• Sábado, 18 Fevereiro 2012 / 12:34

Teixeira procura sucessor na CBF

     Da colunista Renata Lo Prete, do Painel da ‘Folha’:
     “A definição do sucessor é o motivo que retarda a saída de Ricardo Teixeira da CBF. O dirigente avisou a amigos que está decidido a não renunciar. Para ele, nenhum dos cinco vices resistiria ao cerco da imprensa uma vez empossado. Pelo estatuto, o primeiro da fila seria José Maria Marin, recentemente flagrado embolsando medalha do time campeão da Copa São Paulo.
Teixeira inclina-se por convocar assembleia e anunciar que sairá de licença por período indeterminado. Nesse cenário, poderá delegar o comando da entidade a quem quiser. O presidente da federação paulista, Marco Polo del Nero, está entre os cotados.
Entre os cinco vice-presidentes da CBF, estão Fernando Sarney, filho do presidente do Senado e indiciado por evasão de divisas, e Weber Magalhães, já encrencado com a Ficha Limpa”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:44

Os octogenários

Maria da Conceição Tavares comemora hoje seus 80 anos.
Ela tem o que comemorar.
Fará uma festa de arromba, na Casa do Minho, para 200 pessoas, a maior parte deles ex-alunos como é o caso de José Serra e Dilma Rousseff.

                                                            * * *
José Sarney comemora hoje seus 80 anos.
Ele não tem o que comemorar.
Passará o dia escondido em São Luís, e até mesmo uma missa na Capela de Santo Antonio foi suspensa a pedido da família. Tudo para não expor o filho Fernando, às voltas com a Polícia Federal, e para preservar a filha Roseana, candidata à reeleição ao governo do Maranhão.
                                                            * * *
Viva a diferença!!!

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:06

Imprensa x Internet

O artigo do senador José Sarney hoje, na ‘Folha’, certamente nada tem de solidariadade a Lula, com suas críticas a Imprensa. Ele deve ter sido escrito,  com o pensamento no noticiário sobre os 13 milhões de dólares que seu filho Fernando teve apreendido em um banco suiço, e que foi manchete de ontem na própria ‘Folha’. Eis o seu texto:
“A grande discussão hoje no mundo da comunicação é saber quando a internet matará de vez o jornal escrito em papel, na forma convencional que conhecemos. O professor de jornalismo Philip Meyer, citado por José Luís Barberia (“El País”), depois de examinar o fechamento de jornais, a diminuição de leitores, a migração de anúncios para a web, profetizou a data de outubro de 2044 para o desaparecimento do último leitor de jornal.
Eu, por meu lado, concordo com Elio Gaspari, que há alguns anos afirmou que o livro e o jornal jamais acabarão. Eles resistirão às novas tecnologias. Mas, acrescento, com algumas mudanças importantes. Bill Keller, do “New York Times”, talvez tenha sintetizado essas mudanças com o conceito de “união objetiva”: a sobrevivência do jornal está em ser sério, pensar na sociedade, alicerçar sua credibilidade na precisão da informação, deixando de lado velocidade e sensação, terreno em que não tem como competir com as outras mídias, principalmente a internet.
A vitória do jornal será o bom jornalismo, bem feito, com grandes jornalistas, sobre o mau jornalismo de profissionais medíocres e conteúdo duvidoso ou irresponsável. Esse será o embate, menos tecnológico e mais de recursos humanos. A diferenciação entre o internauta descompromissado e o jornalista sério. Entre o jornalismo de sensação e em tempo real e a análise da notícia, bem construída. Isso também pode se fazer na internet, mas, se o jornal não fizer melhor, se não morrer, será mídia marginal.
Fiquei espantado na semana passada quando vi uma pesquisa política e, pela primeira vez nas respostas, como as pessoas conhecem os fatos, aparece a web. No único Estado que tem uma população rural de 40%, o Maranhão, dá TV, imbatível, 80%, mas internet, 4,3%. Ora, se começa assim seu alcance, o que virá depois?
O problema da internet é que o volume de informação que ela nos oferece é tão grande que é impossível saber onde está a verdade. Mas, se “não foi a internet” que inventou a mentira, tornou-se difícil viver tendo que procurar onde está a verdade. Hoje os acessos a alguns sites e blogs, a algumas “comunidades” são muito maiores que a tiragem dos grandes jornais.
Chateaubriand dizia que os jornais não morrem de enfarte fulminante, mas de doenças que no mínimo levam dez anos. Uma delas é a política, outra, a idiossincrasia. Jornais políticos perdem leitores e a credibilidade; os que têm idiossincrasias com pessoas e escolhem inimigos para bajular também contraem o vírus da morte.
Finalmente, como o rádio e a TV não mataram o jornal, a internet não o matará. Só quem pode matá-lo é ele mesmo, querendo ser internet ou fazendo mau jornalismo”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:44

PF quer indiciar filho de Sarney

Do repórter Jailton de Carvalho, de ‘O Globo’:
“A Polícia Federal decidiu intimar para depor e depois indiciar o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado,José Sarney (PMDB-AP), por evasão de divisas.
Em um dos cinco inquéritos da ‘Operação Boi Barrica’, ou ‘Faktor’, o empresário é acusado de enviar US$ 1 milhão para uma empresa na China em 2008 sem declarar a remessa à Receita Federal.
Autoridades chinesas confirmaram a movimentação do empresário numa agência do HSBC, em Qingdao, na China.
Em outros dois inquéritos da mesma operação, o empresário já foi indiciado por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outros crimes.
A polícia trabalha com a expectativa de interrogar Fernando Sarney e concluir as investigações em um mês. Para isso, depende da devolução dos autos que estão na 1ª Vara da Justiça Federal do Maranhão. Os autos foram para a Justiça em julho de 2009 e, oito meses depois, ainda não retornaram. As investigações começaram a partir de documentos e interceptações telefônicas da Operação Faktor. Entre os papéis apreendidos, a PF descobriu indícios de uma autorização de remessa ao exterior supostamente assinada por Fernando Sarney.
A partir daí, a PF abriu inquérito sobre a transação e pediu a checagem dosdados às autoridades chinesas. O pedido foi encaminhado pelo Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça com base num acordo de cooperação entre Brasil e China. As autoridades confirmaram as suspeitas: Fernando Sarney teria remetido US$ 1 milhãopara uma conta do Prestige Cycle Parts, numa agência do HSBC, na China,em 2008.
Os investigadores estão tendo dificuldades para identificar os motivos da transação.
Fernando Sarney é investigado ainda por envolvimento em supostas irregularidades na construção da ferrovia Norte-Sul. Procuradores e policiais da Operação Faktor suspeitam que ele seja um dos donos da Lupama, empresa envolvida num nebuloso contrato para a construção de um dos trechos da ferrovia.
A Lupama foi contratada pela Constran, vencedora da licitação, para ajudar na execução das obras orçadas em mais de R$ 40 milhões. Para os investigadores, o contrato não faz sentido, já que a Lupama não teria condições de fazer o serviço.
Procurados pelo GLOBO, Fernando Sarney e seu advogado Eduardo Ferrão não retornaram as ligações”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:39

Chineses entregam filho de Sarney

 Do repórter Leonardo Souza, da ‘Folha’:
“O governo brasileiro obteve documentos que comprovam que o filho do presidente do Senado, José Sarney, movimentou dinheiro no exterior sem declará-lo à Receita Federal.
Autoridades da China informaram ao Ministério da Justiça que o empresário Fernando Sarney opera pessoalmente uma conta num paraíso fiscal, em nome de uma empresa “offshore” com sede no Caribe.
No começo de 2008, Fernando usou esse canal financeiro para transferir US$ 1 milhão para uma agência do banco HSBC em Qingdao, na China. A autorização da transação contém a assinatura dele.
Recursos no exterior não informados ao fisco podem ser fruto de sonegação de tributos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Empresas da família Sarney, que vão de emissoras de rádio e TV a shopping center, são investigadas pela Receita e pela Polícia Federal sob acusação desses crimes.
A operação policial, que levava o nome de Boi Barrica e depois foi rebatizada de Faktor, já indiciou Fernando Sarney sob acusação de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ele nega as irregularidades.
A remessa para a China é alvo da Faktor. Em 2009, Fernando negou a movimentação em entrevista à Folha. Laudo enviado pelo governo chinês para o Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça contradiz a versão do empresário.
A partir de autorização assinada por Fernando, autoridades chinesas rastrearam a origem do dinheiro e confirmaram que os recursos foram creditados na conta da Prestige Cycle Parts & Accessories Limited (pelo nome, uma empresa de acessórios de bicicleta), conforme ordem bancária.
Os investigadores brasileiros ainda não sabem qual a finalidade desse depósito. Acordos multilaterais permitem ao governo solicitar bloqueio e a repatriação de recursos enviados ilegalmente para fora do país.
Procurado pela reportagem, Fernando disse que não se pronunciaria sobre o assunto por orientação de seus advogados, alegando que o inquérito policial está sob segredo de Justiça.
Conforme a Folha publicou em 2009, as empresas da família Sarney passam por uma devassa feita pela Receita, iniciada a partir do trabalho da PF. Os auditores detectaram indícios de crimes contra a ordem tributária, como remessa ilegal de recursos para o exterior, falsificação de contratos de câmbio e lavagem de dinheiro.
Segundo a reportagem apurou, não há nas declarações à Receita das pessoas físicas e jurídicas ligadas à família a menção a nenhuma conta corrente em paraíso fiscal no Caribe.
Durante a Faktor, a PF interceptou com autorização judicial e-mails de Fernando, seus familiares e amigos. Em várias dessas mensagens havia referências ao envio de US$ 1 milhão para a China. Foi numa delas, entre Ana Clara e Teresa Sarney, filha e mulher de Fernando, que a PF capturou a autorização assinada por ele.
Os policiais levantaram também indícios de que Fernando contava com a ajuda do empresário Gianfranco Perasso (chamado por ele de “China” ou “Chinaboy”) para operar contas no exterior em seu nome.
Perasso é apontado pela Polícia Federal como integrante do esquema comandado por Fernando que teria desviado dinheiro de obras e projetos do governo federal.

“VAZAMENRTO É CRIMINOSO”

 ”O empresário Fernando Sarney disse à Folha, por e-mail, que a imprensa trata de suas movimentações financeiras de forma “truncada e dissociada da realidade” e que ele é alvo de “vazamento criminoso” de informações sob segredo de Justiça.
“Por essa razão, seguindo orientação dos meus advogados, e até mesmo em respeito ao sigilo estabelecido pela própria Justiça, não me pronunciarei a respeito”, disse.
Fernando respondeu por ele, por sua mulher, Teresa Sarney, e por sua filha, Ana Clara. As duas também são citadas pela PF no inquérito da Operação Faktor, por participação nas transações financeiras da família.
Procurada pela reportagem, a assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o assunto não lhe diz respeito e que por isso ele não se manifestaria. Acrescentou que seu filho Fernando é quem tem autoridade para falar sobre o tema.
A reportagem não conseguiu localizar o empresário Gianfranco Perasso”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:43

Sarney, grande família

Quando todas imaginavam que as acusações sobre a família haviam acabado, eis que a ?Folha? de hoje publica uma manchete informando que ?A família Sarney, interfere em agenda do ministro do pré-sal?. ]
A reportagem é assinada pelos repórteres Hudson Corrêa, de São Luiz, e mais Andréa Michael e Andreza Matais, de Brasília.
?O ministro encarregado pelo presidente Lula de administrar o pré-sal, a riqueza que representa o “passaporte para o futuro” do Brasil, é um aliado de José Sarney tão obediente que permite ao presidente do Senado interferir em sua agenda.
Conversas interceptadas pela Polícia Federal mostram que o filho mais velho de Sarney e um apadrinhado antigo do clã maranhense têm livre acesso ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia) e a seu gabinete.
Nesses diálogos, eles ditam compromissos para Lobão ou para seus assessores e secretárias, marcam e cancelam reuniões do ministro sem avisá-lo previamente, orientam Lobão sobre o que dizer a empresários que irá receber, falam de nomeações no governo e discutem contratos que acabariam assinados pelo ministério.
As conversas, no entender da PF, configuram “tráfico de influência” -crime de solicitar ou obter vantagem para influir em órgão público-, que prevê de dois a cinco anos de prisão.
O relatório do inquérito diz que Fernando, o filho mais velho de Sarney, “coordenou a prática ilícita”. Silas Rondeau, o aliado de Sarney que antecedeu Lobão no Ministério de Minas e Energia e de lá saiu em 2007 sob denúncias de corrupção, seria seu subordinado.
Obtidas pela PF com autorização da Justiça, as escutas fazem parte da Operação Boi Barrica (rebatizada de Faktor), que investigou negócios da família Sarney e culminou com o indiciamento de Fernando sob a acusação de crime de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Apelidos
Nas conversas, Lobão, Rondeau e Fernando se tratam quase sempre por apelidos. O ministro é chamado de “Magro Velho”. Rondeau é o “Baixinho”. Fernando é chamado de “Bomba”, “Bombinha” ou “Madre”, e José Sarney é chamado de “Madre Superiora”.
Questionado pela Folha, Lobão negou que José Sarney, por meio de Fernando e Rondeau, interfira em sua agenda ou tenha influência sobre questões do governo. Eles “podem fazer solicitações”, disse. “O [nosso] relacionamento é de amizade.”
O conteúdo de oito grampos a que a Folha teve acesso, porém, mostra que o ministro “terceirizou” aos colegas a sua agenda de compromissos.
Num diálogo de 16 de setembro de 2008, Fernando conversou com o então assessor de imprensa de Lobão -Antônio Carlos Lima, o Pipoca- e contou que marcou um jantar de negócios para o ministro para a semana seguinte: “Depois eu me acerto com ele [Lobão]“.
Nesse mesmo dia, Fernando falou com Lobão sobre dois compromissos que este teria no ministério e deu instruções.
O primeiro foi uma audiência com representantes de emissoras de rádio e de TV, para discutir como revogar o decreto presidencial que programava o início do horário de verão. Lobão resistiu. “Escuta e vê se é possível. Entendeu?”, disse Fernando. “Tá bom.”
O segundo foi uma reunião com Lauro Fiúza, da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). “Eu tinha acenado com ele que de repente você ia fazer um contato mais próximo. (…) Vão fazer uma exposição para você sobre os projetos”, comunicou Fernando. Em 2008 Fiúza contratou por R$ 10 mil mensais a RV2 Consultoria, de Rondeau, para assessorar a ABEEólica.

Secretária

Noutra conversa, datada de 30 de junho de 2008, Rondeau pediu à secretária de Lobão, Telma, para inserir na agenda do ministro um encontro com o grupo espanhol Gás Natural em 9 de julho. “Como é o nome da empresa?”, perguntou Telma.
Rondeau explicou que “é parceira da Petrobras na distribuição de gás natural no Rio” (embora tenha sido exonerado da pasta em 2007 e denunciado à Justiça um ano depois, Rondeau continua no Conselho de Administração da Petrobras.)
Dois minutos depois de acertar com a secretária de Lobão a audiência, Rondeau ligou para um executivo da Gás Natural e disse que o ministro tinha “bastante interesse em ouvir que vocês estariam dispostos [a investir] em caso do Maranhão como um mercado gasífero”.
Ainda em 30 de junho de 2008, Rondeau contatou a secretária para agendar outra reunião. “Dia 4 está bom. São dois donos da Engevix que querem tratar o assunto do Peru. Ele [Lobão] sabe o que é”, disse.
Rondeau ligou a seguir para José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, e ouviu o pedido para que o acompanhasse à reunião com Lobão para tratar da construção de hidrelétricas no Peru com a participação da Eletrobrás, estatal ligada à pasta: “Sua presença é fundamental pelo fato de que os próximos passos já saem na hora com sua cooperação”, afirmou Antunes.
Na tarde de 4 de julho, Rondeau ligou de novo para Telma e solicitou a ela que alterasse os registros da agenda oficial: “Tira do registro. Tu te lembras das fofocas de agenda, de registro. Você está bem vacinada. Para evitar qualquer ilação, tira meu nome. Se eu puder ir, eu vou, mas tira do agendamento”.
No sistema interno do Ministério de Minas e Energia não há anotação de reunião de Lobão com a Engevix no dia 4 -apenas de outra, no dia 9. Dois meses depois, a Engevix assinou acordo com a Eletrobrás para estudar a viabilidade de construir seis usinas em território peruano, num negócio estimado em US$ 16 bilhões.
Além de interferir na agenda de Lobão, a PF concluiu que Fernando Sarney tratava de nomeações no ministério. É o que indica conversa de 27 de agosto do ano passado com o assessor de imprensa de Lobão.
“Tu te lembras hoje de manhã que tu me falaste daqueles cargos que tinha de R$ 800, R$ 900, aquele negócio todo?”, pergunta Fernando. “Eu vou pedir para uma amiga minha, que se chama Lina, vou dar o teu telefone pra ela. Eu queria que tu botasse [ela] nesse esquema”, pediu o filho do presidente do Senado. “Manda ela ir me visitar lá”, disse Pipoca?.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:07

‘Estadão’ tem café no bule

O jornal ‘Estado de S.Paulo’ publicou, há dias, trechos de gravações telefônicas envolvendo Fernando Sarney, seu pai senador, e a filha Beatriz.
Nas conversas gravadas, eles acertavam a contratação, no Senado, do namorado de Bia.
Por isso, Fernando entrou na Justiça e obteve uma liminar que proibe o ‘Estadão’ de continuar dando notícias sobre a ‘Operação  Boi Barrica’, da Polícia Federal.
Imaginava-se que esse acerto fosse o fato mais grave do processo.
Mas como Fernando apressou-se em ir a Justiça para implantar a censura no jornal, tudo leva a crer que existe muita mais coisa que, para ele, deve permanecer coberta pelo manto do sigilo.
Portanto, quando a censura for suspensa, teremos novidades.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:02

É o fim do caminho…

O cambalacho promovido por Fernando Sarney que resultou na censura ao jornal ‘Estado de S.Paulo’, sepulta definitivamente qualquer chance de seu pai, o atual presidente do Senado, de recuperar sua biografia.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:55

O sobrenome Sarney

Algumas questões ainda sobre as gravações feitas no telefone grampeado de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado:
1 ? Está faltando a gravação da conversa de Fernando com Agaciel Maia. O que foi divulgado, até agora, é o que Agaciel teria dito a Fernando. E ele repassa à filha Maria Beatriz, a Bia.
2 ? Agaciel dá um show de competência quando diz que nomearia o namorado de Bia, desde que Fernando conversasse antes com o próprio pai, ou com o então presidente da Casa, senador Garibaldi Alves. ?Eu não tenho autonomia?, disse Agaciel. É claro que ele tinha. Tanto que o ato secreto de nomeação foi assinado por ele. E só por ele.  Só que, para Agaciel, era mais interessante atender ao pedido de um senador, e não de um de seus filhos.
3 ? Existe pelo menos um personagem, em todo esse episódio, que pode ser levado a sério. É Bernardo, irmão de Maria Beatriz, que ao pedir exoneração abriu vaga para o namorado de Bia. No telefonema ela diz: ?Meu irmão saiu do Senado, né? Vai sair a exoneração amanhã. Ele arranjou um emprego melhor. Até ganha menos, mas pra carreira dele é melhor. Aí ele resolveu sair, né??  Bernardo é irmão de Beatriz, mas não é filho de Fernando, portanto não leva o sobrenome Sarney. Ele chama-se Bernardo Brandão Cavalcanti Gomes e poderia continuar no Senado, onde o avô-postiço é o todo-poderoso. Mas preferiu sair e ganhar menos, pois era melhor para sua carreira.
5 ? Um último ponto:  Beatriz tem dois irmãos. Um tem Sarney no sobrenome e o outro não. O por parte de mãe, ganhava pouco mais de R$ 2 mil e comparecia ao local de trabalho. O por parte de pai  ganhava mais de R$ 7 mil e nunca apareceu por lá.
O problema é mesmo o DNA.

  • Sábado, 08 Maio 2010 / 4:00

PF indicia filho de Sarney

Do ‘Estadão’:
“A Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira, 7, o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pelo crime de evasão de divisas. Ano passado, ele já havia sido indiciado por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
O novo indiciamento se deve à descoberta, noticiada em julho de 2009 pelo Estado, de que Fernando Sarney enviara US$ 1 milhão para um banco em Qindao, na China. A remessa, não declarada à Receita Federal, teve como destino a conta da empresa Prestige Cycle Parts & Accessories Limited, que pelo nome, em inglês, seria uma empresa de peças e acessórios de bicicletas.
Antes de chegar à China, o dinheiro transitou por bancos de Nova York. A autorização para a transferência dos dólares para Qindao foi feita pelo próprio Fernando Sarney, cuja assinatura aparece num dos documentos obtidos pela PF. O Estado apurou que a Prestige existe, de fato, na China. A suspeita é de que a remessa tenha servido para compensar outra transação financeira internacional realizada por Fernando Sarney, numa operação conhecida como dólar-cabo. Além da conexão chinesa, a investigação descobriu indícios da existência de contas em paraísos fiscais do Caribe e da Europa.
A PF identificou a remessa para a China durante uma investigação sobre movimentações financeiras suspeitas de empresas da família Sarney. Filho mais velho do presidente do Senado, o empresário Fernando Sarney é o responsável pela administração dos negócios do clã. Fernando Sarney foi indiciado por evasão de divisas após prestar depoimento, em São Luís, ao delegado Márcio Adriano Anselmo, encarregado do caso. Os indiciamentos anteriores ocorreram em julho do ano passado.
Há cinco meses, o governo da Suíça localizou e bloqueou preventivamente uma conta do empresário no País. O governo brasileiro terá de enviar, em breve, documentos para as autoridades suíças caso queira que o bloqueio seja mantido. Os papéis, cuja tramitação passa pelo Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI) do Ministério da Justiça, devem incluir indícios de que o dinheiro pode ter origem em supostos crimes cometidos pelo empresário no Brasil. O DRCI é subordinado à Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), comandada por Romeu Tuma Júnior.
O bloqueio foi feito após as autoridades suíças detectarem transferências suspeitas para contas de uma offshore (empresa sediada em paraíso fiscal) em Liechtenstein. As transferências foram realizadas meses depois que a Suíça começou a controlar com mais rigidez as transações em seu sistema bancário, que até então fazia do país um dos mais eficientes paraísos fiscais do planeta.
A investigação sobre os negócios da família Sarney se desdobrou em cinco inquéritos que, além dos crimes pelos quais Fernando já foi indiciado, apuram indícios de corrupção em órgãos do governo federal controlados por apadrinhados políticos de José Sarney. Dois desses inquéritos já estão perto da conclusão e o Ministério Público Federal deverá decidir em breve se denuncia ou não Fernando Sarney à Justiça.
Em julho de 2009, a pedido de Fernando Sarney, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal proibiu o Estado de publicar informações sobre a operação que originou os indiciamentos. No final do ano, quando já havia amainado a crise que quase derrubou o pai dele da presidência do Senado Federal, o empresário desistiu da ação. O Estado não concordou com a desistência por preferir que o mérito do processo seja julgado – e que a Justiça, finalmente, se manifeste pela ilegalidade da censura que hoje completa dura 281 dias”.

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