• Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:12

Pizza vai pro forno amanhã

 O senador Eduardo Suplicy não está entendendo nada.
Ele quis saber de Sarney, há pouco, a que horas o presidente do Senado fará o seu discurso amanhã.
Sugeriu também que Paulo Duque adie a reunião do Conselho para quinta-feira.
Sarney respondeu que, como fará um discurso na qualidade de senador, e não como presidente da Casa, ele não poderá anunciar a hora de antemão, “pois sou igual a todos os senhores”.
E nem Paulo Duque adiará reunião alguma.
O cenário já foi armado e o ‘script’ está pronto.
Duque absolve Sarney, e Sarney renuncia a presidencia.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:11

Sarney já sabe o que fará amanhã

O senador  José Sarney ouviu, agora há pouco, o discurso do líder do PSDB, Arthur Virgílio, que mais uma vez pediu o seu afastamento da presidência da Casa.
Ao final, Sarney disse que responderia amanhã ao pronunciamento de Virgílio.
Amanhã também, pela manhã, será  instalada a Comissão de Ética do Senado.
O Senador Paulo Duque, presidente da Comissão, tem dois caminhos: ou aceita as representações contra Sarney – ou pelo menos uma delas - ou decide arquivá-las.
E Sarney, discursando à tarde, depois da decisão tomada por Duque, terá também dois caminhos: acusado, ele reafirma que continua presidente ou sai para defender-se, o que é praticamente impossível.  Absolvido, continua na presidência, mas alvo de todo o tipo de pancadaria, ou renuncia a presidência, já que após o exame das representações nenhum delas se concretizou.
Talvez seja essa o caminho que Sarney tenha escolhido.
Paulo Duque o absolve  pela manhã,  e à tarde,  Sarney,  num gesto que ele considera de grandeza, deixa a presidência da Casa, não sob suspeita, mas como um político absolvido de todas as acusações a que foi “vítima” e, por isso, não tem mais o que explicar.
Novas representações nesse caso, só poderiam ser apresentadas sobre fatos novos.
Não caberiam mais representações sobre os delitos conhecidos. Estes já teriam sido objetos de exame e foram arquivados.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:07

‘Estadão’ tem café no bule

O jornal ‘Estado de S.Paulo’ publicou, há dias, trechos de gravações telefônicas envolvendo Fernando Sarney, seu pai senador, e a filha Beatriz.
Nas conversas gravadas, eles acertavam a contratação, no Senado, do namorado de Bia.
Por isso, Fernando entrou na Justiça e obteve uma liminar que proibe o ‘Estadão’ de continuar dando notícias sobre a ‘Operação  Boi Barrica’, da Polícia Federal.
Imaginava-se que esse acerto fosse o fato mais grave do processo.
Mas como Fernando apressou-se em ir a Justiça para implantar a censura no jornal, tudo leva a crer que existe muita mais coisa que, para ele, deve permanecer coberta pelo manto do sigilo.
Portanto, quando a censura for suspensa, teremos novidades.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:06

José Dirceu tem novos amigos

Diz hoje o ministro José Dirceu em seu blog:
?Os trabalhos parlamentares recomeçam e a mídia não desiste de sua campanha. Inconformada já que sua pressão para calar os que apóiam o senador José Sarney (PMDB-AP) não funcionou, transforma a defesa do presidente do Senado por senadores aliados, ou as denúncias comprovadas contra senadores da oposição ou dissidentes do PMDB, em ?bate boca? e ?baixarias?.
Traduzindo:
1 – José Dirceu diz que existem ?denúncias comprovadas? contra Pedro Simon, já que ele foi o dissidente do PMDB que ontem discursou e, por isso, foi dura e covardemente atacado.
2 ? José Dirceu aplaude a atuação dos ?senadores aliados? que, para defender José Sarney, não se envergonham em chantagear e tentar humilhar o senador Pedro Simon. Os aplausos do ministro vão para Renan Calheiros, Fernando Collor, Wellington Salgado e Papaléo Paes
Esse são os novos amigos de José Dirceu.
Não se surpreendam se amanhã ele aplaudir Paulo Duque.
E durma-se com um barulho desses.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:06

Senado é um poço sem fundo

Quando se pensava que o Senado já estivesse no fundo do poço, vê-se que o poço ainda tem mais fundo.
Os discursos pronunciados hoje pelo senadores Renan Calheiros e Fernando Collor são prova disso.
Vamos assistir ao próximo capítulo, na certeza que, não existe a menor dúvida que tudo isso não irá acabar bem.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:02

É o fim do caminho…

O cambalacho promovido por Fernando Sarney que resultou na censura ao jornal ‘Estado de S.Paulo’, sepulta definitivamente qualquer chance de seu pai, o atual presidente do Senado, de recuperar sua biografia.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:01

Sarney se diz vítima da mídia

O senador José Sarney em artigo hoje. na ‘Folha’, fala sobre o “Fim dos Direitos Individuais”, e se coloca como vítima da imprensa: “Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?”
É o seguinte o artigo de Sarney:
“A teorização da arte da política começa com Aristóteles. Ele foi o primeiro a querer saber tudo sobre o seu tempo e como os homens faziam para gerir essa máquina do tempo. Baixinho e careca, não lhe faltava senso de humor. Contam que lhe indagaram por que gostava de belas mulheres, e ele respondeu que só um cego lhe indagaria isso.
Mas larguemos as mulheres e voltemos à política, a arte de harmonizar conflitos, já que é mais esta do que ciência. Hitler tinha horror à política. Na tentativa de evitar a Guerra Mundial, um seu general disse que era chegada a hora da política e ele respondeu: “abomino a política”. O ser autoritário é sempre amargurado com a política: o move a força como solução e, para alcançá-la, veste-se do ressentimento, da inveja, do puritanismo, como uma máscara para esconder a hipocrisia.
O conde Afonso Celso, que escreveu um livro delicioso sobre os anos que passou no Congresso, conta que dois grupos eram constantes em cada legislatura, embora mudassem os seus integrantes: os que viviam à custa da honra da Casa e os que faziam política à custa da honra dos colegas. Em geral, eram sepulcros caiados.
Foi Lênin quem aplicou como método as leis da guerra à política. Ele não a via como um instrumento democrático para a conquista do poder, mas como uma disputa cuja finalidade não era o jogo das ideias, e sim, como na guerra, uma luta entre inimigos não para vencer o adversário, mas exterminá-lo -e nisso toda crueldade devia ser usada. Daí o pensamento dele tão divulgado de que os fins justificam os meios. Quem lê os seus textos sobre o uso do terror fica arrepiado, porque seus exemplos são buscados nos piores momentos do terror da Revolução Francesa, em 1793/94.
Hoje, com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde. O adversário deve ser morto pela tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação, qualquer que seja o método do vale-tudo, desde o insulto, a calúnia, até a invenção falsificada de provas.
Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?
Há alguns anos discutimos esses temas numa Conferência das Nações Unidas em Bilbao. Conclusão: saímos todos certos de que acabou a privacidade e os direitos individuais estão condenados a serem dinossauros de letras nas Constituições”.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:01

Antes tarde do que nunca

Disse hoje o Presidente Lula:
“Não é um problema meu. Não votei para eleger o presidente Sarney a presidente do Senado, nem para senador. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem que decidir se ele fica presidente é o Senado”.
Até que enfim!

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:01

É preciso fazer a faxina

Quando a crise do Senado começou, o presidente José Sarney disse que não havia sido eleito para varrer o lixo da cozinha da Casa.
Na eleição do próximo ano, os senadores que disputarem novo mandato ? dois terços serão renovados  ? serão varridos com o lixo pelo eleitorado.
O candidato que incluir o vocábulo ?faxina? em seu discurso, seja ele de que partido fôr, estará eleito.
A vassoura e o espírito janista está de volta.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:01

A frase do dia

Do governador de Minas, Aécio Neves:
“O Senado precisa renovar-se, precisa modernizar-se, precisa oxigenar-se, e isso já era para ter sido feito há muito tempo”.
Renovação, modernização e oxigenação é com ele mesmo.

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