• Sexta-feira, 22 Outubro 2010 / 11:49

Andrea Neves de volta ao palco

    Andrea Neves, irmã de Aécio, alcançou o estrelato bem jovem.
Isso foi em 1981, quando ela foi assistir a um show em comemoração ao Dia do Trabalho, e acabou socorrendo o capitão do Exército que se preparava para jogar a bomba no Riocentro, e espalhar o terror.
Vinte e nove anos depois ela volta ao palco.
Seu nome aparecerá nas próximas horas, envolvida na trama da encomenda de um dossiê contra José Serra ao jornal ‘Estado de Minas’.

  • Terça-feira, 10 Agosto 2010 / 11:12

Serra: a culpa é do sotaque

     A repórter Juliana Cipriani, do jornal ‘Estado de Minas’, assina hoje a melhor matéria do dia. O tema estava pipocando, mas nenhum jornal do eixo Rio-São Paulo quis abordá-lo ou deu atenção a ele:  as constantes reclamações de José Serra com o sotaque dos brasileiros.
Eis o seu texto:
“O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, parece ter dificuldade em entender o que dizem os brasileiros ou inventou uma nova estratégia para evitar responder perguntas que não o agradam. Em suas viagens pelo Brasil, em busca dos votos dos 135.804.433 de eleitores do país, o tucano não tem conseguido ouvir ou compreender o que dizem os jornalistas da imprensa local. A alegação? Segundo ele, o problema está no sotaque.
Até agora, Serra teve problemas em Minas Gerais, Goiás e Pernambuco. Em meados de julho, quando fez campanha em Goiânia, o candidato tucano se negou a responder uma repórter local que o questionava sobre suas propostas para o estado. Na ocasião, ele disse não compreender a fala da jornalista. “Temos três problemas: estou longe (da imprensa), não estou te ouvindo direito e não estou entendendo o seu sotaque.”
Antes, em Pernambuco, Serra também já havia tido dificuldades com o sotaque nordestino. Ao ser questionado pelo editor de um jornal regional se o trem-bala, que fará a ligação entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, “na verdade foi um tiro de festim”, o tucano respondeu. “Dá para repetir? Não entendi, foi muito sotaque daqui”. Serra é crítico do projeto de trem de alta velocidade, que virou bandeira do governo federal neste fim de mandato.
Até mesmo em sua região, o Sudeste, Serra usou do argumento para deixar de responder uma pergunta. Em viagem a Belo Horizonte, capital do segundo maior colégio eleitoral do Brasil com 14,5 milhões de votos potenciais, Serra soltou: “Essa fala mineira de vocês, eu não entendo. Eu tenho que prestar atenção”. Na ocasião, o candidato tinha sido questionado sobre uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, em entrevista a uma revista semanal, havia dito que o tucano teve azar de concorrer com ele pela Presidência e agora também lhe falta sorte na disputa com a presidenciável Dilma Rousseff. Meses antes, enquanto ainda disputava com o ex-governador mineiro, Aécio Neves, a indicação do PSDB para ser candidato ao Palácio do Planalto, Serra chegou a elogiar o mesmo sotaque mineiro de outra repórter”.

  • Quinta-feira, 29 Julho 2010 / 10:12

Copa: cada um puxa sua sardinha

A manchete de hoje do ‘Estado de Minas’ é:  “BH é favorita para abrir a Copa de 2014″.
Seu texto:
“Presidente da CBF vistoria obras do Mineirão e põe capital mineira à frente de São Paulo e Brasília na disputa pelo jogo de abertura do Mundial. “Pelo fato de ter iniciado na frente dos outros, vocês hão de convir que (BH) está em vantagem”, afirmou Ricardo Teixeira”.

                                                               * * *
A colunista Sonia Racy, no seu ‘Direto da Fonte’, do ‘Estadão’:
“No almoço de ontem, que reuniu em BH Aécio Neves, Anastasia, Ricardo Teixeira e Ricardo Trade, do comitê organizador da Copa, a conversa girou entre dois temas: o Mineirão como candidato a sediar a abertura do Mundial e os impasses em São Paulo.
Aécio insistiu em saber se a resolução do imbróglio sobre a capital paulista sediar ou não a estreia da Copa ficaria para depois das eleições.
O presidente da CBF negou de forma contundente: “As eleições não fazem parte do calendário da Fifa”. E reiterou que o comitê riscará ou não São Paulo da lista antes de outubro. Teixeira disse ainda estar cansado de discutir o assunto pela imprensa. E afirmou: “Trata-se de uma questão técnica. Não política”.
                                                                * * *
Todos estão blefando.
São Paulo não perderá a abertura da Copa. Mas não dá para conversar com Alberto Goldman, em fim de mandato.
Conversa pra valer será com Geraldo Alckmin ou Aloízio Mercadante.
Mas o quadro eleitoral precisa ficar mais claro para que a conversa tenha consequencia.
O mesmo vale para Minas.
Não adianta bater o martelo com o governador Anastasia, se hoje Hélio Costa tem mais de 20 pontos de vantagem.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:43

Itamar critica discurso de Serra

Do repórter Ezequiel Fagundes, do ‘Estado de Minas’: 
“Apesar de estar no PPS, o ex-presidente da República Itamar Franco pode não acompanhar seu partido no apoio à candidatura presidencial do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Ontem, em Ouro Preto, depois de participar da solenidade do 21 de Abril, na condição de convidado especial do governo de Minas, Itamar deu sinais claros de que está fechado com a candidatura do governador Antonio Anastasia à reeleição, mas não economizou críticas à candidatura tucana à Presidência da República.
Itamar Franco condenou a estratégia adotada por Serra em sua primeira visita a Minas como candidato da oposição. Em discurso para aliados, em Belo Horizonte, na segunda-feira, Serra disse que vê pontos positivos e avanços no governo do presidente Lula. ?Antes de mais nada é preciso arranjar um discurso. Só não gosto quando o candidato de oposição, se não quer falar mal do governo, tudo bem, não fale mal, mas também não precisa elogiar. Porque, se eu elogio, se o voto é obrigatório, se eu falo que o outro candidato é bom, então o eleitor pode falar: ?Para que vamos mudar??. Isso é um contra-senso porque o eleitor que está em dúvida vai dizer então, o que não vai mudar?. Estou achando que faltam propostas para o país?, disse Itamar, em entrevista ao Estado de Minas.
Por outro lado, o ex-presidente afirmou categoricamente que vai se empenhar para reeleger Anastasia na eleição de outubro. Itamar confirmou ainda a sua intenção de concorrer a uma cadeira no Senado. ?Nossa posição é a de defesa intransigente da candidatura do governador Anastasia. Agora, em relação ao Senado, está dependendo de algumas acomodações. Em princípio, o meu partido quer, e eu estou sempre muito animado?, declarou”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:56

‘O Dia’ é campeão em queda

Trecho de Alexandre Zaghi Lemos no ‘Meio & Mensagem’:
“Onze títulos (de jornais) viram seus números encolherem durante 2009. Os dois que mais caíram foram os do Grupo O Dia, do Rio de Janeiro: O Dia (-31,7%) e Meia Hora (-19,8%). Também tiveram quedas Diário de S. Paulo (-18,6%), Jornal da Tarde (-17,6%), Extra (-13,7%), O Estado de S. Paulo (-13,5%), Diário Gaúcho (-12%), O Globo (-8,6%), Folha de S. Paulo (-5%), Super Notícia (-4,5) e Estado de Minas (-2%)”.

  • Domingo, 28 Março 2010 / 3:07

Os candidatos e o marketing

Do sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Vox Populi, no ‘Estado de Minas’:
“De onde terá saído a noção de que o marqueteiro transforma o candidato em produto, quando faz parte do beabá da profissão não misturar as lógicas da comunicação mercadológica e da comunicação política?
O que será que Serra, Ciro e Marina têm em comum? Não vale dizer que todos são candidatos a presidente este ano. Nem que os três encarnarão, com algum desconforto, a ideia de mudança contra aquela que representará a continuidade de Lula.
Talvez sejam várias as coisas que compartilham: os três foram ministros, são experientes em administrações estaduais e participaram de eleições nas capitais de seus estados. Todos conquistaram mandatos legislativos e serviram no Congresso Nacional.
Mas há, entre eles, um ponto comum de que poucas pessoas se apercebem: parece que nenhum deles gosta do marketing político e dos marqueteiros. Por quais motivos não se sabe.
Quem tem os sentimentos antimarketing mais exacerbados é a senadora Marina. Esta semana, ela e o comando de sua campanha resolveram prescindir publicamente de qualquer marqueteiro para assessorá-los nos próximos meses. Não só acham que não precisam desse tipo de gente, como querem que todo mundo saiba disso.
Alfredo Sirkis, um dos coordenadores da campanha do PV, explicou as motivações da candidata e de sua equipe: A gente não terá a figura de um marqueteiro, até porque não acha que a imagem da Marina deva ser transformada ou vendida como um produto. O que eles pensam é contratar, apenas na reta final, uma empresa para cuidar da direção de arte dos programas da TV e escalar assessores para palpitar sobre imagem, figurino e tom de voz da candidata. Tudo bem amadorístico.
De onde terá saído a noção de que o marqueteiro transforma o candidato em produto, quando faz parte do beabá da profissão não misturar as lógicas da comunicação mercadológica e da comunicação política? É na primeira aula que os marqueteiros aprendem que candidato é candidato e produto é produto.
Para ficar apenas nas nossas últimas eleições presidenciais: alguém vendeu Fernando Henrique como gasolina, cerveja, banco ou automóvel? Lula foi mostrado como sabonete, lançamento imobiliário ou calça jeans? Cada um a seu modo, foram apresentados, apenas, como candidatos. Aliás, muitíssimo bem apresentados por seus marqueteiros e equipes de marketing.
Ao usar um estereótipo singelo, o que a campanha da senadora procura é valorizar sua pretensa naturalidade (O mais forte que temos é o olho no olho da Marina com as pessoas, como diz Sirkis), que se contraporia à artificialidade do marketing. De um lado, as virtudes da espontaneidade; de outro, o pecado do que é planejado.
O modo que Serra escolheu para confirmar que é candidato, depois de meses de cobrança de seus companheiros, sugere que ele tampouco se dispõe a seguir as recomendações mais básicas do marketing político. Ao fazer de maneira quase casual um pronunciamento que todo o país aguardava, o governador deixou clara sua relutância em ouvir os conselhos que qualquer marqueteiro lhe daria. Ainda que isso signifique desperdiçar boas oportunidades de comunicação (e olha que ele precisa delas).
Seu maior desafeto na campanha se parece com ele nesse particular. Ciro gosta de cultivar a impetuosidade como estilo, de ter como padrão a falta de cuidado com a melhor estratégia de comunicação. Ser do jeito que é (e não querer mudar) já lhe custou uma década de carreira política.
Há muita autossuficiência na atitude do político que, no mundo de hoje, diz não preciso de marqueteiro, não estou nem aí para o marketing. No Brasil, o último personagem que o proclamava (e tinha razão) era Leonel Brizola, que se achava velho demais para deixar de ser caudilho. Depois dele, ficou sem graça.
Seria uma coisa se, na eleição deste ano, todos os candidatos fossem iguais nesse aspecto. Mas não são. Para Marina, Serra e Ciro o problema é que Dilma age de maneira inversa. Ela não parece ter essas dúvidas e se entrega à campanha com a disciplina e a consciência de quem reconhece que tem que aprender a se comunicar.
Do jeito que estamos indo, o risco é grande de a disputa deles com Dilma ficar ainda mais desigual do que já é”.

  • Quarta-feira, 24 Março 2010 / 3:04

Ciro e Marina, certeza do 2º turno

    Do sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Vox Populi, no ‘Estado de Minas’:
“Pelo que afirmam Serra, Ciro e Marina, nenhum deles, ganhando, mudaria as coisas que dão certo, o que não quer dizer nada para o eleitor.
Depois que concedeu sua entrevista-revelação, o governador José Serra entrou em campo. Deixemos de lado a discussão de por que resolveu fazê-lo de forma tão estranha, creditando sua escolha ao pendor que demonstra ter pelo inusitado. Das muitas coisas extraordinárias que fez nesta campanha e das muitas que, provavelmente, fará até a eleição, foi apenas mais uma.
Com ela salvo algo ainda mais esquisito, só resta uma dúvida a respeito do cardápio que o sistema político vai apresentar aos eleitores em 3 de outubro. Terá Ciro Gomes gás para manter sua candidatura? Conseguirá atrair apoios fora do PSB para aumentar seu tempo de televisão? As chances não são grandes, considerando o realismo com que se movimentam as siglas ainda não comprometidas. O mais provável é que acabem por preferir um dos polos principais.
Se ele e Marina ficarem no páreo, a hipótese de uma decisão no primeiro turno se reduz muito. Mesmo com pouca televisão, a soma de seus votos deverá ficar, no mínimo, em torno de 15% (pelo que dizem as pesquisas atuais), aos quais se deve acrescentar algo perto de 3% , que é uma estimativa razoável do que farão os vários nanicos que se animama concorrer. Nem Dilma nem Serra, mesmo nos sonhos mais otimistas,imaginam que terão vantagem tão grande, maior que 20 pontos percentuais, sobre o outro.
Sem Ciro, a possibilidade aumenta. É bom lembrar que o deputado é a primeira opção de quem só conhece dois candidatos, ele e o governador de São Paulo. Muitos de seus eleitores poderão, portanto, se interessar por outras possibilidades, à medida que as conhecerem na campanha.Dilma, principalmente, mas também Marina, vão receber parte expressiva do voto que ficará órfão se ele não garantir a candidatura. Hoje, esse voto tende a ir quase todo para Serra.
Não importa tanto, porém, se o desfecho se dará no começo ou no fim de outubro. Passa-se o tempo e o que permanece é quem ganhou,independentemente de ter sido em uma consagradora vitória no primeiro turno ou em uma disputa apertada no segundo. Para o que Lula é hoje,faz alguma diferença ele ter tido que enfrentar Alckmin duas vezes em 2006? Seria ele maior se tivesse vencido de uma vez?
O fato é que será nossa primeira eleição presidencial com um ingrediente que, na democracia, é inteiramente habitual: uma candidatura que se apresenta com a bandeira da continuidade, que promete que vai manter tudo o que faz o governo. Isso, no Brasil, já é normal nos estados e nos municípios, mas ainda não aconteceu em uma eleição de presidente da República excluídos os casos de reeleição,que são bem diferentes). E não é por acaso, pois é a primeira vez que um governo chega ao fim melhor do que começou, com um nível de aprovação popular que é mais que o dobro das expectativas positivas que reunia quando era apenas uma promessa, lá em 2002.
Na política, como em outras coisas da vida, quem ocupa uma posição limita as possibilidades de quem vem a seguir. Dilma encarna a continuidade com naturalidade (pois fez e faz parte do governo) e legitimidade, que lhe é assegurada pela única pessoa em condição de fazê-lo: Lula. Se o governo é dele, cabe a ele (e só a ele) dizer quem o simboliza na eleição. Ninguém pode se apresentar como continuidade sem seu endosso.
Só resta aos outros concorrentes um lugar igualmente nítido: o da descontinuidade, ou seja, da mudança. Ainda que nenhum candidato (fora Dilma) queira, a eleição vai se tornar, mais cedo ou mais tarde, um confronto entre continuidade e mudança.
Pelo que afirmam Serra, Ciro e Marina, nenhum deles, ganhando, mudaria as coisas que dão certo, o que não quer dizer nada para o eleitor. Segundo as pesquisas, o que a maioria deseja não é uma promessa tão óbvia, mas algo mais concreto: a continuidade mesmo, a que querem as pessoas que se encontram satisfeitas com a situação que vivem.
Quando estão insatisfeitos, os eleitores querem mudança e a procuram nas diversas formas que pode assumir, no centro, na direita ou na esquerda, de acordo com suas convicções. A mudança tem vários rostos.
A continuidade, ao contrário, é uma só. Para os que a preferem, basta saber quem a representa”.

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