• Quarta-feira, 21 Julho 2010 / 19:23

O otimismo de Cesar Maia

    A campanha eleitoral no Rio de Janeiro, segundo a visão do ex-prefeito Cesar Maia:               
“1. A saída de Garotinho da disputa eleitoral para governador despolariza a eleição. Não se trata de preferência, até porque sua presença praticamente garantiria um segundo turno. A polarização a partir das esperadas  iniciativas de combate por parte de Garotinho e busca de clinch por Cabral seriam o foco e a dinâmica eleitorais. É até possível que isso produzisse uma reação do eleitor do tipo “os dois têm razão”, buscando um tercius com Gabeira. Possível, apenas.                     
2. Agora, com a eleição despolarizada, mesmo que com eventuais trocas de farpas, a campanha tenderá a se transformar em uma disputa em que cada candidato correrá em sua raia, sem contato “físico”. Com isso, ficará mais fácil a cada um dizer a que veio e, com isso, dar mais nitidez às suas razões.                     
3. O eleitor vota no futuro, seja por insegurança, seja por expectativa. Os candidatos de governo à reeleição, ou se renovam, ou tentarão impregnar os eleitores com riscos quanto ao futuro alocados a seus adversários. Em uma eleição de duas raias, de baixa conflitividade, isso fica muito mais difícil. Mas, neste caso, caberá ao candidato de oposição afirmar com nitidez as suas diferenças de forma proativa.                       
4. Por outro lado, uma eleição despolarizada dá maior transparência às eleições de deputados estaduais e federais, e senadores. Com uma menor focalização na disputa de governador, os eleitores poderão acompanhar mais de perto as eleições de deputados e senadores, conhecerem melhor os candidatos, a que vieram, e decidir sem vinculações inevitáveis, como seria em uma campanha polarizada e conflitiva.                       
5. Por isso mesmo, além das caras e bocas nas placas, dos folders bem desenhados, dos slogans bem escolhidos e jingles motivadores,  as performances dos candidatos ao Congresso e as Assembleias Legislativas, em direção aos eleitores valerá muito mais agora do que valeria em eleição polarizada, conflitiva. Abre-se assim, um quadro de possibilidades de uma escolha mais cuidadosa por parte dos eleitores e, em função disso, de uma representação política mais apurada”.

  • Sexta-feira, 16 Julho 2010 / 9:37

Gabeira quer impugnar Cabral

 Do Estadão:
“A coligação que apoia a candidatura do deputado federal Fernando Gabeira, dos partidos PV, DEM, PSDB e PPS, ao governo do Rio de Janeiro entrou com uma ação na Justiça Eleitoral para tentar impugnar a candidatura à reeleição do atual governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB). Os partidos alegam que a declaração de bens do governador esconde o real valor da casa que Cabral tem em Mangaratiba, no condomínio Portobelo, próximo à Angra dos Reis, na Costa Verde Fluminense.
Na declaração de bens apresentada pelo governador ao Tribunal Regional Eleitoral, a casa foi avaliada em R$ 200 mil. No entanto, uma estimativa feita por corretores e apresentada à Justiça Eleitoral pela coligação de Gabeira indica que o imóvel vale pelo menos R$ 1,5 milhão.
A discussão do valor da casa de Cabral, adquirida quando ainda era deputado estadual, é antiga e sempre citada pelos opositores do político a cada eleição. Em 1998, o então deputado foi denunciado pelo então governador Marcelo Alencar (PSDB), junto ao Ministério Público Estadual, por improbidade administrativa por ter comprado o imóvel. O processo foi arquivado.
Além de Cabral, outros 43 candidatos tiveram pedidos de impugnação no Rio de Janeiro. O TER-RJ tem até o dia 5 de agosto para decidir sobre todos os casos”.
                       * * *
A coligação de Gabeira diz que a casa de Sergio Cabral está avaliada em R$ 1,5 milhão, pelo menos, mas o candidato declarou que ele vale mais de R$ 4 milhões.
O repórter Severino Motta, do IG, procurou saber se a foto publicada por esse blog era mesmo da casa de Cabral em Mangaratiba.
Recebeu, por escrito, a seguinte resposta:
“A assessoria de imprensa do candidato informa que a casa do governador é um assunto pessoal dele e não cabe comentário”.

  • Quarta-feira, 14 Julho 2010 / 15:46

Gabeira já tem vídeo

O primeiro vídeo de campanha ao governo do Rio já está no YouTube. Ele é o do candidato Fernando Gabeira, do PV, e demora 3 minutos e 17 segundos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 4:01

Cabral comanda festa para Dilma

O governador Sergio Cabral comandou a festa para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff

O governador Sergio Cabral comandou a festa para a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff

Será que algum jornal irá reclamar do fato do governador do Rio de Janeiro, candidato a reeleição,  ter participado hoje, em São João do Meriti, de um ato político no horário de expediente de trabalho?
O Presidente Lula, que não é candidato a nada, poderia participar de um encontro político com prefeitos, tendo ao lado a candidata Dilma Rousseff?
Por que razão o candidato  Sergio Cabral pode fazê-lo?
Quem pagou a gasolina do helicóptero, ou do carro, que conduziu o candidato Cabral a churrascaria Oasis?
Quantos crimes eleitorais foram praticados pelo governador nesse ato?
                   * * *
O almoço fazia parte da agenda oficial de Sergio Cabral.
No portal do governo do Estado, foi postada, às 18h07m, uma notícia informando que ”o governador Sergio Cabral e a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff reuniram-se nessa segunda-feira (10/5) com 86 prefeitos fluminenses”.
Ao portal do governo, Sergio Cabral declarou textualmente:
“Acho que este foi um ato de enorme expressão política, como nunca houve na história deste estado, com 86 prefeitos dos 92 municípios. É uma demonstração do que o povo do Rio de Janeiro tem de mais forte, a gratidão. O que fizemos foi um agradecimento à ex-ministra que comandou todo o processo de infraestrutura deste país nos últimos anos”.
                   * * *
É claro que a Justiça Eleitoral só se manifesta quando provocada.
Caso o candidato Fernando Gabeira, ou Anthony Garotinho, peçam a punição do candidato do PMDB, qual deverá ser o julgamento do TRE?
Os jornais, certamente, não verão nada de condenável.
Só Lula é que não pode…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: Marina cobra fidelidade

Do repórter Adriano Ceolin, do IG:
“A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, cobrou explicações do deputado Fernando Gabeira, candidato ao governo do Rio de Janeiro, sobre a aliança com o PSDB no Estado. Ela não gostou das notícias de que Gabeira faria campanha para José Serra (PSDB) no primeiro turno também.
?Ela me ligou e eu expliquei que no primeiro turno vou apoiá-la para presidente?, disse Gabeira em entrevista ao iG. O deputado, porém, afirmou que Serra deverá aparecer no seu programa eleitoral na TV pedindo votos para ele. ?Uma coisa é ele pedir votos para mim. O contrário não vai ter?, completou.
Nesta terça-feira, o deputado também publicou um desmentido no seu Twitter. ?Jornais insistem no erro que apoio dois candidatos. Estou com Marina?, escreveu no microblog. Junto com a mensagem, ele colocou um link para o seu blog em que consta texto sobre o assunto.
Ainda em entrevista ao iG, Gabeira contou que fez um relato a Marina sobre a reunião em que foi firmada a aliança com PSDB, DEM e PPS no Rio. ?Disse a ela que para a eleição nacional o acordo é que eu apoie ela?, disse. ?Agora, no segundo turno, eventualmente eu apoiaria o Serra?, disse.
O principal responsável pela polêmica é Márcio Fortes (PSDB), provável vice de Gabeira. Após a reunião dos quatro partidos, ele disse que Gabeira teria dois candidatos a presidente. O deputado verde nega. ?Os outros três partidos [DEM, PSDB e PPS] é que apoiam Serra?, disse.
A formação da chapa de Gabeira excluiu a candidata do PV ao Senado, Aspásia Camargo, que disputará a eleição como avulsa e terá menos tempo de TV. Os candidatos oficiais de Gabeira serão o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) e o advogado Marcelo Cerqueira (PPS)”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: escolha a sua versão

 Da ‘Folha’:
“No dia em que foi anunciado oficialmente como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) virou alvo de críticas de aliados por declarar apoio a José Serra (PSDB) num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).
Ele disse ao Blog do Noblat que votaria no tucano após apoiar Marina Silva (PV) no primeiro turno. A declaração gerou incômodo entre aliados da senadora. O ex-deputado Luciano Zica classificou a fala como “lamentável”.
“Foi uma declaração infeliz. Causa estranheza, porque Gabeira é um cara experiente. Não temos o direito de escorregar agora”, disse à Folha. “Não perguntamos ao Gabeira quem ele vai apoiar no segundo turno do Rio. E se a disputa for entre Serra e Marina, ele também vota no Serra?”, provocou Zica.
Obrigado a se explicar, Gabeira disse ter respondido a uma pergunta “bem específica”: “Faz parte de um acordo meu com ele [Serra]. Eles [PSDB] me apoiam aqui no Rio, e eu apoio a candidatura da Marina. Caso haja um segundo turno em que ela não esteja presente, eu o apoio”.
O presidente do PV, José Luiz Penna, tentou contemporizar: “Estamos trabalhando para vencer. Temos que ser generosos com quem escorrega nas cascas de banana”.
Segundo Gabeira, Marina e Serra participarão de seu programa de TV. “Vou fazer a campanha da Marina. Eventualmente posso me encontrar com o Serra, dependendo das circunstâncias”, disse.
A chapa ao governo do Rio foi confirmada ontem, em aliança com PSDB, DEM e PPS. O ex-deputado tucano Márcio Fortes, tesoureiro de Serra na eleição de 2002, deve ser o vice.
O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) tentará ao Senado, e a outra vaga deve ser de Marcelo Cerqueira, do PPS. O PV ainda tenta emplacar a vereadora Aspásia Camargo”.

                          * * *

De Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’:
“Após seis meses de impasse, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) confirmou ontem sua candidatura ao governo do Estado do Rio e oficializou a aliança com PSDB, DEM e PPS. O acordo, sacramentado depois de três horas de reunião, também prevê a participação do parlamentar em atos de campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra.
Até o encontro de ontem, Gabeira e lideranças do PV do Rio mantinham firme a posição de que só fariam campanha para Marina Silva, nome do partido à sucessão do presidente Lula. Os compromissos de Serra no Rio seriam acompanhados apenas pelos candidatos a vice e ao Senado da coligação – indicados pelos demais partidos. O pré-candidato do PV ao governo do Rio confirmou que Serra e Marina participarão da convenção que oficializará seu nome, em junho.
“Pretendemos lançar no dia 23, de manhã. Vamos começar a mobilização. Não será ainda com a presença dos candidatos à Presidência porque nós preferimos que eles venham na convenção”, explicou Gabeira.
Indicado como candidato a vice na chapa de Gabeira, o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB) confirmou que o acordo possibilitará a elaboração de uma agenda de pré-campanha de Serra no Rio. Fortes confirmou a presença de Gabeira nos eventos de Serra no Estado.
“O Gabeira anda com ele”, disse Fortes. “O Serra tem um palanque. A Marina também tem. Mas o Serra tem um palanque bom, uma candidatura vitoriosa, que pode ganhar a eleição e não terá limites. Nossa coligação é adotada por todos universalmente e fará uma bela campanha à Presidência da República. Tanto para o Serra quanto para Marina”, avaliou o tucano.
Pivô da crise que se instaurou entre os partidos, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) teve sua candidatura ao Senado confirmada na reunião de ontem. O PV do Rio resistia em formalizar a aliança tendo ele como representante dos Democratas. Apesar do acordo, os verdes também confirmaram que a vereadora Aspásia Camargo concorrerá ao Senado.
Caso a Justiça Eleitoral se manifeste contrariamente ao lançamento desse tipo de candidatura independente, o partido não criará embaraços para a coligação – de acordo com o presidente da legenda no Rio, Alfredo Sirkis. O outro nome da aliança ao Senado será o advogado Marcelo Cerqueira, do PPS.
“Gabeira já disse que o melhor candidato ao Senado é o Cesar Maia e confirmou que fará campanha para ele”, disse a deputada federal Solange Amaral (DEM), representante do partido e do ex-prefeito na reunião.
Apesar do acordo, Gabeira terá de lidar com resistências veladas. O próprio presidente regional do PSDB, o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, saiu da reunião logo no início. Com ar contrariado, confirmou a aliança, mas disse que a prioridade era a eleição de Serra”.
               
                    * * *

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“Em encontro ontem, na sede do PPS no Rio, para formalizar a coligação PV-PPS-DEM-PSDB, os partidos anunciaram que o pré-candidato ao governo fluminense pelo PV, deputado federal Fernando Gabeira, apoiará, no primeiro turno, dois pré-candidatos à Presidência: Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB). Os dois participarão juntos, em junho, da convenção da aliança no estado. Foi anunciada ainda a chapa de Gabeira para o Senado, que terá o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira (PPS).
- O Serra tem agora um palanque bom, forte, no Rio. A Marina também tem. Nossa coligação está montada. Foi adotada por todos universalmente e vai fazer uma bela campanha para presidente da República. Tanto do Serra, quanto da Marina. O Gabeira não é mais candidato do PV. Ele é candidato da coligação – afirmou Márcio Fortes, um dos coordenadores da campanha de Serra no Rio e provável vice na chapa de Gabeira.
Coordenador da campanha de Marina, o presidente do PV no Rio, vereador Alfredo Sirkis, lembrou da atual situação no Acre:
- Existe uma situação similar no Acre. A Marina apoia a candidatura do (senador) Tião Viana (PT) ao governo. É claro que ele tem todo o interesse de recebê-la (Marina), embora a sua candidata não seja ela. Mas Gabeira vota na Marina.
O lançamento da candidatura de Gabeira deverá ocorrer em 23 de maio. O pré-candidato, no entanto, disse que Serra e Marina só estarão juntos na convenção:
- Os dois (Serra e Marina) estão convidados e estarão presentes. Isso foi conversado aqui (na reunião).
Mesmo com resistência, os partidos confirmaram Cesar Maia para concorrer a uma das duas vagas ao Senado. O PV, que lançou a vereadora Aspásia Camargo como pré-candidata ao Senado, dependerá de uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a viabilidade da chapa com mais de dois nomes a senador. O ex-prefeito não foi à reunião.
- Qualquer problema no caminho não comprometerá a coligação – disse Gabeira, referindo-se a uma suposta negativa à consulta do PV para lançar Aspásia.
Participaram ainda do encontro o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, o ex-governador Marcello Alencar e a vereadora Lucinha, pelo PSDB, e os deputados federais Solange Amaral e Índio da Costa, pelo DEM. O presidente regional do PSDB, José Camilo Zito, deixou a reunião logo no início”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: devagar, quase parando

Do deputado Fernando Gabeira em seu blog:
“Alguns jornais on line afirmam que  apoiarei  as candidaturas de Marina e Serra no primeiro turno e se equivocam.
O acordo feito em nível nacional e estadual era de que apoiaria Marina e a coligação dos três partidos apoiaria Serra .
Isto foi mencionado algumas vezes em reportagens anteriores.
Sou candidato da coligação no sentido de que não farei distinção entre candidatos a cargos proporcionais do  PV e dos partidos aliados.
De repente, algo que foi sempre claro ficou obscuro.
Espero que fique claro de novo”.
               * * *
E mais não disse.
               * * *
Se alguém utilizasse um único vocábulo para resumir a figura do candidato Fernando Gabeira, talvez a melhor palavra fosse ‘moderno’.
E há anos Gabeira vem sendo assim: moderno.
Não está em discussão suas opiniões sobre a vida em si, mas sim os instrumentos que hoje ele utiliza.
Gabeira tem um portal, tem um blog, está ligado no Twitter, no YouTube, no Orkut, no Facebook, no Flickr e no Ning.
Mas a única menção que existe, no blog, referente a sua candidatura, são essas 86 palavras na abertura da nota.
Nas três notas anteriores – publicadas dias 29 e 30 de abril, e ontem – o candidato mostra sua preocupação com o desastre ecológico nos Estados Unidos.
A mancha de óleo mereceu 810 palavras.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: vivendo nova experiência

O Deputado Fernando Gabeira, do PV, escolhido como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, viverá a partir de hoje uma experiência inédita: participará de uma campanha majoritária sem o apoio das Organizações Globo.
Apesar de ter, na sua coligação, o apoio do PSDB e do DEM, a Globo será a incentivadora número 1 da chapa Ser-Ser ou Serbal – Serra e Cabral.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

Gabeira confirma hoje candidatura

O pré-candidato ao governo do Rio, Fernando Gabeira, do PV, deu ontem, no final da tarde, uma entrevista ao jornalista Ricardo Noblat pelo Twitter. Por limitações da ferramenta utilizada, nenhuma pergunta e nenhuma resposta, tem mais de 140 toques. Veja a entrevista:
“- Boa tarde, deputado Fernando Gabeira. Depois de idas e vindas, o senhor será mesmo candidato ao governo do Rio?
- Boa tarde. Depois de idas e vindas, sou candidato ao governo do Rio.
- O que lhe faz achar que merece ser eleito governador?
- Creio que adquiri experiência política e conhecimento para responder aos desafios do Rio.
- O senhor se acha mais capaz do que Sérgio Cabral e Garotinho, por exemplo?
- Pelo governo que fizeram, creio que tenho condições de realizar muito mais e com outra concepção política.
- Por que o senhor não queria o ex-prefeito Cesar Maia em sua chapa para o Senado e agora quer?
- Fizemos ampla consulta aos apoiadores capital e interior. Preferem união para termos chances de vitoria.
- Mas antes o senhor imaginou que sem união com o DEM de Cesar Maia poderia vencer?
- Antes estava disposto a seguir caminho sem grandes conflitos. Não há resposta científica sobre a fórmula vencedora.
- Que conflitos o senhor pensa que enfrentará por se juntar com o DEM?
- Conflitos na coligação e com parte dos eleitores. Só aceito coligar se todos se sentirem confortáveis. Creio que haverá paz.
- “Só aceito coligar se todos…” Quer dizer que ainda não se bateu o martelo sobre a coligação com o DEM?
- Creio que isso será feito amanhã. O critério para coligar é a aceitação do projeto ficha limpa.
- E quem ainda resiste a aceitar o projeto ficha limpa? O DEM? O PSDB? Quem?
- Todos os partidos da coligação aceitam, com base no projeto original. Vamos oficializar essa decisão amanhã.
- Quem mudou para que se possa imaginar o senhor e Cesar Maia juntos? Mudou o senhor ou Cesar Maia?
- O que muda é a situação do país e do estado. O sistema de dominação do PMDB é profundo e muito forte. Só a união vencerá.
- Quem mudou? Gabeira ou o PT, partido ao qual o senhor já pertenceu?
- Nós todos mudamos no caminho. O PT mudou de uma forma que nos separou. Consegui crescer sozinho, fora de um governo popular.
- O senhor acha possível fazer um governo popular junto com o DEM e o PSDB? Ou esse não é o seu objetivo?
- O objetivo é um governo com a sociedade. O governo popular tem boa políticas econômica e social, mas loteou cargos com partidos.
- O senhor não dará cargos a pessoas indicadas pelos partidos que o apóiam caso se eleja?
- Sim, desde que sejam pessoas honradas e com competência especifica para os cargos.
- Acho que Lula teria respondido da mesma forma antes de lotear cargos com os partidos que o apoiam…
- Isto não é uma pergunta. Quando Lula descumpriu o prometido, sai do PT.
- Para quem o senhor pedirá votos – Marina ou Serra?
- Pedirei votos para Marina, mas tenho admiração pelo Serra. Ambos me apoiam.
- Haverá lugar para Serra no seu programa de propaganda no rádio e na televisão?
- Está combinado que Serra aparece me dando apoio.O vice, do PSDB, vai apoiá-lo.
- Quando Serra for ao Rio fazer comícios o senhor estará ao lado dele?
- De um modo geral não faço mais comícios. Posso encontrá-lo na rua, pois nela encontro até adversários.
- Por que o senhor acha Marina e Serra mais preparados para governar do que Dilma?
- Ambos passaram por crivos eleitorais, Marina venceu a pobreza e eleições, Serra governou São Paulo.
- Em um eventual segundo turno entre Serra e Dilma, o senhor então irá de Serra?
- Sim, num eventual segundo turno apoio Serra.
- Existe alguma chance de composição entre Serra e Marina ainda no primeiro turno?
- Não creio. Marina quer falar de sustentabilidade e acha que seu papel é singular.
- Que lição (ou lições) extraiu de sua derrota para prefeito do Rio?
- Estou nisso desde 82 e cometo erros até hoje. Meu principal erro foi não deter o feriado na Justiça.
(De O Globo: A ausência de 927.250 eleitores cariocas (20,24% do total), em meio ao feriado prolongado decretado pelo governador Sérgio Cabral, pode ter influenciado o resultado da eleição, na opinião de cientistas políticos.
As maiores abstenções registradas foram nas zonas eleitorais do Centro (26,34%), da Zona Sul (26,11%) e da Grande Tijuca (22,14%), três regiões que registraram o melhor desempenho do candidato derrotado , Fernando Gabeira (PV).
Os números são superiores aos registrados no primeiro turno, que teve 17,91% de abstenção, e acima da média nacional, que ficou em 18,09%, bem próximo dos 17,29% registrados no segundo turno de 2004. Na ponta do lápis, isso representou uma perda de mais 107.157 votos em relação ao primeiro turno.
Na Zona Sul faltaram 143.714 eleitores, justamente onde Gabeira teve seu melhor desempenho. O fato reforça a polêmica sobre o feriadão decretado pelo governador Sérgio Cabral, que antecipou de terça-feira para esta segunda o Dia do Servidor Público).

- De 0 a 10, que nota dá à administração do prefeito Eduardo Paes?
- Não dou notas, mas aprecio a decisão de recuperar o porto do Rio, um dos projetos centrais de minha campanha.
- O que o governador Sérgio Cabral está fazendo que o senhor não faria?
- Proponho plano de segurança para todo o estado, saúde não apenas para emergência, e romper com a cumplicidade com empresas transporte.
- Em um eventual segundo turno contra Cabral o senhor pediria o apoio de Garotinho?
- Meu grande esforço é ir para o segundo turno. Quando estiver lá, tomarei as decisões do momento.
- O que acha da política de segurança pública de Cabral? E mais especificamente das UPPs?
- Defendi esta politica em 2008. Sou beneficiado por ela, mas pergunto sempre: e os outros? É preciso pensar Rio como estado.
- Qual será o papel do RJ na discussão da partilha de royalties caso o senhor se eleja?
- O Rio tem de lutar pelos royalties. Veja o desastre agora em Lousiana. São riscos ambientais e encargos sociais com o petróleo.
- Últimas perguntas. Qual é exatamente sua posição sobre o comércio de drogas consideradas ilícitas?
- Minha proposta é reformar a polícia. Sem boa polícia não há politica de repressão ou discriminação. É uma ponte entre extremos.
- O que pensa da concessão do titulo de propriedade definitivo aos atuais moradores de favelas?
- Sou favorável, desde que em áreas seguras. Com o título, as pessoas têm emprestimos, há dinamismo econômico.
- Última pergunta: O que fará para impedir a edificação em áreas de risco? E a ocupação ilegal de terra pública?
- De um modo geral é tarefa de prefeito. Poderei ajudar [fazendo] convênio com Google, monitorando on line”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:55

Partidos querem 3º candidato

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“Políticos do governo e da oposição aguardam ansiosos a resposta do TSE a três consultas sobre a possibilidade de incluir candidatos a senador numa chapa sem necessidade de coligação nacional entre os partidos que a integram. Na prática, trata-se de decidir se um candidato a governador pode “carregar” mais de dois candidatos ao Senado. Em busca de argumentação jurídica que sustente o voto dos ministros, técnicos do tribunal apelidaram sua obra de “emenda Rio”. Nesse Estado, se a resposta do TSE for favorável, Sérgio Cabral (PMDB) -e por tabela Dilma Rousseff (PT)- poderá contar com a trinca Lindberg Farias (PT), Jorge Picciani (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) -este último hoje sem lugar na chapa.
No campo adversário, a brecha permitiria a Fernando Gabeira (PV), que terá um tucano como vice, compor a chapa para o Senado com Cesar Maia (DEM), um nome do PPS e mais a “verde” Aspásia Camargo.
Os efeitos da eventual licença do TSE vão além do Rio. Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que já tem como candidatos ao Senado Orestes Quércia (PMDB) e um tucano a ser definido, finalmente encontraria um lugarzinho para acomodar Romeu Tuma (PTB)”.
                       * * *
E serve também para a Oposição paulista,
Na chapa de Mercadante, a candidata ao Senado será Marta Suplicy, do PT.
A segunda vaga está sendo disputada pelo vereador-pagodeiro Netinho de Paula, do PCdoB, e pelo ex-secretário Gabriel Chalita, do PSB.

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