• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:39

Fala Arruda!!!

De Elio Gaspari:
“Na cadeia, José Roberto Arruda deu-se conta de que as ameaças feitas aos seus comparsas não tiveram efeito.
Ele sabe que sua carreira política acabou. A biografia pública oferece-lhe dois caminhos: silêncio, acompanhado pelo vilipêndio, inclusive por coisas que não fez sozinho, ou a abertura do arquivo de sua memória.
Só assim terá a ?alma lavada”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:23

Advogados abandonam Arruda

Da colunista da ‘Folha’, Eliane Catanhede:
“Quatro advogados do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido) renunciaram oficialmente ao caso com uma carta de apenas um parágrafo, deixando a defesa integralmente a cargo do escritório de advocacia de Nélio Machado, do Rio. Arruda, que está preso na Polícia Federal desde o dia 11, já assinou ontem o recibo da rescisão do contrato.
Deixaram a causa os advogados José Gerardo Grossi, Nabor Bulhões, Eduardo Alkmin e Eduardo Ferrão, apontados como a elite da advocacia no DF. Ontem, como parte de sua estratégia de defesa, o governador preso disse, por meio de seu advogado, que está disposto a se licenciar do cargo até que terminem as investigações.
Machado disse que ainda não está certo como será essa prorrogação. “Mas conversamos rapidamente sobre isso e ele não contestou”, afirmou. A maior preocupação dos advogados que saíram é evitar a ilação, que dizem ser incorreta, de que estariam abandonando o caso por considerar Arruda culpado. Conforme a Folha apurou, o problema foi incompatibilidade e disputa de espaço com Machado. O desconforto começou na decisão de contratar Machado, quando os outros quatro já atuavam na defesa.
A chegada de mais um advogado, e de fora da capital, foi considerada um “atravessamento”. A partir de então as divergências se aguçaram e se tornaram incontornáveis com a prisão de Arruda decretada pelo ministro Fernando Gonçalves e ratificada pelo Superior Tribunal de Justiça.
Na versão do lado de Nélio Machado, Grossi se dizia amigo de Gonçalves, mineiro como ele, e assegurara que o ministro não decretaria a prisão. Já na apresentação do habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal, quem é acusado de errar é Machado, que teria se precipitado para jogar a decisão nas mãos de Marco Aurélio Mello, conhecido como liberal ao livrar réus de prisão preventiva. Desta vez, porém, ele manteve Arruda na cadeia.
Esta “culpa” recaiu sobre Machado, acusado de ter sido “açodado” e de ter entrado com o pedido antes de se reunir com os demais advogados, sem que eles tivessem tomado conhecimento do teor da decisão de Gonçalves e do STJ.
A questão considerada crucial é quanto à necessidade ou não de ouvir a Câmara Legislativa do Distrito Federal para poder prender o governador. Quatro ministros do próprio STJ consideravam que sim, deveria ser consultada. Os advogados de Brasília julgam que isso poderia ter evitado a prisão, mas foi tratado com ligeireza no pedido de Machado -assinado por Grossi “por procuração”, sem que ele concordasse com a medida.
Por isso, houve o pedido de adiamento da votação no STF e a alteração do teor do habeas corpus. Se a votação tivesse sido ontem, Arruda perderia, dizem advogados e ministros”.
O abandono tem toda cara de divergência, mas pode ser também falta de pagamento.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:23

Garotinho: mantenha distância do DF

 Uma sugestão ao ex-governador Garotinho, pré-candidato do PR à sucessão do governador Sergio Cabral.
Fique longe de Brasília.
O novo governador do Distrito Federal,  Wilson Lima,  é de seu partido.
A não ser a amizade que ele tem com José Roberto Arruda, não existe  – pelo menos até o momento  ? nenhuma relação dele com o Mensalão do DEM.
Mas, para que surja  uma falcatrua incriminando o ?Fofinho?, não custa nada.
Por isso, é bom manter distância.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:23

O drama de Brasília

Esse é o título do artigo que José Sarney assina hoje na ‘Folha’:
“Fui a Brasília pela primeira vez em 1958, há 52 anos, a convite de Israel Pinheiro, herdeiro de uma tradição que vinha de seu pai, o notável João Pinheiro. Israel, acima de qualquer suspeita, apoiado pela oposição, fora escolhido para presidente da Companhia Construtora da Nova Capital, a célebre Novacap. Era meu colega no Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro, comandando a temida Comissão de Finanças.
Pessoalmente, mostrou-me as obras. Vi, fascinado, uma Babel: homens, caminhões e máquinas cruzando só estradas de poeira, um burburinho de máquinas, gentes, cimento, pedras em contraste com o silêncio das árvores sofridas e contorcidas de um cerrado ainda não derrubado. Evoquei a página de Afonso Arinos sobre o “buriti perdido, [...] testemunha sobrevivente do drama da conquista, [...] venerável epônimo dos campos”.
O pequi galhudo e verde, não desconfiando que em breve a motosserra cortar-lhe-ia o pescoço.
Barracos, jardineiras nordestinas e no ar um cheiro de suor e poeira cobrindo a aventura da cidade que se levantava. Israel descrevia tudo com olhos de quem já estava vendo o que apenas nascia nas fundações.
Os prédios cresciam nas superquadras. Eu lera a poética memória de Lúcio Costa que acompanhava o projeto. A descrição “das luzes baças” que iluminariam as áreas de residência, igualando os homens e humanizando o conviver. Três homens a sonhar. Juscelino, objetivo, olhando os dividendos políticos, Lúcio, o poeta-urbanista, imaginando que a cidade criaria um novo cidadão, e Oscar Niemeyer, o artista-escultor das linhas belas e curvas dos monumentos.
Os construtores eram sempre os mesmos: a peãozada, mão de obra da miséria, vindos das áreas rurais pobres do Nordeste e de Minas.
Não dava tempo para pensar na concepção institucional.
Brasília, nesses 50 anos, viu as árvores e os homens chegarem de outras plagas. A espatódea africana de flores vermelhas e belas a expulsar a agaroba, e depois o exotismo dos canteiros de rosas, primaveras, gerânios a competir com as flores do cerrado.
Brasília foi se formando com duas faces. Uma, burocrática, alienada da cidade, hóspede apenas.
Outra crescendo no clima de aventura, a construir seus valores de fronteira, sem amarras nem limites, que seria a verdadeira, com suas qualidades e defeitos, cultura e modo de viver. Com os dramáticos e inacreditáveis acontecimentos de hoje, vive as contorções de suas fraturas. Não seria o momento de pensar em novos rumos para a cidade, grande metrópole, realidade dolorosa, longe do sonho e da utopia primeira?”
Não há o que pensar, senador.
É preciso que o senhor, como presidente do Congresso, proponha já o fim da autonomia política do Distrito Federal.
Para dar uma chance aos políticos, isso poderia fazer parte das Disposições Transitórias da Constituição, para os próximos 50 anos.
Quem sabe no centenário, Brasília já não tenha mais aventureiros, mas sim filhos nascidos na Capital, que a amem e, por isso, a tratem com o carinho que ela merece, como o senhor faz, por exemplo, com a sua querida São Luiz do Maranhão.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:22

Governador do DF tem quatro processos

Das repórteres Fernanda Odilla e Larissa Guimarães, da ‘Folha’:
“Enquanto luta para se manter no poder, o novo governador interino do Distrito Federal, Wilson Lima (PR), responde a processo na Justiça por improbidade administrativa.
Ele e outros quatro deputados são réus em ação movida pelo Ministério Público do DF por terem assinado ato de criação de cargos de confiança em 2008, contrariando a lei. Lima era o responsável pela área de pessoal da Câmara do DF.
Movida em outubro, a ação questiona deliberação da Mesa que recriou cargos no fundo de saúde dos deputados. Quinze dias antes de os cinco distritais assinarem o documento, o Tribunal de Justiça do DF havia considerado os cargos ilegais.
O Ministério Público pediu a suspensão dos direitos políticos e multa de R$ 1,2 milhão para Lima e cada um dos outros integrantes da Mesa.
“Os membros da Mesa agiram dolosamente, alinhados contra os princípios da administração pública, restando configurado o ato de improbidade”, afirma a denúncia.
O processo está em fase de apresentação da argumentação dos distritais. A defesa de Lima sustenta que a denúncia “beira as raias do absurdo”. Alega que houve apenas mudança de nomenclatura de dois cargos.
O novo governador também tem uma dívida com a Fazenda Pública do DF, que acionou a Justiça contra seu supermercado. Segundo o processo, o débito de R$ 20 mil foi parcelado e já está sendo quitado.
Pesa ainda sobre Lima a suspeita de ter alterado, em 2006, o Plano Diretor do Gama, cidade onde vive, liberando terrenos residenciais para construir postos de gasolina. Relator do projeto, teria mudado o texto para beneficiar amigos.
Ele ainda é suspeito de desviar servidores da Câmara Legislativa para trabalhar no Instituto Wilson Lima, que oferece cursos profissionalizantes.
Lima nega todas as acusações.
No inquérito da Caixa de Pandora, há só uma citação lateral sobre Lima. Em folha apreendida na casa de um secretário do governador afastado José Roberto Arruda, as iniciais WL aparecem junto ao nome de outros deputados distritais, sem valores, com números soltos e a inscrição “balanço”.
Por avaliar como inconsistentes as acusações, a base aliada de Arruda se mobilizou ontem para tentar blindar o DF contra a possível intervenção.
Com a ameaça de o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar a entrada de um interventor, Wilson Lima, que é aliado de Arruda, passou o dia tentando dar provas de estabilidade. Reuniu secretários e pediu relatório das principais ações em andamento.
Lima marcou um encontro no Tribunal de Contas para anunciar a suspensão de pagamentos de contratos com empresas citadas no inquérito que investiga o mensalão do DEM e pediu urgência nas auditorias.
O novo governador não deu entrevista. Mandou apenas um recado por assessores: “A intervenção não é oportuna”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:21

Governador do DF prefere o TC

Ser conselheiro de um Tribunal de Contas é tão bom, mas tão bom, que vejam só esse exemplo publicado hoje em ‘O Globo’, na reportagem que trata da crise institucional no Distrito Federal:
“O deputado Wilson Lima (PR), que assumiu ontem o governo do Distrito Federal depois da renúncia do governador interino, Paulo Octávio (exDEM), cultiva a fama de humilde e brincalhão, mas nem por isso escapou aos conchavos políticos do grupo do governador afastado e preso, José Roberto Arruda. Segundo aliados de Arruda, Lima fez um acordo com o governador afastado para assumir a presidência da Câmara Legislativa, e depois o governo, com uma exigência: se Arruda deixar a cadeia e voltar ao governo, ele seria indicado para uma vaga no Tribunal de Contas do Distrito Federal.
O Tribunal de Contas é um dos empregos mais cobiçados por políticos em fim de carreira.
Os conselheiros recebem altos salários e têm direito a uma série de mordomias”.
E aqui querem nomear aqui no Rio sete nomes de uma só vez.
É a bandalheira programada.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:20

“A cada 20 minutos tudo pode mudar”

 Há tempos não surgia um apelido tão perfeito para um político, do que o de BandNews para Paulo Octávio – “a cada 20 minutos tudo pode mudar”.
A entrevista que o ex-governador deu ao repórter Rui Nogueira, do ‘Estadão’, é um belo exemplo.
No dia em que ele assinou duas cartas de renuncia – ao DEM e ao governo do DF – ele falou na possibilidade de se candidatar ao governo de Brasília em 2014. Só mesmo um bobalhão como ele seria capaz de declarar tamanha asneira.
Vejam a matéria:
“Paulo Octávio admite que pode ter batido um recorde político ao assinar duas cartas de renúncia em um só dia, mas não descarta voltar à disputa do governo do DF. Disse que renunciou porque, sem apoio político, daria um “governo fraco”. Avalia que a intervenção federal no DF está descartada. Ele falou com o Estado minutos antes de a assessoria dele confirmar a renúncia ao governo.
- O senhor, em um único dia, enterrou a possibilidade de ser governador do DF e deixou o partido que ajudou a fundar. Definitivamente, tem algo de errado com os 20 anos de autonomia política de Brasília e com a forma como o poder é exercido na capital. Certo?
- Fiz duas cartas de renúncia em um dia. Jamais imaginei que isso pudesse acontecer na minha vida. Não encontrei condições mínimas de governabilidade para assumir o Distrito Federal. Apesar de tudo, ainda acho que o tempo mostrará que estávamos fazendo o melhor governo de Brasília. Nestes 20 anos, Brasília cresceu muito e se consolidou como capital.
- Como é que o sr. pode dizer que um governo é bom, pedindo que a população aplauda as obras e esqueça as imagens de secretários e políticos flagrados embolsando pacotes de dinheiro de caixa um, caixa dois, caixa três?
- Essa é uma questão eleitoral. É preciso fazer reformas políticas, é preciso refazer as campanhas eleitorais. 
- Na essência, por que o sr. não quis assumir o governo do DF?
- Faria um governo enfraquecido. Não quis ser um governador fraco, sem força. Não ter o apoio do meu partido (DEM) foi crucial. E tem o processo do STJ (Operação Caixa de Pandora), tem os problemas na Câmara Distrital (pedido de impeachment). Na essência, quando o DEM pediu para os seus filiados deixarem o governo, eu já assumi enfraquecido. Além disso, o governador Arruda, que está na prisão, pode voltar.Sim, Arruda se licenciou. Dependendo dos desdobramentos jurídicos, ele pode voltar, o que me deixava ainda mais fraco, se assumisse o governo. Não é possível governar sem apoio político e sangrando em praça pública.
- Por que parte das lideranças do DEM assumiram a posição de não respaldar o sucessor do Arruda?
- Não sei.
- E o futuro do DF?
- Assume o presidente da Câmara, o deputado Wilson Lima (PR), que é um homem bom, é um homem simples. E vamos aguardar.
- Mas a Câmara também está contaminada.
- Quero lembrar que as imagens exibidas pela mídia referem-se à campanha eleitoral. O governo assumiu em 2007, e não há vídeos sobre nada desde que o governo começou.
- Mas o governo que assumiu é o que foi eleito na campanha em que foram gravados os vídeos.
- O governo não está nos vídeos. Repito, temos uma questão eleitoral a resolver na legislação.
- O sr. acha que afastou a intervenção federal no DF?
- Sim. Ninguém, da classe política, deseja essa intervenção.
- Com a renúncia, o sr. também preserva a sua condição de empresário, certo?
- Não penso nisso agora.
- O sr. admitiu que queria assumir, fazer um governo de coalizão e, depois, se afastar da vida pública. Como o sr. não assumiu o DF, isso quer dizer que pode voltar a pleitear o governo do DF?
- Não tenha dúvida. Mas agora vou refletir, dar um tempo. Hoje (ontem) já recebi três convites de filiação a partidos novos. Tenho uns quatro anos para pensar no futuro”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:20

‘O Globo’ e a crise Zé Dirceu

 Manchete do ‘Estadão’:
“Paulo Octávio sai, mas crise continua”
Manchete da ‘Folha’:
“DF perde 2º governador em 12 dias”
Manchete do ‘Globo:
“Governo corre para esvaziar denúncia de lobby de Dirceu”.
Ou seja: para o Globo, a crise chama-se José Dirceu.
Não existe crise na Capital da República.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:19

Governador do DF: “Sou fofinho”

O novo governador interino de Brasília, o deputado distrital Wilson Lima, tem um site. Lá tem o seu perfil:
” O Deputado Distrital Wilson Lima (PR) nasceu no dia 20/06/1953 em Ceres (GO), onde passou a infância. Filho de Waldemar Ferreira de Lima e Geralda Cassiana de Jesus Lima, aos 15 anos mudou-se para o Gama (DF) com mais três irmãos, onde vive hoje. Na década de 60 foi seminarista.
Começou a trabalhar ainda adolescente: vendeu picolés, foi frentista, mecânico, lanterneiro, pintor, balconista e cobrador de ônibus. Em 1973, seu pai abriu o Mercadinho Progresso, onde Lima foi trabalhar. O mercado prosperou e alguns anos depois surgiram as Organizações Lima, com filiais no Gama, Valparaizo e Jardim Ingá.
Ingressou no curso de Música da UnB, mas depois do falecimento do pai interrompeu os estudos, pois precisou se dedicar exclusivamente ao trabalho.
Amante da música, gosta de tocar violão sempre que reúne familiares e amigos. Casou-se com Márcia em outubro de 1978, com quem tem quatro filhos: Wilmar, William, Wolney e Stella. Empresário, Wilson Lima presidiu a Associação dos Supermercados de Brasília (Asbra) por oito anos e, ainda, o Sindicato dos Supermercados”.
Sobre sua atuação:
“Principal representante da população do Gama, garantiu a criação do Plano Diretor Local (PDL) da cidade. Parlamentar atuante, tem se destacado pela autoria de leis que muito contribuem para melhorar a qualidade de vida do cidadão brasiliense. São elas: Lei das Filas, Lei do Parto Solidário, Lei do Avanço Escolar, Lei dos Pesque-Pague Populares, Lei do Nada-Consta, Lei de Incentivo ao Futebol Feminino, Lei da Vigilância Eletrônica, Lei do Silêncio, Lei dos Móveis Ergonômicos para Escolas, Lei das Sacolas Plásticas, Leis dos Banheiros (Infantil, Higienização e Públicos), Lei da Reserva de Assentos em Estabelecimentos, entre outras”.
A única homenagem dedicada ao novo governador, que está no site, é assinada por Aurélio Patrão, e foi publicada no ’Recanto das Letras’,  em 14 de fevereiro de 2008.
Eis o texto intitulado o ‘Construtor da Cidadania”.
“Ainda garoto
vendeu picolé
e foi seminarista.

Nasceu em Ceres
filho de Waldemar
e Geralda Cassiana
aos 15 anos de idade
mudou-se para o Gama.

Foi frentista.
mecânico e lanterneiro
pintor, cobrador
e balconista.

Mas …
ao trabalhar com seu pai
no Mercadinho Progresso
deu a volta por cima
pois ajudou a fundar
as Organizações Lima.

Na UnB
estudou música
porém com a morte do pai
interrompeu um sonho
e caiu na realidade
pois pra ajudar a família
trabalhou duro
e de verdade.

Casou-se com Márcia
em outubro de setenta e oito
com quem tem quatro filhos
Wilmar, William, Wolney e Stella
o que faz da vida em família
ser cada dia mais bela.

E como Deputado Distrital
fez Leis pra valer
tais como:
Lei das Filas, Lei do Parto Solidário
Lei do Avanço Escolar, Lei dos Pesque-Pague Populares
Lei do Nada-Consta, Lei de Incentivo ao Futebol Feminino
Lei da Vigilância Eletrônica, Lei do Silêncio
Lei dos Móveis Ergonômicos para Escolas
o que ele faz
com muito prazer.

O trabalho é o seu lema
e a música a sua alegria
na política é um lutador
construtor de cidadania.

Por isso
de cima pra baixo
e de baixo pra cima
eu apoio Wilson Lima”.

Na semana passada, quando Paulo Octavio ameaçou renunciar, o deputado deu entrevista já como governador.
Ao ser indagado quais eram os seus defeitos, Lima despondeu:
- Ninguém é perfeito. O nervosismo da gente, a gente é nervoso. Sou um fofinho. Posso não agradar a todos, mas sou casado com a minha esposa e fiel a ela há 31 anos.
Pelos versos que publicou em seu site, dá para constatar que ele é mesmo “fofinho”.
Pena que não passe disso.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:18

Arruda procurou ministro do STJ

Eliane Catanhede e Lucas Ferraz, da ‘Folha’, entrevistaram o ministro Fernando Gonçalves, que mandou o governador Arruda para a cadeia.
Eis o seu texto:
“Avesso a jornalistas e agora famoso pela prisão preventiva do governador José Roberto Arruda (DF), o ministro Fernando Gonçalves, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), disse que foi procurado por Arruda pessoalmente e pelo governo de Minas Gerais, por telefone, depois de receber o processo da Operação Caixa de Pandora, que estava em segredo de Justiça. “O processo era sigiloso, não sei como vazou”, disse. “Devia ter mais coisa no ar do que avião”, acrescentou à Folha ontem, citando o chefe da Casa Civil de Minas, Danilo de Castro, como autor do telefonema. Ouvido pela Folha, Castro disse que não se lembrava da ligação. Os advogados de Arruda não foram localizados. Gonçalves, que irá se aposentar em abril, quando completa 70 anos, vota em Brasília, afirma que magistrado não decide por clamor da opinião pública e que a prisão de Arruda não foi fácil: “Fiz a contragosto, não foi por prazer”.
- No despacho para prender Arruda, o sr. afirma que a prisão preventiva era “imprescindível”. Por quê?
- Não fiz da minha cabeça, da minha vontade, foi um pedido do procurador-geral da República. Houve apreensão de dinheiro, confissão de quem levava dinheiro, pessoas ligadas ao governador que teriam feito a negociação. A prisão foi para que não se frustasse a instrução criminal.
- O sr. foi implacável?
- Fiz a contragosto, não por prazer. Apesar de a imprensa gostar da decisão de prender, nunca fui de mandar prender.
- E quanto aos vídeos com políticos e empresários recebendo dinheiro?
- Não vi, só na televisão. Tenho a degravação dos áudios, que são de 2006, e isso é suficiente.
- Em sendo da época da campanha, pode ser caixa dois, prática generalizada no país?
- Não diria que só são de campanha, não, porque presume-se que há coisas posteriores. Mas, para mim há uma única expectativa: no dia 20 de abril eu saio.
- E sai com uma vitória de 12 a 2 no plenário do STJ. Isso foi fator condicionante para a decisão do ministro Marco Aurélio Mello (STF) contra o habeas corpus de soltura de Arruda?
- A dúvida foi se era possível fazer a prisão sem a autorização da Câmara Legislativa [do Distrito Federal]. Quatro ministros foram vencidos, houve a votação do mérito e, depois, o ministro Marco Aurélio esclareceu que um dispositivo da Lei Orgânica foi considerado inconstitucional pelo Supremo. Ou seja: não precisa ouvir a Câmara.
- O que o sr. pensou ao receber o pedido de prisão?
- Estou muito calejado, como esses motoristas que dirigem à noite daqui até Belo Horizonte. Não quero dizer que sou uma pessoa fria, e é lógico que você não vai receber um pedido desses prazerosamente, mas cada um tem que cumprir seu dever. Quando tomo uma decisão, me coloco naquele lugar do vencido, não do vencedor. Preferiria que não tivesse caído para mim. Não gosto de ficar exposto.
- O sr. sofreu pressão dos seus conterrâneos? Arruda e Paulo Octávio são mineiros.
- O Arruda veio aqui e pediu para falar comigo, dizia que havia um processo contra ele. Foi logo no início, antes de toda e qualquer providência. Eu o conheço. Ele veio, ficou sentado aí [apontando o sofá]. O processo era sigiloso, não sei como vazou.
- O que o sr. lhe disse?
- Que tinha sido distribuído para mim, que estava tramitando sigilosamente, que não tinha conhecimento dos fatos e que não poderia adiantar nada. O processo tinha sido distribuído, mas não tinha chegado. Não sei se a operação vazou. Devia ter alguma coisa no ar além de avião.
- O Durval Barbosa, delator do mensalão, disse que Arruda iria falar com Aécio para pedir ao sr. que o recebesse. Aécio falou algo?
- A Socorro [secretária do ministro] disse que o chefe da Casa Civil, Danilo de Castro, havia ligado para mim. Mas isso é muito normal. Sou muito amigo dele e do Aecinho, mas nem falei com ele. Quando ele ligou, Arruda já tinha vindo.
- A prisão preventiva de um governador aproxima o Judiciário da opinião pública?
- Não pensei nisso, só fiz o meu papel. Eu não posso deixar a opinião pública me induzir contra a minha consciência. Não à prisão por clamor popular!”

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