• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

Cabeça de Ciro atende a cacique

A cabeça de Ciro Gomes está valendo, até agora, muito pouco para o PSB.
Até agora, o único que ganhou foi o senador Renato Casagrande, que se candidatará ao governo do Espírito Santo, com o apoio do PMDB, do governador Hartung, e do PT.
Na verdade, o PT – beneficiário da cabeça de Ciro – não entrou com nada. No Espírito Santo quem perdeu foi o PMDB, cujo vice Ricardo Ferraço dividia, com Casagrande, a preferencia do eleitorado.
O que o PT fez foi apenas acompanhar o PMDB.
Casagrande, como secretário-geral do PSB, é o segundo nome na hierarquia do partido e não tem absolutamente nada a perder, já que seu mandato, no Senado, vai até 2015.
Mesmo se for derrotado nas urnas, ele terá mais quatro anos de mandato.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:00

Pré-sal e o tapetão como estrategia

 Sergio Cabral é mesmo um fanfarrão.
Reuniu uns poucos deputados, e mais o governador do Espírito Santo, ontem à noite, no Palácio Laranjeiras, para traçar a “estratégia parlamentar” que iria mudar o relatório do deputado Henrique Alves, líder de seu partido, sobre o projeto do pré-sal, que diminui a parcela destinada aos estados produtores de petróleo.
O relator prevê 18% de royaltes para os estados produtores, e eles querem 33%.
Ao final do encontro, ele informou que pedirá ao Presidente Lula que mude o projeto.
Ou seja: não existe estratégia parlamentar. Existe uma tentativa de ganhar no tapetão.
E é óbvio que Lula não vai brigar com o PMDB, com a maioria do Congresso e mais com os 24 estados, para atender o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.
José Serra, governador de São Paulo, um dos estados produtores, sentiu o ridículo que seria a reunião e pulou fora.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:31

Cabral ataca modelo de Lula

  Dois secretários de Estado acabarão levando Sergio Cabral a romper com o Governo Lula.
No jantar de ontem, no Palácio das Laranjeiras, o governador pediu a Julio Bueno e a Joaquim Levy que fizessem uma explanação inicial.
Os dois atacaram violentamente o modelo proposto pelo Presidente da República, na mesma noite em que Lula foi  à TV defender o pré-sal.
Julio Bueno nunca escondeu de ninguém que seu ídolo continua sendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem serviu na BR. Já Joaquim Levy continua magoado com Lula, que o demitiu.
No jantar, um deputado levantou-se para dizer que estava ali para defender os interesses do Rio, e não para discutir o modelo proposto pelo Presidente. A mesma tática de condenar o modelo vem sendo utilizada por Sergio Cabral, orientado pelos secretários tucanos, o que vem irritando o Planalto.
O fato é que o Rio de Janeiro está isolado na Federação: São Paulo nunca esteve de seu lado, e o Espírito Santo já o abandonou.
Dos 46 deputados, apenas 27 estiveram no Laranjeiras, sendo que três dos que compareceram eram suplentes.
Os parlamentares foram obrigados a enfrentar, na porta do Palácio, uma manifestação de mais de 200 professores e proprietários de vans.

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