• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:27

A leitura de Madrid 2016

Quem está acostumado a lidar com os bastidores da política esportiva, garante que o relatório do COI deixou Madri fora do páreo, para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.
Por isso o providencial telefonema de Lula ao Rei Juan Carlos, para que o país eliminado apóie o outro, nos três turnos previstos para a escolha.
Aliás, o grande mentor da conquista dos Jogos Olímpicos no Rio, não é nem Carlos Nuzman, nem Sergio Cabral, nem Eduardo Paes, nem Orlando Silva. Quem trabalha muito, e na surdina, é o Chanceler Celso Amorim.
Segundo o site institucional da candidatura Madrid 2016, ?a capital española foi reforçada, pois foi a que recebeu menos críticas do COI, e a que mais elogios obteve. Além disso, Madrid é a cidade com o mais alto apoio popular, segundo pesquisa do COI. Ela conta com o apoio de todas as administrações e a garantía financeira institucional. Além disso, o COI apoiou o  conceito altamente compacto dos jogos, tendo Madri já construído 23 das 33 sedes necessárias, todas em um raio de, no máximo, 10 quilômetros do centro da cidade.
Cada um faz a sua leitura do relatório.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:29

Uma cobertura mal feita

É pena que o noticiário sobre a viagem que o governador Sergio Cabral realizou essa semana a China e a Cingapura, não tenha casado com as fotos enviadas por seus assessores.
Não existe, por exemplo, uma única foto de Cabral na paisagem de Pequim,  ou em outra cidade chinesa qualquer.
Todas elas foram feitas em recinto fechado.
Segundo um dos releases, Cabral esteve com o prefeito da Capital.
Tem foto? Nenhuma.
Ele também visitou o Parlamento Chinês e seria homenageado pela Assembléia Popular Nacional, o que dá no mesmo.
Cadê a foto? Nada.
Em Cingapura, onde ?participou da Assembléia Geral do COI da Ásia?, o governador  ?fez corpo a corpo com os membros votantes?.
Cadê a foto?
Existem oito fotografias no portal do Governo do Estado do Rio de Janeiro, mas em todas elas Cabral conversa animadamente com o secretário Julio Lopes e com Carlos Osório, do COB. Ou então visita os stands dos Jogos Olímpicos da Juventude. Na verdade, existem três fotos visitando o mesmo stand ? o de Timor Leste, onde a língua oficial é o português.
E a foto do corpo a corpo? Nem sombra dela.
Sabe-se também que ?durante toda a sua missão governamental e empresarial à China e a Cingapura, o governador usou e distribuiu o botton da campanha Rio 2016?.
Foto? Neca de pitibiriba.
Tanto a repórter como o fotógrafo que viajaram com o governador são profissionais experientes e bastante competentes.
Talvez eles estivessem tontos com a mudança do fuso.
Ou quem sabe, tenham sido editados pelo próprio governador  – acostumado que está em praticar essa faceta nos jornais do Rio.
Nesse caso, deixando o casamento de texto e fotos na mão de  Cabral,  a chance de dar certo é  próximo de zero.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 21:33

Argumento imbatível

O governador Sergio Cabral passou cinco dias treinando para a apresentação técnica que a delegação brasileira fez  em Lausanne, em defesa da realização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
Treinou, treinou e conseguiu decorar a pérola:
?O COI tem de entender que a escolha do Rio será para um público que nunca viu uma Olimpíada?.
Esse sim é um argumento técnico.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 20:33

O sonho olímpico

   Até agora, dentre as quatro cidades que disputam o privilégio de sediarem os Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro foi a cidade pior avaliada.
Ela perdeu para Tóquio, para Madri e para Chicago.
É claro que ela pode vencer de virada, mas o grau de dificuldades é enorme.
É como se fosse um jogo de futebol.
No momento estamos perdendo por 3 a 0.
Ontem, em Lausanne,  exibimos nossos últimos ajustes e promessas, fizemos as substituições que tínhamos direito, conversamos com o juiz e partimos para o segundo tempo.
Para vencermos, é preciso fazer quatro gols, e torcer para que o adversário – melhor preparado – não faça nenhum.
O fato de termos sediado, com sucesso, o Pan de 2007, já foi contabilizado no primeiro tempo.
O Pan foi muito para a gente, mas pouco para eles.
Nos levou a final da disputa, mas com três gols de vantagem para os outros.
Se os governantes passarem a cuidar da cidade de verdade, a partir de agora, é possível que em 2020 tenhamos melhor sorte.
Caso contrário, na próxima peleja não iremos nem para a final.
Vencer agora, só mesmo um milagre.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 19:30

A esperança não morre

Apesar dos pesares, o carioca é um sujeito de sorte.
Assistirá em casa a final da Copa do Mundo, em 2014 e, quem sabe, os Jogos Olímpicos em 2016.
O melhor da festa é que Sergio Cabral não será o governador do Rio em nenhum dos dois eventos. O que já é uma garantia de sucesso.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 18:17

Cesar está certo

Do ex-prefeito Cesar Maia em seu blog:                   
?Como uma cidade que quer sediar os Jogos Olímpicos-2016 não mostra capacidade para completar com 100 milhões de reais a Cidade da Musica?
Esse será o equipamento chave para os eventos culturais dos Jogos.
Como os avaliadores julgarão as propostas de bilhões de reais, se algo real e concreto não se completa?
A reforma do Maracanã para o PAN custou 100 milhões de reais.
O projeto para 2014 está orçado em 400 milhões de reais. Um total de 500 milhões de reais apenas para reformas.
Os avaliadores do COI não entendem nada de partidos políticos e disputas eleitorais no Brasil?.
Cesar está certíssimo. Picuinhas nesse momento não fazem o menor sentido.
Não tem porque não concluir a obra, sem prejuízo da auditoria que está em andamento.
Ou será que no dia 27 de abril, quando chegarem aqui os 16 membros do Comitê Olímpico Internacional para inspecionarem as condições da cidade, os organizadores da cidade-candidata vão esconder a Cidade da Música?

  • Quinta-feira, 03 Setembro 2009 / 0:27

Vídeo sobre o Rio tem imagem de Niterói

 O vídeo institucional da candidatura do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, tem uma imagem de Niterói: a sede do Museu de Arte Contemporânea, contruído por Oscar Niemeyer.

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