• Segunda-feira, 30 Janeiro 2012 / 9:53

Garotinho quer voltar ao Governo

     O deputado Anthony Garotinho concedeu uma entrevista ao ‘Dia’ nesse final de semana, quando revelou sua intenção de concorrer ao governo do Rio em 2014. Para ele, a eleição municipal desse ano, será uma prévia para ele atingir sua meta.
Eis a entrevista concedida a repórter Rozane Monteiro.
- O que levou o senhor a se aproximar do ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e anunciar no ano passado a intenção de lançar seus filhos (Clarissa Garotinho e Rodrigo Maia) como uma opção para montar uma chapa adversária ao prefeito Eduardo Paes (PMDB) nas eleições deste ano?
– Nós organizamos o PR para disputar eleição de uma forma competitiva no Estado. Fora o partido do governador (PMDB), nenhum outro partido tem a competitividade que o nosso tem. Eu digo ‘partido do governador’ porque ele não tem partido. Ele tem partido porque está no governo, senão ele não conseguiria montar candidaturas. Restaram duas estruturas fortes no estado — a do governo, que só é o que é porque é governo — e a nossa. Então, nós procuramos não disputar esta eleição isolados.
- Por que não teriam força?
- Porque, do outro lado, existe um grupo enorme de partidos que foram cooptados por empregos, por favores, por negócios… dinheiro, né? Então, nós não podíamos disputar uma eleição dessas sem tempo de televisão, que é fundamental para nossos candidatos.
- Mas os senhores já foram adversários ferrenhos. A política é assim?
- Eu e Cesar Maia temos diferenças, temos sim. Nós não escondemos isso, não. Continuamos tendo. Veja bem, na política, a gente tem que superar as diferenças que existem com os nossos adversários em função dos momentos históricos que nós vivemos. Por exemplo, veja a grandeza de (Luiz Carlos) Prestes, num momento da História, depois de ter tido um problema seriíssimo com o (presidente Getúlio) Vargas, que foi a questão da mulher (Olga Benario Prestes). Em nome do interesse maior do povo brasileiro, ficaram juntos. [Depois de ver sua mulher, judia, ser entregue por Vargas ao governo alemão na década de 1930, Prestes apoia sua campanha a eleição para presidente em 1950 ].
- O senhor acha bonito o Prestes ter ficado do lado do Vargas depois de o presidente ter entregado a mulher dele aos alemães?
- Não. Mas o Prestes entendeu que, naquele momento, era importante para o Brasil a união dele com Vargas. Então, eu continuo entendendo que o Cesar Maia tem uma posição mais liberal que a minha. Eu não sou um liberal.
- Falamos de economia?
- Não. Liberal, como uma posição política. Eu não sou. Sou um trabalhista, um nacionalista. Ele não é. Ele é um liberal. Mas isso não é algo que seja maior do que a necessidade de banir do Rio de Janeiro essa coisa oca, sem conteúdo que é um conjunto de gente interesseira, negociante, que vem tratando a coisa pública do estado e no município como se fosse uma coisa sua, pessoal.
- Quando o senhor fala “negociantes”, o senhor está se referindo a quê?
- A tudo. Por exemplo: os carros da polícia terceirizados com preços superfaturados; o aluguel de ar-condicionado para as escolas estaduais, absurdo; o aluguel de UPAs (Unidades de Pronto Atendimento)… Eu poderia citar aqui pelo menos 10, 15 exemplos de grandes negociatas feitas no governo do estado por esse grupo que está aí…
- Como provar?
- Está mais do que provado. Está tudo provado.
- O povo tem a percepção disso?
- Não. Com raríssimas exceções, Cabral comprou a mídia do Rio de Janeiro.
- Não me inclua, por favor. Mas, voltando aos “jornalistas comprados”, eu — que não sou “comprada” —, pergunto ao senhor : como provar esta afirmação?
- Imagine que qualquer outro político tenha dito que as mulheres que moram na Rocinha são fábricas de marginais, que os médicos são vagabundos; que tivesse mandado prender 439 bombeiros de uma vez só, o que nem a ditadura fez… O que teria acontecido com esse político? Estaria execrado.
- Voltando ao DEM… O senhor falou que seria interessante ter tempo na TV. Com a aliança, em quanto aumenta esse tempo?
- Dobra. Passa de dois e pouco para quase cinco minutos.
- Como foi essa aproximação com o DEM?
- Um tempo atrás, o Rodrigo (Maia) me procurou em Brasília, almoçamos, e ele disse: “Olha, a visão do papai é a seguinte: que a gente, sem estar unido, vai ser muito difícil derrubar essa máquina que envolve dinheiro, poder, mídia, e que ele achava muito importante e necessário que nós sentássemos para conversar.” Falei: “Marca dia e hora.” Então, Cesar Maia marcou um encontro na casa dele e perguntou se eu iria lá. Eu disse: “Não sou uma pessoa intransigente de não sentar para conversar com ele.” Sentei na casa dele. Aí, o Cesar fez uma análise e falou: “O nosso partido está muito fragmentado no interior, ao contrário do seu grupo político. Então, a nossa proposta é a seguinte: a gente indica a cabeça de chapa na capital e mais um ou outro município, mas muito pouco. E vocês ficam com o resto do estado todo.” Eu achei que, para os nossos candidatos — várias cidades têm televisão como Volta Redonda, Campos, Macaé e outras regiões importantes do estado —, ter um partido onde a gente poderia montar uma boa nominata de vereadores e ainda ter tempo de televisão era uma boa. Mas eu fiz questão de perguntar: “E o projeto para frente?” Ele perguntou: “Para frente como?” Eu respondi: “Depois dessa eleição. Eu posso ser candidato a governador, né? Não estou dizendo que vou ser, é uma hipótese bem provável.” “Bom, se você for candidato a governador, nós estaremos com você”. “Está bom. Está fechado?” “Está fechado.” Passamos um primeiro momento, as coisas foram evoluindo, tivemos várias reuniões. Mas eu ainda acho que, melhor que a candidatura do Rodrigo, é a candidatura do Cesar Maia.
- A vereador?
- A prefeito. Eu defendo que ele (Cesar) seja candidato a prefeito. Ele ainda está resistente, mas acho que, no final, a disputa no Rio vai ser entre quatro candidatos: Eduardo Paes, Fernando Gabeira (PV), Cesar Maia e Marcelo Freixo (PSOL). Esses quatro candidatos vão fazer uma eleição disputadíssima na cidade do Rio de Janeiro. Aquilo que hoje o PMDB tenta passar como uma barbada vai ser uma eleição muito difícil. Quando você faz uma pesquisa e coloca Eduardo Paes com o cenário do Rodrigo Maia, (o deputado federal do PSDB) Otávio Leite e (o senador do PRB, Marcello) Crivella, ele dá 36%. Quando você faz uma pesquisa e coloca Eduardo Paes, Cesar Maia, Gabeira e Marcelo Freixo, ele dá 25%, Gabeira, 20%; Cesar Maia, 15%; Marcelo Freixo, 12%.
- Com o DEM, no cenário de agora, há uma chance de minar Eduardo Paes?
- Eu tenho absoluta certeza de que neste quadro de candidaturas — Eduardo Paes, Cesar Maia, Fernando Gabeira e Marcelo Freixo —, o Eduardo Paes vai para o segundo turno com um dos três e perde.
- Então, essa história de Rodrigo com Clarissa contra o Paes é balão de ensaio?
- Isso é o que está posto hoje. Mas a eleição não é hoje. A definição de candidatura também não é hoje. Eu vou continuar trabalhando dentro daquilo que eu acredito ser o melhor para a nossa visão política.
- Isso é uma preparação para a candidatura de Cesar Maia?
- O que eu estou te dizendo é que eu vou sensibilizá-lo e tenho certeza de que o próprio Gabeira, ao não sair do PV, acompanhando a Marina (Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata à Presidência da República pelo PV), deixou uma porta aberta para ser candidato. Se o Cesar Maia e o Gabeira forem candidatos, o PMDB perde a eleição no Rio.
- Qual o Calcanhar de Aquiles do Paes?
- Saúde. A saúde do governo dele está na CTI.
- O povo percebe isso?
- Percebe. Porque este fato é, assim, muito visível. É muita gente nesse embate diário, batendo na porta de pronto-socorro que não tem remédio, médico, atendimento… Eu acho assim: nós nos preparamos para fazer com nosso grupo 30 prefeituras no estado. Achamos que o PMDB vai começar a diminuir e voltar para o seu tamanho normal, que é, nesse primeiro momento, em torno de 30, para depois encolher e voltar para o seu leito natural. Eu acho que o PMDB vai encolhendo, vai perdendo espaço. Eles vão voltar a ser um partido pequeno no estado. Sabe por quê? Porque tudo que não tem consistência desmancha no ar. A farsa vai ser revelada a partir desta eleição municipal.
- Há algum município do Estado do Rio em que o PR esteja liberado para fazer aliança com o PMDB?
- Nós não vamos apoiar o PMDB em cidade nenhuma.
- Esse quadro não muda de jeito nenhum?
- Não muda.
- A campanha de 2012 é para preparar o PR para a disputa pela sucessão do governador Sérgio Cabral?
- A campanha de 2012, na verdade, vai consolidar o processo de reestruturação do PR no Rio de Janeiro. Este ano vai servir para pavimentar essa consolidação do partido em um âmbito estadual. Vamos poder aparecer na TV, falando de projetos já realizados pelo partido e por mim, como governador e como deputado federal, também saindo em defesa dos candidatos que a gente entende como sendo os melhores para a população. Então, a campanha de 2012 pavimenta, consolida a reestruturação do PR como uma legenda importante no estado. É uma campanha muito importante, sobretudo em função das eleições de 2014.
- Depois do tempo que o senhor passou no comando deste estado, o que ficou no imaginário do cidadão fluminense com relação ao senhor?
- Olha, eu saí do governo do estado para ser candidato a presidente. Tive quase 16 milhões de votos. Ganhei no Rio de Janeiro, tive mais voto do que o Lula. Rosinha (Garotinho, mulher do deputado) foi eleita (governadora, em 2002) no primeiro turno. Bom, como é que eu posso ter sido mau governador se o povo votou maciçamente em mim para presidente e elegeu a minha candidata — minha esposa — no primeiro turno? Claro, depois, foi feito todo um processo de massacre, de lavagem cerebral na cabeça da população para jogar parte da população contra mim. Por quê? Porque eu não sou um político que faça o jogo das elites políticas. Eu não sou um político, assim, confiável ao controle das elites. Se, numa eleição para deputado federal, eu faço 700 mil votos — a maior votação que um deputado federal já teve na História do Rio de janeiro —, as pessoas dizendo que não adiantava votar em mim, que o voto não ia valer, me acusando de tudo o que se pudesse imaginar, tem uma parte expressiva da população que não engoliu isso.
- O senhor seria candidato a presidente da República de novo?
- Sou professor de escola bíblica. A Bíblia manda a gente viver um dia de cada vez. Então, vamos viver o dia de hoje.
- Isso é sim ou não?
- Nem sim, nem não.
- Quem seria o vice no caso de o senhor ser candidato a governador?
- É muito prematuro isso. Agora é hora de organizar o partido e ganhar as eleições municipais. Consolidadas as eleições municipais, vamos partir para a eleição estadual. Mas primeiro temos que viver este momento.
- No início do ano, em entrevista a O DIA, ao comentar sua aliança com o Cesar Maia, o prefeito Eduardo Paes respondeu: “Eu não perco um minuto da minha vida com nenhum dos dois.” O que o senhor tem a dizer sobre isso?
- É uma frase de efeito e nada mais. Eu, se fosse ele, perdia um pouco de tempo comigo porque eu fui o deputado federal mais votado na cidade do Rio de Janeiro. Eu tive 177 mil votos na cidade, o dobro do candidato que ele apoiou que foi o secretário (Casa Civil) dele, o Pedro Paulo. Se você não quer perder um minuto com o deputado federal mais votado da cidade que você governa, no mínimo, você é mau político.
- Sobre o que é o livro que o senhor está acabando?
- É um livro de mensagens. Eu pego um versículo bíblico e desenvolvo, faço uma mensagem para a pessoa. O livro é isso. Em cima de cada mensagem, eu conto uma história. Por exemplo, tem o versículo “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Aí, eu falo o que é a verdade. No fim, ilustro com uma história.
- Falando nisso, o senhor teria um versículo para o prefeito nesta eleição?
- Um versículo bíblico?
- Sim.
- Para o Eduardo Paes?
- Claro.
- “A soberba precede a ruína.”

  • Quarta-feira, 25 Janeiro 2012 / 10:50

Dilma, esqueça Yoany Sánchez

       O ex-deputado Fernando Gabeira, um dos sequestradores do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, é proibido de entrar nos Estados Unidos.
Certa vez, a Câmara quis incluí-lo na delegação de parlamentares brasileiros que, anualmente, participam da Assembléia Geral da ONU.
Mas não obteve êxito.
Quando o filme “O que é isso, companheiro?”, baseado no livro de Gabeira, foi indicado para o Oscar, nova tentativa e nada feito.
Isso tudo ocorreu no governo Fernando Henrique Cardoso.
                                * * *
No segundo governo Lula, o ministro de Comunicação Social do Governo chamava-se Franklin Martins -  assim como Gabeira, participante ativo no sequestro do embaixador norte-americano.
Franklin, mesmo como ministro, nunca conseguiu acompanhar Lula nas viagens do Presidente aos EUA.
O Governo norte-americano negou, sistemáticamente, o visto diplomático à autoridade, mesmo estando ele em missão oficial.
                                * * *
Agora cobram uma posição de Dilma Rousseff em favor de Yoany Sanchez, “dissidente” cubana que quer vir ao Nordeste fazer propaganda anti-castrista.
Se nem FHC, nem Lula conseguiram êxito na defesa de seus nacionais, junto aos EUA, por que diabos Dilma deve defender a vinda de uma estrangeira ao Brasil?
A tentativa de emparedar Dilma não é apenas uma falta de respeito ou cobrança fútil da mídia brasileira com a Chefe do Governo, e mais do que isso: é uma tentativa de desmoralizá-la perante a opinião pública.
Dilma vai a Cuba tratar assuntos de Estado, e não se imiscuir em assuntos internos da Ilha.
Poderia até, em conversas informais, tratar da questão dos presos políticos, de uma maneira mais ampla - assim como já fizeram, com êxito, a Espanha e o Vaticano.
Mas não cuidar de um assunto isolado - de uma blogueira que reclama não poder sair do país, mas que já viveu anos na Europa, e hoje está em Cuba, a soldo sabe-se lá de quem, sem trabalhar, com liberdade suficiente para escrever o que bem entende, e com tradução em 18 idiomas.

  • Quinta-feira, 16 Setembro 2010 / 23:49

Rio tem bons candidatos

    Acabou, há pouco, o debate da Rede TV com os candidatos ao governo do Rio. O Estado tem candidatos sérios como Fernando Peregrino, do PR, e Jefferson Moura, do PSOL, além de Fernando Gabeira, do PV que quis, no debate, nacionalizar a eleição estadual, ao pretender discutir a demissão de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil.
Mas Gabeira teve o seu mérito ao colar, na testa de Cabral, o rótulo de “Candidato Tabajara – Com ele todos os seus problemas serão resolvidos”.
Jefferson Moura também teve seu bom momento, quando perguntou a Cabral quais os 16 partidos que integram a sua coligação.
Cabral não soube dizer nem na resposta, nem na réplica.
Moura explicou:
- Esses partidos, na verdade, não se cruzam. É como se diz em Minas. Quando há cruzamento de vaca com cavalo, o resultado é um animal que  não dá leite, nem puxa carroça.
De todos os candidatos, Fernando Peregrino foi o que apresentou mais propostas. Nada de novo, mas retomando o que já deu certo no Estado.
                          * * *
As regras negociadas pelas campanhas – leia-se Sergio Cabral -  foram mais rígidas do que as dos candidatos à Presidencia da República.

  • Quinta-feira, 16 Setembro 2010 / 10:19

Quem o Rei Arthur financia?

   Informa o ‘Globo’ que o “candidato ao governo estadual pelo PV, Fernando Gabeira mantém como coordenador de comunicação da campanha eleitoral um funcionário de seu gabinete na Câmara dos Deputados.
Secretário parlamentar nível 26, Marcus Veras tem salário de R$ 6.010,78, incluídas gratificações, pago pela Câmara, e tem acompanhado diariamente o candidato em toda a campanha. (…)
- Primeiro, a campanha é pública. Segundo, nós examinamos a lei claramente, e os advogados e a própria lei dizem que é possível quando se trata de cargo do Legislativo e não do Executivo. Está tudo absolutamente correto – afirmou Gabeira, ao ser perguntado sobre o fato em entrevista ontem ao RJ-TV, da Rede Globo.
                     * * *
Tá entendido: um assessor de Gabeira está recebendo da Câmara.
Por que a Rede Globo não apura quem recebe do Rei Arthur?

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 20:28

Gabeira não tem o que dizer

    Na quarta-feira à noite, esse blog enviou ao candidato Fernando Gabeira três perguntas:
1. Qual a prioridade do Rio de Janeiro?
2. O senhor acredita que haverá um segundo turno no Rio de Janeiro?
3. Em que o senhor se diferencia do candidato Sergio Cabral?
Pena que Fernando Gabeira não tenha resposta para nenhuma dessas indagações.

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 19:59

Sonhar… não custa nada

     Com as campanhas nas ruas, as promessas estão a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 0:18

Tucanos rifam Marina no Rio

    De Ilimar Franco, no Panorama Politico de ‘O Globo’:
“Há uma tensão crescente na coligação que apoia a candidatura de Fernando Gabeira (PV) para o governo do Rio devido à campanha para a Presidência da República. Isso porque o PSDB e o DEM passaram a atacar a candidata Marina Silva (PV), como estratégia para tentar fazer com que José Serra (PSDB) ganhe as eleições no primeiro turno.
Na inauguração do comitê de Serra no Leblon, na semana passada, o vice do tucano, deputado Indio da Costa (DEMRJ), disse que, apesar das qualidades de Marina, a disputa pra valer é entre Serra e Dilma Rosseff (PT). A seu lado estava o vice na chapa de Gabeira, Márcio Fortes (PSDB)”.

  • Sábado, 31 Julho 2010 / 18:38

3 perguntas para Fernando Peregrino

          Na quarta-feira, à noite, esse blog enviou três perguntas aos principais candidatos ao governo do Rio:  Sergio Cabral, Fernando Gabeira e Fernando Peregrino.
Na quinta pela manhã, chegaram as respostas de Peregrino, do PR.
A idéia era publicar todas as respostas no mesmo dia. Mas, até o momento, passadas mais de 72 horas, Cabral e Gabeira não acusaram nem mesmo o recebimento das perguntas.
Assim, segue a entrevista com Peregrino.

       
                                                            * * *

- O senhor acha possível que o ex-governador Garotinho consiga transferir, para a sua candidatura, os mais de dois milhões de votos que ele já havia conquistado em sua pré-campanha?
- Sim, afinal foi ele quem transferiu praticamente 100% de seus votos para Lula no segundo turno de 2002. Transferiu seus votos e aprovação para Rosinha, também em 2002, elegendo-a no primeiro turno. Porém – no meu caso – isso vai acontecer em massa quando o horário eleitoral começar, assim como os debates pela TV. Afinal o padrão “global” de comportamento da maior parte da mídia, tem impedido a simples menção de meu nome, o que represento e minhas propostas.

- Em que o senhor se diferencia de Cabral e Gabeira?
- Cabral interrompeu uma trajetória de desenvolvimento economico e social que o nosso estado vinha tendo com os governos Garotinho e Rosinha. Vou portanto puxar o fio da meada dessa trajetória, recuperado suas políticas de sucesso, que levou o Rio a ser a segunda renda per capita do país, e mantido os seus royalties – agora perdidos por Cabral e seu PMDB. Cabral é um exemplo de político da Velha República: coronelista,  cooptador de instituições e eliminador de adversários. Não cumpriu compromissos que firmou com funcionários públicos e com o povo. Gabeira é outra coisa, porém é inexperiente como administrador público, comunga com políticas liberais de privatização, e não representa a oposição ao atual governo, além de não ter propostas sociais e econômicas para o nosso Estado. Eu as tenho, vou retomar o programa dos Cieps de horário integral nas escolas, para tirar o Rio de Janeiro da 26ª posiçao no IDEB ( 2007 a 2009), vou construir 100 mil unidades de casas populares, vou dar incentivos fiscais para a geraçao do primeiro emprego para os jovens, vou transformas as UPPs em Centro de Defesa da Cidadania, com servicos sociais, jurídicos e policiamento comunitário, vou acabar com a promiscuidade entre o público e o privado, como no caso do Metrô, Supervia, etc.

- O senhor tem a certeza de que Garotinho não o substituirá, mais à frente, como candidato ao governo do Rio?
- Tenho sim. Nosso projeto é esse que está ai: ele deputado federal e eu Governador como uma terceria via, trabalhista e popular. Aliás, temos certeza que  penetraremos mais em camadas da sociedade que tem preconceito contra ele e que comigo não tem. Sou oriundo da comunidade científica, com serviços prestados ao meu Estado. Foi em minha gestão de presidente da FAPERJ, no Governo Brizola, que a internet foi implantada. Participei diretamente da coordenação e implantação de vários projetos vencedores, no Governo Garotinho e Rosinha, como o da Delegacia Legal, o Restaurante Popular, as primeiras experiencias com o Biodiesel, etc. Isso para não falar no papel que exerci como Secretário Chefe de Gabinete da Governadora. Tenho 42 anos de política. E não me prestaria a um papel de esquentar a cadeira.

  • Terça-feira, 27 Julho 2010 / 10:28

Gabeira insiste em paz e amor

     Do jornalista Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O pessimismo tomou conta dos partidos que apoiam a candidatura de Fernando Gabeira (PV) ao governo do Rio. Por isso, querem que ele mude sua estratégia eleitoral e aposte no confronto. Avaliam que Gabeira comete o erro de querer repetir no estado a campanha light que fez para a prefeitura.
E concluem: a ausência de Anthony Garotinho (PR) fragilizou a campanha da oposição.
Gabeira, no entanto, não dá mostras de que seguirá a orientação. Ontem, em batepapo com militantes, ele disse que não vai bater no governador Sérgio Cabral (PMDB) no debate da Bandeirantes, dia 12, como estratégia para incentivá-lo a ir nos da Rede TV e da Globo.
Ele disse que ainda não decidiu sobre os outros debates.
De qualquer forma, irá ao primeiro esperando ser bem tratado, o que faremos, sem deixarmos de questionar tudo que precisa ser questionado, diz”.

  • Quarta-feira, 21 Julho 2010 / 20:46

Cabral está morrendo de medo

    Do colunista Fernando Molica, do ‘Informe do Dia’:
“Candidato à reeleição, o governador Sergio Cabral (PMDB) não irá aos dois primeiros debates promovidos por emissoras de TV – o da Band (marcado para 12 de agosto) e o da Rede TV! (16 de setembro).
De acordo com a assessoria de Cabral, a decisão foi tomada porque a campanha ainda está na fase inicial. A ida ao último debate, o da TV Globo, em 28 de setembro, ainda não foi avaliada. Mas o governador participará de entrevistas organizadas por TVs, jornais, emissoras de rádio e entidades de classe.
O comando da campanha não confirma, mas ausência aos primeiros debates também é explicável por pesquisas encomendadas pelo PMDB que dão larga vantagem de Cabral sobre Fernando Gabeira (PV). Assim, seria preferível evitar riscos desnecessários”.
               * * *
Esse é Cabral, o PRI fluminense.
Mesmo com 16 partidos na aliança, 91 dos 92 prefeitos na campanha, e mais o apoio do político mais popular do país, ele morre de medo de um debate.
E tenham certeza que o temor não é o valor da casa de Mangaratiba, nem o apartamento não declarado do Leblon, nem as viagens constantes ao exterior e, muito menos, os cavalos que mantém na Hípica.
Seu pavor é debater o governo.
O que falar sobre educação, saúde, transportes, violência, etc, etc, etc?

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