• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Cabral invade área de rival

Do colunista Luiz Carlos Azedo, do ‘Correio Brasiliense’:
“O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, desembarca hoje em Campos, levando a tiracolo o presidente da Assembleia Legislativa fluminense, deputado Jorge Picciani (PMDB), seu candidato preferencial ao Senado. O pretexto é anunciar o início das obras de recuperação do sistema de drenagem da Baixada Campista, mas no plano eleitoral a agenda representa um ataque frontal ao seu principal adversário nas eleições, o ex-governador Anthony Garotinho (PR), cuja mulher, Rosinha Matheus (PR), é prefeita da cidade.
A invasão da principal base eleitoral do casal que já governou o Rio de Janeiro é motivada por pesquisas de opinião que revelam a transferência de votos do interior fluminense para Cabral, que hoje contaria com o dobro das intenções de voto de Garotinho. A calamidade causada pelas chuvas que atingiram o estado, depois das medidas adotadas por Cabral, catapultaram o seu prestígio na Baixada Fluminense e nas regiões de Niterói e São Gonçalo.
Cabral mudou o foco de sua estratégia de reeleição. Pretende isolar e enfraquecer Garotinho no norte fluminense para enfrentar seu maior problema no momento: a oposição na capital. Na cidade do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PMDB), seu aliado, não vai tão bem como esperava. Seu maior desgaste é na Zona Oeste, onde venceu a eleição. Com isso, a candidatura de Fernando Gabeira (PV) ganha chances de chegar ao segundo turno e passa a ser ameaçadora”.
            * * *
O passarinho colocou Azêdo numa fria.
Se é verdade que Cabral está forte no interior, onde teria o dobro de Garotinho, não tem porque ele perder tempo investindo contra o seu antigo parceiro.
Para ele, o mais producente, seria atacar a zona oeste do Rio, onde segundo ele, Eduardo Paes vai mal das pernas e Gabeira tem muitas chances.
E se as chuvas o atingiram na Baixada, além de Niterói e São Gonçalo, porque não investir nessas cidades?
E quem está forte nessa região?
Como se sabe, o eleitorado do Estado é dividido mais ou menos da seguinte forma: um terço é capital, outro terço é Baixada e Niterói e mais um terço para o interior.
Segundo Azedo, no terço da capital Gabeira vence; no interior Cabral tem o dobro de Garotinho, e na Baixada, quem está na frente?
É preciso tomar cuidado com esse pessoal de Cabral que, como Alice, vende a história do ‘Mundo das Maravilhas’.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:48

A neutralidade de Garotinho

Com Fernando Gabeira, do PV, recuando na aventura de rifar o nome de Cesar Maia como candidato ao Senado, e o PT fechando com a candidatura do ex-ministro Alfredo Nascimento, presidente do PR, para o governo do Amazonas, resta a Garotinho a segunda alternativa prevista ontem nesse blog.
Tornar-se o candidato exclusivamente anti-Cabral, já que Gabeira – mesmo cumprindo esse papel – terá também outras obrigações, como fazer a campanha de Marina Silva, no primeiro turno, e de Serra no segundo.
Garotinho, em seu discurso, diria que o país estará em boas mãos, seja qual for o Presidente eleito: Dilma, Serra ou Marina, assim como estaria também com Ciro Gomes – já que se dá bem com todos eles.
A neutralidade de Garotinho tende a favorecer a candidatura de José Serra.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:48

TRE do Rio no mundo da lua

De ‘O Globo’:
“O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE) decidiu ontem multar em R$ 50 mil o Partido da República (PR) e o pré-candidato da legenda ao governo do Rio, Anthony Garotinho, por propaganda eleitoral antecipada. A representação foi feita contra a propaganda partidária do PR, veiculada em agosto do ano passado, em cinco inserções.
Os juízes entenderam que o tempo da propaganda não cumpriu o objetivo de divulgar as atividades e diretrizes comunitárias do partido. Os vídeos do PR exibiram exclusivamente as falas do ex-governador Garotinho, que havia se filiado ao partido no mês anterior, e teria usado o programa para se autopromover.
A procuradora regional eleitoral, Silvana Batini, disse que as irregularidades foram repetidas no programa partidário do PR veiculado em março deste ano. Ela vai ajuizar nova representação contra o partido e o pré-candidato. Em decisão numa ação anterior, o TRE também cassou o direito do PR de veicular a propaganda partidária no primeiro semestre de 2011.
Nas inserções de agosto do ano passado, após Garotinho anunciar obras e ações realizadas durante o mandato, uma pessoa dizia: ?Eu não sabia que esse cara havia feito tanta coisa?. O nome de Garotinho também era exibido em letras grandes, junto ao número do PR (22), do mesmo do précandidato do partido ao governo do estado. O relator do processo, juiz Mello Serra, disse que a estratégia foi personalista.
Para ele, ?a forma de veiculação não deixa dúvida de que se trata de propaganda antecipada?. O voto do relator foi acompanhado pelos demais magistrados”.
              * * *
A decisão do TRE, contra Garotinho, não chega a ser uma covardia com o candidato.
É apenas o maior equívoco até agora do Tribunal.
Eles deveriam assistir os vídeos do último programa nacional do PSDB, ou mesmo do PT ou do PSB.
Poderiam pedir os programas do DEM, tanto em nível nacional, em eleições passadas, quanto em nível regional.
Usar a TV para testar candidaturas, sempre foi feito por todas as legendas.
Ou os juizes do TRE, por não gostarem de política, não viram esses programas; ou eles tem memória curta; ou então é mesmo pura má-vontade com o candidato do PR.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:47

O futuro de Garotinho

O PT e Dilma Rousseff estão enganados com Anthony Garotinho.
Ele não tem porque fazer a campanha da candidata do PT se ela o  repele.
Quando os dois apareceram, juntos, na convenção do PR, em Brasília, os jornais cariocas a atacaram.
Mas ela acredita que a mídia lhe dará melhor tratamento caso fique exclusivamente com Sergio Cabral?
Só se a candidata for muito infantil.
Não existe a possibilidade do ex-governador ficar isolado.
Senão vejamos.
Será que sua candidatura não interessa ao ex-prefeito Cesar Maia, rejeitado pelo deputado Fernando Gabeira?  Afinal o candidato do PR só tem, até agora, um único candidato ao Senado, o Pastor Manoel Ferreira. A segunda vaga continua em aberto, assim como a candidatura a vice-governador.
É óbvio que Cesar Maia só se aliaria a Garotinho, se esse apoiasse José Serra. E porque não ele não o apoiaria? Na última eleição Garotinho pediu votos para Geraldo Alckmin, do mesmo PSDB.
Nesse caso, como se posicionarão os jornais cariocas? Qual deles condenará José Serra? Eles ficarão contra a candidatura do ex-governador de São Paulo? 
            * * *
Em política não existe o impossível, mas é cada dia mais improvável o apoio de Garotinho a Dilma.
Ele já sinalizou isso no encontro do PR, e ela fez o mesmo ontem no Rio.
O noivado pode acabar em rompimento, embora tanto para ela, quanto para o PT,  o interessante é que os dois continuassem noivos até outubro. Mas sem casamento.
Seria uma espécie do que antes era chamado de amizade colorida.
O candidato do PR é evangélico, e tem a família como uma de suas bandeiras. Por isso não quer ‘ficar’. Ele prefere compromisso sério.
            * * *
Garotinho tem hoje dois caminhos.
1 – Aderir a Serra, desde que Serra também o apoie. O namoro não é de todo estapafúrdio. A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, esteve, no ano passado, pelo menos duas vezes com Serra, no Palácio dos Bandeirantes, sempre a convite do então governador de São Paulo. E certamente Serra não o chamou para uma conversa sobre o pré-sal. O fato é que o candidato do PSDB não tem palanque, no Rio,  para o primeiro turno. Na melhor das hipóteses, seu candidato preferencial, Fernando Gabeira, ficará com Marina Silva e , no segundo turno, trabalhará para Serra. E se não houver segundo turno para Presidente? Para que servirá o palanque de Gabeira? E mais: e se Gabeira não for para o segundo turno? Qual será sua contribuição?
2 – Garotinho pode assumir o discurso de que a prioridade é derrotar Sergio Cabral e companhia, já que o Rio  precisa de diversos choques: de moralidade, de administração e de carinho com o Estado. Tipo “prefiro o Rio à Paris”. No discurso, Garotinho diria que o país está resolvido, e em boas mãos, seja quem for o eleito: Dilma, Serra ou Marina, assim como também estaria bem nas mãos de Ciro Gomes, caso ele fosse candidato. Como são pessoas honradas – e Garotinho se dá bem com todos -  ele não precisaria canalizar esforços nessa disputa. Por isso cuidaria apenas do combate a Sergio Cabral, independentemente de quem o eleitor votar para Presidente. E se transformaria no único anti-Cabral, já que Gabeira tem que atender também a outros interesses.
Até o início da próxima semana, o quadro deverá ficar mais claro.
O DEM deu um prazo a Fernando Gabeira para que ele se defina até o dia 30 desse mês.
Até lá, continuarão, aparentemente, empurrando os impasses com a barriga.
Mas todos continuarão conversando.
Quem tiver o que conversar. E a oferecer.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:46

Crivella é líder, mas busca espaço

Da repórter Luciana Nunes Leal, do ‘Estadão’:
“Candidato à reeleição, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) não tem lugar em nenhuma chapa dos concorrentes ao governo do Rio de Janeiro, apesar de ser o primeiro colocado na corrida ao Senado, segundo as pesquisas de intenção de voto. Para resolver o problema, chegou a apelar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Crivella contou que Lula fez um pedido ao governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, que encontre uma vaga para ele disputar o Senado na chapa governista. Mas Cabral já definiu seus candidatos: o petista Lindberg Farias, ex-prefeito de Nova Iguaçu, e o deputado estadual Jorge Picciani, do PMDB.
“Não quero atrapalhar, não serei nenhum empecilho à aliança do presidente Lula com o PMDB”, disse Crivella. “Não sou de atropelar ninguém. Haveremos de encontrar um caminho.”
No domingo passado, quando o PR lançou a candidatura de Anthony Garotinho ao governo, ele participou do evento. Na quarta-feira, foi à festa da Igreja Universal, da qual é bispo licenciado. No ato, que reuniu 2 milhões de pessoas, na praia de Botafogo, cantou e pregou mudanças.
“Não adianta nada a gente fazer o Minha Casa, Minha Vida se dentro vamos colocar família desestruturada, um homem caído no vício, uma mulher desalentada e os filho entregues ao tráfico”, disse, citando um dos programas do governo Lula e bandeira da campanha da petista Dilma Rousseff”.
                      * * *
De Luiz Carlos Azedo, no ‘Correio Brasiliense’:
“O ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Farias (foto), pré-candidato do PT ao Senado, está cada vez mais espremido na aliança com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A Universal pressiona o presidente Lula para garantir palanque ao senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), candidato à reeleição. Do outro lado, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) não abre mão da outra vaga para o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, do PMDB .

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:44

Cabral está uma pilha de nervos

De Jorge Bastos Moreno, no ‘Nhenhenhém’:
“Vejam só:
? Pai, cuidado com a Dilma. Continue mostrando o que ela representa, mas evite críticas pessoais. Ela gosta do senhor e o senhor, dela.
Quem disse isso a quem?
O jovem e inteligente Yuri ao pai Ciro Gomes?
Clarissa ao Garotinho?
Roseana a Sarney?
Nada disso!
É do presidente do DEM, Rodrigo Maia, ao ex-prefeito Cesar Maia.
Cabral, cadê seu Prozac?”
                             * * *
“Acham que acaba aí?
Em momento de grande adversidade pessoal, a família Maia tem recebido a solidariedade do sucessor do patriarca.
E Rodrigo comentou esse gesto de grandeza do prefeito do Rio:
? Não adianta! O Eduardo Paes é cria do meu pai. Politicamente, a gente não tem mais nada a ver. Pessoalmente, é difícil desfazer o laço.
Cabral, e a sibutramina?”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:40

Um dilema sem sentido

Moacyr Góes é um dos mais importantes diretores de teatro do país. Há dois anos, ele cuidou dos programas de TV do candidato Fernando Gabeira à Prefeitura do Rio. Esse ano, está de novo engajado na candidatura do deputado do PV ao Governo do Rio, e o acompanha em todos os eventos. Isso aumenta a importância do artigo que ele assinou em ‘O Dia’, defendendo a coligação de Gabeira com os seus “diferentes”, incluindo aí, o ex-prefeito Cesar Maia, candidato ao Senado pelo DEM.
Eis o artigo:
“Um dos problemas da política é que nem sempre, ou quase nunca, motivações são claras e assumidas. No Rio de Janeiro acontece algo que beira o amadorismo político ou a interesses pessoais. As forças políticas ou coligações partidárias com chance de vitória são as comandadas pelo PMDB, do Cabral, do PR, do Garotinho e do PV, do Gabeira.
As duas primeiras são oriundas da mesma fonte e até pouco tempo estavam abraçadas ? até que a traição as separou. A terceira se constituiu em torno do deputado Gabeira, em função da campanha para prefeito e aquilo que representou de novidade e das questões nacionais.
Sua candidatura vocaliza a coligação que sustenta José Serra, mesmo que o PV venha de Marina. Gabeira constituiu-se na mais viável, talvez única, possibilidade de vitória daqueles que não estão embaixo do guarda-chuva de Dilma/Cabral/Garotinho e tudo o que isso representa.
Estaria tudo no lugar, se apenas a lógica e os interesses da população determinassem as ações. Munidos da idealização da pureza e da incapacidade de conviver com as diferenças, ?aliados? trouxeram para a centralidade aquilo que é periférico.
É preciso ter coragem e afirmar que coligação é reunião de diferentes por objetivo comum. Caso contrário, não haveria necessidade de coligar. É bom abrir o olho e deixar de besteira, como dizia meu pai.
Além do mais, o voto do cidadão não é vinculado. Vota-se em quem quiser. O que não tem cabimento é namorar a moça e ter vergonha de levá-la para jantar. É a atração pela situação do derrotado feliz, aquele que se nutre de sua pureza sem se dar conta de que abdicou de viver a vida como problema.
Para não deixar dúvidas: meu voto até agora é em José Serra, do PSDB, Gabeira, do PV, e César Maia, do DEM. Os outros ainda não decidi. Estou ligado e coligado!”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:40

A Imprensa do Rio e as eleições

O ex-governador Anthony Garotinho lançou ontem sua candidatura, pelo PR, ao Governo do Rio de Janeiro, em ato realizado na casa de espetáculos Vivo-Rio, ocasião em que fez um discurso com dois pontos que merecem destaque:
1. Um ataque violento ao atual governador Sergio Cabral, não só no aspecto administrativo, mas também no aspecto pessoal. Ele desafiou o atual governador a provar com quem renda ele adquiriu os dois apartamentos que utiliza no Leblon e mais a casa de praia em Mangaratiba.
2. O candidato apresentou um elenco de promessas, como a construção de 100 mil casas populares, e a redução para R$ 2,50 do Bilhete Único, além da ampliação de duas para três horas para a sua utilização.
Garotinho é ex-governador, ao disputar a Presidência da República, em 2002, obteve mais de 20 milhões de votos, e hoje é o segundo colocado em todas as pesquisas feitas para a sucessão de Sergio Cabral. Mesmo que não tivesse todas essas credenciais, o lançamento de sua candidatura, por si só, já  mereceria um espaço mais generoso da imprensa do Rio.
Pois o maior e mais importante jornal da cidade, ?O Globo?, publicou uma notícia de pé de página,  que mereceu apenas 459 palavras, sendo que 159 eram contra o candidato, e outras 87 foram dedicadas ao líder do PT, que explicou a posição do partido quanto a participação de Dilma Rousseff em Estados onde existe mais de um palanque em apoio a seu nome.
Para Garotinho sobraram 213 palavras ? menos da metade da reportagem.
O jornal não pode alegar que não se interessa pelos assuntos políticos do Rio. Na mesma edição, a notícia de que a Assembléia poderá aprovar, essa semana, a criação do 93º município fluminense, ganhou manchete de página e 1.031 palavras, ocupando mais de uma meia página da edição de hoje. Isso é quase cinco vezes mais do que o noticiário sobre o lançamento de Garotinho.
Três vezes mais do que o congresso do PR, é o artigo assinado pelo  líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen, a favor da abertura dos bingos e cassinos. São 213 palavras de Garotinho, contra 616 pró jogatina.
?O Dia? também não ficou atrás: dedicou apenas 217 palavras. Já a notícia de que os comandantes das UPPs receberão uma gratificação mensal no valor de R$ 1 mil, mereceu  287.
Bem ou mal, os jornais de São Paulo deram mais espaço a Garotinho do que os jornais do Rio: a ?Folha? tem 304 palavras, o ?Estadão? 397 e o ?Valor Econômico? que, como o próprio nome diz, dedica-se prioritariamente a outros temas, publicou 539 palavras.
Pelo andar da carruagem, o pobre do (e)leitor do Rio terá de se contentar, mesmo, com o horário gratuito de radio e TV para que possa saber o que pensam os candidatos, quais suas críticas aos adversários e quais seus programas de governo.
Uma ultima curiosidade: com exceção de Moreira Franco – que teve na sua eleição o apoio do chamado ?arco da sociedade? -  desde que foi instituído o voto direto para escolha dos governadores, todos os candidatos apoiados pelo ?Globo? foram derrotados. Contra a opinião do jornal foram vencedores Leonel Brizola (em 1982 e, depois, em 1990), Marcelo Alencar (1994), Anthony Garotinho (1998), Rosinha Garotinho (2002), e o próprio Sergio Cabral (2006).
Será que esse ano será diferente?  
Quem viver verá…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:40

Garotinho é candidato

“Existe hoje uma quadrilha instalada no Palácio Guanabara. Vamos enfrentá-la de peito aberto. Sei do que essa gente é capaz de fazer, mas nunca fui movido pelo medo, sempre fui movido pela fé. Quero que cada um de vocês saia daqui, hoje, com a certeza de que não haverá volta. A decisão está tomada.Vamos fazer uma campanha popular, nacionalista e trabalhista. E não há volta”.
De Anthony Garotinho no Congresso Estadual do Partido da República, quando assumiu sua pré-candidatura ao Governo do Rio.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:29

Garotinho vai a culto e condena aborto

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“O que deveria ser só um culto religioso, com cerca de cinco mil evangélicos, na Assembleia de Deus de Madureira, transformou-se ontem em palanque eleitoral liderado pelo ex-governador Anthony Garotinho, pré-candidato do PR ao governo. Ao lado da mulher, a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, e do pastor Manoel Ferreira, que disputará o Senado pelo PR, Garotinho, em seu discurso, pregou: ?Vai ser eleito governador de tudo que é tipo e senador de tudo que é estado do Brasil. Mas só vai ser eleito um governador crente, um senador crente?.
O evento marcou o lançamento do ?Manual Feminino da Cidadania?, que reproduz trechos polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos do governo Lula ? como o apoio ao projeto de lei que defende a união civil de pessoas do mesmo sexo, criticado por Garotinho.
O manual distribuído ao fiéis destaca as ?22 razões para não fazer aborto?, ao lado de imagens de fetos mortos. São listadas ainda as ?22 razões para orar por Garotinho?. Na contracapa, ele aparece com Rosinha e os filhos, com o título: ?Quem tem família, defende família?.

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