• Quinta-feira, 16 Setembro 2010 / 23:49

Rio tem bons candidatos

    Acabou, há pouco, o debate da Rede TV com os candidatos ao governo do Rio. O Estado tem candidatos sérios como Fernando Peregrino, do PR, e Jefferson Moura, do PSOL, além de Fernando Gabeira, do PV que quis, no debate, nacionalizar a eleição estadual, ao pretender discutir a demissão de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil.
Mas Gabeira teve o seu mérito ao colar, na testa de Cabral, o rótulo de “Candidato Tabajara – Com ele todos os seus problemas serão resolvidos”.
Jefferson Moura também teve seu bom momento, quando perguntou a Cabral quais os 16 partidos que integram a sua coligação.
Cabral não soube dizer nem na resposta, nem na réplica.
Moura explicou:
- Esses partidos, na verdade, não se cruzam. É como se diz em Minas. Quando há cruzamento de vaca com cavalo, o resultado é um animal que  não dá leite, nem puxa carroça.
De todos os candidatos, Fernando Peregrino foi o que apresentou mais propostas. Nada de novo, mas retomando o que já deu certo no Estado.
                          * * *
As regras negociadas pelas campanhas – leia-se Sergio Cabral -  foram mais rígidas do que as dos candidatos à Presidencia da República.

  • Sábado, 31 Julho 2010 / 18:38

3 perguntas para Fernando Peregrino

          Na quarta-feira, à noite, esse blog enviou três perguntas aos principais candidatos ao governo do Rio:  Sergio Cabral, Fernando Gabeira e Fernando Peregrino.
Na quinta pela manhã, chegaram as respostas de Peregrino, do PR.
A idéia era publicar todas as respostas no mesmo dia. Mas, até o momento, passadas mais de 72 horas, Cabral e Gabeira não acusaram nem mesmo o recebimento das perguntas.
Assim, segue a entrevista com Peregrino.

       
                                                            * * *

- O senhor acha possível que o ex-governador Garotinho consiga transferir, para a sua candidatura, os mais de dois milhões de votos que ele já havia conquistado em sua pré-campanha?
- Sim, afinal foi ele quem transferiu praticamente 100% de seus votos para Lula no segundo turno de 2002. Transferiu seus votos e aprovação para Rosinha, também em 2002, elegendo-a no primeiro turno. Porém – no meu caso – isso vai acontecer em massa quando o horário eleitoral começar, assim como os debates pela TV. Afinal o padrão “global” de comportamento da maior parte da mídia, tem impedido a simples menção de meu nome, o que represento e minhas propostas.

- Em que o senhor se diferencia de Cabral e Gabeira?
- Cabral interrompeu uma trajetória de desenvolvimento economico e social que o nosso estado vinha tendo com os governos Garotinho e Rosinha. Vou portanto puxar o fio da meada dessa trajetória, recuperado suas políticas de sucesso, que levou o Rio a ser a segunda renda per capita do país, e mantido os seus royalties – agora perdidos por Cabral e seu PMDB. Cabral é um exemplo de político da Velha República: coronelista,  cooptador de instituições e eliminador de adversários. Não cumpriu compromissos que firmou com funcionários públicos e com o povo. Gabeira é outra coisa, porém é inexperiente como administrador público, comunga com políticas liberais de privatização, e não representa a oposição ao atual governo, além de não ter propostas sociais e econômicas para o nosso Estado. Eu as tenho, vou retomar o programa dos Cieps de horário integral nas escolas, para tirar o Rio de Janeiro da 26ª posiçao no IDEB ( 2007 a 2009), vou construir 100 mil unidades de casas populares, vou dar incentivos fiscais para a geraçao do primeiro emprego para os jovens, vou transformas as UPPs em Centro de Defesa da Cidadania, com servicos sociais, jurídicos e policiamento comunitário, vou acabar com a promiscuidade entre o público e o privado, como no caso do Metrô, Supervia, etc.

- O senhor tem a certeza de que Garotinho não o substituirá, mais à frente, como candidato ao governo do Rio?
- Tenho sim. Nosso projeto é esse que está ai: ele deputado federal e eu Governador como uma terceria via, trabalhista e popular. Aliás, temos certeza que  penetraremos mais em camadas da sociedade que tem preconceito contra ele e que comigo não tem. Sou oriundo da comunidade científica, com serviços prestados ao meu Estado. Foi em minha gestão de presidente da FAPERJ, no Governo Brizola, que a internet foi implantada. Participei diretamente da coordenação e implantação de vários projetos vencedores, no Governo Garotinho e Rosinha, como o da Delegacia Legal, o Restaurante Popular, as primeiras experiencias com o Biodiesel, etc. Isso para não falar no papel que exerci como Secretário Chefe de Gabinete da Governadora. Tenho 42 anos de política. E não me prestaria a um papel de esquentar a cadeira.

  • Quinta-feira, 29 Julho 2010 / 10:40

Dilma tem desculpa para Garotinho

  Ilimar Franco informa que Dilma Rousseff não virá ao comício de Garotinho e Fernando Peregrino, “na próxima terça-feira”, pois os assessores da candidata preferem “não desagradar ao governador Sergio Cabral nem posar ao lado de um alvo da Lei do Ficha Limpa”.
É possível que tudo seja verdade.
Só que o TRE aprovou a candidatura de Garotinho.
E mais: o ex-governador, talvez já sabendo do corpo de mole da petista, mudou a data do comício para o dia 5, quinta.
E nessa data ela não viria mesmo.
Dia 5, às 10 da noite, se realiza o primeiro debate entre os presidenciáveis, na Band.

  • Sábado, 24 Julho 2010 / 9:00

Datafolha: Cabral 53 x Gabeira 18

   De Bernardo Mello Franco, da Folha:
“Se a eleição fosse hoje, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), seria reeleito ainda no primeiro turno. Ele tem 53% das intenções de voto, contra 18% de Fernando Gabeira (PV), aponta o Datafolha.
A diferença de 35 pontos entre os principais candidatos ao Palácio Guanabara indica que a disputa no terceiro maior colégio eleitoral do país pode ser encerrada no dia 3 de outubro.
De acordo com o levantamento, os demais concorrentes somam apenas 8% das intenções de voto. Cyro Garcia (PSTU) e Eduardo Serra (PCB) têm 3% cada um. Mais atrás estão Fernando Peregrino (PR) e Jefferson Moura (PSOL), com 1% cada um.
Não sabem quem escolher 12%, e outros 9% pretendem votar nulo ou em branco.
Cabral lidera com mais folga no interior, onde bateria Gabeira por 56% a 14%. Na região metropolitana, eles aparecem com 52% e 20%, respectivamente.
O melhor desempenho do candidato do PV é na capital, onde ele chegou ao segundo turno da eleição para a prefeitura em 2008. Lá, Gabeira alcança 25%, e Cabral, 48%.
Os números mostram que o peemedebista foi beneficiado pela desistência do ex-governador Anthony Garotinho (PR), que concorrerá a deputado federal e ainda não conseguiu transferir suas intenções de voto para Peregrino.
A rejeição a Gabeira é o maior obstáculo à realização de segundo turno no Estado. Dos eleitores ouvidos, 31% disseram que não votam de forma alguma no verde. Cabral tem 18% de rejeição.
Além de contar com a máquina do Estado, o governador diz ter o apoio de 91 dos 92 prefeitos fluminenses -incluindo o da capital, Eduardo Paes (PMDB). Ele também está aliado ao presidente Lula e à presidenciável Dilma Rousseff (PT)”.

  • Sexta-feira, 02 Julho 2010 / 4:36

Rio e a luta pelos evangélicos

  Dos repórteres Cássio Bruno, Fabio Vasconcellos e Duilo Victor, de ‘O Globo’:
“Com a desistência de Anthony Garotinho de disputar o governo do Rio, as atenções dos comandos de campanha do governador Sérgio Cabral (PMDB) e do deputado federal Fernando Gabeira (PV) estão voltadas para o eleitorado do ex-governador, estimado, segundo pesquisas, em cerca de dois milhões de votos, boa parte vinculada aos evangélicos. Gabeira disse que espera a ajuda da candidata à Presidência do PV, Marina Silva, que é evangélica, para atrair esses eleitores. No PMDB, a estratégia será recorrer à ala do partido ou a lideranças da coligação com trânsito nesse setor.
Apesar do interesse comum, PV e PMDB têm objetivos distintos. O grupo de Cabral acredita que o eleitorado de Garotinho poderá ajudá-lo a definir as eleições no primeiro turno. Já a equipe de Gabeira quer levar a disputa para o segundo turno. A avaliação é a de que Fernando Peregrino, o candidato do PR ao governo do Rio lançado por Garotinho anteontem, não terá tempo suficiente para conquistar os votos do ex-governador.
Inicialmente, o caminho de Gabeira deverá ser os fiéis da Assembleia de Deus, igreja da qual Marina é membro. Mas a tarefa não será fácil, já que o principal líder da congregação no Rio é o pastor Manoel Ferreira, que apoiava a candidatura de Garotinho. No interior, Gabeira terá bases de campanha em cidades-chave, como Campos, que era administrada pela mulher do ex-governador, Rosinha Garotinho. Ela teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
- A ponte (com os evangélicos) pode ser a Marina, que é da Assembleia de Deus – disse Gabeira.
Segundo o presidente regional do PV, Alfredo Sirkis, o maior desafio será fazer Marina se aproximar desses fiéis:
- Teremos de passar por cima ou por debaixo da porteira – afirmou Sirkis, referindo-se ao pastor Manoel Ferreira.
Os verdes trabalham ainda com a possibilidade do que eles chamam de “voto de protesto”, ou seja, eleitores que votariam em Garotinho, mas se recusam a apoiar Cabral.
No PMDB, o deputado estadual Edson Albertassi e o pastor Everaldo (PSC), suplente do deputado Jorge Picciani, que concorre ao Senado, são apontados como possíveis articuladores de uma aproximação com os evangélicos que apoiavam Garotinho. Outro que poderia participar dessa articulação é o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), também vinculado ao eleitorado evangélico:
- No Rio, já estou trabalhando para conquistar apoios do meio evangélico para a ministra Dilma Rousseff. E, claro, sou do PMDB e posso fazer isso também para o governador Sérgio Cabral. Mas não sou o único que pode ajudar nessa articulação – diz Cunha.
Garotinho passou o dia seguinte à sua desistência de concorrer ao governo em seu escritório, no Rio. Recebeu correligionários e candidatos do PR, preparando a campanha. A estratégia de Garotinho, que concorrerá a deputado federal, será a de colar sua imagem à de Fernando Peregrino, o candidato do PR ao governo”.

  • Sexta-feira, 02 Julho 2010 / 4:35

Garotinho, perdido… perdido e meio

Garotinho criou um problema, para si próprio, ao lançar a candidatura do professor Fernando Peregrino ao governo do Rio.
O ex-governador tinha dois milhões de votos, segundo as pesquisas eleitorais.
Se esse pessoal fôr mesmo fiel a sua liderança, esse deveria ser o patamar mínimo de Peregrino.
Se o candidato do PR não tiver ao menos 2 milhões, dirão que Garotinho não tinha todos esses votos,  ou que não tem liderança suficiente para transferi-los.
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O melhor seria não ter candidato ao governo.

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