• Sábado, 07 Abril 2012 / 13:04

Os bem amados

       Do colunista Jorge Bastos Moreno, em seu Nhenhenhém, do ‘Globo’:
“Desde que o Rio foi escolhido sede da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Cabral e Paes não saem de Roma.
Até o Papa já perguntou aos dois se eles estarão no Brasil na semana do evento.
Mas eles não se tocam.
Já levaram até garrafinhas de pré-sal para o Santo Padre. Daqui a pouco, levam sorvete de macadâmia de Piraí.
Já, já, Garotinho apelida a dupla de Odorico Paraguaçu e Dirceu Borboleta”.

  • Sábado, 21 Janeiro 2012 / 10:53

Assassinos!

     De Jorge Bastos Moreno, no Nhenhenhém, do ‘Globo’:
      “Indignado, o ministro Padilha me contou que, além da omissão de socorro, houve crime de “racismo institucional”, no caso da morte do secretário Duvanier Paiva Ferreira, do Ministério do Planejamento.
- Duvanier e sua mulher foram barrados no hospital porque eram negros! – disse-me o ministro.
Investigações, processos e a urgente regulação dos hospitais privados – são as primeiras das providências tomadas pelo governo, sob a orientação direta da presidente Dilma.
Particularmente, nunca pensei que um dia experimentaria este sentimento: o de ter vergonha de, como negro, viver num país em que se deixa morrer gente por discriminação racial.
Aconteceu com um negro que exercia cargo de autoridade.
Fechamento do hospital é pouco!
Cadeia, já!
É o mínimo!”

  • Sábado, 14 Janeiro 2012 / 12:08

Vamos aguardar…

     Do colunista Jorge Bastos Moreno, no Nhenhenhém, do ‘Globo’:
     “Dilma estará no Rio no dia 27 agora para inaugurar obra. E comer aquele bolo gostoso que Magaly manda fazer em todos os aniversários do filho Serginho.
Lula nunca deixou de vir quando era presidente da República”.
                      * * *
Lula esteve no aniversário de Sergio Cabral uma única vez.
E aproveitava também uma visita de trabalho ao Rio.
A primeira vez que ele foi não conta, pois foi um arranjo de ultima hora da doutora Adriana Ancelmo que improvisou um bolo, mais de duas semanas depois do aniversário do marido, que já havia comemorado a data em Paris.
                      * * *
Assim como improvisou também o casamento fajuto, com batismo de alianças, para aproveitar a presença de Lula e Dilma no Rio.
O “casamento” foi tão apressado, que o padre foi avisado três horas antes da cerimônia.

  • Segunda-feira, 09 Agosto 2010 / 9:15

Serra rompe com Rodrigo Maia

      Do repórter Jorge Bastos Moreno, de ‘O Globo’:
“É desonestidade intelectual afirmar que o Partido dos Democratas é sucedâneo das legendas que sustentaram a ditadura militar. Melhor dizer que são cacos recolhidos da camisa de força do bipartidarismo e do ajuntamento de experiências que se frustraram no meio do caminho. Oficialmente, o DEM é sucessor do PFL, que foi Frente Liberal extraída da espinha dorsal da ditadura, o PDS, este, sim, sucedâneo da – ufa! – Arena.
Criada pela ditadura, com o MDB, a Arena consolidou-se na presidência de Filinto Müller e ficou famosa na gestão do Francelino “Que país é este?!” Pereira, muso inspirador do Legião Urbana.
Depois veio José Sarney, que foi também o presidente do PDS – até hoje não se sabe ao certo se foi o Sarney que acabou com o PDS, criando a Frente Liberal, ou se foi o PDS que acabou com Sarney, criando a candidatura de Maluf contra Tancredo Neves.
A verdade é que o PFL foi criado e procriou no governo Sarney. Fortaleceu-se, sob o comando de Jorge Bornhausen no governo Fernando Henrique, mas vem definhando no governo Lula e pagando caro pelo que investiu no governo distrital de José Roberto Arruda – foi o primeiro governador a despachar a fórceps de um distrito policial.
José Serra, que chegou a alimentar um namoro impossível com Michel Temer, hoje vice da Dilma, pegou o DEM aos cacos e presidido pelo “aecista” Rodrigo Maia. Na outra candidatura Serra, em 2002, o partido tinha o nome de PFL e era dirigido a manu militari por Jorge Bornhausen.
Rodrigo é o primeiro presidente do DEM e assumiu no embalo da renovação das oligarquias dos próprios Maia —- êta família grande -, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte; dos Magalhães, da Bahia; e dos Bornhausen, em Santa Catarina. E também na esteira do surgimento de um líder escoteiro em São Paulo, Gilberto Kassab, atualmente mais tucano do que o ex-governador Aécio Neves.
Enfim, é esse o principal partido da aliança do Serra. Só que Serra, por causa da opção “aecista” de Rodrigo Maia, não fala com o presidente do DEM, apesar de ter uma relação cheia de altos e baixos com Cesar Maia, pai do “alevino”, que é como ele sempre se referiu a Rodrigo.
É totalmente esquisito um candidato à Presidência da República ter uma aliança com um partido e ser rompido com o presidente desse partido. Em se tratando de Serra, isso é possível porque isso é Serra. “Nada que vem de Serra é esquisito, além dele mesmo”, costumava brincar o ex-presidente FH.
Mesmo rompido, Serra, nesta campanha, já falou duas vezes por telefone com Rodrigo Maia. Mas para brigar.
A mais recente aconteceu na quarta-feira da semana passada, quando o candidato exigiu que Rodrigo Maia desmentisse uma declaração publicada na coluna “Painel”, da “Folha de S. Paulo”, na qual o presidente do DEM afirma que o maltratado Gabeira prometeu dar “banana” para o Serra e não para ele.
A íntegra do diálogo, com impublicáveis trocas de gentilezas, foi passada ao GLOBO por puro acaso e por uma pessoa mais distante da campanha do que Fernando Henrique Cardoso.
Rodrigo Maia nega não só o diálogo como também a existência do próprio telefonema e ameaça divulgar nota oficial desmentindo qualquer publicação a respeito.
O deputado só não explica por que, então, depois de convidado para acompanhar Serra ao debate da Bandeirantes, no dia seguinte, tenha respondido:
- Depois do que ele me fez ontem?
O presidente do DEM só desmente a briga porque está engessado pelo candidato, que, a interlocutores, disse ontem que Rodrigo Maia só fala … – e aí deu uma lista de nomes de repórteres e colunistas de GLOBO, “Folha” e “Veja”. Maia deve pensar que, se confirmar o bate-boca, Serra vai achar que foi ele que vazou a parte publicável da conversa:
Serra: – Sua declaração foi infeliz. Aliás, não é nem declaração, é provocação. Você tem que desmentir o “Painel” da “Folha”.
Rodrigo: – Eu não. Eu falei apenas uma verdade. Você prometeu coisas para o Gabeira e não cumpriu.
Serra: – Então, no mínimo, o que você tem que fazer é ligar para o Gabeira.
Rodrigo: – Mas isso é o que não farei de jeito nenhum.
Serra: – Então fique com Lula!
E aí, e aí… a ligação caiu!”

  • Sábado, 17 Julho 2010 / 11:11

Cabral continua com Serra

   Do jornalista Jorge Bastos Moreno, no seu Nhenhenhém;
“A cabeça de Cabral está com a Dilma, mas seu coração continua serrista.
Os dois têm batido altos papos por telefone, na madrugada”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:54

Lula, Dornelles, Serra e Dilma

De Ilimar Franco, no Panorama Político, do ‘Globo’:
“O presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), almoça com a candidata Dilma Rousseff na quarta-feira”.

                                   * * *

De Jorge Bastos Moreno, no Nhenhenhém:
“Lula a Márcio Fortes,(ministro das Cidades)do PP, que anda fazendo beicinho para minha candidata Dilma:
? A lista de sugestões de nomes para o seu lugar é grande”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:45

Sabedoria política

O jornalista Jorge Bastos Moreno, publica hoje, no seu ‘Nhenhenhém’, do ‘Globo’, a mais deliciosa história desse final de semana:
“Em homenagem aos cem anos de Tancredo, aos 50 da obra de JK e aos 27 anos da Paola Oliveira, que não tem nada a ver com a história, a não ser o fato de ser também um avião, reproduzo aqui uma aula de sabedoria política, ocorrida agora num voo da ponte Lisboa-Brasília.
Seus personagens são um conhecido líder petista, hoje dublê de político e empresário, e um afável jornalista mineiro, que representa aqui uma das maiores organizações do país.
Na verdade, o jornalista é do time do Cabral: representa a empresa em Brasília, mas mora em Lisboa.
Sentou-se o jornalista numa poltrona ao lado da do petista.
Metade da viagem, o petista veio falando mal da mídia. Aquela amargura e aquele ressentimento deixaram o pobre do mineirinho nauseado. Os dois acabaram pegando no sono, mas o jornalista acordou enjoado e se viu golfando todo o jantar no peito do vizinho, que continuou dormindo o sono dos justos.
Apavorado, entre tentar limpar a camisa da vítima e correr o risco de acordá-la, o mineirinho acabou fingindo um sono profundo.
De repente, o petista acorda e passa as mãos pelo peito todo melecado. Aí, o mineirinho cutuca o ombro do petista e, com a cara mais angelical do mundo, pergunta:
? Cê miorô, Zé?!”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:44

Cabral faz viagem alucinante

Ainda de Jorge Bastos Moreno, no ‘Nhenhenhém’:
“Cabral, impedido de viajar para a Europa, por causa da legislação eleitoral e não pelo vulcão, faz de tudo para tentar superar a crise de abstinência aérea.
Neste feriadão, por exemplo, foi visto perto de um templo do Santo Daime, lá em Araçatuba, no interior de SP.
Vai ver foi em busca de uma viagem psicodélica”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:44

Cabral está uma pilha de nervos

De Jorge Bastos Moreno, no ‘Nhenhenhém’:
“Vejam só:
? Pai, cuidado com a Dilma. Continue mostrando o que ela representa, mas evite críticas pessoais. Ela gosta do senhor e o senhor, dela.
Quem disse isso a quem?
O jovem e inteligente Yuri ao pai Ciro Gomes?
Clarissa ao Garotinho?
Roseana a Sarney?
Nada disso!
É do presidente do DEM, Rodrigo Maia, ao ex-prefeito Cesar Maia.
Cabral, cadê seu Prozac?”
                             * * *
“Acham que acaba aí?
Em momento de grande adversidade pessoal, a família Maia tem recebido a solidariedade do sucessor do patriarca.
E Rodrigo comentou esse gesto de grandeza do prefeito do Rio:
? Não adianta! O Eduardo Paes é cria do meu pai. Politicamente, a gente não tem mais nada a ver. Pessoalmente, é difícil desfazer o laço.
Cabral, e a sibutramina?”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:44

Alencar melhora, e Lula comemora

De Lauro Jardim, na ‘Veja’:
“Os exames a que José Alencar se submeteu na quinta-feira em São Paulo constataram que o seu tumor regrediu novamente. É a quarta redução em um ano”.
                     * * *
De Jorge Bastos Moreno, no ‘Nhenhenhém’:
“Se alguém tocar nesse assunto com Lula, ele é capaz de repetir o xingamento que fez ao tucano Sérgio Guerra.
Mas a verdade é que o presidente sempre condicionou seu pedido de licença para fazer campanha da minha candidata Dilma à permanência de Zé Alencar na vice.
E, apesar do desmentido veemente, parece que ele vai mesmo sair por uns dias”.

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