• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:30

Osório vai ralar 200 mil cocos

Não são apenas os 160 mil buracos que o secretário de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura, Carlos Roberto Osório, promete tapar nos proximos 60 dias.
Ele relaciona ainda o seguinte:
* Limpeza em 150 mil ralos.
* Desobstrução de 100 quilômetros de galeriais pluviais.
* Compra emergencial de 20 mil toneladas de massa asfáltica.
* Recuperação de 74 mil metros quadrados de pavimentos de paralelepípedos.
* Reparo em 36 mil pontos de luz.
                        * * *
É pena que eu não tenha encontrado, no YouTube, a gravação de ‘Moqueca de Fato’, samba de Ney Lopes, gravado por ele e Zeca Pagodinho.
Tanto uma obra, quanto a outra são muito semelhantes.
Leiam só um trecho do samba é vejam se ele não é a cara do Secretário:
“Cem quilos de fato,
E só de cebola umas 400
200 limões
900 pimentas
E uma tonelada de amendoim
E achando isso pouco,
Idalina botou o compadre Tinoco
No maior sufoco
Ralando no toco
200 mil cocos pra fazer quindim”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:30

Cadê o mapa colorido?

Da série “Me engana que eu gosto”.
Conforme o governador Sergio Cabral anunciou domingo, no Morro do Bumba, em Niterói, é hoje, quarta-feira, a apresentação do mapa das favelas do Rio de Janeiro, já colorido de azul, amarelo, vermelho e preto – indicando as áreas de pequeno, médio, alto e altíssimo risco.
Na agenda de hoje do governador, estão previstos apenas dois compromissos.
E nenhum deles se refere a essa extraordinária apresentação.
É possível que a agencia de propaganda do Governo, responsável pelas maquetes, ainda esteja debruçada sobre a peça publicitária.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:28

Erros de Cabral estão na Internet

Da repórter Paola de Moura, do ‘Valor Econômico’:
“A pouco mais de seis meses das eleições, a tragédia no Estado do Rio, que já registra quase 250 mortes, pode abalar a liderança que o governador Sérgio Cabral (PMDB) tem nas pesquisas eleitorais. Adversários políticos, o deputado Fernando Gabeira (PV) e o ex-governador Anthony Garotinho, já utilizam as ferramentas da internet para apontar erros que Cabral teria cometido no socorro as vítimas e no atendimento à população.
No domingo, ao visitar o Morro do Bumba, em Niterói, onde a comunidade foi construída sobre um lixão de até agora já foram retirados mais de 40 corpos, o governador ouviu vaias de moradores. Irritado, atribuiu a manifestação a “políticos de quinta categoria” e encerrou a entrevista que dava a repórteres no local. Cabral também tem sido bastante criticado por ter chamado moradores de favelas de irresponsáveis e suicidas por morarem em áreas de risco.
Gabeira pretende utilizar estes erros na campanha eleitoral. “Há muitos anos, falo da questão do aquecimento global. Não faz sentido passar a vida toda discutindo o ambiente e não tocar no assunto na campanha”, afirma Gabeira. “O governador desestruturou a Defesa Civil, não tinha qualquer plano de emergência”, ataca. “Durante o furacão em Santa Catarina, estive na Defesa Civil de lá e vi como funciona uma sala de situação. Não dá para uma cidade como o Rio deixar de ter um serviço como este”.
No início de seu governo, em 2007, Cabral extinguiu a Secretaria Estadual de Defesa Civil e fez dela um braço da Secretaria de Saúde. Alguns funcionários de seus quadros passaram então a trabalhar nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), uma das meninas dos olhos do governador. Isso porque o péssimo atendimento da saúde pública no Rio era uma das principais reclamações da população, junto com a violência.
Garotinho concorda com Gabeira e também critica a falta de estrutura da Defesa Civil. O ex-governador aproveita para cutucar mais lembrando que o governo também tinha contratado a Fundação Cobra Coral para evitar chuvas na cidade, depois da tragédia da virada do ano em Angra dos Reis.
Garotinho afirma, no entanto, que não será necessário utilizar as imagens da tragédia na propaganda eleitoral gratuita na televisão. “Os fatos já são contra o governador, não preciso explorá-los mais”, afirma. Questionado se não fará isto porque seu governo também registrou tragédias, Garotinho diz que elas existiram, mas que ele agiu e foi mais atuante que Cabral, sem querer dar mais detalhes. Em dezembro de 2001, um temporal na véspera do Natal matou quase 200 pessoas em Petrópolis, cidade serrana do Estado, e deixou vários municípios da Baixada Fluminense debaixo d´água.
Apesar de dizer que não é necessário atacar o governador, diariamente Garotinho faz comentários sobre a atuação de Cabral em seu blog. Ontem, ele criticou a visita do governador ao terreno onde ficava o presídio da Frei Caneca, onde serão construídos 1,5 mil moradias populares para abrigar a moradores da área de risco, chamando-a de marqueteira.
Analista político do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), Renato Lessa não acredita que os deslizamentos e as mortes serão muito explorados quando a campanha de TV começar. Isto porque, segundo ele, todos os políticos têm uma história de tragédia nos seus currículos ou na sua coligação. “Não será diferente com Garotinho ou Cesar Maia”, afirma o analista. “A convivência do poder público com a população que vive nestas áreas é um padrão de todos os governos”. Para Lessa, a falta de política de moradia para os pobres é uma falha social das sucessivas gestões públicas que nunca foi corrigida”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:26

As fanfarronices de Beltrame

A coluna de Ancelmo Gois informa que a “chuvarada de terça passada mostrou que ladrão carioca também foge da chuva.
Segundo a polícia do Rio, houve no dia do temporal 1.077 ocorrências no estado. Uma semana antes, dia 30, foram 1.847 casos”.
Alguns reparos:
1. A chuva foi na segunda-feira, dia 5, e a comparação deveria ser feita com o dia 29.
2. Quem não conseguiu chegar em casa ou no trabalho, também não chegou na delegacia.
3. Terça-feira foi meio feriado no Rio, inclusive com muitos bancos fechados. E o prefeito, logo cedo, fez um apelo a população para que ninguém saisse de casa. O governador, talvez para dar o exemplo, foi o primeiro a atender ao apelo.
4. Quem fugiu do temporal, na segunda-feira, não foram os ladrões. Foi a própria polícia, que abandonou as ruas do Rio de Janeiro. Quem ficou preso no trânsito, com o rádio ligado, sabia exatamente onde os bandidos estavam agindo.
                 * * *
Para ficar na mesma coluna e no mesmo tema.
Diz o jornal:
“José Mariano Beltrame tem razão quando diz que “quem trabalha para bandido, bandido é”. O secretário se referia aos cinco militares – um sargento, dois cabos e dois soldados – que faziam a segurança do bicheiro Rogério Andrade, vítima de um atentado na Barra”.
A frase é boa, embora não queira dizer absolutamente nada.
O secretário quer dizer que Rogério Andrade é bandido?
Então por que ele está solto?
Por que os policiais do Estado deram plantão no Hospital Barra D’Or, onde Rogério esteve hospitalizado, para garantir a sua segurança?
Por que quatro equipes da Delegacia de Homicídios acompanharam Rogério, do hospital até a sua residência, na tarde de sábado?
Cinco PMs estavam com o bicheiro no momento do atentado. Agora, ‘O Globo’ informa que Rogério vai redobrar a sua segurança.
O secretário sabe quais os outros policiais que trabalhavam para o bicheiro?
Será que ele acredita que eram apenas os cinco PMs que o acompanhavam?
Quem ficou guardando a sua casa naquele dia?
Quem são os novos contratados?
O próprio Rogério enviou a Delegacia de Homicídios um documento pedindo proteção policial e garantias de vida.
Qual será a resposta da polícia de Beltrame? Ela vai atendê-lo?
          * * *
Como foi dito antes, a frase é boa.
Mas nada tem a ver com a realidade.
Se Rogério de Andrade é bandido, não tem porque estar solto.
O secretário Beltrame está se revelando melhor marqueteiro do que o próprio chefe.
Ou será que é o chefe que faz o marketing de Beltrame?
Se bobear, o secretário acabará sendo processado pelo bicheiro.
Por injúria, calunia e difamação.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:26

Secretário na hora errada

O deputado Leonardo Picciani, do PMDB, não é mesmo um homem de sorte.
Passou pouco mais de um ano, no Rio, como secretário de Habitação do governo Sergio Cabral.
Menos de uma semana depois de deixar a secretaria, para concorrer a reeleição, uma chuva arrassou o Estado e, hoje, o governo tem R$ 1 bilhão, de dinheiro novo, para investir na remoção de favelados e na construção de casas populares.
Picciani foi secretário na hora errada.
O mesmo raciocínio serve para o deputado Jorge Bittar, do PT, secretário de habitação do prefeito Eduardo Paes.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:25

Sergio Cabral, ninguém merece

O governador Sergio Cabral está chegando a perfeição.
Veja só o que saiu publicado na última página da revista Domingo, do ‘Jornal do Brasil’.
Chama-se lista D e quem assina é Marco Antonio Barbosa.
Ele publica 10 frases, sobre as chuvas no Rio e as suas consequencias, com o título ‘Palavras na Correnteza’.
A primeira é a do governador Sergio Cabral, em entrevista a ‘Globo News’:
“Os casos de morte fatal foram poucos”.
Não tratarei aqui de pleonasmo, e nem de outras questões gramaticais. Afinal, Cabral é assim mesmo. Não há quem o conserte.
Mas 220 mortos e outros 100 encobertos pela terra e pela lama é pouco?  Ou “foram poucos”?
Nem o seu colega, governante em Sucupira – fanfarrão como ele e sempre com mania de grandeza – diria tamanha idiotice.
Odorico Paraguaçu passou todo o seu mandato sonhando em conquistar um único cadáver.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:24

Cheias? O dinheiro existe!

Do jornalista Elio Gaspari:
“O prefeito Eduardo Paes pediu R$ 270 milhões ao governo federal para acabar com o alagamento da Praça da Bandeira.
Faria melhor destinando à prevenção de enchentes os R$ 120 milhões que separou para gastar em publicidade. Depois, pediria ao governador Sérgio Cabral que lhe desse R$ 150 milhões do ervanário de R$ 180 milhões que pretende encharcar em propaganda.
Secaria a praça e sobrariam R$ 30 milhões”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:23

Cabral: covardia contra o Rio!!!!!

Disse Cabral ao G1 ao comentar a tragédia da chuvas no Rio:
“A culpa é de toda a sociedade. No Rio, direitos humanos e ordem pública eram vistos como se fossem contraditórios. E, pelo contrário, ordem pública traz melhorias aos direitos humanos”.
                 * * *
Comentários no site do G1:
1. De Josué: “Infelizmente ele tem razão, pois somos nós que votamos neles. A culpa é de quem sabe que essas pessoas vivem em áreas de risco mas não fazemos nada. Agora quero ver se vamos ficar calados e não exigir nossos direitos”.
2. De Marcio: “Alguém viu Cabral chorar? Ele só chora quando existe petróleo em disputa”.
                 * * *
Comentário do jornalista Ricardo Noblat em seu blog:
“Você, carioca, se sente culpado pela tragédia que matou até agora 195 pessoas no Rio de Janeiro e soterrou de 100 a 150 em Niterói?
Quem autoriza a construção de casas em áreas de risco?
Que desconhece o número de áreas de risco? O último levantamento tem 10 anos.
O morador da área de risco tem culpa? Se pudesse ele escolheria morar em uma área de risco?
Para que servem os governantes?
Sem essa, seu Cabral!
Professores da Universidade Federal Fluminense, por exemplo, estudaram as condições do morro onde cerca de 200 pessoas acabaram soterradas em Niterói. Durante décadas funcionou ali um lixão.
Compararam a área a uma bomba prestes a explodir. Explodiu. Os estudos não foram levados em conta por sucessivos prefeitos.
Tentar dividir a culpa pela tragédia com a sociedade é uma maneira esperta, mas inócua, de diminuir a culpa de quem foi eleito para governar. E foi um governante relapso”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:22

Chega de covardia com o Rio

Disse Cabral ao G1 ao comentar a tragédia da chuvas no Rio:
“A culpa é de toda a sociedade. No Rio, direitos humanos e ordem pública eram vistos como se fossem contraditórios. E, pelo contrário, ordem pública traz melhorias aos direitos humanos”.
                 * * *
Comentários no site do G1:
1. De Josué: “Infelizmente ele tem razão, pois somos nós que votamos neles. A culpa é de quem sabe que essas pessoas vivem em áreas de risco mas não fazemos nada. Agora quero ver se vamos ficar calados e não exigir nossos direitos”.
2. De Marcio: “Alguém viu Cabral chorar? Ele só chora quando existe petróleo em disputa”.
                 * * *
Comentário do jornalista Ricardo Noblat em seu blog:
“Você, carioca, se sente culpado pela tragédia que matou até agora 195 pessoas no Rio de Janeiro e soterrou de 100 a 150 em Niterói?
Quem autoriza a construção de casas em áreas de risco?
Que desconhece o número de áreas de risco? O último levantamento tem 10 anos.
O morador da área de risco tem culpa? Se pudesse ele escolheria morar em uma área de risco?
Para que servem os governantes?
Sem essa, seu Cabral!
Professores da Universidade Federal Fluminense, por exemplo, estudaram as condições do morro onde cerca de 200 pessoas acabaram soterradas em Niterói. Durante décadas funcionou ali um lixão.
Compararam a área a uma bomba prestes a explodir. Explodiu. Os estudos não foram levados em conta por sucessivos prefeitos.
Tentar dividir a culpa pela tragédia com a sociedade é uma maneira esperta, mas inócua, de diminuir a culpa de quem foi eleito para governar. E foi um governante relapso”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:22

José Simão não poupa Cabral

Do colunista José Simão, da ‘Folha’:
“E o Rio? Cabral descobriu o Brasil e o Rio descobriu o Cabral! E o Cabral falou que o problema está nas encostas. Ou seja, descobriu o Brasil! E área de risco é o Brasil inteiro. E eu não quero fazer humor negro, mas olha essa: Rio Boat Show adiado! E a Arca de Noé é a próxima obra do PAC. Programa de Ampliação das Cheias! E essa eu vou ter que repetir: “Querido Noé, quando a arca estiver pronta, não se esqueça do par de antas”. Assinado: Paes e Cabral!”

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