• Quarta-feira, 29 Fevereiro 2012 / 8:36

Os poderosos

    De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
    “O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, almoçava com um amigo em um shopping de São Paulo no fim de semana passado quando foi abordado na mesa por um frequentador do restaurante:
-Eu estou enganado ou o sr. é o Aécio Neves?
O ministro negou de forma polida que fosse o senador tucano -com quem já foi confundido antes -, mas não se apresentou. O interlocutor, então, o aconselhou:
-Pois o sr. deveria se passar pelo Aécio Neves. Mulheres adoram homens com poder”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:25

Moralização não será aprovada

De Eugênia Lopes, do ‘Estadão’:
“Provável relator do projeto da ficha limpa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP) prevê dificuldades na aprovação da proposta, se ela não for alterada. Para tornar o projeto mais palatável, a ideia é permitir que o candidato condenado possa recorrer a tribunais superiores e, dessa forma, recobrar o direito de disputar a eleição.
                        * * *
- O senhor vai flexibilizar o projeto ficha limpa?
- Em hipótese nenhuma. Estamos apenas garantindo direitos e tratando de encontrar uma situação de equilíbrio. Nós temos de defender um projeto equilibrado em que os maus, em que os inidôneos não possam usar a demora do Judiciário a seu favor. Mas ao mesmo tempo não podemos criar uma situação em que os idôneos possam vir a ser atingidos por decisões injustas.
- Qual a principal mudança na proposta?
- Não seria correto que o tribunal de um Estado, a partir de uma interpretação, afastasse alguém de candidatura eleitoral e outro tribunal, por situação análoga, não afastasse. É necessário que você tenha a possibilidade de uma manifestação federal. Mas isso sem procrastinar, sem retardar. A ideia é prever o recurso a instâncias superiores e que o relator desse recurso possa dar uma liminar para que a pessoa participe da eleição.
- Então, todos os candidatos condenados vão poder recorrer e acabarão disputando a eleição.
- A cautelar permitindo que o candidato participe da eleição só será dada diante de prova robusta, de convicção de que o recurso contra a condenação possa vir a ser acolhido. Seria uma injustiça profunda, um dano irreparável, que o candidato fosse barrado da eleição e depois ganhasse o recurso.
- Do jeito que está, o projeto passa na Câmara?
- A impressão que eu tenho é que se nós não eliminarmos algumas arestas, e a maior parte delas são técnicas, o projeto não será aprovado. Alguns que são contra a ideia se escudarão em torno de vícios e de problemas técnicos no projeto e se aglutinarão com aqueles que são contra a proposta por princípio. Então, você acaba tendo a maioria contrária ao projeto..
- Quais as chances de o projeto ser aprovado para valer para as eleições de outubro?
- Não é impossível, mas é muito difícil conseguir aprovar o projeto na Câmara e no Senado até o início de junho”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:19

PMDB quer proteger Cabral

Dos repórteres Flávio Tabak, Alessandra Duarte e Gerson Camarotti, de ‘O Globo’:
“Um dia depois de a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ter chamado de parceiro o ex-governador Anthony Garotinho num evento do PR, integrantes do PMDB evitaram polêmicas públicas, mas repetiram, nos bastidores, que o partido exige tratamento de aliado preferencial ao governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que disputa a reeleição. A proximidade de Dilma com Garotinho só não gerou uma crise entre os peemedebistas porque o PT cancelou a presença da ex-ministra no lançamento da pré-candidatura de Garotinho, que deve ocorrer neste sábado.
Emissários do PMDB avisaram aos dirigentes do PT que é preciso estabelecer uma regra de convivência para evitar problemas na campanha do Rio, pois o partido espera que Cabral seja tratado como o candidato de Lula no estado.
O encontro reservado de Dilma e Garotinho causou certa contrariedade entre os integrantes da campanha de Cabral. Líder do PMDB na Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), tentou contornar:
- O Sérgio Cabral está tranquilo. O que aconteceu é que a ministra Dilma recebeu o apoio de um partido da base e apoio não pode ser recusado. O que houve foi o apoio de Garotinho a Dilma. Agora temos que estabelecer regras de campanha.
O PMDB e o PT criaram um grupo de trabalho para elaborar as regras dos palanques que de Dilma Rousseff nos estados. Há cerca de duas semanas, dirigentes dos dois partidos participaram de uma reunião para discutir as alianças e a possível formação de palanques duplos em estados como Rio, Bahia e Minas Gerais.
O vice-presidente do PMDB no Rio, Wellington Moreira Franco, será um dos responsáveis por elaborar as regras, que devem ser apresentadas às duas legendas em dez dias.
- Ficamos eu e o José Eduardo Cardozo (PT-SP) responsáveis por fazer um texto que defina as regras para a operação de palanques duplos, não só na relação PT/PMDB, mas também com os outros partidos. Fiz uma minuta com o Zé Eduardo, e a expectativa é de que possamos definir uma regra validada por todos os partidos que compõem as alianças – disse Moreira Franco.
Ao comentar o encontro de Dilma e Garotinho anteontem, o líder do governo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e presidente do PMDB no Rio, deputado Paulo Melo, afirmou que Dilma Rousseff “deve saber que faz parte da política uma escolha de lados”.

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