• Sexta-feira, 30 Março 2012 / 3:09

Candidatos, tremei!

                                                             Eliane Cantanhêde*

        Passada a Semana Santa, Lula entrará com tudo na política. Não cabe aí o verbo “voltar”, porque não se volta para o lugar em que sempre esteve. Ele apenas emerge dos bastidores, onde vinha atuando apesar de radioterapia, quimioterapia, infecção pulmonar e internações, para reassumir os palcos.
Com sua já altíssima popularidade potencializada ainda mais pela doença, seu carisma inegável e sua liderança única não apenas no PT mas em toda a base aliada do governo, Lula desequilibra qualquer jogo político. Onde entra, é para ganhar.
Seus dois alvos são as suas duas maiores invenções: Fernando Haddad, que patinava nos 3% nas últimas pesquisas, e Dilma Rousseff, que demonstra não ter a menor paciência nem para a política nem para os políticos -sobretudo os aliados.
Para Haddad, Lula é fundamental e não terá o menor prurido de submeter o PT a derrotas e constrangimentos em outras ou até em todas as capitais e grandes cidades, desde que reúna o máximo de apoios e de tempo de TV em São Paulo.
O PSB é o melhor exemplo do que pode acontecer com os demais: a seção paulista até gostaria de ficar com Serra, mas o comandante Eduardo Campos acertou com Lula que o partido prefere ir com Haddad em troca do apoio do PT nos outros Estados.
Já para Dilma, Lula é uma faca de dois gumes. Fundamental como respaldo político, mas também um entrave para os rumos que ela quer e já vem dando a seu governo.
Dilma sabe muito bem o tanto de coisas que encontrou fora do eixo, mas pisa em ovos quando tem de desfazer, refazer ou dar guinadas no que encontrou, para não evidenciar erros nem parecer crítica ao ex-chefe, padrinho e antecessor.
De toda forma, os efeitos mais ostensivos da “volta” de Lula serão menos em Brasília, onde ele era e continua sendo consultor, e mais em São Paulo, onde tende a ser o principal fator da eleição de outubro.
José Serra e Gabriel Chalita, tremei!
*Eliane Cantanhêde é colunista da ‘Folha’.

  • Quinta-feira, 01 Março 2012 / 16:36

Uma vela para Deus, outra…

                                                                                 Eliane Cantanhêde*

          Ao nomear Marcelo Crivella para o Ministério da Pesca, a presidente Dilma Rousseff tenta matar dois coelhos com uma cajadada só, ou melhor, com uma canetada só. Quer satisfazer o PRB e, ao mesmo tempo, acalmar os evangélicos, de olho no Congresso e na eleição para a Prefeitura de São Paulo.
Crivella é senador do PRB, partido que não tinha nenhum ministério até agora, coitado, e tem um nome para a prefeitura, Celso Russomanno, que lidera as pesquisas e pode tirar votos do candidato do PT, Fernando Haddad. Uma coisa -o ministério- pode compensar a outra -o fim da candidatura de Russomanno.
Mais que isso, Crivella é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e influente integrante da chamada “bancada evangélica”, que anda de mau humor com o Planalto e com Haddad por erros e por acertos do governo: a nomeação da ministra Eleonora Menicucci (Mulheres), defensora assumida do aborto; a convocação do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) para que as esquerdas travem uma “disputa ideológica” com as igrejas pela “nova classe média”; e o kit anti-homofobia do MEC à época de Haddad.
Colocados os dados políticos da escolha de Crivella, vem a pergunta que não quer calar: o que o senador evangélico entende de pesca?
Provavelmente, nada, o que não é nem mais nem menos do que seus antecessores no governo Dilma, os petistas Luiz Sérgio, que conseguiu a proeza de pescar duas demissões num único governo, e Ideli Salvatti, que virou ministra da articulação política e foi jogar o arrastão em águas mais profundas -no Congresso.
Essas escolhas apenas comprovam que o Ministério da Pesca é uma abstração e foi criado exatamente para isso: acomodar interesses e aliados políticos, além de justificar uma penca de emendas parlamentares. Poderia ser o ministério do frango, da soja, do gado de corte, do gado leiteiro, quem sabe das almas?
*Eliane Cantanhêde é colunista da ‘Folha’.

  • Quarta-feira, 29 Fevereiro 2012 / 8:20

Notas paulistas

       Deu na ‘Folha’:
       “A senadora petista Marta Suplicy criticou ontem a maneira como o PT vem conduzindo o “processo eleitoral de São Paulo” e afirmou que o partido errou ao iniciar negociações com o prefeito Gilberto Kassab (PSD) para as eleições municipais de outubro.
“É preciso reconhecer que erramos. Fomos precipitados”, afirmou em sua página no Twitter. Sem citar Kassab, a senadora condenou o fato de o PT ter ficado “flertando com adversário enquanto nossos tradicionais aliados migraram para o lado deles”.
Marta, que se colocava como pré-candidata do PT à prefeitura até o final do ano passado, desistiu da candidatura em favor de Fernando Haddad, após ser pressionada pelo ex-presidente Lula”.
                                      * * *
“Disposto a sobreviver à polarização PT versus PSDB, o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, deputado Gabriel Chalita, fez ontem duros ataques ao tucano José Serra e prometeu uma campanha crítica ao governo Kassab.
Chalita tocou numa ferida de Serra: lembrou que, na eleição de 2004, o tucano prometeu concluir o mandato, mas deixou o cargo menos de dois anos depois.
“Não muda nada a candidatura Serra. Até porque sempre trabalhei com a hipótese de que seria candidato. Serra faz exatamente oposto do que diz. Ele disse que não sairia da prefeitura e saiu”, alfinetou Chalita.
Ex-tucano, ele acusou Serra de adotar “a política de subsolo” na disputa contra Dilma Rousseff. “O que Serra fez na campanha [de 2010] foi muito sujo [...] Se ele persistir nesse estilo de política, do subsolo e da intriga, vai ser ruim para ele”, atacou”.
                                     * * *
“Adversários na corrida pela prefeitura paulistana, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) se encontraram pela primeira vez na pré-campanha anteontem à noite.
Durante jantar de aniversário do presidente do PC do B, Renato Rabelo, em um restaurante na capital, o tucano e o petista falaram de futebol e posaram para fotos.
Palmeirense, Serra previu que o São Paulo, de Haddad, será o principal rival de seu time na atual temporada. O ex-governador foi levado ao evento por Gilberto Kassab (PSD), a convite do ministro Aldo Rebelo (Esporte). O ex-ministro José Dirceu observou a conversa à distância”.

  • Segunda-feira, 06 Fevereiro 2012 / 14:48

Temer fará campanha contra Haddad

      Da colunista Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
      ”Em conversa recente, Dilma Rousseff sugeriu a Michel Temer que ambos evitem se envolver nas disputas municipais, de modo a preservar o governo. Com a polidez habitual, o vice disse partilhar da preocupação da presidente, mas ponderou que terá de se fazer presente ao menos em São Paulo, onde o PMDB pretende lançar Gabriel Chalita”.

  • Domingo, 05 Fevereiro 2012 / 12:52

Haddad, novo teste para Lula

                                                             Marcos Coimbra*
     

        Em São Paulo, a vida política tem uma característica peculiar: os dois principais partidos nacionais não se renovam. Há anos, em qualquer eleição majoritária, PT e PSDB escalam os mesmos nomes, seja para disputar o governo do estado, o Senado ou a prefeitura da capital.
Entre os tucanos, Serra e Alckmin já foram candidatos a esses cargos, somados, nove vezes (e ainda deveríamos contar suas três candidaturas a presidente da República). No PT, Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, oito.
Na definição do que iriam fazer nas eleições da capital este ano, por pouco não tivemos a enésima repetição da presença de José Serra e Marta Suplicy nas opções oferecidas ao eleitor: seria a quarta tentativa de ambos.
Não podemos esquecer que Alckmin está prestes a se tornar, nos tempos modernos, o recordista de permanência no Palácio dos Bandeirantes: ao completar seu mandato atual, totalizará 10 anos lá residindo, mais que Ademar de Barros (mesmo computando seu período como interventor). Se viesse a ganhar a reeleição em 2014, aproximar-se-ia dos governantes do período colonial, com 14 anos de exercício da função.
Na maior parte dos estados, não temos uma rigidez como essa. Novas gerações de políticos petistas e peessedebistas já emergiram no Rio de Janeiro, em Minas, no Paraná, assim como no resto do país. Existem novos senadores, governadores e prefeitos dos dois partidos (e de outros) país afora.
Aécio e Antonio Anastasia, em Minas; Beto Richa e Glesi Hoffmann, no Paraná; Marconi Perillo, em Goiás; no PSB, Eduardo Campos, em Pernambuco, e Cid Gomes, no Ceará; no Rio, Sérgio Cabral e Eduardo Paes, do PMDB, e Lindberg Farias, do PT. Todos são exemplos do que não acontece em São Paulo.
É nesse contexto que se deve analisar a opção de Lula por Fernando Haddad na escolha do candidato do PT a prefeito de São Paulo. Sem sua intervenção, é muito possível que a dinâmica interna do partido levasse a mais um adiamento da renovação e a insistir na aposta em uma candidatura conhecida — no caso, de Marta Suplicy, que liderava as pesquisas.
Pode ser que Haddad vença a eleição ou não. Para o PT, mais relevante é começar a se apresentar ao eleitorado da maior cidade brasileira com uma nova identidade, de um político com uma trajetória diferente do padrão típico do petismo no estado.
Haddad não é sindicalista na origem, nunca foi da esquerda católica, tinha 5 anos quando o AI-5 foi editado. É um profissional de gestão pública, como alguns tucanos de sua geração.
Existem muitos petistas com essas características. Mas é o primeiro candidato a um cargo de “primeiro escalão” com esse perfil que seu partido vai lançar em São Paulo.
Há quem tenha visto a intervenção de Lula como manifestação de caciquismo e de sua vontade de submeter o PT a seus caprichos e idiossincrasias. Não parece, no entanto, ser uma critica razoável.
Ao bancar a indicação de Haddad, Lula se mostra disposto a submeter seu prestígio popular a um teste nada pequeno. Na verdade, maior até do que ele acabou de enfrentar em 2010, com Dilma.
Uma coisa é apresentar alguém para continuar seu próprio trabalho, algo que o eleitor — brasileiro e de qualquer lugar — compreende e aceita, levando a que a chamada “transferência horizontal” não seja rara. Ela, no entanto, é muito mais incerta quando se aponta uma pessoa para outro cargo.
Com o gesto, Lula aceita a responsabilidade de liderar seu partido, com os riscos que daí decorrem. E coloca sua popularidade a serviço da renovação pela qual o PT precisa passar em São Paulo.
Melhor que se eximir e lavar as mãos. Uma das razões que levam o PSDB paulista a bater cabeça na eleição da capital é que suas lideranças não lideram (ou não conseguem liderar).
*Marcos Coimbra, sociólogo, preside o Instituto Vox Populi e escreve para o ‘Correio Braziliense’.

  • Domingo, 05 Fevereiro 2012 / 12:49

PT faz festa para Haddad

     Do colunista Ilimar Franco, no Panorama Político, do ‘Globo’:
     “A comemoração dos 32 anos do PT, na sexta, deve se transformar em mais um ato para turbinar a campanha de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo. Dependendo de seu estado de saúde, o ex-presidente Lula deve comparecer. A presidente Dilma está sendo esperada. O evento começará na quinta, com uma reunião do Diretório Nacional. No sábado haverá encontro de prefeitos. O partido vai homenagear Apolônio de Carvalho, um dos fundadores do PT, morto em 2005″.

  • Quinta-feira, 02 Fevereiro 2012 / 7:06

Marta continua vice do Senado

    Do repórter Márcio Falcão, da ‘Folha’:
    “Para assegurar a participação da senadora Marta Suplicy (PT-SP) na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, a bancada do PT no Senado quebrou ontem um acordo que estabelecia rodízios de cargos de comando na Casa.
Preterida pelo partido para a disputa municipal, Marta ficará por mais um ano na vice-presidência do Senado.
O entendimento fechado no início do ano passado era para que ela entregasse o posto a José Pimentel (CE), que agora continuará como líder do governo no Congresso.
Um dos principais nomes do PT em São Paulo, Marta foi a candidata da legenda à prefeitura nas três últimas eleições, mas tem ficado distante de Haddad.
A manutenção da senadora contou com movimentos do ex-presidente Lula, padrinho político de Haddad. Pimentel foi a São Paulo na segunda-feira e teria falado com emissários do ex-presidente.
Ontem, no encontro da bancada, o senador disse que não cobraria de Marta o cumprimento do acordo já que isso dependeria de um “ato de vontade” da senadora, que mostrava resistência.
A Folha apurou que Marta teria reconhecido que perder a indicação para a prefeitura provocou um desgaste político e pediu compreensão dos colegas.
A senadora nega que tenha negociado a permanência na Mesa Diretora em troca de engajamento na disputa paulista. Para ela, não faz sentido as críticas de que tem desfalcado a campanha de Haddad.
“É uma cobrança prematura. Na hora que começar a campanha, eu estarei”.

  • Sexta-feira, 27 Janeiro 2012 / 16:46

A trinca e o coringa

                                             Eliane Catanhêde*

         O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi salvo na última hora pelo desabamento de prédios no Rio. Não fosse a tragédia, as principais imagens e conversas políticas pelo país afora seriam sobre Kassab levando ovos no dia do aniversário da capital paulista.
Com Kassab virando omelete, o PSDB dividido irrecuperavelmente e Dilma fazendo bonito nas pesquisas, o PT recupera fôlego e sai a galope para a prefeitura, onde joga o seu futuro. Como já dito aqui, se Fernando Haddad -que fez 49 anos- se eleger prefeito da principal capital do país, estará automaticamente na lista de presidenciáveis de 2018.
Quando FHC diz que Aécio Neves é a opção “óbvia” para a Presidência, empurra Aécio para uma arena inglória. Em 2014, será a chance de o PSDB paulista fazer com Aécio o que ele fez com Serra e Alckmin em 2002, 2006 e 2010: jogá-lo aos leões -ou leoas. Dilma não terá mais só a aura de Lula. Tenderá a ter também a sua própria popularidade e, no rastro dela, a união dos governistas.
O jogo que está sendo jogado é, sobretudo, para 2018, com um trio que tem o impulso da renovação natural e se destaca desde já: Aécio pelo PSDB, Haddad pelo PT e Eduardo Campos (PSB) como um pêndulo entre os dois, mas na verdade querendo ele próprio concorrer.
Os três apontam para o futuro da política, mas há diferenças: Aécio é neto de Tancredo, e Campos, de Miguel Arraes. Enquanto eles têm a articulação política no sangue e a liderança nos seus partidos, Haddad tem que comer na mão de Lula, aprender os primeiros passos com Dilma e evitar acidentes “em casa” – no PT.
Kassab circula bem entre PSDB, PSB e PT, como um coringa que pode reforçar a cartada de um dos três. Deve, porém, ajustar sua (ótima) capacidade política e sua (medíocre) popularidade. A questão geracional ajuda a definir o jogo e os jogadores, mas não é o único fator. É apenas uma imposição da política, como da vida.
*Eliane Catanhêde é colunista da ‘Folha’.

  • Sexta-feira, 20 Janeiro 2012 / 11:15

Cabral, traidor ou trapalhão?

    Do Painel da ‘Folha’:
    “Os elogios de Sérgio Cabral a Fernando Haddad, anteontem, agitaram o PMDB. O governador foi mais enfático que Dilma na defesa do ministro, virtual oponente do peemedebista Gabriel Chalita, também ligado à educação, em São Paulo”.
                                          * * *
Do colunista Ilimar Franco, no Panorama Político, do ‘Globo’:
“O PMDB paulista não gostou dos rasgados elogios do governador Sérgio Cabral ao ministro Fernando Haddad (Educação). O PMDB tem candidato contra o petista para a prefeitura de São Paulo, o deputado federal Gabriel Chalita”.

  • Sexta-feira, 20 Janeiro 2012 / 10:59

PT quer manter Marta na vice do Senado

    Da repórter Raquel Ulhôa, do ‘Valor’:
    “O PT está empenhado em manter a senadora Marta Suplicy na primeira vice-presidência do Senado, caso não seja acomodada no ministério. A seção paulista do PT avalia que precisará do envolvimento total de Marta na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo e teme que, se estiver acuada por sucessivas derrotas no partido, ela tenha reações prejudiciais à candidatura petista.
Marta foi preterida pelo comando do PT na escolha do candidato a prefeito, depois que Haddad foi ungido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir daí, ela tinha expectativa de ir para o ministério, mas a presidente Dilma Rousseff não dá sinais nesse sentido. Tirá-la da vice-presidência e deixá-la sem espaço pode ser uma jogada de alto risco para a candidatura de Haddad. Petista com maior projeção e votos na capital paulista, a senadora é independente no partido e sua atuação é incontrolável à cúpula. “Tirar tudo dela é cutucar onça com vara curta”, diz um petista.
A cúpula petista busca uma saída política para defender a permanência de Marta na vice-presidência,
evitando um racha na bancada. O problema é que o senador José Pimentel (CE) quer ocupar o cargo e cobra cumprimento de acordo de rodízio feito entre ele e Marta há um ano, em reunião da bancada, com aval do então presidente do partido, José Eduardo Dutra.
Um dos argumentos apresentados por dirigentes petistas é a questão de ordem levantada pelo líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), que considera inconstitucional o revezamento. Depois de analisar o assunto, o partido teria concluído o questionamento procede e que o acordo não tem amparo regimental ou constitucional.
“A Constituição prevê que o mandato dos ocupantes da Mesa Diretora é de dois anos. A pessoa pode renunciar, mas não pode fazer um acordo para que essa renúncia se dê daqui a um ano para que um outro assuma, violando a Constituição Federal”, afirmou Demóstenes em 1º de fevereiro de 2011, dia da eleição dos dirigentes do Senado. Com base nas notícias do acordo de rodízio entre petistas, o demista disse que caberia até representação por quebra de decoro parlamentar contra os envolvidos.
A favor da permanência de Marta, aliados dela apresentam outros argumentos. Um deles é o fato de Pimentel ter sido nomeado líder do governo no Congresso. Se for deslocado para a Mesa, ocupará dois cargos expressivos nos dois primeiros anos do mandato. Além disso, petistas de São Paulo dizem que Dilma gostou do desempenho de Marta na vice e teria manifestado que sua permanência é importante para o governo.
Alguns petistas temem que a disputa entre Marta e Pimentel traga à tona conflitos entre correntes internas do PT na bancada. Pimentel integra a Construindo um Novo Brasil (CNB), a mesma corrente de Lula. Marta não é alinhada a nenhuma tendência e teve apoio de petistas independentes quando concorreu com Pimentel pela indicação à vice.
O receio é que essa queda de braço contamine a disputa pela liderança. O pernambucano Humberto Costa, da CNB, deixa a função, que está sendo disputada por Wellington Dias (PI), também CNB, e Walter Pinheiro (BA), da corrente petista Democracia Socialista (DS). Na bancada de 13 senadores, seis integram a CNB, cinco são independentes, um é da DS e um, da Articulação de Esquerda”.

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