• Sábado, 21 Janeiro 2012 / 11:03

Pimentel, novo super-ministro?

     Do colunista Ilimar Franco, no Panorama Político do ‘Globo’:
     “A grande novidade das reuniões ministeriais setoriais, ocorridas nesta semana, foi a intensa participação do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento). Ele foi a todas elas, ouviu atentamente todos os ministros e tomou nota de tudo, especialmente dos encaminhamentos determinados pela presidente Dilma. Os demais ministros ficaram com a impressão de que Pimentel assumirá tarefas maiores no governo”.

  • Quarta-feira, 14 Dezembro 2011 / 11:49

As denúncias contra Pimentel

                                                         Marcos Coimbra*

      Na campanha que uma parte da mídia faz contra o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, temos de tudo: pouca informação, muita especulação, reportagem preguiçosa e descaso com os limites éticos do jornalismo. E o velho argumento de que os fins justificam os meios.
Esses veículos se voltaram contra Pimentel no dia seguinte ao da saída do ex-ministro do Trabalho. Pode ter sido coincidência, mas é pouco provável. O que parece é que queriam manter a “crise ministerial” na primeira página.
Uma das maneiras de consegui-la é misturar gregos e troianos, alhos e bugalhos. Deliberadamente, o “caso Pimentel” foi confundido com outros, diferentes em aspectos fundamentais. Ele virou “mais um” ministro do governo Dilma “envolvido em irregularidades”.
O mais extraordinário, em seu caso, é que ninguém lhe faz qualquer denúncia concreta. Não há sequer suspeita de que tenha agido de forma errada como ministro ou permitido que alguém fizesse algo condenável no seu ministério.
Não se beneficiou do cargo para obter vantagens. Não canalizou recursos públicos para finalidades ilegais ou criticáveis. Não roubou nem deixou roubar.
Sua “irregularidade” teria sido criar uma empresa de consultoria econômica quando deixou a prefeitura de Belo Horizonte, e que funcionou entre 2009 e outubro de 2010. Uma empresa igual a milhares de outras, com faturamento apenas médio.
Para mantê-lo em cheque, o acusam de ter feito, através dela, “tráfico de influência”, sem conseguir aduzir qualquer evidência, minimamente palpável, para corroborá-la. Passaram a questioná-lo no tom inquisitorial reservado, nas delegacias de polícia, a quem é flagrado em delito: “Tudo que você disser será usado contra você”.
Quem imagina que Pimentel saiu da prefeitura, no final de 2008, cheio de “poder presente” e forte de expectativa de “poder futuro”, desconhece a política mineira. Tem, além disso, péssima memória.
Para ele, 2009 começou mal e só melhorou no final. Nas condições em que aconteceu, a vitória de Marcio Lacerda foi muito menor do que esperava. Seu grupo perdeu espaço e ficou mais fraco dentro do PT. Ganhou a eleição para o diretório estadual em processo complicado e por margem estreita.
Em abril, Dilma recebeu o diagnóstico de câncer. Embora não parecesse grave, as chances de que fosse presidente — algo em que poucos, então, apostavam —, ficaram ainda mais incertas.
Quem contratou a consultoria de Pimentel, nesse período, podia querer várias coisas, mas não estava investindo em um “facilitador” em posição privilegiada. Aqueles que imaginam que “traficasse influência” não o conhecem e não sabem o que estava acontecendo.
Supor que uma instituição como a Fiemg — a principal cliente da empresa de Pimentel, que, sozinha, representou cerca de 50% de suas receitas — o tivesse procurado para isso não tem ideia do que ela é. Ignora sua capacidade de encaminhar os pleitos da indústria mineira sem ter de recorrer a métodos
desse tipo.
(A Fiesp tem, em seus quadros, diversos ex-ministros e autoridades do governo Fernando Henrique. Estaria investindo em “facilitadores futuros”? Ou apenas entende que são pessoas de grande contribuição e que é seu papel mantê-las na ativa?)
Inventar que a empresa de Pimentel foi contratada por uma firma de Pernambuco por “manobra” do governador Eduardo Campos, “em retribuição” a seu apoio a um candidato do PSB na eleição de Belo Horizonte, é apenas um exemplo das especulações que andamos ouvindo nos últimos dias. Pareceriam cômicas, se o episódio não fosse lamentável.
Confundir-se com datas (achando, no caso de outro cliente de Pimentel, que um recebimento que aconteceu depois explica um pagamento feito antes), calcular os preços de obras com aritmética de escola primária (sem levar em conta custos de infraestrutura), ignorar os mecanismos de licitação de uma prefeitura como a de Belo Horizonte, não apurar quem representava determinada empresa na época relevante, são sinais da pressa na reportagem. Ou do desmazelo.
Para não falar no uso de informações obtidas ilegalmente. Toda a “denúncia” está assentada na mais condenável espionagem de uma empresa privada.
É possível concordar que existem situações especiais que autorizam a imprensa a ir além da “legalidade formal”. Esse, no entanto, não é o caso, quando determinados veículos apenas não gostam de um governo e seus integrantes.
*Marco Coimbra, sociólogo, preside o Insituto Vox Populi e escreve para o ‘Correio Braziliense’.

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 9:24

O ministério de José Dirceu

     De Lauro Jardim, na coluna Radar da ‘Veja’
“Em conversas privadas com correligionários, José Dirceu tem feito algumas previsões sobre o ministério de um eventual governo Dilma Rousseff. No tabuleiro de Dirceu, Antonio Palocci ficaria com a Saúde; Fernando Pimentel, com o Planejamento; e Paulo Bernardo, com a Casa Civil”
                       * * *
Que os três serão ministros não há dúvidas.
Se as pastas serão essas, isso são outros quinhentos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Dirceu envenena o PT de Minas

O ministro José Dirceu está colocando lenha na fogueira no PT de Minas: contra Lula e Dilma, e a favor do partido – o que fortalece a sua posição.
Veja o que ele diz:
1. Enquanto o PMDB diz que tem pressa e ameaça adiar o encontro que indicaria Michel Temer,  Zé Dirceu diz que temos “no máximo 45 dias, até as convenções, para fechar as alianças e a chapa”. Ou seja, temos todo o tempo do mundo. 
2.  “O PMDB e seu candidato querem nosso apoio e nós queremos o apoio deles. Mas, somente as pesquisas dirão, nos próximos 30 dias, quem é o melhor candidato a governador entre Hélio (Costa) e (Fernando) Pimentel”. Essa é para o senador Helio Costa corta os pulsos.
3. O ex-ministro Patrus Ananias pode, se assim decidir, ser candidato a vice-governador ou a deputado federal, já que Pimentel, caso não seja o candidato a governador, como vencedor das prévias, pode ser candidato ao Senado. Vale o mesmo para Hélio Costa”. O único peemedebista que torce por isso é o ex-senador Wellington Salgado, o cabeludo do Senado, suplente de Hélio e que exerceu mais o mandato, do que o próprio titular.
4. Na nota seguinte, Dirceu fala da importância de Dilma vencer em Minas, lembra a performance de Lula no Estado e, por isso, “a decisão do PT não será fácil”. E faz uma advertencia ao dizer que “mesmo que o PT venha a apoiar Helio Costa, o PMDB não pode fazer de Minas o centro da aliaça do PT com a nossa candidata Dilma Rousseff. Inclusive, porque indicará o candidato a vice-presidente encabeçada por ela”.
5. José Dirceu que sempre foi enstusiasta da aliança com o PMDB, desde o primeiro governo Lula, dá um chega lá no partido:
- O PMDB já tem o nosso apoio em Estados como o Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que não nos apoia na eleição deste ano em Estados decisivos como São Paulo, por exemplo. Fora o fato de que disputa conosco no Acre, Bahia e, espero que não aconteça, no Pará onde não chegamos a um acordo ainda.
Em Sergipe e no Piauí, a tendência é de composição conosco, mas o processo ainda não terminou. Um detalhe: todos esses Estados são governados pelo PT. Temos ainda o dado de que não chegamos a um acordo com o PMDB nos Estados do Amazonas, Tocantins e Ceará, onde ainda não resolvemos a questão das candidaturas ao Senado. E, mais um ponto a ser considerado: em Pernambuco o PMDB é mais serrista que o próprio PSDB.
E concluiu que “são todos Estados decisivos para a vitória de Dilma e a partir dos quais podemos obter uma grande maioria na frente de Serra. Assim, o cenário para o acordo em Minas não pode se reduzir a si próprio, apenas as Geraes. Tem que levar em consideração o quadro nacional, para além da aliança mineira, mais do que necessária, e da vice-presidência já definida para o PMDB”.
                       * * *
Uma coisa é certa: ninguém acreditou que o PT mineiro iria promover uma prévia para escolher seu candidato ao Senado.
Seria mobilização demais para cargo de menos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

PMDB mineiro perde a paciência

De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
“Depois de ter esperado pacientemente pela prévia do PT em Minas, que o Planalto prometeu ser “de mentirinha”, o PMDB dá sinais de que não está disposto a aguentar por mais tempo a procrastinação do aliado, que em público ainda mantém o discurso da candidatura própria ao governo. Para pressionar o PT a anunciar de vez o apoio a Hélio Costa, a cúpula peemedebista discute até mesmo a possibilidade de adiar o encontro do partido, marcado para o próximo dia 15, que consagraria Michel Temer como vice de Dilma Rousseff, à espera do desfecho da novela mineira.
Embora os pleitos do PMDB sejam muitos, só dois são pré-condição para a aliança nacional: Temer na vice e Costa como único candidato lulista em Minas.
Enquanto o casamento mineiro não sai, nos bastidores a discussão da chapa está acelerada. O deputado petista Virgílio Guimarães larga na frente entre os cotados para vice de Costa.
No Planalto, no entanto, há quem veja com simpatia a idéia de convencer Patrus Ananias, o derrotado nas prévias do PT, a aceitar a vaga. Existe ainda uma terceira ala no PT a sugerir que a vice fique com outro partido, como o PR, já que o petista Fernando Pimentel já estaria na chapa majoritária como candidato ao Senado.
Seja qual for o desenho da chapa em Minas, Guimarães não tentará renovar o mandato na Câmara. Em seu lugar lançará candidato o filho Gabriel, 26.
Desabafo do presidente do PT, José Eduardo Dutra, ouvido por correligionários às vésperas da prévia mineira: “É preferível um fim horroroso do que um horror sem fim”.
                                    * * *
Os dois pleitos do PMDB, considerados pré-condição para a aliança nacional – Temer na vice e Costa em Minas – tem um mesmo coordenador: o deputado Eduardo Cunha.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:46

A força do PP e a crise de Itamar

 De Renata Lo Prete, do Painel, da ‘Folha’:
“Dono de pouco mais de um minuto e meio de tempo de televisão cobiçado tanto pelo PSDB quanto pelo PT, o PP consultou seus diretórios a respeito do alinhamento na disputa presidencial. Na aritmética, deu Dilma (21 dos 27 Estados se manifestaram a favor da candidata de Lula). O partido está com os tucanos em praças de peso, como Minas e Rio Grande do Sul.
Mais importante do que essas contas, porém, será o destino do presidente da sigla, Francisco Dornelles, senador pelo Rio de Janeiro. “Se ele virar vice na chapa de Serra, não há palanque regional que impeça a nossa aliança com o PSDB”, resume um dirigente.
Com o atual esboço de alianças, Dilma teria hoje uma vantagem de pouco mais de dois minutos sobre o tempo de TV de Serra. Com o PP, o tucano ficaria perto de equilibrar o jogo.
Em situação privilegiada, a campanha de Dilma vê menos importância em se aliar formalmente ao PP e mais em evitar que Serra o faça. O objetivo é o mesmo em relação ao PTB.
Consideradas as circunstâncias do PP e da campanha de Serra, a chance de Francisco Dornelles vir a ser vice do tucano está hoje na casa dos 20%. Não é muito, mas, descontada a opção dos sonhos Aécio Neves, nenhum dos nomes até agora cogitados reúne probabilidade maior do que essa. No caso de Itamar Franco (PPS-MG), a possibilidade é quase nula.
Itamar, que respirara aliviado com a retirada de José Alencar (PRB) do mercado eleitoral, voltou a se preocupar com sua candidatura ao Senado. Quem conhece o mapa dos votos em Minas acha que, se o PT lançar Fernando Pimentel, é grande o risco de o ex-presidente perder a cadeira para o ex-prefeito de BH. A outra, se Aécio quiser, é dele e ninguém tasca”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:41

Anastadilma sim, Dilmasia não

O ex-prefeito de Belo Horizonte e coordenador da campanha de Dilma Rousseff, Fernando Pimentel, finalmente encontrou uma desculpa – e que faz todo o sentido – para por um fim na polêmica do Anastadilma.
Em uma entrevista em Minas, um repórter perguntou a ex-ministra se nas eleições desse ano poderia haveria a repetição do Lulécio, de quatro anos atrás, quando o eleitor votou em Lula para Presidente e Aécio para Governador:
- Estamos diantes do voto Dilmasia? – perguntaram a ela.
E Dilma respodeu:
- E por que não o Anastadilma?
Ou seja: o eleitor de Anastasia poderia perfeitamente votar nela.
Já a outra hipótese – o da Dilmasia – ela repeliu, já que “o eleitor do PT não votaria no tucano”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:33

Helio Costa já prepara o troco

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“Com o PMDB em estado de alerta desde o anúncio de que os petistas Fernando Pimentel e Patrus Ananias se enfrentarão numa prévia em Minas, o comando da campanha presidencial de Dilma Rousseff colocou para circular mensagem tranquilizadora, segundo a qual o vencedor da disputa interna concorrerá ao Senado, e o PT sem dúvida apoiará Hélio Costa.
“Só que ninguém está acreditando nessa história de prévia de mentirinha”, diz um cacique do PMDB. Desde o início da semana, o partido só faz se reunir para tratar dessa e de outras pendências com o aliado. Na confusão, Costa voltou a admitir reservadamente a possibilidade de disputar a reeleição ao Senado -mas apoiando o candidato a governador do PSDB”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:29

Costa: “Brincam com o meu pescoço”

Da repórter Adriana Vasconcellos, de ‘O Globo’:
“O PT está enfrentando dificuldades com o principal aliado, o PMDB, em pelo menos dez estados ? entre eles Minas Gerais, Rio, Pará, Bahia, Santa Catarina, Maranhão e Paraíba ?, criando mais dificuldades para a aliança nacional em favor da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Em Minas, o clima voltou a ficar ruim. Após se irritar com a fala de Dilma em que ela não descartou uma associação informal com o candidato do PSDB ao governo mineiro, Antonio Anastasia, o senador Hélio Costa (PMDBMG) expôs ontem sua surpresa e insatisfação com a decisão do PT mineiro de realizar prévias para a escolha de seu candidato na disputa estadual. Estão na briga pela vaga o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ex-ministro Patrus Ananias.
? Estávamos trabalhando pelo entendimento em Minas. Mas, a cinco meses da eleição, quando achávamos que estávamos caminhando para esse entendimento, o PT anuncia que vai realizar prévias.
Se elas acontecerem, vai ser difícil haver um acordo. Com o racha da base governista, será mais difícil derrotar o candidato do exgovernador Aécio Neves, além de colocar em risco a campanha de Dilma no estado ? advertiu Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações, que deixou o cargo para disputar o governo mineiro.
Hélio Costa demonstrou que está se sentindo traído, mas não quis adiantar como isso poderá refletir na decisão do diretório estadual na convenção nacional para oficializar a aliança com o PT.
? Minas não tem mar, mas assistimos a uma tsunami. Acho que estão tentando brincar de Tiradentes com o meu pescoço ? desabafou Costa.
Inconformado, o ex-ministro anunciou que já começou a conversar com os demais partidos da base governista no estado, para tentar viabilizar sua candidatura.
Entre eles estariam PR, PDT, PMN e PCdoB: ? O PMDB não pode ficar refém de uma disputa interna (no PT). Estou procurando todos os partidos governistas. Só não conversei com o PSDB, onde tenho uma excelente relação com o ex-governador Aécio Neves, e o DEM.
?O PT quer nos estraçalhar nos estados?, diz peemedebista As queixas de Hélio Costa são repetidas por outros peemedebistas nos bastidores. Um deles perguntou ontem: ? Qual a vantagem de ficarmos com a Dilma, se o PT está querendo nos estraçalhar nos estados? Daqui a pouco vamos propor Hélio Costa para vice do Serra.
Já no campo governista, o presidente em exercício, José Alencar, está otimista e ainda acredita em um acordo entre aliados em Minas.
Alencar disse ontem que, se for chamado, vai ajudar na formação de um palanque governista em Minas, unindo PMDB, PT, PCdoB e PRB.
Para José Alencar ? que ontem se encontrou com Hélio Costa ?, mesmo com a prévia no PT entre Fernando Pimentel e Patrus Ananias, ainda é possível construir uma aliança e um palanque único para Dilma Rousseff.
? Se me chamarem para ajudar, vou ajudar (nas negociações), mas até agora não me chamaram. (Com a decisão dele de não concorrer) Facilitaramse as coisas, hoje as coisas estão menos difíceis. (A prévia) É briga em casa, no próprio PT ? afirmou Alencar”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:21

PT e mineiros minimizam Dilma

Das repórteres Maria Clara Cabral e Ana Flor, da ‘Folha’:
“O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), afirmou ontem que as expressões “Dilmasia” e “Anastadilma”, usadas pela pré-candidata petista Dilma Rousseff durante visita ao Estado anteontem, não encontram “amparo na realidade” e que o pré-candidato José Serra (PSDB) terá “situação eleitoral favorável” entre os mineiros.
Os dois termos se referem a dobradinhas híbridas no segundo maior colégio eleitoral do país unindo as candidaturas de Dilma à Presidência e de Anastasia ao governo estadual, reeditando o fenômeno do voto “Lulécio”, observado em 2006, que abarcou fatia dos eleitorados de Lula e Aécio.
Ontem, a direção do PT e os pré-candidatos petistas ao governo de Minas minimizaram a declaração de Dilma, afirmando que foi uma brincadeira. Em sua primeira visita “institucional” a Brasília como governador, Anastasia afirmou também que “soou estranha” a visita da ex-ministra ao túmulo de Tancredo Neves, avô de Aécio, pela atitude do PT no colégio eleitoral, em 1985.
“Nós lembramos que, naquela oportunidade, o PT não só não apoiou como até expulsou deputados que votaram no presidente Tancredo”, disse. Da tribuna da Câmara, petistas defenderam Dilma. “Acho estranha essa raiva, espécie de ciúme da oposição. Ela visitou o túmulo do Tancredo a convite da família dele”, disse o deputado José Genoino (PT-SP).
Sobre o mal-estar gerado entre os partidos aliados por causa da expressão “Anastadilma”, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que a petista telefonou para o ex-ministro Hélio Costa (PMDB), pré-candidato ao governo, para dar explicações e que ele entendeu que “tudo não passou de um chiste da [ex-] ministra”. O coordenador da campanha de Dilma foi na mesma linha.
“É blague”, afirmou Fernando Pimentel, que disputa com o ex-ministro Patrus Ananias a chance de concorrer ao governo do Estado pelo PT.
Pimentel, que acompanhou Dilma na entrevista, afirmou que ela não defendeu um apoio direto ao tucano, mas se referiu àqueles que apoiam Anastasia e preferem, em nível nacional, a continuidade do governo Lula -principal bandeira de campanha da ex-chefe da Casa Civil.
Para definir o imbróglio petista em Minas, deve acontecer no dia 25 uma reunião dos delegados do partido no Estado para definir o pré-candidato. Para o presidente do PT-MG, Reginaldo Lopes, o encontro evitará uma “prévia traumática”.
Carta
Sob orientação de Aécio, o PSDB mineiro prepara uma lista de reivindicações a ser entregue ao pré-candidato do partido, José Serra. O documento, denominado “Agenda de Minas”, enumera as obras “estruturantes” no segundo maior colégio eleitoral do país que carecem de recursos da União no quadriênio 2011-14, como investimentos na ampliação do metrô de Belo Horizonte”.

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