• Domingo, 15 Agosto 2010 / 11:52

Ex-Gabeira faz sucesso no Twitter

Da ‘Folha’:
  “Estreante em eleições e o mais novo na disputa pelo governo do Rio, o candidato Jefferson Moura (PSOL), 36, teve no debate de anteontem da TV Bandeirantes o auge midiático de sua campanha: cunhou o termo “ex-Gabeira”, que fez sucesso no Twitter durante o programa.
A expressão, usada para criticar as alianças do adversário Fernando Gabeira (PV) com o DEM e o PSDB, surgiu “no calor do debate”, diz Moura, sociólogo, com mestrado em Política Social pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
Ele afirma que não houve discussão prévia para o uso do termo a fim de causar polêmica. “Senti a pulsação do debate. Nós não temos recursos. O jovem PSOL não possibilita fazer “media training”.  Nosso ensaio foi nos debates nas universidades, escolas, espaços de discussão. Falei com o coração. Não temos marqueteiros”, disse.
Para o candidato do PSOL, Gabeira abandonou seus princípios. O verde, por sua vez, assumiu a alcunha sem constrangimento e afirmou que alianças são necessárias para chegar ao poder.
“Eu mesmo disse que sou ex-Gabeira, e estou cada vez mais diferente. Eu compreendi o fracasso que foi o socialismo, o desastre que é Cuba, a Coreia do Norte. Compreendi que eles destruíram o meio ambiente, viajei pela ex-Tchecoslováquia, pela Alemanha Oriental. O século 20 acabou para mim”, disse o candidato do PV durante o debate.
Para Moura, “quem quer de fato mudar a política do Rio”, não pode “dar as mãos ao DEM do César Maia, ao PSDB do ex-governador Marcello Alencar”.
Moura, casado, pai de dois filhos e morador do Cachambi, na zona norte do Rio, é estreante em eleições. É servidor público do Tribunal de Contas do Estado há 16 anos e trabalhou no gabinete do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).
Com 1% nas intenções de voto, segundo o Datafolha, Moura acredita que o debate serviu para se apresentar aos eleitores fluminenses”.

  • Quarta-feira, 04 Agosto 2010 / 16:53

Peluso quer enquadrar Barbosa

     De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
“O presidente do STF, Cezar Peluso, disse a colegas que estuda a possibilidade de pedir uma perícia a respeito do estado de saúde de Joaquim Barbosa. O relator do mensalão, que sofre de problema crônico de coluna, está afastado desde abril. Agora, no retorno das férias do tribunal, pediu mais 60 dias de licença.
Sem Barbosa e com a aposentadoria de Eros Grau, o Supremo funciona no momento com apenas nove ministros, situação que produz sobrecarga de trabalho e atraso nos julgamentos. A perícia é um recurso previsto no artigo 70 da Lei Orgânica da Magistratura em casos de ausência prolongada. Em novembro passado, Barbosa renunciou à sua cadeira no TSE.
Diz o artigo 70: “A licença para tratamento de saúde por prazo superior a 30 dias, bem como as prorrogações que importem em licença por período ininterrupto, dependem de inspeção por junta médica”.
                    * * *
A ingócnita é  o que Peluso fará com o laudo, se é que ele será feito. Alguém acredita que o  ministro Joaquim Barbosa possa se  submeter a uma junta médica?
Aposentar o ministro?  É difícil.
O STF poderia ter um ministro substituto? É impossível.
O que o presidente do Supremo deseja é que o noticiário sobre a doença de Barbosa, o deixe contrangido a ponto dele pedir a sua aposentadoria. Pode ser até que ele o faça. Mas aí surge uma nova incógnita: isso seria antes ou depois do julgamento do que ficou conhecido como mensalão – processo do qual Joaquim Barbosa  é o relator?

  • Quarta-feira, 04 Agosto 2010 / 11:37

TV Globo pauta Serra no JN

     José Serra, agora, não atende os desejos  apenas de seus marqueteiros.
Segundo diz hoje a ‘Folha’, durante sua visita a Heliópolis, “apesar de estar em uma das regiões mais pobres de São Paulo, o tucano só fez o clássico corpo a corpo após pedido da reportagem da Rede Globo, que sugeriu que ele cumprimentasse moradores da região, para poder captar imagem para o “Jornal Nacional”, que, desde segunda-feira, acompanha as agendas dos candidatos. Serra aceitou”.

  • Quarta-feira, 04 Agosto 2010 / 11:36

Eleições, recorde de debates

    José Serra insiste em dizer que Dilma Rousseff foge dos debates pois não tem o que dizer de improviso.
Hoje, na ‘Folha’, o excelente repórter Fernando Rodrigues assina uma matéria demonstrando exatamente o contrário: nunca se fez tanto debate no país.
Eis o seu texto:
“A história é antiga. Em períodos eleitorais, sempre há no ar a sensação (verdadeira) de que os candidatos a presidente evitam debates.
Desta vez, os presidenciáveis podem até se esquivar da boa troca de ideias, mas 2010 ficará marcado por ter o maior número de debates da história entre os mais bem colocados nas pesquisas.
Amanhã, na TV Bandeirantes, começa a temporada desses encontros. Ao todo, serão cinco até o dia 3 de outubro -sempre reunindo, pelo menos, os três primeiros colocados nas pesquisas. Em todas as outras eleições presidenciais brasileiras, nunca todos os favoritos estiveram presentes a tantos debates.
Há também uma novidade: o debate Folha/UOL, marcado para o dia 18 e o primeiro até hoje com transmissão ao vivo pela internet. Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) estarão presentes. Farão um confronto aberto, com menos regras do que as impostas ao rádio e à TV.
A eleição com mais debates foi 1989: ao todo, oito no primeiro turno. Um recorde numérico, mas não qualitativo. Nenhum desses encontros contou com o candidato depois vencedor, Fernando Collor de Mello. Ou seja, seria como realizar agora um debate sem Serra ou Dilma.
Em 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) só aceitou debater uma vez. Em 1998, não houve debates.
Em 2002, houve três debates entre os mais bem colocados nas pesquisas: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Serra, Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS). Em 2006, foi a vez de Lula fazer “forfait”: faltou a todos os debates no primeiro turno”.

  • Sexta-feira, 30 Julho 2010 / 9:17

Campanhas tem 10% do que precisam

      Do repórter Ranier Bragon, no Painel da ‘Folha’:
“O valor recolhido pelas candidaturas de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no primeiro mês oficial de campanha deverá ficar próximo de 10% do que as duas legendas estabeleceram como previsão de gasto em toda a eleição. Dirigentes da campanha petista afirmaram ontem que havia entrado R$ 12 milhões em seus cofres, com promessa de mais R$ 2 milhões para hoje, data em que fecham a contabilidade a ser apresentada à Justiça Eleitoral.
Já responsáveis pela arrecadação tucana dizem ter obtido cerca de R$ 15 milhões em doações, embora a meta seja de R$ 20 milhões. A divulgação oficial na internet é obrigatória e ocorrerá na próxima sexta-feira.
Dilma estabeleceu previsão de gastos de R$ 157 milhões para toda a campanha. Serra indicou R$ 180 milhões.
Apesar de parecer proporcionalmente pouco, o desempenho arrecadatório de PT e PSDB neste mês de julho significa uma melhora em relação a 2006, a se confirmar os números informados pelos dirigentes das duas legendas. Quatro anos atrás, a campanha de Lula arrecadou em igual período apenas 5% do que havia previsto para toda a eleição. A de Geraldo Alckmin, menos ainda -1,4%”.

  • Terça-feira, 27 Julho 2010 / 10:27

Quércia muda número de comitê

     Da ‘Folha’:
“O candidato ao Senado Orestes Quércia (PMDB), Pitágoras e uma boa dose de superstição não conseguiram mover o edifício Praça da Bandeira, antigo Joelma -mas chegaram perto.
O prédio do centro de São Paulo que ficou famoso pelo incêndio que matou 188 pessoas na década de 70 mudou de número.
Na semana passada, o 184 deu lugar ao 182 na portaria do edifício que recebe diariamente o staff das campanhas de Quércia e dos tucanos José Serra, Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes Ferreira.
A mudança nem precisou de apresentação de um projeto de lei. Sem maiores burocracias, a prefeitura aceitou o pedido de Quércia.
O ex-governador, seguidor da tese do filósofo e matemático grego Pitágoras, de que cada número possui um significado, quis afugentar o “quatro” (1 + 8 + 4 = 13 = 1 +3 = 4). Sua pronúncia em chinês se assemelha a “morte”.
A prefeitura informou que “houve um pedido” pela mudança do número, mas não especificou de quem. Segundo o órgão, os condôminos poderão continuar usando o 184 formalmente. Quércia não quis comentar o caso”.
                       * * *
Quanta baboseira.
Se 13 – o número do PT – desse azar, Lula não seria presidente, e Dilma não teria chance de sucedê-lo.

  • Terça-feira, 27 Julho 2010 / 10:24

Ciro, espertalhão, esconde sobrenome

      Da ‘Folha’:
“Quando viu publicado na Folha de ontem os 19% de intenção de votos para o Senado, percentual apurado na pesquisa Datafolha, Ciro Moura, candidato ao Senado pelo PTC, ficou surpreso. O sentimento foi compartilhado por aliados e adversários.
Há quase 20 anos disputa cargos. Nunca se elegeu: “Pela minha trajetória achei que teria um bom número, mas não nesse patamar”.
A explicação para o percentual alcançado na pesquisa pode estar na estratégia adotada pelo candidato. Em registro na Justiça Eleitoral, Ciro Moura excluiu o sobrenome do cadastro de seu nome de campanha.
Assim, Ciro Moura tornou-se apenas Ciro para o eleitor.
Datafolha tem como critério apresentar na pesquisa o nome de campanha registrado pelo candidato. E, na avaliação de Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, ao se deparar com o nome Ciro na cédula, o eleitor pode ter feito uma associação com o deputado federal Ciro Gomes (PSB). “E essa é uma confusão que pode acontecer na hora do voto”, ressaltou.
Ciro Moura discorda. “Isso é puro achismo. Só vamos saber na hora”, afirmou”.

  • Segunda-feira, 26 Julho 2010 / 11:08

Gonzalez de Serra, Santana de Dilma

    A ‘Folha’ de hoje publica os perfis dos marqueteiro das principais campanhas presidenciais: Luiz Gonzalez, de José Serra; e João Santana, de Dilma Rousseff.
Vamos a eles. 
                    * * *
   De Catia Seabra:
“Tomada 1. 28 de junho. Em meio à crise para a escolha de um vice, o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen (SC), procura Luiz Gonzalez, coordenador de comunicação da campanha de José Serra à Presidência.
“Você acha que é possível vencer a eleição sem três minutos e meio da TV?”, pergunta Bornhausen, numa alusão ao tempo do DEM.
“Não”, admite o jornalista.
“Então, deixo 50% das minhas apreensões com você”, reage o democrata.
Duas horas depois, Bornhausen é recebido por Serra em sua casa.
Tomada 2. Madrugada do dia 30. Reunido com aliados para avaliar uma alternativa a Álvaro Dias (PSDB-PR), Serra abre o e-mail:
“Gonzalez considera o Indio da Costa uma boa alternativa”, comenta.
Naquela tarde, Indio é anunciado vice de Serra.
Descrita por um dos participantes da reunião, a cena dimensiona a influência de Gonzalez sobre o candidato.
Com sua indefectível camisa Lacoste, é consultado sobre tudo: da agenda à elaboração dos discursos.
Na campanha, controlará R$ 50 milhões. Essa concentração de poder -até geográfica- desperta tanto incômodo no mundo político que chegou a ser objeto de bombardeio em reunião promovida pelo ex-presidente FHC.
Excluídos, tucanos insistem para que Serra amplie o núcleo de decisões. Debitando a derrota de 2006 também na conta de Gonzalez, o acusam de centralizador.
Para amigos, uma fama tão injusta como é para Serra.
Numa clara resposta, Gonzalez convidou o publicitário Átila Francucci para direção de criação da campanha.
Mas, avesso à interferência na comunicação, é capaz de fugir do escritório se informado que uma missão política está a caminho.
Até para escapar do rótulo de conservador, renovou a estrutura da campanha. Mas é amparado numa equipe de 20 anos que busca organizar a rotina de Serra.
Dono de temperamento forte e raciocínio rápido, aproximou-se de Serra em 2004, na disputa contra Marta Suplicy. Em campanha, adapta o relógio biológico ao do notívago Serra.
Fora da temporada eleitoral, foge de exposição pública. Prefere pilotar sua moto até o litoral norte de São Paulo. Além da casa em Maresias, outro destino é Madri, onde aluga um flat. Em São Paulo, vive num apartamento de 700 metros quadrados.
Jornalista, com passagem pela TV Globo, estreou no marketing político na disputa presidencial de 1989, integrando a equipe de Ulisses Guimarães. Foi em 1994, com a eleição de Mário Covas, que chegou ao mundo tucano.
Sócio da produtora GW, já investiu numa empresa de busca pela internet. Quebrou. Com a fundação da Lua Branca -desde 2006 em nome dos filhos- experimentou seu maior salto.
Nascida em meio andar de um prédio, a agência é responsável por três contas do governo de São Paulo, com contratos que somam até R$ 156 milhões ao ano. Em 2008, registrou um lucro líquido de R$ 8,9 milhões.
Gonzalez evita aparições. Com humor mordaz, costuma minimizar o papel do marqueteiro em campanha. “Infelizmente, candidato não é sabonete.”
                    * * *
   De Ana Flor:
“11 de agosto de 2005. Horas depois de o marqueteiro do presidente Lula em 2002, Duda Mendonça, admitir à CPI dos Correios ter recebido dinheiro de caixa dois do PT em paraísos fiscais, o telefone do ex-sócio de Duda, João Santana, toca. O publicitário está no interior da Argentina, numa campanha local.
Do Brasil, o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, expõe o pedido do presidente para que Santana vá a Brasília. A suspeita de envolvimento de Lula no mensalão atingira seu auge.
24 de agosto. Santana entra no Palácio da Alvorada e encontra um Lula abatido. Na conversa, avaliam que o pronunciamento presidencial de dias antes fora um desastre. Santana o convence a fazer uma nova fala, desta vez em 7 de Setembro. Seria o primeiro texto sob a influência do novo marqueteiro.
Nas semanas seguintes, pesquisas nas quais Santana sempre calcou seu trabalho mostrariam que a saída da crise estava no apoio dos movimentos sociais. É o embrião do “Mexeu com Lula, mexeu comigo”.
A lealdade durante a maior crise de Lula, enquanto companheiros históricos de partido claudicavam, fez do baiano de 57 anos uma das pessoas mais próximas do presidente. Eles se falam quase todos os dias e jantam uma vez por semana.
Depois de fazer a campanha que reelegeu Lula, Santana recebeu do presidente a missão de pilotar um de seus maiores desafios: eleger ao Planalto sua pupila e novata nas urnas Dilma Rousseff.
A ligação de Santana com o PT é anterior à publicidade. Como jornalista da “Isto É”, em Brasília, no início dos anos 90, foi um dos autores da reportagem com o motorista Eriberto França, que ajudou na queda de Fernando Collor em 1992. Foi em sua casa, por exemplo, a reunião com congressistas do PT e de outros partidos de esquerda para sabatinar Eriberto. Ganhou o Prêmio Esso.
No início dos anos 2000, sócio de Duda, o publicitário se aproxima de Antônio Palocci numa campanha em Ribeirão Preto. Acaba como ponte entre Duda, tachado de malufista, e o PT. Às vésperas da campanha de Lula em 2002, os dois baianos romperam a sociedade.
Até ser chamado por Lula, em 2005, se dedica a campanhas na Argentina. Pelas mãos de Lula, fez a vitoriosa campanha de Maurício Funes em El Salvador.
Como Duda, Santana foi acusado de remeter dinheiro a paraísos fiscais e envolvido em denúncias de caixa dois de campanha. Diferentemente do ex-sócio, detesta holofotes e cultiva a discrição.
Não tem contas no governo Lula, mas a empresa da qual é sócio chegou a ser denunciada por privilégios nas contas de El Salvador.
Um dos momentos mais delicados dos trabalhos para o PT foi o comercial com perguntas de natureza pessoal sobre Gilberto Kassab (DEM) feito pela campanha de Marta Suplicy à prefeitura, em 2008 (“É casado? Tem filhos?”). Depois de perder a disputa, Santana tomou para si a responsabilidade.
Um de seus prazeres é compor jingles – vestígio dos anos 70, quando era conhecido como “Patinhas”, criou a banda Bendengó e compôs com Moraes Moreira.
Com Dilma, teve embates na campanha de 2006, mas, apesar do temperamento forte, aprenderam a conviver”.

  • Domingo, 25 Julho 2010 / 9:34

PT justifica fracasso do Rio

   Do Painel da ‘Folha’, assinado por Ranier Bragon:
“A campanha petista agora diz que houve amadorismo na organização do primeiro comício de Lula com Dilma, no Rio, sobretudo em relação à estimativa de público para lá de otimista divulgada pelo partido. Agora, os petistas reconhecem que dificilmente antes do início da propaganda na TV, em 17 de agosto, conseguirão mobilizar grandes massas nos eventos de rua”.

  • Sábado, 24 Julho 2010 / 9:11

Datafolha: empate de Serra e Dilma

    Do jornalista Fernando Rodrigues, da ‘Folha’:
“Na terceira semana oficial da campanha, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) seguem empatados na corrida presidencial. O tucano está com 37% contra 36% de Dilma, mostra o Datafolha. A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23, com 10.905 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.
Na última pesquisa, de 30 de junho e 1º de julho, Serra havia registrado 39%, contra 37% de Dilma. Ambos oscilaram negativamente, mas dentro da margem de erro. Marina Silva (PV) tinha 9% e agora foi a 10%.
Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) pontuou pela primeira vez nesta eleição, marcando 1%. Zé Maria (PSTU) também tem 1%. Outros quatro candidatos de partidos pequenos que concorrem a presidente foram incluídos na pesquisa, mas não atingiram 1%.
O Datafolha continua a captar uma estabilidade no número de eleitores indecisos ou que votam em branco ou nulo: 4%, o mesmo percentual do último levantamento. Os indecisos são 10%, contra 9% no levantamento anterior.
Numa simulação de segundo turno, o cenário repete o de maio, com Dilma numericamente à frente de Serra, mas dentro da margem de erro: a petista tem 46% contra 45% do tucano.
Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado responde em quem pretende votar sem ver a lista de candidatos, o resultado é favorável a Dilma Rousseff. Ela tem 21% e se manteve estável em relação aos 22% da outra pesquisa. Já Serra tinha 19% e recuou para 16%.
A petista também tem potencialmente a seu favor as respostas dos 4% que declaram querer votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outros 3% respondem ter intenção de escolher o “candidato do Lula” e 1% quer um “candidato do PT”. Na sondagem sobre intenção de voto espontânea, os indecisos são 46%, contra 42% no início do mês. Marina Silva (PV) tem melhorado sua marca lentamente: 2% em abril, 3% em maio e junho, e, agora, foi a 4%.
Há também um quadro de poucas mudanças na rejeição dos candidatos. Os que não votariam no ex-governador “de jeito nenhum” são 26% (eram 24% da última pesquisa).
Dilma tem 19% (antes o percentual era 20%). Entre os candidatos mais competitivos, Marina é a menos rejeitada apenas 13%). Na divisão do voto por regiões do país, não houve também inversão de posições. O tucano lidera no Sul e no Sudeste. Dilma ganha no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste”.

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