• Terça-feira, 24 Agosto 2010 / 7:05

Herchcovitch vai vestir Dilma

     Da repórter Ana Flor, da ‘Folha’:
“Criticada até poucos meses atrás pelo excesso de babados, cores fortes e tecidos sintéticos, a candidata ao Planalto Dilma Rousseff (PT) passou a ter a consultoria de um dos maiores nomes da moda no Brasil para remodelar seu guarda-roupas.
Alexandre Herchcovitch, estilista que desfila coleções no Brasil e no exterior (e criador de casaco polêmico usado por Dunga na Copa), assinou contrato com a campanha na última sexta-feira para ser o “personal stylist” de Dilma. Sua missão será burilar o guarda-roupas da candidata com peças suas inéditas e de outro estilistas.
As roupas de Dilma começaram a mudar na pré-campanha, em abril, quando blusas de mangas muito curtas e babados passaram a ser alvo de críticas até da campanha.
Nas últimas semanas, entretanto, a mudança se acentuou: com as gravações de TV, a candidata passou a usar cores neutras e terninhos, mantendo um estilo mais clássico.
Transformações já haviam sido feitas no penteado e na maquiagem, realizadas pelo cabeleireiro Celso Kamura, amigo de Herchcovitch.
O estilista, que teve o primeiro contato com a candidata na sexta-feira, terá as tarefas de identificar no guarda-roupas de Dilma o que deve ficar, encontrar modelos de outros estilistas e criar peças exclusivas.
“É um trabalho parte de consultor e parte de estilista”, diz. Segundo ele, a preferência, a pedido de Dilma, será por marcas brasileiras.
Ele fez um estudo da imagem de Dilma para identificar as cores que a privilegiam. Concluiu que o melhor são cores claras e tons naturais. Uma das primeiras instruções que ele deu a sua equipe foi a de encontrar tecidos naturais em tom vermelho, que a petista precisa ter no armário.
“Meu trabalho é fazer com que a roupa seja um coadjuvante à altura”, diz ele.
Hoje, o estilista irá a Brasília para fazer uma primeira seleção no armário de Dilma, que, a partir do fim da semana, começará a receber novas peças -ele também selecionará sapatos e acessórios.
É a primeira vez que Herchcovitch faz uma consultoria particular. Nem ele nem a campanha quiseram informar o valor cobrado pelo trabalho”.
                   * * *
Segundo Sonia Racy informa no ‘Estadão’, o estilista foi quem “se ofereceu para vesti-la. A candidata (Dilma) adorou”.

  • Terça-feira, 17 Agosto 2010 / 11:32

Peregrino vai ao MP contra Cabral

   Do repórter Felipe Werneck, do ‘Estadão’
“O candidato do PR ao governo do Rio, Fernando Peregrino, protocolou ontem no Ministério Público do Rio um pedido de investigação sobre o cancelamento, pelo governo do Estado, de multas aplicadas pelo Procon à empresa de telefonia Oi/Telemar “no valor de R$ 836 milhões”.
Apoiado pelo ex-governador Anthony Garotinho, presidente regional do PR e candidato a deputado, Peregrino acusou de tráfico de influência a mulher do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB),  Adriana Ancelmo Cabral, apontada como advogada da empresa de telefonia.
“Para quem não sabe, a esposa de Cabral trabalha no escritório que presta serviços de advocacia à operadora de telefonia, além da Supervia e do Metrô Rio (concessionárias de transporte no Estado). Os interesses de Cabral são coincidentes com os da empresa e não com os da população”, afirmou Peregrino, que havia levantado o assunto no debate da TV Bandeirantes, na quinta-feira.
A resposta de Cabral veio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE),  que divulgou uma nota para afirmar que as multas, aplicadas no governo anterior, de Rosinha Garotinho, eram indevidas. “O Procon, ainda no governo anterior, aplicou multas a várias empresas no teto máximo, sem observar a proporcionalidade entre a gravidade da ofensa ao consumidor e o valor da sanção. Esse problema foi detectado pela PGE ainda no governo anterior, que suspendeu a cobrança dessas multas irregulares.”
De acordo com a Procuradoria, as multas aplicadas na época à Telemar (atual Oi) “não relacionavam a gravidade da infração cometida pela empresa ao valor cobrado”. “Os valores definidos para o pagamento eram padronizados pelo teto máximo permitido pelo Código de Defesa do Consumidor, independente da gravidade dos casos.”
Segundo a nota, por conta da falha foram canceladas 98 certidões de dívida ativa da Telemar, além de multas aplicadas a outras empresas. A nota prossegue informando que, na atual gestão, as multas foram canceladas. “O governo do Estado esclarece ainda que a cobrança da dívida ativa e o cancelamento de inscrições são de competência do procurador-geral do Estado, que tem autonomia para tanto, sem que os casos sejam submetidos à apreciação do governador.”
À noite, o escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados informou que possui um contrato com a Oi na área trabalhista, mas que não atuou no caso da Telemar. Os sócios acrescentaram que “em deferência a Adriana e a pedido dela, por princípio o escritório não advoga contra o Estado nem atua em ação na qual o Estado tenha interesse”. “Não interferimos nem atuamos em nada que diga respeito ao Estado.”
A Oi informou que “não discute assunto oriundo de debate político”. O Ministério Público alegou que só daria informações sobre a representação entregue pelo candidato do PR após sua distribuição, o que não havia ocorrido até o fim da tarde de ontem”.

  • Quarta-feira, 11 Agosto 2010 / 11:57

UPPs copia idéia de Brizola

      Os repórteres Wilson Tosta e Felipe Werneck, do ‘Estadão’, assinam hoje uma matéria sobre a visibilidade que as UPPs do Rio estão ganhando no país, principalmente depois que Dilma Rousseff aderiu a proposta durante o debate na Band.
Eis um trecho da reportagem:
“Apesar da intensa propaganda das UPPs como revolucionárias, a socióloga Ludmila Ribeiro, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas, lembra que a experiência não é nova. “Tivemos o Grupamento Prático-Escolar no início da década de 1990, no governo Brizola. Consistia na mesma ideia, com uma formação específica de policiais para atuação em áreas conflagradas. Nos anos 2000, os Grupamentos de Policiamento em Áreas Especiais chegaram a cinco favelas. Eram vistos como bem sucedidos. É preciso entender por que não deram certo e saber se as UPPs vão conseguir.”
Ela avalia como positiva a experiência da UPP no Dona Marta, a mais antiga, de 2008. Mas lembra que em algumas favelas há denúncias de abuso policial. Sobre a ideia de espalhar essas unidades pelo País, prometida por Dilma, ela ressalva: “A UPP é colocada como uma estratégia de policiamento para áreas conflagradas. Será que todo o País tem áreas como essas? Tudo vai depender de como se define UPP. Se for uma estratégia de policiamento mais próximo da comunidade, aí será extremamente positivo.”

  • Quinta-feira, 22 Julho 2010 / 14:25

Sergio Cabral rasga dinheiro

    O repórter Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’, fez uma reportagem sobre a estimativa de gastos de campanha de 18 governadores que tentam a reeleição.
Eles estão inflando em 69%, em média, suas campanhas nos estados.
               * * *
No Rio de Janeiro, Sérgio Cabral “teve sua tarefa facilitada depois da desistência de seu ex-aliado e atual inimigo político Anthony Garotinho (PR)”
Com o tempo de campanha diminuido, impedido de ter gastos com outdoor, camisetas, bonés, brindes em geral, tendo 16 partidos na sua aliança, o apoio de 91 dos 92 prefeitos do Estado, além de Lula - o político mais popular do país – e da virtual Presidente Dilma Rousseff, Cabral poderia gastar pouco. Muito pouco.
Pois ele informou ao TRE que seu orçamento é de R$ 25 milhões.
Esse valor, segundo a reportagem do ‘Estadão’ “é 158,62% superior ao que ele orçou em 2006, quando se elegeu com o apoio de Garotinho”.
                      * * *
Esse é mais um recorde de Sergio Cabral.
Seus colegas governadores, que disputam a reeleição, gastarão, em média, a imoral cifra de 69% a mais do que em 2006.
E Cabral gastará mais do que o dobro: 158,62%

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 4:01

Dilma irá a festa de Meirelles

De Sonia Racy, do ‘Estadão’:
“Dilma dá demonstração explícita de apreço ao presidente do BC. Ela faz parte do grupo de brasileiros que vai a NY participar da homenagem a Henrique Meirelles, vencedor do prêmio Homem do Ano da Câmara Brasil-Estados Unidos.
Bem como Antonio Palocci e Marta Suplicy”.
                  * * *
José Serra ficará mesmo por aqui.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: escolha a sua versão

 Da ‘Folha’:
“No dia em que foi anunciado oficialmente como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) virou alvo de críticas de aliados por declarar apoio a José Serra (PSDB) num eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT).
Ele disse ao Blog do Noblat que votaria no tucano após apoiar Marina Silva (PV) no primeiro turno. A declaração gerou incômodo entre aliados da senadora. O ex-deputado Luciano Zica classificou a fala como “lamentável”.
“Foi uma declaração infeliz. Causa estranheza, porque Gabeira é um cara experiente. Não temos o direito de escorregar agora”, disse à Folha. “Não perguntamos ao Gabeira quem ele vai apoiar no segundo turno do Rio. E se a disputa for entre Serra e Marina, ele também vota no Serra?”, provocou Zica.
Obrigado a se explicar, Gabeira disse ter respondido a uma pergunta “bem específica”: “Faz parte de um acordo meu com ele [Serra]. Eles [PSDB] me apoiam aqui no Rio, e eu apoio a candidatura da Marina. Caso haja um segundo turno em que ela não esteja presente, eu o apoio”.
O presidente do PV, José Luiz Penna, tentou contemporizar: “Estamos trabalhando para vencer. Temos que ser generosos com quem escorrega nas cascas de banana”.
Segundo Gabeira, Marina e Serra participarão de seu programa de TV. “Vou fazer a campanha da Marina. Eventualmente posso me encontrar com o Serra, dependendo das circunstâncias”, disse.
A chapa ao governo do Rio foi confirmada ontem, em aliança com PSDB, DEM e PPS. O ex-deputado tucano Márcio Fortes, tesoureiro de Serra na eleição de 2002, deve ser o vice.
O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) tentará ao Senado, e a outra vaga deve ser de Marcelo Cerqueira, do PPS. O PV ainda tenta emplacar a vereadora Aspásia Camargo”.

                          * * *

De Alfredo Junqueira, do ‘Estadão’:
“Após seis meses de impasse, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) confirmou ontem sua candidatura ao governo do Estado do Rio e oficializou a aliança com PSDB, DEM e PPS. O acordo, sacramentado depois de três horas de reunião, também prevê a participação do parlamentar em atos de campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra.
Até o encontro de ontem, Gabeira e lideranças do PV do Rio mantinham firme a posição de que só fariam campanha para Marina Silva, nome do partido à sucessão do presidente Lula. Os compromissos de Serra no Rio seriam acompanhados apenas pelos candidatos a vice e ao Senado da coligação – indicados pelos demais partidos. O pré-candidato do PV ao governo do Rio confirmou que Serra e Marina participarão da convenção que oficializará seu nome, em junho.
“Pretendemos lançar no dia 23, de manhã. Vamos começar a mobilização. Não será ainda com a presença dos candidatos à Presidência porque nós preferimos que eles venham na convenção”, explicou Gabeira.
Indicado como candidato a vice na chapa de Gabeira, o ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB) confirmou que o acordo possibilitará a elaboração de uma agenda de pré-campanha de Serra no Rio. Fortes confirmou a presença de Gabeira nos eventos de Serra no Estado.
“O Gabeira anda com ele”, disse Fortes. “O Serra tem um palanque. A Marina também tem. Mas o Serra tem um palanque bom, uma candidatura vitoriosa, que pode ganhar a eleição e não terá limites. Nossa coligação é adotada por todos universalmente e fará uma bela campanha à Presidência da República. Tanto para o Serra quanto para Marina”, avaliou o tucano.
Pivô da crise que se instaurou entre os partidos, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) teve sua candidatura ao Senado confirmada na reunião de ontem. O PV do Rio resistia em formalizar a aliança tendo ele como representante dos Democratas. Apesar do acordo, os verdes também confirmaram que a vereadora Aspásia Camargo concorrerá ao Senado.
Caso a Justiça Eleitoral se manifeste contrariamente ao lançamento desse tipo de candidatura independente, o partido não criará embaraços para a coligação – de acordo com o presidente da legenda no Rio, Alfredo Sirkis. O outro nome da aliança ao Senado será o advogado Marcelo Cerqueira, do PPS.
“Gabeira já disse que o melhor candidato ao Senado é o Cesar Maia e confirmou que fará campanha para ele”, disse a deputada federal Solange Amaral (DEM), representante do partido e do ex-prefeito na reunião.
Apesar do acordo, Gabeira terá de lidar com resistências veladas. O próprio presidente regional do PSDB, o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, saiu da reunião logo no início. Com ar contrariado, confirmou a aliança, mas disse que a prioridade era a eleição de Serra”.
               
                    * * *

Do repórter Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“Em encontro ontem, na sede do PPS no Rio, para formalizar a coligação PV-PPS-DEM-PSDB, os partidos anunciaram que o pré-candidato ao governo fluminense pelo PV, deputado federal Fernando Gabeira, apoiará, no primeiro turno, dois pré-candidatos à Presidência: Marina Silva (PV) e José Serra (PSDB). Os dois participarão juntos, em junho, da convenção da aliança no estado. Foi anunciada ainda a chapa de Gabeira para o Senado, que terá o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) e o ex-deputado federal Marcelo Cerqueira (PPS).
- O Serra tem agora um palanque bom, forte, no Rio. A Marina também tem. Nossa coligação está montada. Foi adotada por todos universalmente e vai fazer uma bela campanha para presidente da República. Tanto do Serra, quanto da Marina. O Gabeira não é mais candidato do PV. Ele é candidato da coligação – afirmou Márcio Fortes, um dos coordenadores da campanha de Serra no Rio e provável vice na chapa de Gabeira.
Coordenador da campanha de Marina, o presidente do PV no Rio, vereador Alfredo Sirkis, lembrou da atual situação no Acre:
- Existe uma situação similar no Acre. A Marina apoia a candidatura do (senador) Tião Viana (PT) ao governo. É claro que ele tem todo o interesse de recebê-la (Marina), embora a sua candidata não seja ela. Mas Gabeira vota na Marina.
O lançamento da candidatura de Gabeira deverá ocorrer em 23 de maio. O pré-candidato, no entanto, disse que Serra e Marina só estarão juntos na convenção:
- Os dois (Serra e Marina) estão convidados e estarão presentes. Isso foi conversado aqui (na reunião).
Mesmo com resistência, os partidos confirmaram Cesar Maia para concorrer a uma das duas vagas ao Senado. O PV, que lançou a vereadora Aspásia Camargo como pré-candidata ao Senado, dependerá de uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a viabilidade da chapa com mais de dois nomes a senador. O ex-prefeito não foi à reunião.
- Qualquer problema no caminho não comprometerá a coligação – disse Gabeira, referindo-se a uma suposta negativa à consulta do PV para lançar Aspásia.
Participaram ainda do encontro o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, o ex-governador Marcello Alencar e a vereadora Lucinha, pelo PSDB, e os deputados federais Solange Amaral e Índio da Costa, pelo DEM. O presidente regional do PSDB, José Camilo Zito, deixou a reunião logo no início”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:52

‘O Globo’ e a velha má vontade

Estadão: ‘Lula é eleito o mais influente do mundo, pela revista “Time”.
Folha: ‘Lula é eleito o líder mais influente do mundo pela revista “Time”.
O Globo: “Time” elege Lula um dos líderes mais influentes.
Viva a má vontade!!!

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

Tortura, crime contra humanidade

O jurista e professor aposentado de Direito da USP, Dalmo Dallari, subscritor da ação que pede a punição dos torturadores durante o regime ditadorial, acredita que o Brasil se vê em situação “desmoralizante e humilhante”, pois é o único país da região que não condenou os que torturam e mataram, ao contrário da Argentina, Chile e Uruguai. Ao ‘Estadão’, ele deu uma curta entrevista, afirmando que “já passa da hora de o país fazer o mesmo”.
“- A tortura não integraria os crimes conexos de que fala a Lei?
- Não. A legislação fala de crimes políticos conexos, mas a tortura não é um crime conexo. Civis e militares que praticaram esta vilania não agiram politicamente, mas profissionalmente, cometendo um crime horrível.
- O que é esse crime, então?
- A tortura é um crime contra a humanidade. Nem precisaria mudar a lei antiga, apenas interpretá-la da forma adequada, para concluir que esta agressão ao conceito de humanidade não está coberta pela Lei de Anistia.
- O Brasil poderia responder internacionalmente em caso de não promover a mudança na Lei?
- O País é signatário de vários tratados internacionais nas quais a tortura é citada como um crime contra a humanidade. Se não fizer a mudança, responderá por descumprimento de um preceito mundial. Se a transgressão é um crime contra a humanidade, somente a humanidade poderia perdoá-la. Uma lei de qualquer Estado que seja não tem este alcance.
- Qual é a sua expectativa com o julgamento?
- Haverá contestações, mas o STF vai promover o entendimento correto da lei”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

Caixa 2 de Arruda tem ‘Sarney’

Do repórter Leandro Colon, do ‘Estadão’:
“Um documento da contabilidade de caixa 2 da campanha do ex-governador José Roberto Arruda lista o nome “Sarney”. A anotação manuscrita foi feita pelo próprio Arruda, como comprova perícia feita a pedido do Estado. À frente do nome “Sarney”, o documento registra a anotação de uma quantia e quanto teria sido efetivamente pago: “250/150 PG”.
O apontamento isolado do nome “Sarney” não permite indicar a quem da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), supostamente se refere. Segundo a perícia, as letras “PG” foram escritas pelo tucano Márcio Machado, um dos arrecadadores do caixa 2 do governador cassado que, depois de vencida a eleição, virou secretário de Obras do Distrito Federal.
Em janeiro de 2007, no mês em que Arruda (ex-DEM, hoje sem partido) tomou posse, o secretário Márcio Machado esqueceu em cima da mesa de uma emissora de televisão, em Brasília, duas planilhas. A primeira, publicada pelo Estado no dia 4 de dezembro do ano passado, continha os nomes de 41 empresas que teriam doado para o esquema de caixa 2 da campanha de 2006 do então candidato do DEM ao governo do Distrito Federal. Machado admitiu que era o autor das anotações.
A segunda planilha, com nove nomes, é que foi submetida ao laboratório de perícia de Ricardo Molina. O perito afirma que foi escrita pela mão do ex-governador Arruda a relação de cinco desses nove nomes onde, na quinta anotação, aparece “Sarney – 250/150 PG”. Para chegar a essa conclusão, Molina comparou o documento da contabilidade do caixa 2 com uma carta escrita recentemente por Arruda, também de próprio punho, no dia 11 de fevereiro. A carta, com horário registrado das 17 horas e intitulada “Aos amigos do GDF”, foi escrita minutos depois de Arruda ter a prisão decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“Conclusões seguras”. A análise da perícia técnica diz que os trechos escritos “permitem conclusões seguras” sobre os nomes listados nesta ordem: “1-Izalci-300/200-OK”, “2-Chico Floresta-80-OK”, 3-Ronaldo-Via-OK-500/2×200-1×150″, “4-J.Edmar-1.000/100PG+120+800″ e “5-Sarney-200/150PG”. E acrescenta: “Os nomes listados nos números de 1 a 5 foram certamente produzidos pelo punho escritor do governador Arruda.” O trabalho da perícia, assinada no dia 7 de abril, concluiu de maneira categórica: “Acima de qualquer dúvida razoável, podemos afirmar que a escrita cursiva emanou do punho do governador José Roberto Arruda.”
Em dezembro do ano passado, quando o Estado publicou a primeira reportagem sobre as anotações do caixa 2 de Arruda, Márcio Machado admitiu a autoria da tabela com os nomes das 41 empresas, mas disse que não saberia dizer quem era o responsável pelo documento que menciona “Sarney”. Agora, o perito Ricardo Molina desfaz a dúvida: “Existe, portanto, uma conexão de fato entre os dois documentos questionados.”
Comparando os “PGs” da planilha de Machado, a perícia concluiu que a anotação “PG” à frente dos valores ligados a “Sarney” também é do arrecadador de Arruda que virou secretário de Obras. Por causa do escândalo do “mensalão do DEM”, o PSDB exigiu a saída do tucano do governo e da presidência regional do partido no DF.
Em dezembro, Machado disse ao Estado, por meio de seu advogado, que a planilha era uma projeção de doações que seriam solicitadas às empresas por meio do tesoureiro oficial da campanha, José Eustáquio Oliveira. O tucano diz que não se recorda dos números nem acompanhou essas doações. Os dois documentos – o de Arruda e o de Machado – estão em poder do Ministério Público”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

PP consegue rachar em 3 partes

O PP, de Francisco Dornelles, dá nó em pingo d’água. Eles conseguiram dividir o partido em três partes exatamente iguais. Por isso adiaram para junho sua decisão sobre a sucessão presidencial. Veja a reportagem da repórter Christiane Samarco, do ‘Estadão’:
“A candidata petista Dilma Rousseff teve apenas uma voz em sua defesa na primeira reunião que a Executiva Nacional do PP promoveu ontem, com a bancada federal do partido, para discutir a sucessão de 2010. O único pepista que defendeu a tese do “apoio já” ao PT na corrida presidencial foi o ex-líder na Câmara Mário Negromonte (BA).
Apesar do entusiasmo geral com o aceno do PSDB ao presidente do partido, senador Francisco Dornelles (RJ), cotado para vice na chapa presidencial de José Serra, ninguém defendeu o atrelamento imediato à candidatura tucana.
A Bahia de Negromonte e o Rio de Janeiro de Dornelles são dois dos nove Estados em que as regionais do PP apoiam a candidatura Dilma, segundo levantamento da direção partidária.
O mapa do PP na corrida eleitoral revela que o partido que comanda o poderoso Ministério das Cidades está rachado em três grupos rigorosamente do mesmo tamanho. Pepistas de outros nove Estados defendem o atrelamento à candidatura Serra e os nove restantes preferem a independência.
O partido definiu como prioridade ampliar a bancada da Câmara e a do Senado, que tem no senador Dornelles seu único representante.
Neste cenário de racha partidário, a executiva do PP tomou três decisões ontem, anunciadas ao final da reunião pelo próprio Dornelles.
Os Estados têm independência total para fazer alianças com quem bem entenderem. A Executiva Nacional pede apenas que todas as regionais se posicionem sobre a disputa presidencial até o fim de maio e informem à direção partidária.
Todos os militantes do PP têm o direito de conversar e discutir com quem bem entenderem sobre a disputa nacional, desde que deixem claro que a posição partidária será definida pela executiva nacional, em junho.
O PP é objeto de desejo do PT e do PSDB porque pode render ao presidenciável do partido mais 2 minutos e 40 segundos diários ao longo dos 45 dias de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. É isso que, na avaliação do tucanato, vale a vice para o PP. “O convite do PSDB ao partido para ser ator principal na sucessão empolga, mas a decisão só será tomada lá na frente, e o partido cumprirá o compromisso de dar sustentação ao governo até o final”, disse o líder na Câmara, deputado João Pizzolatti (PR).

PARTIDO DIVIDIDO NOS ESTADOS

Levantamento interno feito pela direção do PP mostra que neste momento partido está rachado em três, o que reforçaria a tese da independência na disputa presidencial
Apoio a Dilma Rousseff
Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro
Apoio a José Serra
Rondônia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Onde apoio ainda está indefinido
Amazonas, Amapá, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Mato Grosso e São Paulo”.

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