• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:22

Governador do DF tem quatro processos

Das repórteres Fernanda Odilla e Larissa Guimarães, da ‘Folha’:
“Enquanto luta para se manter no poder, o novo governador interino do Distrito Federal, Wilson Lima (PR), responde a processo na Justiça por improbidade administrativa.
Ele e outros quatro deputados são réus em ação movida pelo Ministério Público do DF por terem assinado ato de criação de cargos de confiança em 2008, contrariando a lei. Lima era o responsável pela área de pessoal da Câmara do DF.
Movida em outubro, a ação questiona deliberação da Mesa que recriou cargos no fundo de saúde dos deputados. Quinze dias antes de os cinco distritais assinarem o documento, o Tribunal de Justiça do DF havia considerado os cargos ilegais.
O Ministério Público pediu a suspensão dos direitos políticos e multa de R$ 1,2 milhão para Lima e cada um dos outros integrantes da Mesa.
“Os membros da Mesa agiram dolosamente, alinhados contra os princípios da administração pública, restando configurado o ato de improbidade”, afirma a denúncia.
O processo está em fase de apresentação da argumentação dos distritais. A defesa de Lima sustenta que a denúncia “beira as raias do absurdo”. Alega que houve apenas mudança de nomenclatura de dois cargos.
O novo governador também tem uma dívida com a Fazenda Pública do DF, que acionou a Justiça contra seu supermercado. Segundo o processo, o débito de R$ 20 mil foi parcelado e já está sendo quitado.
Pesa ainda sobre Lima a suspeita de ter alterado, em 2006, o Plano Diretor do Gama, cidade onde vive, liberando terrenos residenciais para construir postos de gasolina. Relator do projeto, teria mudado o texto para beneficiar amigos.
Ele ainda é suspeito de desviar servidores da Câmara Legislativa para trabalhar no Instituto Wilson Lima, que oferece cursos profissionalizantes.
Lima nega todas as acusações.
No inquérito da Caixa de Pandora, há só uma citação lateral sobre Lima. Em folha apreendida na casa de um secretário do governador afastado José Roberto Arruda, as iniciais WL aparecem junto ao nome de outros deputados distritais, sem valores, com números soltos e a inscrição “balanço”.
Por avaliar como inconsistentes as acusações, a base aliada de Arruda se mobilizou ontem para tentar blindar o DF contra a possível intervenção.
Com a ameaça de o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar a entrada de um interventor, Wilson Lima, que é aliado de Arruda, passou o dia tentando dar provas de estabilidade. Reuniu secretários e pediu relatório das principais ações em andamento.
Lima marcou um encontro no Tribunal de Contas para anunciar a suspensão de pagamentos de contratos com empresas citadas no inquérito que investiga o mensalão do DEM e pediu urgência nas auditorias.
O novo governador não deu entrevista. Mandou apenas um recado por assessores: “A intervenção não é oportuna”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:24

Arruda chantageia Rodrigo Maia

Uma reportagem de Diego Escosteguy publicada hoje na ‘Veja’ informa que Arruda está chatageando o presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia:
“O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM, resolveu algemar-se ao cargo. Acossado pelas irretorquíveis evidências de que comanda um propinoduto no governo de Brasília, Arruda recusa-se a renunciar ? e vai seguindo coxo no posto, à base de chantagem e de pancada. Viu-se a tática da brutalidade na quarta-feira da semana passada, quando a polícia de Brasília espancou manifestantes que ocupavam as ruas da capital para exigir a saída dele ? na maioria, aliás, integrantes do PT e adjacências que não fizeram o mesmo no caso do mensalão de Delúbio Soares. A chantagem, por sua vez, corre em silêncio. Ela começou quando os dirigentes do DEM, diante dos estragos provocados pelas imagens do governador e assessores recebendo maços de dinheiro, ordenaram que o colega deixasse o partido. Arruda estrilou, ameaçando revelar como a propina arrecadada no governo de Brasília também estufa os bolsos de decanos do partido. Desde então, o governador mantém em sua mira os senadores do DEM e, sobretudo, o deputado Rodrigo Maia, o presidente da legenda. Para intimidar inimigos e até aliados, Arruda tem recorrido aos métodos de seu algoz, o delegado Durval Barbosa: diz ter vídeos e provas de corrupção contra todos.
Até agora não apareceu nada, mas alguns democratas entraram em pânico e, já nos primeiros momentos da crise, cederam aos desejos do governador. Arruda queria tempo. O partido deu dez dias para ele apresentar sua defesa. Era o prazo necessário para o governador obter uma decisão favorável no Tribunal Superior Eleitoral que lhe garantisse a permanência no DEM ? sem que isso acarretasse prejuízo político para a direção da sigla. Arruda garantia, sabe-se lá com quais argumentos, que o advogado Marcelo Ribeiro, ministro do TSE, iria mantê-lo no partido. O governador impetrou um mandado de segurança, mas a estratégia deu errado: apesar de cair nas mãos do ministro Ribeiro, este declarou-se impedido. O caso foi, então, parar na mesa da ministra Cármen Lúcia, que indeferiu o pedido do governador. Sem saída, Arruda deixou o DEM. Por uma questão de prazo eleitoral, ele não pode mais se filiar a outro partido ? e, portanto, está impossibilitado de concorrer a qualquer cargo no pleito do ano que vem.
O governador disse que pretende dedicar-se agora a cumprir o que lhe resta de mandato. Mas talvez não haja chantagem suficiente para segurá-lo no posto. Ele enfrentará um processo de impeachment na Câmara de Brasília ? e os imprevisíveis desdobramentos das in-vestigações, que poderão esbarrar na conexão nacional que Arruda tanto alardeia nos bastidores. O elo nem tão perdido entre o DEM e Arruda atende pelo nome de Paulo Roxo, lobista apontado como “achacador” de fornecedores do governo do DF. No Carnaval deste ano, Roxo levou os deputados Rodrigo Maia e ACM Neto para passear na Itália. Tomaram bons vinhos e visitaram a pista da Ferrari, em Maranello. Antes de o escândalo vir a público, Roxo, Arruda e Maia planejavam divertir-se com a família na Disney, em janeiro”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:19

A verdade sobre o painel do Senado

No dia 1º de novembro, o governador José Roberto Arruda deu uma entrevista ao repórter Kennedy Alencar, para o programa ?É Notícia?, da Rede TV.
Revendo o terceiro bloco do programa, no site da emissora, é espantoso como Arruda ? dizendo que a mentira o incomodava ? continua mentindo.
E o pior. Mente, e deixa a entender que o criminoso foi um morto: o senador Antonio Carlos Magalhães.
Vamos aos fatos.
Em 2001, o  senador e empresário Luiz Estevão sofria um processo de cassação no Senado, pois sua empresa era a construtora do prédio super faturado onde funcionaria a Justiça do Trabalho, em São Paulo, presidida pelo famoso juiz Lalau.
A punição contra o juiz era ponto de honra para ACM, que estava numa cruzada contra a corrupção. E a punição de Estevão era do maior interesse de Arruda, pois os dois disputavam votos na mesma cidade e eram antigos rivais.
Arruda, engenheiro de profissão, foi quem sugeriu a ACM a violação do painel. Não fez sozinho, pois necessitava do aval do presidente do Senado para solicitar a ilegalidade aos funcionários da Casa.
Portanto, a idéia foi de Arruda, e as providências foram tomadas por ele. Tanto que o envelope, com o voto de cada um dos senadores, foi entregue a ele, e não a ACM. Ele mesmo confessa que leu o relatório primeiro e, depois, foi ao gabinete do presidente.
Portanto, seu crime não foi apenas o de ler um papel que deveria ser sigiloso. Ele foi o arquiteto do crime, e mentiu durante cinco dias dizendo que nada sabia sobre o assunto.
Arruda é homem bastante inteligente e a violação do painel do Senado, na verdade, foi um golpe de mestre.
Ele queria ter apenas uma certeza: a de que Luiz Estevão seria cassado.
E por isso violou o painel.
Estevão era poderoso, articulado e temido por todos, além de pertencer a maior bancada do Senado. Portanto, tinha chances, através do voto secreto, de livrar-se da cassação.
Se Estevão fosse absolvido, Arruda subiria a tribuna, com a relação dos votantes, e diria que recebeu o envelope de um anônimo em seu gabinete.
Ao exibir os votos, estaria provada a violação do painel, e a absolvição de Estevão seria anulada.
Nova votação seria marcada, com tempo suficiente para pressionar, politicamente, aqueles que votaram com Estevão.
Como o senador foi cassado, Arruda perdeu o interesse pelo voto de cada um, já que seu intento já havia sido alcançado.
Por isso, levou o papel imediatamente ao presidente Antonio Carlos Magalhães, político experiente, mas que adorava um fuxico.
Foi a indiscrição do todo poderoso ACM que fez o caldo entornar.
O poder de Antonio Carlos não o bastava. Era preciso exibi-lo. E durante meses ele fez comentários sobre aquela votação.
E Arruda, que mentiu descaradamente durante dias sobre o assunto, acabou – junto com ACM – tendo de renunciar ao mandato de senador, onde era líder do governo FHC, para evitar a cassação por seus pares.
Portanto, o crime de violação do painel foi idealizado, solicitado, e recebido por um único homem: José Roberto Arruda.
Na época ele mentiu, em parte. Hoje, com ACM morto, sua mentira foi ampliada.
Mentir para ele é fácil.
Chorar também.
O difícil será conquistar um novo mandato.
Arruda simboliza hoje o que existe de pior na política brasileira.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:19

Arruda contra o mau olhado

De um gaiato de plantão:
“Esse negócio que arruda afasta mau olhando é tudo mentira.
E olha que não é só o caso do governador de Brasília.
Lembra da Geysa, a menina expulsa da Universidade porque usava mini-saia? O sobrenome dela é Arruda…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:18

O futuro de Arruda

As conseqüências da expulsão de José Roberto Arruda do DEM:
1. Ele não poderá se candidatar a reeleição. O candidato precisa estar filiado a um partido político no mínimo 12 meses antes do pleito. Portanto, Arruda não tem mais tempo para procurar outro partido, se que é que algum partido ? mesmo os de aluguel ? aceitasse a sua filiação nesse momento.
2. Caso renuncie ao mandato, Arruda corre o sério risco de ser preso, pois perde o foro privilegiado.
3. Seu governo, embora continue de direito, acabou de fato na sexta-feira, dia 27. Portanto, as duas mil obras em andamento em Brasília, que seriam inauguradas até abril, quando a cidade comemora 50 anos, terá outro cidadão como mestre de cerimônia.
4. Cristovão Buarque que era candidato a reeleição para o Senado, será forçado a se candidatar a governador do DF.
5. Mas o maior beneficiário de toda essa confusão é Joaquim Roriz, o mestre de Arruda, que poderá voltar a governar o Distrito Federal pela quinta vez.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:18

Arruda está morto

O ex-prefeito Cesar Maia, em seu blog, não publica hoje uma única linha sobre o escândalo em que se envolveu o governador de Brasília, José Roberto Arruda.
Existe um ditado que diz: ?Quem cala consente?.
No caso de Arruda, o ditado deve ser lido exatamente ao contrário.
O silêncio de Cesar quer dizer: ?Quem cala condena?.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:18

Kassab acha denuncia grave

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse a ‘Folha’ que as acusações contra seu companheiro de partido, o governador josé Robero Arruda, são “graves e consistentes”. Ao repórter Rubens Valente ele concedeu a seguinte entrevista:
- Que atitude o governador Arruda deve tomar?
- As denúncias são muitos graves. Elas têm consistência. É evidente que o governador vai, ao longo do dia, fazer esclarecimentos ou manifestações que julgar adequados. Ele tem obrigação de fazer esses esclarecimentos. E tenho certeza -e é a nossa expectativa- é que o fará. Mas as denúncias são muito graves.
- Como o partido recebeu essas denúncias, como foi a discussão interna no partido sobre isso?
- Eu não pertenço à direção. Vi pelos jornais que [os dirigentes] estão reunidos. Mas imagino que o partido esteja atento porque, em algum momento, vai precisar se posicionar. E que seja o mais rápido possível.
- O sr. acha que Arruda tem condições políticas de permanecer no cargo?
- Eu acho que já se passaram dois dias e os esclarecimentos dele, a sua manifestação, não podem tardar muito.
- As explicações dadas até agora foram suficientes?
- Não tenho conhecimento de nenhuma explicação.
- A alegação é que as investigações têm fundo político.
- Eu não tive acesso a essas explicações, mas é muito importante [que sejam feitas].

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:18

Arruda e Octavio juram inocência

 José Roberto Arruda e Paulo Octavio, governador e vice do Distrito Federal, distribuiram nota afirmando que são inocentes:
“”Ainda perplexos pelo ato de torpe vilania de que fomos vítimas por parte de alguém que, até recentemente, se mostrava um colaborador, vimos externar à população do Distrito Federal nossa indignação pela trama de que estamos sendo vítimas, engendrada por adversários políticos, valendo-se de pessoa que, à busca das benesses da delação premiada, por atos que praticou nos 8 anos do Governo anterior, urdiu, de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa dos fatos para tentar manchar o trabalho sério e bem sucedido que tem sido feito pela nossa administração.
Queremos dizer que estamos tranqüilos, porque sabemos de nossa inocência, e confiamos no sereno e isento trabalho da Justiça de nosso País, onde a verdade sempre acaba se afirmando.
Repelimos os açodados juízos que, muito mais que atingir o princípio constitucional da presunção de inocência, colocam em risco a soberania da verdade democrática”.

  • Segunda-feira, 30 Novembro 2009 / 1:19

Oração ao Senhor pelo dinheiro

Os deputados Rubens Cesar Brunelli e Leonardo Prudente, esse presidente da Assembléia, rezam e agradecem a Deus pelo recebimento do dinheiro. Eles pedem saúde para o fornecedor, o secretário Durval Barbosa. O vídeo provocou a ira da CNBB que apoiou hoje o pedido de impedimento do governador a ser pedido pela OAB.

  • Segunda-feira, 30 Novembro 2009 / 1:19

Mais vídeos do escândalo do DF

Os vídeos sobre o escândalo do DEM, em Brasília, envolvendo o governador José Roberto Arruda continuam aparecendo.
Esse é o empresário Alcir Collaço, proprietário do jornal ‘Tribuna do Brasil’. Ele recebe R$ 30 mil, e coloca o dinheiro dentro da cueca. Vejam a cena:

 

  Já esse é o sub-secretário de Justiça e Cidadania, Luiz França, que aparece ganhando o seu, e ainda dá troco. Tudo muito certinho:

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