• Quarta-feira, 04 Abril 2012 / 16:53

Que decepção, né?

      Das repórteres Maria Lima, Fernanda Krakovics e Isabel Braga, e ‘O Globo’:
“A sensação de companheiros de partido e de atuação parlamentar, desde que estourou o escândalo da Operação Monte Carlo, é que o senador Demóstenes Torres (sem partido) perdeu a identidade e não sabe o que fazer agora com um personagem que incorporou nos últimos anos. Os poucos que conseguiram ser recebidos pelo senador goiano recentemente relatam comportamento bipolar, em que ele faz menção a si próprio como uma segunda pessoa. Isolado, mais magro e demonstrando certa frieza, Demóstenes não tem conselheiros políticos. Está se fiando no aspecto jurídico.
Debruçado nos autos do processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), se trancou com o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro em busca de uma saída jurídica para tentar manter o mandato, o foro privilegiado e não ser preso.
Lembrando de uma fala de Demóstenes no programa de TV do DEM, em 2011, em que ele diz que o partido não passa a mão na cabeça de corruptos e criminosos, o ex-deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), da Executiva nacional, comentou:
- Demóstenes traiu o próprio personagem que criou, e estamos usando o que dizia o personagem para fazer justiça. Era um problema patológico, de dupla personalidade. Podemos ficar poucos, mas vamos ficar. No partido vão ficar as pessoas coerentes.
Na quinta-feira, depois de muita negociação, Demóstenes recebeu em sua casa o líder e presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), e o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), seu amigo pessoal. Foi uma conversa dolorosa, segundo os participantes.
- O Demóstenes estava monossilábico. Murmurava coisas sem nenhum raciocínio lógico – relatou um dos presentes.
Quando um dos três comentou sobre a estupefação nacional diante das revelações de que o defensor da ética e esteio da oposição no Senado estava envolvido num esquema liderado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, Demóstenes baixou a cabeça e concordou:
- Que decepção né?”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:18

Lindinho se avacalha um pouco mais

 Do Panorama Político, assinado por Fernanda Krakovics:
“O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, passou o domingo apagando incêndio.
Ligou para Fernando Pimentel, coordenador da pré-campanha de Dilma Rousseff, para dizer que foi mal interpretado e não teve a intenção de criticar o discurso da ministra no Congresso do PT. Repercutiu mal no partido a declaração de que a fala tinha sido longa e burocrática. Lindberg disputa com Benedita da Silva a indicação para ser candidato ao Senado, e esse episódio está sendo usado como suposto exemplo de deslealdade. O prefeito disse a Pimentel que, na verdade, quis dizer que preferiu a parte mais emotiva do discurso”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:10

Planalto está irritado com Cabral

De Fernanda Krakovics, no Panorama Político do ‘Globo’: 
“O governo federal não deve trabalhar para implodir a candidatura de Anthony Garotinho (PR), como quer o governador Sérgio Cabral (PMDB).
?Candidato a presidente não recusa apoio. O ideal sempre é ter um candidato único da base aliada, mas, em alguns estados, isso não é possível, devido à realidade local?, diz o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) sobre o Rio.
O Palácio do Planalto ficou irritado com as cobranças públicas feitas por Cabral. Integrantes do governo afirmam que o governador não está em condição de fazer exigências.
Dizem que, sem a ajuda do governo federal, ele não teria conseguido levar as Olimpíadas para o Rio e que ainda está sendo beneficiado com investimentos, sobretudo em obras do PAC. Só na urbanização do Complexo do Alemão são R$ 800 milhões. E o apoio do PT já é um indicativo de que esse é o palanque preferencial. Cabral disse a Dilma, no domingo, em conversa reservada, que era muito ruim ter dois palanques. A ministra não respondeu”.

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