• Segunda-feira, 30 Janeiro 2012 / 17:01

Apelo de Yoani é uma farsa

      Yoani Sánchez, a “dissidente” cubana,  é a fantoche que a imprensa brasileira vem utilizando, há meses, para tentar desmoralizar a Presidente Dilma Roussef e sua política de direitos humanos.
A imprensa brasileira tem publicado,  repetidas vezes,  apelos e entrevistas, anuncia vídeos  e o diabo a quatro - o que seria  um “teste” para a Presidente Dilma, que estaria de “saia justa” diante da blogueira.
                                   * * *
Yoani, como se sabe, mantém o blog ‘Generacion Y’ e, apesar de não ser a mais feroz crítica do regime cubano, é a mais conhecida. A revista ‘Time’, em 2008, a considerou uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.
Se fosse verdade, passados três anos de mais publicidade, ela seria  hoje uma das 10 mais.
                                   * * *
A “dissidente” cubana briga para poder sair de Cuba, pelo menos por um período. Segundo ela, o seu desejo é assistir ao lançamento de um documentário cinematográfico, realizado por um cineasta baiano, sobre blogueiros cubanos, onde ela é uma das personagens.
O filme está pronto há pelo menos dois anos, mas aguarda a presença de Yoani para ser lançado.
                                   * * *
Sua arma mais eficaz, é óbvio, é o seu próprio site.
É através dele que ela critica, reclama, esperneia, denuncia tudo o que se refere a seu país e a sua vida.
Imagina-se, então,  que todos os apelos que tem feito ao Brasil e a Presidenta Dilma estejam lá postados.
Lêdo engano.
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O panfleto eletrônico de Yoani Sánchez não tem uma única linha sobre o que a imprensa brasileira vem noticiando diariamente.
Não que ela não queira vir ao Brasil.
Certamente ela o deseja. E muito.
Mas Yoani faz isso, única e exclusivamente, através dos jornais, rádios e emissoras de TV – que a procuram com o claro objetivo de criar embaraços para a política externa do Brasil.
O nome de Dilma Rousseff nunca foi escrito por ela. Nem uma única vez.
Se alguem acessar o seu site, e for ao setor de busca, basta digitar: Dilma, ou Dilma Rousseff, ou Presidente Dilma, ou Presidente do Brasil. Nada encontrará. Não existe referencia.
Se digitar Brasil, verá uma postagem do dia 15 de Junho de 2010, onde ela diz que enviou uma carta para o Presidente Luis Inácio Lula da Silva sobre o assunto.
E só.
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Será que Yaoni quer mesmo sair de Cuba?
Ela morou na Suiça por um ano. Por que voltou a Cuba?
Seu site é o que existe de mais importante para a sua batalha. Hoje ele é um verdadeiro ”canhão”. Por que ela nunca o utilizou para apelar ao Governo do Brasil?
A farsa é maior que se imagina…

  • Quarta-feira, 25 Janeiro 2012 / 10:50

Dilma, esqueça Yoany Sánchez

       O ex-deputado Fernando Gabeira, um dos sequestradores do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, é proibido de entrar nos Estados Unidos.
Certa vez, a Câmara quis incluí-lo na delegação de parlamentares brasileiros que, anualmente, participam da Assembléia Geral da ONU.
Mas não obteve êxito.
Quando o filme “O que é isso, companheiro?”, baseado no livro de Gabeira, foi indicado para o Oscar, nova tentativa e nada feito.
Isso tudo ocorreu no governo Fernando Henrique Cardoso.
                                * * *
No segundo governo Lula, o ministro de Comunicação Social do Governo chamava-se Franklin Martins -  assim como Gabeira, participante ativo no sequestro do embaixador norte-americano.
Franklin, mesmo como ministro, nunca conseguiu acompanhar Lula nas viagens do Presidente aos EUA.
O Governo norte-americano negou, sistemáticamente, o visto diplomático à autoridade, mesmo estando ele em missão oficial.
                                * * *
Agora cobram uma posição de Dilma Rousseff em favor de Yoany Sanchez, “dissidente” cubana que quer vir ao Nordeste fazer propaganda anti-castrista.
Se nem FHC, nem Lula conseguiram êxito na defesa de seus nacionais, junto aos EUA, por que diabos Dilma deve defender a vinda de uma estrangeira ao Brasil?
A tentativa de emparedar Dilma não é apenas uma falta de respeito ou cobrança fútil da mídia brasileira com a Chefe do Governo, e mais do que isso: é uma tentativa de desmoralizá-la perante a opinião pública.
Dilma vai a Cuba tratar assuntos de Estado, e não se imiscuir em assuntos internos da Ilha.
Poderia até, em conversas informais, tratar da questão dos presos políticos, de uma maneira mais ampla - assim como já fizeram, com êxito, a Espanha e o Vaticano.
Mas não cuidar de um assunto isolado - de uma blogueira que reclama não poder sair do país, mas que já viveu anos na Europa, e hoje está em Cuba, a soldo sabe-se lá de quem, sem trabalhar, com liberdade suficiente para escrever o que bem entende, e com tradução em 18 idiomas.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:06

Lula: diga não a Yoani Sánchez!

A dissidente cubana Yoani Sánchez enviou uma carta a Lula pedindo que ele interceda, junto a Fidel e Raul Castro, para que ela possa vir ao Brasil assistir a um documentário, no dia 1º de junho, em Jequié, no sul da Bahia.
Lula não deveria dar a menor bola para o pedido.
Yoani é uma das, senão a principal, responsável pela campanha contra Lula em todo o mundo,  no que se refere a decisão do Presidente brasileiro de não interferir na política interna de Cuba.
Se ela vier, será para falar mal dos irmãos Castro e, também para criticar Lula, em seu blog milionário traduzido em 19 línguas.
              * * *
E por falar em dissidente, como será que anda o maluco do Fariñas?
Ele disse que sua greve de fome o levaria a morte em quatro ou cinco dias.
E ela já dura mais de 20.
Sujeito forte esse tal de Fariñas…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:53

Llosa, um gênio tumultuado

  Domingo, dia 7, o ?Estadão? publicou um artigo de Mario Vargas Llosa – intitulado ?A decepcionante visita de Lula? -  com críticas a viagem do presidente brasileiro a Havana, no dia em que o ?dissidente? cubano, Orlando Zapata Tamayo, morria de uma greve de fome que durou 85 dias ? recorde no ‘Guinness Book’ – graças a eficiência e a dedicação dos médicos cubanos.
Quando li o artigo, não dei bola. Só que agora ele circula na internet. Então vamos a ele.
O texto é lamentável. Parece ter sido escrito por um daqueles cubanos de Miami, que vive da venda de bugigangas, nutre ódio mortal por Fidel e, agora, por seu irmão Raul, paga uma espécie de dízimo para financiar a propaganda contra-revolucionária, é capaz de planejar um atentado contra a Ilha, e está disposto a cometer, se necessário for, a mais cruel das irregularidades contra o seu próprio país.
E verdade seja dita: Llosa sempre se identificou com essa turma.
Em  2004, ele assinou um manifesto, ao lado da Madeleine Albrigth, ex-secretária de Estado dos EUA, pedindo a libertação de 75 presos cubanos, acusados de cometerem crimes de consciência. Hoje são 53.
Vargas Llosa, 74 anos a serem comemorados no próximo dia 28, teve uma vida tumultuada.

O casamento de seus pais durou apenas cinco meses, e quando nasceu foi morar na Bolívia.  Aos 10 anos voltou para Lima, e só aí conheceu o pai, que o internou numa escola militar.  Aos 19 anos ingressou na Universidade de San Marcos, em Lima, e trabalhou nos cemitérios da capital peruana, como revisor de nomes em túmulos.
Nessa época, casou-se com uma tia.
Quer maluquice maior?
Pois muito bem. Cinco anos depois, ele trocou a tia Julia pela prima Patrícia.

                                   * * *
O artigo que Llosa assinou no ?Estadão? é de autoria do Llosa político, e não do Llosa escritor  – consagrado como um dos mais importantes de língua espanhola.
Mas como político, ele sempre foi um derrotado.
Em 1987, presidiu o Movimento Liberdade, cuja bandeira era o combate a nacionalização dos bancos. Três anos depois, concorreu à Presidência do Peru pela Frente Democrática, quando perdeu para  Alberto  Fujimori.  Quer humilhação maior?
Em Londres, onde foi viver, voltou a fazer o que sabe de melhor: escrever livros.
Em 2006, passou um período em Lima, durante a campanha de Lourdes Flores. Foi coadjuvante de nova derrota. Alan Garcia ganhou outra vez.
Tudo somado fez de Llosa um homem problemático, tanto em sua vida privada, quanto na política.
O artigo que escreveu peca, principalmente, pela total falta de informações sobre Lula e sobre Cuba. Ele mais um parece um panfleto ordinário.
Para Llosa, Orlando Zapata Tamayo era um ?pedreiro pacifista da oposição, de 42 anos, pertencente ao Grupo dos 75, que os algozes castristas deixaram morrer de inanição – depois de submetê-lo em vida a confinamento, torturas e condená-lo com pretextos a mais de 30 anos de cárcere – depois de 85 dias de greve de fome?.
Pobre Llosa. Merece mais pena do que o próprio Tamayo.
Este não passava de um pobre coitado, com diversas passagens pela polícia -  todas referentes a crimes comuns. Na época da prisão dos 75 dissidentes, Zapata Tamayo nunca constou de nenhuma relação de ?dissidentes?. Seu nome não aparece nem na lista da Anistia Internacional e, muito menos, na do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Preso por agressão e tentativa de homicídio, Tamayo tornou-se ‘dissidente’ quando já estava na cadeia. E, ao contrário do que diz Llosa, seus algozes não deixaram o preso morrer de inanição. Ao contrário: fizeram de tudo para que ele sobrevivesse. Se o abandonassem, Tamayo não duraria 85 dias.
Llosa tem razão quando afirma que ?os irmãos Castro exercem há 51 anos esta política, e somente os idiotas poderiam esperar deles um comportamento diferente?.
Que ele próprio se considere um idiota, é um direito dele. Mas chamar Tamayo de idiota, trata-se de imensa covardia com um morto.  É óbvio que Cuba não aceitou, não aceita e nem aceitará pressões nem chantagens. Não as aceitaria de um contra-revolucionário, muito menos de um criminoso comum, um pobre diabo manipulado por um grupo de espertalhões que queriam um cadáver para transformá-lo em mártir. Até agora, só conseguiram o primeiro intento.

                                   * * *
No artigo, Llosa insiste na fantasia de que 50 cubanos pediram uma audiência a Lula, para reclamar da falta de liberdade na Ilha.
Mas qual a prova de que a audiência foi pedida? Para quem eles mandaram o documento? Ele foi enviado pelo correio ou  entregue em mãos?  Quem mandou o pedido?  E quem o recebeu?  Isso ninguém consegue responder.
Boa parte da comitiva de Lula passeou por Havana. Quatro ministros de Estado foram jantar na Bodequita del Médio, o restaurante mais badalado da Ilha. Por que nenhum dos dissidentes apareceu por lá? Eles não queriam conversar? Dezenas de jornalistas brasileiros estiveram em Havana naqueles dois dias? Por que nenhum deles foi procurado? O grevista de plantão, um maluco que atende pelo nome de Fariñas, dá entrevistas por telefone a todo o momento. Por que ele não foi atrás da comitiva brasileira? Uma repórter do Globo Online sabe o número de seu telefone, e ele certamente conhece o dela.
A mãe de Zapata também falou, com jornalistas estrangeiros, após a morte do filho. Para a blogueira dissidente Yoani Sánchez, ela chegou a conceder uma entrevista, com vídeo, na porta do IML local.
Então porque a fantasia de que Lula não aceitou conversar com o quem o procurava?
Na semana passada, um “dissidente” esteve na embaixada brasileira, em Havana, com uma carta para ser enviada ao Presidente. Quem a assinava? Ninguém. Nem mesmo o portador, que ficou de voltar mais tarde ?com pelo menos 100 assinaturas?. Até hoje nada.
No ‘Globo’ desse sábado, por exemplo, a correspondente Marília Martins informa que já “circula pela internet o vídeo produzido por um grupo de manifestantes (cubanos que vivem nos Estados Unidos ) que decidiu sentar-se diante da porta do consulado brasileiro em Miami em protesto contra o que definem como “cumplicidade de Lula com a ditadura cubana”.
- Esse grupo de cubanos esteve aqui durante cerca de meia hora gritando palavras de ordem, num protesto barulhento mas pacífico. Nós perguntamos se eles gostariam de entregar alguma carta ou algum documento para darmos ao presidente Lula. Mas recusaram a oferta. Parece que a intenção era simples: o grupo queria filmar a si mesmo fazendo o protesto para que as imagens circulassem pela internet – comenta o cônsul brasileiro em Miami, Luiz Augusto de Araújo Castro.
 
                                  * * *
Como intelectual, Llosa merece todo o respeito. Mas Llosa assinou o artigo como político. E como tal, ele mente. Mente descaradamente.
O político peruano acusa Lula de “abraçar Chávez, Evo Morales e Ortega”, o que ele considera a ?escória da América Latina?, embora todos tenham assumido o poder através do voto democrático, o que ele não conseguiu.
No artigo ele levanta uma dúvida: seria Lula um ?simples mascarado, capaz de todas as piruetas ideológicas, um político medíocre sem espinha dorsal cívica e moral”?
Quem é esse cidadão para insinuar isso sobre o Presidente do Brasil?
Vargas Llosa? Esse é um político medíocre, desinformado, reacionário, entreguista, frustrado, cheio de ódio, de recalques, e que não merece o mínimo de respeito.
Seu artigo no ?Estadão? não passa de uma coletânea de velhos e repetidos chavões contra Cuba e contra seus dirigentes.
Como intelectual consagrado, ele poderia se opor a Lula, a Cuba e aos irmãos Castro de maneira inteligente. Mas, por preguiça ou falta de argumentos, vomita uma verborragia sem conteúdo.

                                    * * *
Fariñas, o maluco de Cuba, disse ter ouvido de autoridades do Ministério do Interior, que ele tem todo o perfil para se tornar um mártir. Por isso, insiste em morrer. Mas, como é incompetente, não alcança o seu intento. Esta é a sua 23ª greve de fome, e ele continua vivo. Quem sabe, qualquer hora ele consiga.
Llosa, o maluco de Lima, tem certamente o perfil que Fariñas sempre sonhou.
Para virar mártir só precisa fazer uma greve de fome.
Vencedor, com uma infinidade de méritos, nos meios literários, Llosa poderia tentar obter uma vitória na política.
É óbvio que os irmãos Castro não aceitariam a sua chantagem.
Mas mesmo perdendo, Llosa sairia vitorioso.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:27

Caso Zapata: a versão de Cuba

A quem interessar possa. Esse artigo – “Para quem é útil a morte”‘ – foi publicado no CubaDebate, um site “contra o terrorrismo midiático”, e dias depois no ‘Granma’, assinado por Enrique Ubieta González:
“A contra-revolução cubana possui uma carência de mártires proporcional à sua falta de escrúpulos. É difícil morrer em Cuba, não porque tenhamos uma expectativa de vida semelhante à do Primeiro Mundo -ninguém morre de fome, apesar da carência de recursos, nem de doenças curáveis -  mas porque aqui impera a lei e a honra. Os mercenários cubanos podem ser presos e julgados, segundo as leis vigentes – aliás, em nenhum país as leis podem ser violadas. Por exemplo: nos Estados Unidos, receber o dinheiro e trabalhar para uma embaixada de país considerado inimigo, pode acarretar severas sanções de privação da liberdade – mas eles sabem mesmo que, em Cuba, ninguem desaparece, ou é assassinado pela polícia. Não há “recantos escuros” para interrogatórios “não convencionais”, para presos-desaparecidos, como os de Guantánamo ou os de  Abu Ghraib. E ainda, a gente entrega sua vida por um ideal que dá prioridade à felicidade dos demais, mas por um ideal que dá prioridade à própria vida.
Nas últimas horas, entretanto, algumas agências de notícias e  governos se apressaram em condenar Cuba pela morte, sob custódia, em 23 de fevereiro, de Orlando Zapata Tamayo. Toda morte é dolorosa e lamentável. Mas a cobertura da mídia, neste momento, mostra um entusiasmo,  como se quizesse dizer, finalmente surgiu um “herói”.
Assim, merece uma breve explicação, sem qualificativos desnecessários, quem foi  Zapata Tamayo. Apesar de toda a maquiagem, trata-se de um prisioneiro comum, que iniciou a sua atividade criminosa, em 1988. Acusado de crimes de “violação de domicílio” (1993), “lesões menos graves” (2000), “fraude” (2000), “lesões e posse de uma faca” (em 2000 provocou feridas e fratura linear no crânio do cidadão Leonardo Simón, empregando um facão) , “alterações da ordem” e “desordem pública” (2002), entre outras causas, sem nada  relacionado à política. Em 9 de março de 2003 doi libertado após pagar fiança, e no dia 20 desse próprio mês cometeu outro delito. Tendo em conta seus antecedentes e condição penal, desta vez foi condenado a 3 anos de prisão, mas nos anos seguintes a sentença inicial foi ampliada, de forma significativa, por causa de seu comportamento agressivo na prisão.
Na lista dos chamados presos políticos, elaborada em 2003 pela manipulada e já desaparecida  Comissão de Direitos Humanos da ONU, para condenar Cuba, o nome de Tamayo não aparece – tal como afirma a agencia espanhola EFE,  sem ter verificado os fatos e as fontes – apesar de que sua última detenção ocorreu na mesma época dos mercenários. Caso tivesse existido uma intencionalidade política prévia, Tamayo não teria sido  libertado 11 dias antes.
Ansioso para mobilizar o maior número possível de elementos suspostos ou reais nas fileiras da contra-revolução por um lado, e por outro,  convencidos das vantagens materiais que representava uma  “militância”  atiçada pelas embaixadas estrangeiras, Zapata Tamayo adotou um “perfil político”, numa época em que seu cadastro penal já era extenso.
Atuando  no novo papel , foi estimulado, uma e outra vez, pelos seus mentores políticos, a iniciar greves de fome, as quais foram minando seu corpo. A medicina cubana o acompanhou. Nos diferentes hospitais onde
foi tratado, existem especialistas altamente qualificados, os quais não pouparam recursos para o seu tratamento. Ele recebeu alimentação intravenosa. A família foi informada de cada passo. Sua vida foi prolongada por muitos dias mediante respiração artificial. Para tudo isso existe provas documentais.
Mas existem perguntas sem resposta que não são médicas. Quem e por que  estimularam Zapata a manter uma atitude que era obviamente suicida? A quem serve a sua morte? O resultado fatal alegra os hipócritas. Zapata era o candidato perfeito: um homem “dispensável” para os inimigos da Revolução, e facilmente persuadido a persistir em um esforço absurdo e em exigências impossíveis (televisão, cozinha e telefone celular pessoal na cela) de que nenhum dos verdadeiros líderes teve a coragem de manter. Cada um dos instigadores da greve anterior anunciavam uma provável morte, mas os que atacam sempre desistem antes que ocorram incidentes de saúde irreversíveis. Instigado e encorajado a prosseguir até a morte, estes mercenários esfregavam as mãos com essa expectativa, apesar dos esforços dos médicos. Seu nome agora é exibido, com cinismo, como um troféu coletivo.
Como abutres ficaram a espreita - os mercenários do quintal e a direita internacional -perambulando  em torno do moribundo.  A sua morte virou uma festa. O espetáculo é nojento. Porque os que estavam escrevendo não ficaram comovidos perante a morte de um ser humano, num país sem mortes extrajudiciais – mas fazem tremular essa morte quase com alegria e a utilizam com fins políticos premeditados. Zapata Tamayo foi manipulado e, de certa forma, conduzido à auto-destruição de forma premeditada, para satisfazer necessidades políticas dos outros. Por acaso esta não é uma acusação contra aqueles que se apropriam agora de sua ‘causa’? Esse caso é consequencia direta política assassina contra  Cuba, que encoraja a emigração ilegal, o desprezo e a violação da lei e da ordem estabelecida? Eis aí a única causa desta morte não desejada.
Mas,  por que existem governos que aderem à campanha de difamação, se eles sabem - porque sabem mesmo - que em Cuba não se executa, nem se tortura ou nem se usa métodos extrajudiciais?  Em qualquer país europeu podem ser encontrados casos de violação flagrante, por vezes, de princípios éticos, não tão bem atendidos como no nosso. Alguns, como aqueles irlandeses que lutavam pela sua independência, nos anos 80,  na década de 80, morreram em meio a total indiferença dos políticos. Por que governantes não condenam e denunciam explicitamente o confinamento injusto sofrido por cinco cubanos nos Estados Unidos por combater o terrorismo, e são rápidos para condenar Cuba, se a pressão da mídia ameaça sua imagem de político? Cuba já disse uma vez: podemos enviar-lhes  todos os mercenários e suas famílias, mas devolvam os nossos cinco heróis. A chantagem política jamais poderá ser usada contra a Revolução Cubana.
Esperamos que os adversários imperiais saibam que nossa Pátria jamais poderá ser intimidada, nunca se curvará, e nem se afastará do seu heróico e digno caminho utilizando as agressões, a mentira ou a infâmia.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:27

Cuba e as prisões nos EUA

 Esse texto o leitor não encontrará em nenhuma publicação brasileira. Ele está hoje na edição, em portugues, do jornal cubano ‘Granma’ – órgão oficial do PC de Cuba.
A reprodução desse artigo é certamente uma resposta àqueles que condenam o regime cubano pela morte do dissidente Orlando Zapata.
O que ninguém disse, ainda, é que se Zapata não estivesse sendo atendido pelo Estado, ele não aguentaria 85 dias de greve de fome.
Mas veja qual é a realidade nos EUA, segundo o ‘Granma”:
“? Um em cada quatro presos no mundo está num cárcere dos Estados  Unidos. Na composição da população penal constata-se a predominância racista: um em cada 15 adultos negros permanece
preso; um em cada nove, entre 20 e 34 anos, e um em cada 36, hispânicos. Dois terços dos condenados à prisão perpétua são negros ou latinos e no estado de Nova Iorque, apenas 16,3% desses réus são da raça branca.
? A cada ano morrem 7 mil pessoas em cárceres estadunidenses, muitas são assassinadas ou suicidam-se.
? Por exemplo, os guardas nas prisões dos Estados Unidos usam regularmente pistolas Taser. De acordo com um relatório duma organização, 230 cidadãos estadunidenses morreram pelo uso deste tipo de armas desde 2001. Na denúncia, citou-se o caso de uma prisão no condado de Garfield, Colorado, acusada de utilizar regularmente estas pistolas ou pulverizadores de pimenta contra os presos, e de atá-los depois a cadeiras em posturas raras durante várias horas.
? Recentemente, informou-se que 72 pessoas perderam a vida nos últimos cinco anos nos centros de detenção de imigrantes.

? Um relatório divulgado pelo Departamento da Justiça dos Estados Unidos no mandato final de W. Bush assinalava que havia 22.480 presos em prisões estatais e federais que eram portadores do HIV ou aidéticos confirmados, e estimava-se que 176 réus estatais e 37 federais morreram por causas relacionadas à Aids.
Por exemplo, de acordo com uma informação do Los Angeles Times de 20 de setembro de 2007, foram registrados 426 óbitos nas prisões da Califórnia em 2006, devido a um tratamento médico tardio. Deles, 18 óbitos foram considerados como “evitáveis” e outros 48 como “possivelmente evitáveis”. Um recluso diabético de 41 anos, Rodolfo Ramos, morreu depois de ter sido abandonado sozinho e coberto por suas próprias fezes durante uma semana. Os funcionários da prisão não lhe deram tratamento médico, apesar
de saber de sua doença.
? Ao menos em 40 estados da União, os tribunais tratam como adultos norte-americanos de entre 14 e 18 anos. Uns 200 mil menores são julgados como adultos em tribunais nos Estados Unidos, apesar de já ter sido demonstrado que este proceder é errado.
? Em treze centros de detenção de menores nos Estados Unidos verifica-se elevados índices de abuso sexual e, em média, um em cada três jovens presos denunciou ter sido vítimas de abuso sexual.
? Nas prisões, há aproximadamente 283 mil doentes mentais, quatro vezes mais que nos hospitais psiquiátricos.
? Os 4,5% dos presos em cárceres estatais e federais foram vítimas uma ou mais vezes de abusos sexuais. Os 2,9% disseram que foram vítimas destes abusos, nos quais esteve envolvido o pessoal das penitenciárias, enquanto 0,5% afirmou ter sido atacado sexualmente por outros presos e pelo pessoal
penitenciário.
? Ações brutais e torturas contra presos são próprias das prisões dos Estados Unidos. Há uns poucos anos, um filme britânico, ‘Torture: America?s Brutal Prisons’ (Tortura: As prisões brutais dos Estados Unidos), mostra cenas horrorosas captadas por câmaras de vigilância na Flórida, Texas, Arizona e Califórnia, onde os guardas batem severamente nos presos ? até matam vários deles ? com pistolas Taser e elétricas, ataques de cachorros, borrifadas de químicos e dispositivos perigosos para imobilizar. Contudo, o mais alarmante é que o isolamento prolongado, que é uma maneira de abuso mental aos presos, os prejudica demais. Muitos presos enlouquecem (se já não eram doentes mentais) ou suicidam-se, por esta punição desumana.
Encontram-se em unidades de segregação restritiva e muitos deles também já foram isolados ? mas o governo não divulga esses dados. A maioria dos presos isolados em solitárias nos Estados Unidos
há mais de cinco anos que permanece assim”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:25

Suicídio com data marcada

Na internet, existem diversas fotos do dissidente. Essa é a que dele aparece mais magro, e foi publicada em um jornal de Miami.

Na internet, existem diversas fotos do dissidente. Essa é a que ele aparece mais magro, e foi publicada em um jornal de Miami.

Segundo uma reportagem do ‘Globo Online’ postada às 17h34m, quatro presos políticos e um psicólogo iniciaram uma greve de fome em Cuba, em protesto contra a morte de Orlando Zapata Tamayo  ?  preso desconhecido que acabou ganhando as manchetes de todo o mundo.
O psicólogo chama-se Guillermo Fariñas Hernández que está há 48 horas sem comer e sem beber, para exigir a liberação de 27 presos políticos que estariam com graves problemas de saúde.  Segundo a Anistia Internacional, todos os 21 enfermos presos, em 2003, acusados de crime de consciência já foram soltos. Restam 57. 
Por telefone, Fariñas disse que  ?a chama que Zapata acendeu, com sua rebeldia, não deve deixar que se apague. Se temos de nos imolar, vamos nos imolar para demonstrar ao mundo que a morte de Zapata não foi uma casualidade?.
Mas a morte de Fariñas, caso ele insista no seu protesto, poderá ser classificada como casualidade. Ele mesmo  confessou que pode morrer  ?em três ou quatro dias?, mas está “disposto a ir até o fim.
Há anos, Farinãs está muito doente.
Em 2006, ele fez uma greve de fome que, segundo se informa, durou sete meses ? o que é uma evidente mentira. Sua luta, na época, não era a favor dos presos, mas sim para que a internet fosse liberada gratuitamente a todos os cubanos. Não obteve sucesso.
Guillermo Fariñas, conhecido como ?El Coco?, é doutor em psicologia e jornalista independente.
Em 8 de fevereiro de 2006, o ?Repórter Sem Fronteiras? dizia que seu estado de saúde era preocupante. O diretor da “agencia de notícias Cubanacán Press está a beira da morte, depois de nove dias de greve de fome total?.
- O jornalista disse que está pronto para morrer, a menos que as autoridades cubanas dê, a todos os cubanos, o acesso gratuito à internet, e permita que os jornalistas independentes tenham o direito de informar o público livremente. Nessa data, sua mãe disse que ?ele pouco dorme,  está com a pressão muito baixa, e quase não se move, confinado no seu leito?.
Um outro jornalista independente, Manuel Vaszquez Portal, declarou que ?El Coco? deveria ser levado a sério, já que ?ele encenou outras greves de fome?. Ou seja: não era a primeira, e não seria a última.
No dia seguinte, 9 de fevereiro, uma nota expressava a profunda preocupação dos ?Repórteres sem Fronteira? com a piora súbita na saúde do jornalista. A essa altura, 10º dia da greve, ele já havia perdido a consciência. Foi internado em um hospital de Villa Clara, onde recebeu soro. ?Fariñas recuperou a consciência duas horas e meia depois de internado e, apesar da gravidade de seu estado, encontrou forças para arrancar o gotejamento de soro?, informou a ONG.
No 11º dia, Fariñas, na época com 42 anos, cedeu a pressão da família, suspendeu a greve e aceitou o soro.
Passou mais uns dias no hospital Arnaldo Milián Castro.
Seis dias depois, anunciou uma nova greve.
No dia 23 de maio, passou por uma cirurgia para drenar o excesso de sangue no interior da parede do tórax. Dois dias depois, enviou uma carta a ONU, reclamando da presença de Cuba no Conselho de Direitos Humanos.
A novela da greve,  do gotejamento de soro, e dos tratamentos foram se repetindo. Mas em julho, ele já tinha infecções, febre, convulsões, problemas renais, abdômen inchado, doença cardíaca, enxaqueca constante, neurite e dor no peito. De 4 de julho a  1º de setembro, nunca mais se ouvir falar em Fariñas. Mas nessa data, o ‘Repórter sem Fronteiras’ informou que após sete meses de jejum, ele resolvera suspender a greve de fome, e procuraria outra maneira de pressionar o governo para que suas exigencias fossem aceitas.
Nesse dia, a  ONG disse, em nota, que esperava a sua recuperação “rapidamente, depois desse longo calvário”, e pedia as autoridades cubanas que atendessem “a sua demanda justificada de acesso gratuito a internet para todos os cubanos”.  Nos últimos 10 dias da greve, soube-se depois, ele passou por um tratamento na CTI de um hospital.
Quatro anos se passaram e ele,  ainda debilitado – tanto que confessa que pode morrer em três ou quatro dias, e não em 85 como resistiu Zapata - volta ao seu protesto com novo propósito. Mas inicia a greve em estado delicado. 
Para quem diz que suportou sete meses sem comer, dizer que morrerá na próxima semana é ser muito pessismista. Ou ter bastante certeza de seu estado frágil. Nesse caso, a morte de ‘El Coco’ não será surpresa. A não ser para a imprensa internacional.

  • Sexta-feira, 09 Julho 2010 / 4:41

Maluco cubano suspende ‘greve’

 

Raul Castro reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, e com o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega Alamino.

Raul Castro reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, e com o arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega Alamino.

   Guillermo Fariñas Hernández, o ‘El Coco’, o maluco cubano que iniciou sua ‘greve de fome’ no dia seguinte a morte de Orlando Zapata Tamoyo, criminoso comum utilizado pelos movimentos anti-castrista para desestabilizar o governo de Cuba, desistiu do protesto.
Ele anunciou que faria uma greve para que 27 presos cubanos fossem soltos imediatamente, embora nem ele mesmo acreditasse no sucesso de sua empreitada, já que iniciou o protesto com graves problemas de saúde, e nas 22 ‘greves’ anteriores não obteve nenhum sucesso.
Segundo sua  previsão, ele morreria em ”três ou quatro dias”. Durou 135. Ou não fez greve, ou foi extraordinariamente bem atendido.
Se viesse a morrer, isso seria mera casualidade.
Fariñas é um farsante.
Uma de suas greves, a favor da banda larga gratuita para todos os cubanos, durou sete meses. Alguém acredita nisso?
Só mesmo a imprensa contrária ao regime cubano.
Logo no início de seu protesto, Fariñas foi liberado do hospital para que pudesse furar a greve,
Revoltado, disse que os médicos não queriam que ele morresse em um hospital.
“Desejo morrer e me converter num mártir da luta pela liberdade de Cuba”, disse ele na ocasião.
Como continua vivo, Fariñas desmoralizou-se mais uma vez.
O maluco disse que ”psicólogos do Ministério do Interior” falaram que ele tinha o perfil para mártir. “Tenho essa vocação”, disse ele.
É possível que tenha vocação, ele só não tem é sucesso.
Assassino confesso, já que tentava contra a própria vida, Fariñas deve entrar agora num regime de engorda. Ele precisa estar pronto para fazer, nas próximas semanas, a sua 24ª ‘greve’. Quem sabe ele reclame agora do excesso de liberdade. Afinal ele pedia por 27 presos e o governo decidiu soltar 52.

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