• Sexta-feira, 13 Janeiro 2012 / 10:01

Bittar quer ser ministro

     De Ilimar Franco, no Panorama Político do ‘Globo’:
     “A grande preocupação da presidente Dilma na substituição do ministro Aloizio Mercadante é com a continuidade na gestão do Ministério da Ciência e Tecnologia.  Sua intenção é escalar um ministro que mantenha a equipe de alto nível montada por Mercadante e dê continuidade aos projetos em desenvolvimento.
Dilma não quer alguém que resolva começar de novo. Alheios a essas condições, entre os petistas há uma disputa na surdina pelo cargo. O PT do Rio está pleiteando a pasta para o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar.
Já o PT de São Paulo quer emplacar na vaga o deputado federal Newton Lima”.

  • Quarta-feira, 04 Agosto 2010 / 17:29

PT do Rio não terá estrela

    O PT do Rio fez o que tinha de ser feito.
Decidiu que nem Benedita, nem ninguém, será puxador de legenda.
É cada um por si e o partido por todos.
Os spots de 15 segundos, no rádio e na TV, serão divididos com a elite do partido: os deputados federais Jorge Bittar, Luiz Sergio, Edson Santos, Carlos Santa e Chico D’Angelo;  o estadual Alessandro Molon;  o ex-deputado Wladimir Palmeira e a ex-governadora Benedita da Silva.
Se o PT repetir o feito de 2006 – o que é dificil – já que ele não está coligado e nenhum outro partido, dois desses nomes irão sobrar.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:26

Secretário na hora errada

O deputado Leonardo Picciani, do PMDB, não é mesmo um homem de sorte.
Passou pouco mais de um ano, no Rio, como secretário de Habitação do governo Sergio Cabral.
Menos de uma semana depois de deixar a secretaria, para concorrer a reeleição, uma chuva arrassou o Estado e, hoje, o governo tem R$ 1 bilhão, de dinheiro novo, para investir na remoção de favelados e na construção de casas populares.
Picciani foi secretário na hora errada.
O mesmo raciocínio serve para o deputado Jorge Bittar, do PT, secretário de habitação do prefeito Eduardo Paes.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:22

Pega um, pega geral

                                                           Por Eucimar Oliveira

Agora é à vera? Então que seja. E para todos. Em Niterói, a polícia (Delegacia do Meio-Ambiente) já abriu investigação para apurar as responsabilidades (causas naturais ou negligência das autoridades) sobre a tragédia (talvez com 200 mortos), no Morro do Bumba, uma área de lixão no passado. Pode sobrar para muita gente, civil e criminalmente, e no bolo inclui-se o prefeito Jorge Roberto Silveira.
E no Rio? Por que a autoridade policial ainda não se moveu como se moveram os barrancos dos morros que mataram dezenas? Afinal, desde o primeiro dia, o governador chama de irresponsáveis quem mora nestas áreas e o prefeito apelou, apelou e de tanto apelar e não ser atendido, editou  um decreto para a remoção compulsória dos moradores de área de risco. Se preciso, usará a força. 
Só que ao falar desde sempre em áreas de risco, Paes está também falando para toda a sociedade que a existência de tais locais já eram do conhecimento da prefeitura pelos perigos oferecidos aos seus habitantes. Paes, como Jorge Roberto, conhecia os problemas e cruzou os braços. Os dois foram omissos e, portanto, carregam, no mínimo a culpa da desídia administrativa. Paes também deve ser ouvido por um delegado, ter sua administração investigada quanto à ocupação do solo urbano e ser levado aos tribunais, se assim for necessário. Que os dois provem o contrário no inquérito.
É imprescindível saber direitinho se verbas previstas para obras no Morro dos Prazeres, por exemplo, foram retidas. E para outras comunidades do festejado e premiado Favela-Bairro.  O que fala a respeito o ex-secretário de habitação e deputado federal pelo PT Jorge Bittar? Cesar Maia, o ex-prefeito, também tem algum esclarecimento a oferecer neste sentido? 
A tragédia parte corações e embota mentes. A chamada condição psicológica para a remoção pura e simples está dada pela dimensão da tragédia e pelo desejo midiático manifestado em todos os jornais, todos os dias. 
Mas onde estão as condições sociais, logísticas, urbanísticas, humanitárias e até econômicas para a transferência dessa gente? Onde irá morar? A muitos quilômetros do trabalho? Vai comprometer a sua já mínima renda em mais gastos com transportes? Terá escolas, creches, um hospitalzinho qualquer que seja?
A classe média e as elites sempre nutriram o sonho de remover as chagas das favelas de perto de seus belos apartamentos e mansões,especialmente na Zona Sul.  Mas madames donas de boutiques de luxo, empresários de restaurantes sofisticados (alguns até se financiam com dinheiro de fundos de previdência de servidores) e lojistas de shopping já imaginaram como iriam operar, por exemplo, com o fim da Rocinha?  Certamente, não.
Perderiam toda mão de obra eficiente, barata, que chega na hora por morar perto e que lhes garante o lucro atrás de balcões, como manobristas, cozinheiros, garçons e faxineiros (fora outras atividades).
Nenhum plano de retirada de pessoas destas áreas pode ser considerado sério, socialmente justo e sem um viés fascista se não estiver acompanhado de um projeto urbano consistente, eficiente e digno de reassentamento das famílias e que não se limite à segregação.  Fora disso, é preconceito, apenas, é querer varrer não a poeira, mas os cadáveres para debaixo do tapete.
A ação ou omissão  de Jorge Roberto precisa ser esmiuçada, como a de Paes e talvez a de César e antecessores. De fora, por enquanto, só Cabral e outros governadores. Todos têm a seu lado a legislação que responsabiliza somente a prefeitura pela ocupação do solo. E Cabral conta com mais: ao chamar os moradores das áreas de risco e irresponsáveis e suicidas, ele se exime de qualquer culpa. Suicídio é um crime por quem o cometeu e morto não pode ser condenado e nem, depois de bater as botas, processar quem dele fala mal.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:09

O futuro do PT

O PT do Rio tem uma bancada federal de apenas 5 deputados.
Luiz Sergio, Carlos Santana, Cida Diogo, Chico D’Angelo e Antonio Carlos Biscaia, sendo que esses dois últimos são suplentes e , na  próxima semana, devolverão suas cadeiras aos titulares Edson Santos e Jorge Bittar.
Nada leva a crer a bancada aumente, nas próximas eleições.
Wladimir Palmeira e Alessandro Molon serão candidatos a deputado federal, com eleição praticamente garantida.
Sobrarão então três cadeiras, para sete candidatos.
Se Carlos Minc fosse concorrer à Câmara, sobrariam duas e, se o chanceler Celso Amorim viesse para o Rio, restaria somente uma para ser disputada pelos demais.
Mas se todos fossem candidatos, seria possível até sonhar com um aumento da bancada federal e, quem sabe, ela chegasse a seis, sete ou mesmo oito deputados.
Mas o partido, no Rio, é a unica seção do país que não vingou, por motivos os mais diversos, sendo o que principal deles é a intervenção constante dos dirigentes nacionais nas coisas internas do Rio.
Assim foi com Vladimir, assim foi com Bené, assim foi com Molon, assim foi com Lindberg, e assim será na próxima eleição.
Seja quem fôr o candidato.

CORREÇÃO:

Fui alertado e corrigo: o deputado Biscaia  é o suplente do ministro Edson Santos, mas o suplente do secretário Bittar é Glauber Braga, do PSB, e não o deputado Chico D’Angelo.

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