• Segunda-feira, 31 Janeiro 2011 / 13:36

Galeão, a porta do inferno

    

  Um estudo da Anac revela que o aeroporto Tom Jobim é o menos eficiente entre os 16 maiores terminais do país que formam a categoria 1.
A questão da eficiência é importante mas interessa, principalmente as empresas aéreas e a quem trabalha com cargas.
O máximo que a ineficiência do Tom Jobim atinge os passageiros é na falta de elevadores e na demora no recolhimento das malas.
                    * * *
É claro que que muito precisa ser feito no Galeão.
Mas o que é necessário, antes de mais nada, é que se cobre da Infraero uma nova admintração para o aeroporto.
A que lá se encontra, está pouco se lixando para os passageiros, que pagam uma elevada taxa de embarque – a mais cara do país.
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Para se ter uma idéia, o último vôo internacional que sai diariamente do Galeão é um da TAM para Paris, que decola – quando no horário, o que é raro – às 23h54m.
Outro dia o vôo atrasou mais de 2 horas.
Mas os serviços do aeroporto funcionam como se ele estivesse no horário.
Dentro do terminal 2 – o mais moderno deles – existe uma única lanchonete no setor de embarque, e assim mesmo o passageiro é obrigado a descer uma escada.
Como o vôo sai as 23h54m, a lanchonete fecha a meia-noite.
Se o vôo não decola, ela fecha do mesmo jeito.
Assim, quem quiser uma água, um café, um sanduíche… que se dane. Nada feito.
Já os serviços de manutenção do aeroporto e de seus quiosque, são realizados a partir dessa hora.
Mas se o vôo não saiu a meia-noite, que se dane – mais uma vez – os passageiros.
A meia noite, um bando de operários ocupam o terminam e começa então uma sessão de marteladas sem fim. Quem quiser dormir,  descansar ou mesmo conversar, não será possível.
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É preciso ter alguém de plantão, de bom-sens0, que obrigue a lanchonete a ficar aberta até a saída do ultimo vôo.
E que impeça os operários do Tom Jobim de trabalharem no terminal antes do embarque de todos os passageiros.
O Galeão, como é do conhecimento geral, não presta.
Mas ele é infinitamente melhor do que seus administradores.
Esses, sim, não valem pra nada.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:38

Jobim: “Nada muda na Defesa”

De Eumano Silva, da revista Época:
“O ministro da defesa, Nelson Jobim, desfruta uma situação única no governo Lula. Homem de confiança do presidente numa das áreas mais sensíveis da Esplanada, Jobim mantém estreitas relações com o candidato da oposição ao Planalto, José Serra (PSDB). A dupla militância permite a previsão de que, em assuntos de Defesa, o Brasil manterá as diretrizes atuais caso a eleição seja vencida por Serra ou pela ex-ministra Dilma Rousseff. ?Fiz reuniões com PT, PMDB, DEM e com o ex-presidente Fernando Henrique?, diz Jobim, ao explicar as mudanças na área militar, como a subordinação ao poder civil, aprovadas no Congresso. Nesta entrevista a ÉPOCA, Jobim faz um balanço dos acordos internacionais do país e das medidas para tentar organizar a aviação no Brasil”.
                                                        * * *
“? Como vai ficar a defesa nacional do Brasil no futuro?
? Os políticos e os governos civis viam a defesa com certa distância. Na época da Constituinte, a defesa se confundia com repressão política. Com isso, militares tinham de tomar certas decisões que, a rigor, eram decisões de governo civil. Exemplo: quais as hipóteses de emprego (das Forças Armadas) que politicamente interessam ao país? Isso é um misto de política internacional com defesa. Cabe ao poder civil definir o que os militares devem fazer em termos de defesa. Os militares decidem a parte operacional.
? Isso aconteceu no governo Lula?
? Tudo é um processo. Não acontece assim, bum! Começou no governo Fernando Henrique, com a criação do Ministério da Defesa, em 1999, nas condições possíveis naquele momento. No governo Lula, avançou-se um pouco no início, com o ministro Viegas (José Viegas, primeiro ministro da Defesa de Lula). Os avanços mais doutrinários são consolidados pelo vice-presidente (José Alencar) que o sucedeu e, depois, pelo Waldir Pires. Quando assumi, decidi que precisávamos realizar uma mudança de concepção para dar mais musculatura ao Ministério da Defesa.
? Como assim?
? O orçamento, por exemplo. Antes, as Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) se acertavam entre si dentro do limite fixado pelo Ministério do Planejamento. O ministro (da Defesa) não tinha participação. Também foi aprovado na Câmara o projeto de alteração da Lei Complementar nº 97. O Estado-Maior de Defesa passa a ser o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Será chefiado por um oficial de quatro estrelas escolhido pelo presidente, indicado pelo ministro da Defesa. Vai ter a mesma precedência dos comandantes de Força. Ao assumir, vai para a reserva. Hoje, ele volta para a Força de origem.
? Qual é o problema?
? Dá constrangimentos. Às vezes, precisa tomar decisão contrária ao interesse da Força de origem e tem dificuldade. Outra mudança é na política de compras, que hoje é fixada pelas Forças, mas será fixada pelo ministério em função do que o poder civil considera relevante. Precisamos de monitoramento e controle, mobilidade e presença. O monitoramento deve ser feito, por satélite, na Amazônia Legal e na Plataforma Continental, onde o Brasil tem soberania.
? São planos de longo prazo?
? Ah, uns 20 anos…
? O senhor, então, não espera grandes mudanças se o próximo presidente for Dilma Rousseff ou José Serra? ? Eu não espero.
? A Defesa está acima das questões políticas?
? Tudo que estou falando foi discutido com todos os partidos. Fiz reuniões com o PT, o PMDB e com o DEM. Fui ao Instituto Fernando Henrique Cardoso. Estava cheio de gente lá, todos os ministros dele, todos meus colegas, e várias outras pessoas, intelectuais também.
? Não há ideologia nessa área?
? Eu quis descolar, mostrar que não é um programa do governo. É um programa do Estado.
? O que mais mudou?
? Tem uma mudança doutrinária. Saímos do conceito de operações combinadas para o conceito de operações conjuntas. Na combinada, cada Força tem seu comando próprio. Na conjunta, tem um comando só para as três Forças. O comandante da operação vai depender do teatro de operações. Se for a Amazônia, o comandante da operação vai ser do Exército. Se for no mar, vai ser um almirante.
? O que, de fato, interessa ao Brasil em termos de defesa?
? O Brasil não é um país com pretensões territoriais, não vamos atacar ninguém. Então, devemos ter um poder dissuasório. Temos três coisas fundamentais. Uma é energia, que tem o pré-sal e também energia alternativa, energia limpa, entre elas a energia nuclear. Segundo, o Brasil tem as maiores reservas de água potável do mundo: a Amazônia e o Aquífero Guarani. E, terceiro, temos a maior produção de grãos. São coisas que, progressivamente, o mundo vai demandar mais.
? Na América do Sul, quais são as maiores preocupações?
? A estabilidade política e econômica. Quanto mais desenvolvido o país, mais estável será. Quando o Brasil paga mais pelo excedente de energia elétrica do Paraguai, ajuda a criar condições para que o Paraguai se estabilize. Um país que tem a dimensão do nosso não pode botar o pé em cima dos outros.
? Qual é sua opinião sobre a relação do Brasil com a Venezuela?
? É boa. A Venezuela viveu sempre do óleo. A elite se apropriou dessa riqueza e não investiu no país. Ficou um conjunto de pessoas muito pobres. Aí, surgiu o presidente Hugo Chávez, que lidera esse setor. Está conseguindo avançar. Agora, o Chávez é um homem, digamos, de uma retórica forte. Isso não atrapalha. Faz parte do hispano-americano. É preciso ter paciência. Boa sorte à Venezuela.
? E com os Estados Unidos?
? Estamos muito bem. Com a vitória do presidente Obama, mudou muito. Concluímos um acordo de defesa para criar novas perspectivas de cooperação bilateral. Vai nos permitir, por exemplo, vender aviões da Embraer para eles sem licitação.
? O Irã é o maior ponto de divergência entre Brasil e Estados Unidos?
? A posição do presidente Obama não é nesse sentido. Há setores nos EUA, principalmente no governo Bush, que demonizam o islã. O islã é pacífico. A posição do Brasil é assegurar a legitimidade do enriquecimento do urânio para fins pacíficos. Nós temos tecnologia para isso e temos urânio. Ainda precisamos completar a parte industrial.
? Qual é sua opinião sobre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares?
? É assimétrico. Divide os países em nucleares e não nucleares. Os nucleares assumiram compromisso de reduzir as armas e transferir tecnologia nuclear com fins pacíficos para os não nucleares. Não fizeram nem uma coisa nem outra. O Brasil só desenvolveu tecnologia de urânio com luta própria, com cientistas militares brasileiros.
? Quais são os interesses do Brasil na área de defesa em Israel?
- Temos interesses em Veículos Aéreos Não Tripulados, os Vatns, para fazer monitoramento. Algumas empresas israelenses produzem. Estou examinando a possibilidade de produzirmos no Brasil, com uma empresa brasileira associada a uma israelense.
? E a compra dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), quando se resolve?
? Pretendo terminar em abril uma exposição de motivos para o presidente, com uma opção. O presidente convoca o Conselho de Defesa Nacional, que emite um parecer e, aí, o presidente decide.
? Como estão as buscas dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia?
? A segunda etapa já começou.
? A irmã de um guerrilheiro desaparecido encontrou ossadas. Isso ajuda?
? Sim. Qualquer pessoa que encontrar ossos tem de chamar a polícia e identificar. Se isso estiver no âmbito de execução da sentença penal que estamos cumprindo com as buscas, vamos ter de aproveitar isso. Não há um conflito.
? O senhor foi nomeado para resolver o caos aéreo do Brasil. Considera a missão cumprida?
? Vou falar o que fizemos. A primeira medida foi substituir a direção da Infraero, despartidarizar. Formulamos a Política Nacional de Aviação Civil. Ela foi aprovada. Pretendemos oferecer um tratamento diferente para a aviação regional. Vamos enviar um projeto de lei ao Congresso. Em 2005, instituímos liberdade de rota e liberdade tarifária. Esse sistema funciona para a aviação doméstica, mas não para a regional, que precisa de estímulos. Vamos investir nos aeroportos regionais.
? Nossa estrutura de aeroportos estará preparada para as Olimpíadas do Rio em 2016?
? Sim. Tem um calendário da Infraero para as obras necessárias. Temos um crescimento anual médio de 10% na aviação civil. Na Copa do Mundo, terá um aumento de 2% em dois meses. Mas nossa preocupação não é só com a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Tem muito mais gente viajando, os preços caíram. Em 2002, o quilômetro voado custava R$ 0,71. Em 2009, custa R$ 0,49.
? E em relação aos passageiros?
? Incentivamos uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sobre a responsabilidade das empresas em relação a atrasos, overbooking. É o que a Anac podia fazer dentro da legislação. Paralelamente, nós mandamos para o Congresso um projeto que cria um dever de indenização por parte das empresas se os atrasos forem devidos a qualquer agente. Se o atraso for decorrente da Infraero, a empresa se ressarce do que entregou ao passageiro.
? E se for culpa da meteorologia?
? Nesse caso, não tem ressarcimento.
? Dá trabalho ser ministro da Defesa?
? Na época das demissões da Infraero, recebi críticas de amigos meus porque eu demiti pessoas indicadas por eles. Fiz exatamente o que eu precisava fazer. Como não sou candidato a coisa nenhuma e sempre gostei de confusão, não teve problema”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:22

Infraero está mais fortalecida

De Monica Bergamo, na ‘Folha’:
“A Infraero, estatal que administra os aeroportos do país, abriu a temporada de contratações: só em janeiro, admitiu 516 novos profissionais, para as áreas de engenharia, manutenção, navegação aérea, informática e comercial, entre outras. Neste mês, cerca de 400 engenheiros e técnicos serão incorporados à empresa, que diz estar reforçando seus quadros para a ampliação e reforma de aeroportos para a Copa de 2014.
A “engorda” da Infraero é simbólica: mostra que venceu até agora, no governo, a ala contrária à privatização dos principais aeroportos do país ainda no governo Lula -como defendia o ministro Nelson Jobim, da Defesa”.
Nelson Jobim era o candidato de Sergio Cabral para a presidência do PMDB.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:43

Infraero reforma o Tom Jobim

O novo presidente da Infraero, Murilo Barboza, em entrevista a repórter Geralda Doca, de ‘O Globo’, disse que o Aeroporto do Galeão ? o Tom Jobim ? vai virar um grande canteiro de obras mas, para isso, depende de definições dos governos estadual e municipal em matéria de transportes e vias de acesso.
Eis um trecho da entrevista:
? – Há alguma ação específica para o Rio, que vai sediar as Olimpíadas?
– Ainda este mês, pretendo criar uma superintendência regional específica para o Rio de Janeiro, por conta da Copa e, depois, das Olimpíadas. Quero ter um núcleo do nível mais elevado trabalhando lá. Hoje a superintendência pega o Rio, Minas e algumas cidades do Centro-Oeste. A nova vai ficar com Santos Dumont, Jacarepaguá, Galeão, Macaé e Campos. Terá uma estrutura de engenharia própria, quase uma outra empresa.
- Os recursos previstos no PAC são suficientes para preparar os aeroportos para os dois eventos?
- Não tenho nenhuma obra, para 2014, para 2016, que precise ser feita e que eu anteveja a falta de verba. Todos os recursos para este ano e até o fim do governo Lula estão muito bem delineados. Alguns já estão no caixa da Infraero me esperando aumentar a velocidade de execução das obras.
- Então porque algumas obras demoram a começar?
- O problema é a acessibilidade ao aeroporto. Ninguém falou ainda qual é o plano viário para a Copa. É VLT (veículo leve sobre trilhos)? É um metrô? Tenho que saber antes de expandir o aeroporto. Eu garanto que o meu investimento vai estar pronto.
- Esse problema acontece no Rio?
- As linhas Amarela e Vermelha estão praticamente congestionadas. Eu tenho uma faixa que vai até a beiramar da Ilha do Governador e, chegando ali,
começa a confusão. A pessoa sai e pega o viaduto da Ilha do Governador e está tudo congestionado, às vezes até a Perimetral. O problema vai muito além da Infraero.
Eu não quero polemizar, mas isso está acontecendo em várias cidades.
- A Infraero está buscando uma reaproximação com o governo do Rio? Foi um pedido do ministro da Defesa, Nelson Jobim?
- O ministro quer. Nós acreditamos que não existe solução só de um lado; a solução sempre é de duas partes. Nunca é só da Infraero, como também nunca é só do governo estadual ou municipal. O que a gente tem que fazer é procurar esse entendimento. Preciso integrar o plano viário das cidades aos meus projetos para os aeroportos. Tenho certa facilidade no Rio porque sou carioca. Trabalhei no governo do estado muitos anos antes de fazer concurso para a área federal. Eu tenho uma relação grande com a cidade.
- O que a Infraero levou ao governador na reunião?
- Uma proposta técnica.Mostrei o que a Infraero está fazendo, quais são os prazos com que eu estou trabalhando e o meu projeto para o Rio até 2025. Pedi a ele para partilhar comigo qual é o projeto viário do Rio para os aeroportos. Eu preciso saber se a solução para o Rio é um metrô ou VLT. Onde vou colocar as estações, pois vou construir um edifício-garagem no Rio e a localização desse edifício não pode atrapalhar as estações do VLT, porque é transporte de massa e será prioritário.
- Cabral não defendeu a privatização?
- Ele até abordou e brincou: ?Você não acha melhor fazer a concessão?? Eu falei: governador, a concessão está sendo estudada, mas eu vim aqui para tratar dos meus projetos de engenharia. Ele foi muito aberto às minhas preocupações.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:49

O novo Galeão

Para aumentar um pouco mais a irritação do governador Sergio Cabral, que insiste em privatizar o aeroporto do Galeão:
1. Em todo o mundo, 85% dos passageiros aéreos transitam em aeroportos estatais.
2. Nos Estados Unidos, o paraíso da livre iniciativa, existe apenas um aeroporto administrado por empresa privada, o de Chicago.
3. No aeroporto de Viracopos, em Campinas, que seria privatizado junto com o Galeão, já começaram as obras que irão transformá-lo no maior aeroporto da América Latina, capaz de absorver até 113 milhões de passageiros/ano.
4. As obras no aeroporto do Galeão estão indo bem, obrigado. O terminal 2 que funciona em apenas 40% de sua capacidade, passará a utilizar 100%  de sua área até o próximo ano. No terminal 1, o setor vermelho voltará a funcionar, para embarques e desembarques internacionais, até o final de setembro.
5. A direção da Infraero está defendendo junto ao governo a abertura de seu capital, para que ela obtenha mais recursos e possa administrar não só os 67 aeroportos brasileiros, mas também passe a disputar concorrências no exterior.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:40

Infraero ironiza Sergio Cabral

Hoje é dia de Sergio Cabral disparar telefonemas para Dilma Rousseff e Nelson Jobim pedindo providências.
O  presidente da Infraero, Cleonilson Nicácio Silva, assina artigo, em ?O Globo?, chamando o governador, indiretamente, de ?pseudoespecialista em aviação?.
No artigo em que pede a população ?um pouco mais de paciência?, Cleonilson diz que o Rio terá de volta um Galeão que recordará ?um Rio mais glamouroso?.
Sem citar o nome de Cabral, ele alfineta:
?Não sei se em breve os cariocas poderão transitar nas ruas do Rio de Janeiro com segurança e tranqüilidade. Mas tenho a certeza de que, a cada novo dia, eles desfrutarão  de mais conforto e segurança  no aeroporto em questão?.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 4:43

Paulo Octavio reforma Galeão

   De alguém que assina José Roberto Soares recebi, há pouco, a seguinte mensagem:
“Bem, na verdade o que vou fazer é uma denúncia contra a construtora que está reformando o aeroporto Tom Jobim aqui do RJ: a empresa é a Paulo Octavio Investimentos Imobiliários Ltda.
Isso mesmo a empresa do Ex-Governador de Brasília Paulo Octavio que esta envolvido no mensalão de brasília, sua empresa ganhou a obra para reforma do aeroporto Tom Jobim reforma esta que custará inicialmente mais de R$ 65.000,000,00 (Sessenta e Cinco milhões de reais) investimentos esses que podem chegar a
R$ 1.000.000.000,00 (um bilhão de reais) segundo a INFRAERO até 2014, e o que está acontecendo é que a maioria dos serviços foi sub-contratados a empresas de diversos segmentos, sendo que a Paulo Octavio faz suas medições ?Faturamento? mensalmente e não paga a nenhuma empreiteira ha quase 6 meses, levando algumas empresas quase a falência outras estão em estado crítico, e o curioso é que a Paulo Octavio continua recebendo normalmente da Infraero que paga religiosamente entre os dias 03 e 05 de cada mês, como exemplo o mês de julho de 2010 a Contrutora Faturou R$ 2.800.000,00 e nem a cantina que fornece refeição aos funcionários recebeu, e informo que vários serviços já foram paralizados e as empresas prejudicadas estão se unindo para fazer uma manifestação contra a construtora, acho o assunto de muita relevância uma vez que o Brasil sediará a próxima copa do mundo e segundo os Presidentes da FIFA e da CBF, o principal problema a ser resolvido, são os AEROPORTOS”. (…) podemos dar informações mais completas, nomes, cópias de notas fiscais, inclusive uma relação de títulos protestados contra a construtora, que por sua vez está muito tranquila pois o seu presidente é um Político influente”.

  • Segunda-feira, 05 Julho 2010 / 4:37

Azul em defesa da Infraero

A colunista Sonia Racy entrevistou David Neeleman, fundador da Azul – empresa que investiu US$ 200 milhões e, em dois anos e meio, transformou-se na quarta maior empresa aérea do país.
No momento em que se discute a reforma dos aeroportos brasileiros, principalmente com vistas a Copa de 2014, Neeleman se coloca totalmente contrário a privatização dos aeroportos e, lembra, que os principais aeroportos dos Estados Unidos são estatais.
Veja a entrevista:
- Existe uma discussão gigantesca sobre os aeroportos no Brasil. Qual é a sua opinião sobre a atual estrutura aeroportuária brasileira?
- Antes de começar com a Azul, estudei os aeroportos do Brasil e cheguei à conclusão de que o País não faz bom uso do que tem. Por causa dos outros aeroportos é que Congonhas está superlotado. Mas ainda há espaço ali para expandir, criar novos terminais e novos pátios. Quando se promove expansão em aeroportos nos EUA, a coisa é complicada. Aqui, não, porque tem espaço. O alargamento feito na Marginal Tietê é mil vezes mais difícil do que ampliar terminais aéreos.
- O que emperra o processo?
- Olha, não sou a favor de privatizar os aeroportos. Seria um processo muito demorado, com muitas brigas. A Infraero tem condições de fazer isso. Tem muita gente boa lá dentro. É só dar transparência ao processo e chamar pessoas de fora do Brasil para ajudar. Existem especialistas no mundo inteiro. Poderíamos ampliar o Conselho de Administração da Infraero, colocar profissionais experientes e competentes nesse tipo de coisa.
- O senhor defende então um novo modelo de gestão?
- Sim, temos que desburocratizar a Infraero. A Petrobrás, por exemplo, não segue a lei 8666, que engessa processos. Por que não fazer o mesmo com a Infraero, dando agilidade para a estatal? Acredito até que seja possível ter mais um terminal em Congonhas. Tudo pode ser feito em dois ou três anos. Você precisa montar uma planilha, chamar as empresas que operam este tipo de concessão e preparar a licitação.
- Você acha que a Infraero teria recursos para tanto?
- Ela pode lançar bonds no mercado. Para mim, é difícil ouvir que é difícil. É algo fácil e que já foi feito muitas vezes no mundo. A solução é simples, entende? Se não tivesse terreno, aí sim seria complicado. Temos um aeroporto em Vitória que já começou e parou faz cinco anos (sorri). Em Goiânia, é exatamente a mesma coisa.
- Mas não há urgência no andamento?
- Podemos fazer ações temporárias, como montar pátios e construir terminais provisórios. Não podemos é parar com o crescimento. O que falta em Guarulhos é pátio. Se você sabe onde o terminal novo vai ficar, podemos colocar um pátio em frente para ser utilizado provisoriamente. Aconteceu assim com o aeroporto de Long Beach. A Jet Blue (empresa que criou nos EUA) queria entrar, mas não tinha sala de espera. Montamos uma e colocamos 42 voos por dia no aeroporto. Ficamos assim por dez anos. Coisa parecida foi feita em Nova York. Por que não fazer aqui?
- Você poderia explicar isso um pouco melhor?
- Primeiro, temos que utilizar mais a infraestrutura que já está aí, aumentando o número de posições no estacionamento de aviões. Isto pode ser feito com uma simples pintura, identificando as aeronaves por tamanho. Depois, eu pergunto: por que não dividir os balcões de check-in por mais de uma empresa? Aí entram as instalações provisórias. Elas são parecidas com grandes contêineres metálicos e, em alguns casos, podem até ser adaptadas e usadas como fingers. Sua construção é muito rápida e terão um papel importantíssimo a cumprir na Copa e nas Olimpíadas.
- Por que você é contra a privatização dos aeroportos?
- Não sou o único a ser contra. O governo também não quer. São Paulo tem dois aeroportos – um na cidade e outro fora. Mas a maioria das capitais brasileiras só tem um aeroporto. Se for privatizado, o gestor poderá cobrar o que quiser. E não existirá concorrência. Nos países onde os aeroportos foram privatizados, como Argentina, México e Inglaterra, não deu certo. São os aeroportos mais caros do mundo. É importante que os custos para as empresas aéreas fiquem baixos porque mais viajantes poderão voar, novos negócios serão gerados e a economia fluirá.
- Como é funcionamento do sistema americano?
- Não tem nenhum aeroporto importante nos Estados Unidos que seja privatizado. E o governo federal fez uma lei para os aeroportos estaduais e municipais. Todo dinheiro que ganham deve ser reinvestido em benefício do próprio terminal aéreo.
- Historicamente, o setor de aviação aérea brasileira sempre foi complicado. Por que você escolheu o Brasil para fazer uma nova companhia?
- Eu nasci no Brasil, eu amo o Brasil. Esse é o meu País. Quero fazer a diferença.
- A área de aviação é o setor industrial dos mais difíceis. Une a necessidade de se ter capital intensivo, é dependente de concessão, precisa de mão de obra especializadíssima e, como acontece nos hotéis, assento vago é renda perdida. Esse setor apaixona?
- Existe uma fotografia tirada aqui no Brasil de quando eu fiz cinco anos. Em cima do meu bolo de aniversário havia uma aeronave. Tenho alma inovadora e oportunidades.
- Acha que Congonhas poderia ter mais voos?
- Congonhas está trabalhando com 30 operações por hora. Nos Estados Unidos, a média é de 71 operações por hora. Podemos utilizar melhor nossos ativos sem risco de segurança. Precisamos de mais controladores. Acredito que daqui a quatro ou cinco anos, o número de passageiros vai triplicar. E a infraestrutura tem que acompanhar todo esse processo de desenvolvimento”.

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