillo no Senado.
Também foram anexadas ao relatório, obtido pelo Estado, o que seria a cópia do passaporte do senador e uma procuração registrada nas Ilhas Virgens Britânicas em que Jusus dá poderes a Marconi Perillo, apontado como diretor da Aztec Group para Projetos Especiais, para assinar contratos e fazer acordos em nome da empresa.
Há ainda cópias de mensagens enviadas por fax, nas quais Perillo teria ordenado transferências da conta da Aztec. Um desses papéis, que leva uma assinatura semelhante à do tucano, autoriza movimentação de US$ 3,5 milhões de uma agência do banco Wachovia para uma agência do Citibank no paraíso fiscal de Nassau, no Caribe.
Com aval do Planalto, o DRCI deu início aos procedimentos para tentar confirmar a existência das contas. O primeiro passo foi contatar as autoridades financeiras da Suíça, para onde teria sido remetida parte significativa dos valores.
Até ontem, o DRCI não havia recebido resposta às consultas sobre as contas da Aztec em território suíço. A expectativa é de que a resposta chegue a Brasília nas próximas semanas”.
 
 
Dossiê circulou no Planalto antes de investigação oficial

“Antes de dar origem à investigação oficial, o dossiê com as supostas contas de Marconi Perillo no exterior já circulava por gabinetes de Brasília. Foi o líder do PR na Câmara, Sandro Mabel (GO), adversário de Perillo na política goiana, quem levou os papéis à antessala do presidente Lula. Ontem, em entrevista ao Estado, Mabel admitiu ter tratado com Gilberto Carvalho da existência das supostas contas de Perillo no exterior. “Como o presidente (Lula) tem um desgaste com o Marconi, eu falei com ele (Gilberto) sobre o assunto”, disse Mabel.
Apesar de terem em mãos os papéis, nem Mabel nem o chefe de gabinete de Lula tomaram providências imediatas. No início de 2010, o Dossiê Perillo foi encaminhado para o gabinete do promotor goiano Fernando Krebs, que instaurou o Procedimento Investigatório Criminal n.º 01/2010. Com sinal verde do Planalto, as portas do Ministério da Justiça e do DRCI já estavam abertas para auxiliar o Ministério Público goiano no que fosse necessário.
Em 12 de março passado, de acordo com documentos obtidos pelo Estado, o promotor formalizou o chamado “pedido de assistência jurídica”, para que o DRCI buscasse informações sobre as contas. Na mesma data, foi preenchido o “formulário de auxílio jurídico em matéria penal”, que o DRCI traduziria dias após para remeter à Autoridade Central da Suíça. O procedimento do Ministério Público não relaciona o nome de Perillo, que tem foro privilegiado e só pode ser investigado criminalmente pelo STF. “Suspeita-se, fortemente, que Paulo S. de Jesus seja um “laranja” da quadrilha que operou na Celg entre os anos de 2000 e 2008″, diz o documento.
Por meio da assessoria de imprensa da Presidência, Gilberto Carvalho disse que, de fato, conversou sobre o assunto com Sandro Mabel, mas na ocasião “os elementos trazidos pelo deputado não tinham a menor consistência”.
Em nota, o Ministério da Justiça confirmou a existência do procedimento no DRCI, mas disse ter agido atendendo a uma demanda do Ministério Público de Goiás. “O número citado pelo jornal identifica um ofício proveniente do Ministério Público de Goiás que foi protocolado no sistema de protocolo do Ministério da Justiça e que não tem por objeto qualquer investigação envolvendo o nome do senador”.

Perillo vai a tribuna do Senado reclamar de falsificação

“O primeiro vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), encaminhou ontem representação ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), solicitando que a Corregedoria do Senado investigue falsificação de procuração e passaporte em seu nome, que teriam sido utilizados para abertura de conta bancária no exterior.
Perillo subiu à tribuna do Senado para afirmar que um dossiê anônimo contra ele foi encaminhado para sua residência na semana passada, no mesmo dia em que sua pré-candidatura ao governo de Goiás foi lançada pelo microblog Twitter.
“Não tenho nenhuma conta bancária fora de Goiânia. Estou sendo vítima de mais uma cilada daqueles que estão utilizando ferramentas do mal”, discursou o senador goiano da tribuna. “Trata-se de um dossiê fajuto”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:27

Serra tenta colar Sarney e Collor em Dilma

“Esta eleição tem a ver com o futuro, porque o Lula não é candidato; nem o Fernando Henrique é candidato; nem o Collor e o Sarney, que apoiam a Dilma, são candidatos” – do ex-governador José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:22

País livra-se de José Sarney

O vice-presidente José Alencar anunciou que não concorrerá a qualquer cargo eletivo esse ano, e cumprirá seu mandato de vice até o último dia: “Subi o rampa com Lula, e vou descer junto com ele”.
Ele comunicou sua decisão ao Presidente, na noite de ontem: “Só aceitaria uma candidatura se tivesse curado. Eu me sinto curado, me sinto muito bem, mas continou fazendo quiometerapia. Não seria honesto ser candidato fazendo tratamento”.
Com sua decisão, o país livra-se de ter José Sarney na presidência da República, com a viagem de Lula a Washington, no próximo domingo.
Se fosse candidato, Alencar viajaria para Montevidéu, e Michel Temer iria para Buenos Aires. Temer, inclusive, já havia feito as contas, e viu que estaria fora do país durante 27 dias – pois teria que se ausentar todas as vezes que o Presidente viajasse para o exterior.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:22

Ode ao bigode, de José Sarney

Do presidente do Senado para a ‘Folha’:
“Sou superticioso e acho que sempre me dei bem com o meu bigode. Não o trato com cuidado. Às vezes o deixo grande, outras, pequeno. Não mantenho coerência em sua tonalidade, que clareia e escurece sem que eu conserve a cor estável. Já foi maior, indo além dos lábios, e outras vezes foi menor e mais cheio.
Ele me acompanha desde os 16 anos, quando, para parecer mais velho, o adotei, abandonando a cara de criança que não achava combinar com meu serviço: contínuo da Polícia Civil do Maranhão, servindo café e distribuindo correspondência.
Começando a trabalhar em jornal, logo me colocaram o apelido de “bigodinho”. “Ê tu do bigodinho, faz a revisão deste texto”. E por aí passei a integrar-me a ele, companheiro da vida inteira.
Uma noite, em São João Del Rey, encontrei o Chico Caruso e lhe disse: “Eu ajudo muito os chargistas”.
E ele replicou: “Em quê?”. “Com meu bigode, que facilita o trabalho de vocês”.
Mas meu bigode teve outras ameaças. O Brizola, num daqueles rompantes de frases cruas, disse uma vez: “Vou raspar o bigode do Sarney”. E Vitorino Freire, meu adversário duro e violento do Maranhão, também, em momento de fúria agressiva, em vez de querer raspar, ameaçou: “Vou arrancar o bigode do Sarney a pinça, fio por fio”. Pediram-me a resposta.
Calmamente, como é do meu feitio, apenas comentei: “Vai doer muito…”.
O certo é que ele resistiu a tudo e a todos.
Não é que agora, eu tranquilo, fui ao médico para retirar uma lesão que encontraram em meu lábio superior, que foi novamente examinada, e o médico relatou os procedimentos a fazer: o primeiro deles, raspar o bigode. Eu quase desmaio.
“Doutor, este bigode já sofreu muita agressão e foi gozado em prosa e verso, o senhor acha que vou raspá-lo? A medicina está tão atrasada que não pode manter um bigode?”.
Quem se deu bem quando colocou bigode foi Caxias. Chegou ao Maranhão coronel, para pacificar a Balaiada, em 1840, sem bigode. Como sempre fez, agiu com a espada firme numa mão e a bandeira da anistia na outra. Concluiu a tarefa, veio a Maioridade e ele viajou ao Rio para a coroação de dom Pedro 2º já com um farto bigode, que deixara crescer no Maranhão. Chegando à Corte, foi eleito deputado e feito Barão de Caxias. A partir daí, foram só vitórias e aumentar o bigodão até chegar a Duque.
Eu, graças a Deus, preservei o meu e apenas fiquei uns dias com dificuldade na articulação da palavra. Melhor assim, porque hoje, com 50 anos de Parlamento, cheguei à conclusão de que ali não é lugar de falar, e sim de ouvir. O Mão Santa já fala por todos”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:20

Olho vivo que Sarney vem aí

 José Sarney assumirá a Presidência da República no próximo domingo, com o impedimento do vice José Alencar e do deputado Michel Temer, que se tornariam inelegíveis se ocupassem a cadeira do Presidente Lula, que viaja para Washington e só voltará na quarta-feira.
É preciso ter olhos abertos principalmente na Polícia Federal e no Diário Oficial.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:19

PSDB libera discurso de FHC longe de Serra

 De Catia Seabra, da ‘Folha’:
“Depois de muita controvérsia, o PSDB decidiu escalar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como um dos oradores da cerimônia de lançamento da candidatura Serra, no próximo sábado, em Brasília. Convidado em nome do PPS, o ex-presidente Itamar Franco também terá vez, caso confirme que estará presente.
Convencido de que já tem sua imagem associada à de FHC, o tucanato tenta sair da defensiva e acuar a petista Dilma Rousseff. Disposto a investir no discurso ético contra o PT, o PSDB vai comparar FHC e Itamar aos dois ex-presidentes que integram a aliança de apoio a Dilma, Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AC).
Apoiada por integrantes do comando da campanha de Serra, a estratégia parte da constatação de que a associação é inevitável. Venceu o argumento de que a ausência, ou silêncio, de FHC dominaria os jornais caso ele não se manifestasse no evento. Além disso, a intenção é mostrar que o PSDB usará os exemplos de Collor e Sarney se o PT concentrar a disputa na comparação entre Lula e FHC.
O ex-governador de Minas e vice dos sonhos de Serra, Aécio Neves, também deverá discursar durante o lançamento.
Os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra (PE), do DEM, Rodrigo Maia (RJ) e do PPS, Roberto Freire (PE), falarão para uma plateia de cerca de 2500 militantes. A ideia é que uma mulher também discurse.
Serra não deverá presenciar os discursos. Para que a cerimônia não se alongue, e ocorra a tempo de ocupar espaço robusto no domingo, a intenção é que chegue ao auditório somente minutos antes de seu próprio discurso, recebendo cumprimentos apenas depois.
Na semana passada, a participação de FHC foi objeto de polêmica. Enquanto alguns tucanos sugeriam que ele nem sequer fosse à cerimônia, outros insistiam na avaliação de que o tucanato errou ao não apoiar o legado de seu ex-presidente.
Contrariado com a exposição do debate, FHC chegou a afirmar que Serra teria de defender seu governo, do qual foi duas vezes ministro”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:12

Petista do MA ameaça com greve de fome

De Luiz Carlos Azedo, do ‘Correio Braziliense’:
“O líder do governo na Câmara, CândidoVaccarezza (PT), artífice do acordo que levou o deputado Michel Temer(PMDB-SP) à Presidência da Câmara, defende a tese de que o PT não tem do que se queixar do PMDB em relação ao apoio da legenda aliada à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), a presidenta da República. Muito pelo contrário, quem anda criando problemas para a aliança são os quadros do PT que não subordinam seus projetos pessoais à política de alianças do governo Lula e ao projeto nacional do partido, cuja prioridade é a vitória de Dilma.
Vaccarezza fez essa avaliação no começo da tarde de ontem, no gabinete de líder do governo. Minutos depois, o deputado Domingos Dutra(PT-MA) subiu à tribuna da Câmara para um discurso inflamado contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que teria procurado o presidente Lula para reclamar do apoio do PT do Maranhão à candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB), pré-candidato ao governo do estado. Afinal, a governadora Roseana Sarney (PMDB), que disputará a reeleição, apoia Dilma.
No discurso, Domingos disse que entraria em greve de fome no plenário da Câmara se a executiva nacional do PT, a pedido do presidente Lula, fizer uma intervenção no diretório regional, como seria previsível pelas resoluções adotadas até agora no plano nacional.O parlamentar é um dos fundadores do PT no Maranhão e adversário figadal do clã Sarney”.

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