• Terça-feira, 03 Agosto 2010 / 10:51

Sonhar… não custa nada

   Com as campanhas nas ruas, as promessas andam a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

   Com as campanhas nas ruas, as promessas estão a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 19:59

Sonhar… não custa nada

     Com as campanhas nas ruas, as promessas estão a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

  • Sábado, 24 Julho 2010 / 8:37

Tarso lidera no Rio Grande

     Da ‘Folha’:
“O candidato do PT, Tarso Genro, largou na frente na corrida ao governo do Rio Grande do Sul. Ele tem 35% das intenções de voto, contra 27% do candidato do PMDB, José Fogaça.
De acordo com a primeira pesquisa Datafolha desde o registro das chapas na Justiça Eleitoral, eles são os mais cotados para disputar o segundo turno da eleição para o Palácio Piratini.
A governadora Yeda Crusius (PSDB), que tenta a reeleição, tem apenas 15%. Entre todos os Estados pesquisados, esse é o pior desempenho de um governador que tenta permanecer no cargo.
O candidato do PSOL, Pedro Ruas, aparece com 1% das intenções de voto. Os nanicos Humberto Carvalho (PCB), Aroldo Medina (PRP), Julio Flores (PSTU), Montserrat Martins (PV), Schneider (PMN) e Professor Guterres (PRTB) foram citados, mas não chegaram a pontuar.
Brancos e nulos somam 3% dos entrevistados, e outros 18% disseram ainda não saber em quem votar.
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados citam livremente os candidatos, Tarso tem 12%, contra 7% de Yeda e 6% de Fogaça.
Em Porto Alegre, Tarso amplia a vantagem sobre Fogaça para 13 pontos percentuais. O petista aparece com 43%, contra 30% do peemedebista na capital. Os dois já foram prefeitos da capital, onde Yeda cai para 9%.
No interior, Tarso registra 33%, contra 27% de Fogaça. Yeda alcança 17% das intenções de voto -quase o dobro do seu desempenho em Porto Alegre.
O levantamento mostra que os entrevistados com maior grau de escolaridade apoiam mais o candidato do PT. Ele tem 31% entre os eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 39% na faixa do ensino médio e 41% na do ensino superior.
O Datafolha também perguntou em quem os gaúchos não votariam de jeito nenhum. O ranking é liderado por Yeda, com 42% de rejeição. Não votam em Tarso 13%, e em Fogaça, 12%”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:53

Lula chama Dornelles para conversa

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“Diante dos sinais de aproximação entre PSDB e PP, Lula decidiu chamar para uma conversa o presidente do partido, Francisco Dornelles. É com ele, e não com a bancada, que será discutido o eventual apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) – decisão que Executiva da sigla decidiu anteontem adiar para junho.
No entender do Planalto, deputados do PP alimentam a especulação de que Dornelles pode ser vice de José Serra (PSDB) para aumentar o poder de barganha na liberação de verbas. Em entrevista à rádio Gaúcha, o senador manteve o suspense: “Não há política sem histórias. E, quando elas ganham força própria, não adianta confirmar nem desmentir”.
A chance de o PSDB convidar e de Dornelles aceitar, acrescentando cerca de um minuto e meio ao tempo de TV de Serra, é hoje maior do que a campanha de Dilma gostaria de admitir.
Ainda Dornelles à rádio Gaúcha: “O PP do Rio Grande do Sul é a seção mais forte e prestigiada do partido. A Executiva Nacional não tomará nenhuma decisão com a qual não concorde o PP do Rio Grande do Sul”. Que está alinhado com os tucanos”.

                       * * *

De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O PSDB e o DEM do Rio não querem nem ouvir falar na possibilidade de o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), ser o vice de José Serra. A objeção já foi levada ao presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Disseram que não aceitam o PP na vice, pois Dornelles apoia o governador Sérgio Cabral (RJ), que é aliado da petista Dilma Rousseff. Um líder da oposição foi taxativo ontem, dizendo que tem quem queira, mas que Dornelles não será o vice”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:54

Dilma em dois palanques

Dilma Rousseff foi a festa de aniversário de Tarso Genro em Porto Alegre.
Em conversa com um repórter da ‘Folha’, disse que “não irá se constranger se precisar subir em dois palanques no Estado -caso o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB) também seja candidato ao governo estadual.
“Mas essa é uma possibilidade que ainda precisamos ver. O candidato [Fogaça] não se manifestou de forma clara se quer o nosso apoio”, afirmou Dilma”.
Portanto, no Rio não será diferente.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:58

“Dilma: consequencia do PT fragilizado”

Do repórter Valdo Cruz, da ‘Folha’:
“De saída do cargo, o ministro Tarso Genro (Justiça) avalia que o presidente Lula escolheu sozinho Dilma Rousseff candidata porque havia um “vazio” no PT, que estava “fragilizado” pelo mensalão. Não fosse isso, o partido “no mínimo faria uma negociação com o presidente”, que “agiu corretamente”.
Candidato ao governo do Rio Grande do Sul, o petista diz que a eleição de Dilma para suceder Lula não é “garantida”, mas aposta que ela é competitiva. Rival político da mineira radicada no Sul, o ministro diz não ser adversário dela, com quem chegou a cogitar disputar a indicação de Lula -nunca “seriamente”, afirma.
Tarso relativiza a suposta falta de carisma da chefe da Casa Civil ao analisar os adversários: “Veja o Serra. Não diria que ele é propriamente uma miss simpatia. O Ciro tem às vezes respostas bastante duras”. Questionado se há garantia de que o mensalão não se repetirá, o chefe da Polícia Federal responde: “Nenhuma”, e defende a reforma política.
Sobre a mais recente polêmica em que se envolveu, a discussão sobre a Lei da Anistia, ele insiste que ela não se aplica aos torturadores, mas lembra que sua pasta deixou de liderar o debate por ordem de Lula. A seguir, trechos da entrevista feita ontem em Brasília.
A ENTREVISTA
- O sr. comandou duas áreas, Segurança Pública e Educação, que, ao fim do governo, deixam a impressão de que não decolaram. Sai com um sentimento de fracasso?

- Pelo contrário, saio com a sensação de dever cumprido. Posso dar exemplos. Na Educação, a implementação do Fundeb, do ProUni, da ampliação do ensino superior, de um programa revolucionário de escolas técnicas, tudo ancorado no trabalho que eu e o Fernando Haddad planejamos.
- E na Segurança, uma das áreas com pior avaliação?
- Coisa que começou a mudar com essa última pesquisa, nessa semana. Pela primeira vez, as pesquisas mostram que a sensação de segurança começa a melhorar no país.
- O governo demorou a acordar para essa área?
- Em primeiro lugar, a situação da segurança pública é mais complexa num país como o Brasil. Em segundo, as condições preparatórias para que a União começasse a intervir nesse processo foram realizadas de forma muito lenta. Em terceiro porque não havia uma confiança nessas relações federativas, que seriam produtivas.
- Além dessas duas áreas, o sr. atuou também na coordenação política. Nesse setor, o presidente Lula não rompeu com uma prática antiga de distribuição de cargos, classificada de fisiologismo. Por que ele não quebrou esse paradigma?
- Esse paradigma só vai ser quebrado com uma profunda reforma política. Se não a fizermos, o próximo governo vai padecer dessas limitações e essas práticas vão continuar.
- Não faltou vontade política ao presidente para essa reforma?
- Faltou vontade não do presidente, mas do governo. O governo é um sistema complexo de relações de poder.
- O PT, ao contrário do que pregava quando na oposição, adotou uma política de aparelhamento do Estado, como classificado pela oposição. Por que esse modelo?
- Acho uma premissa falsa de origem. Porque um partido que ganha as eleições tem o dever político de ocupar os cargos de confiança para tocar a administração pública. O que existe no Brasil, na verdade, não é uma prática inaugurada pelo PT, mas um excesso de cargos disponíveis para serem designados por nomeação.
- Mas não seria ideal ter uma redução desses cargos em busca de uma máquina mais estável? – Sim, estou de acordo, isso é necessário, mas também essa reforma estrutural do Estado brasileiro só será possível com outro sistema político.
- Qual foi o pior momento do governo Lula?
- Aqueles primeiros dois anos, no chamado mensalão. Um momento muito difícil.
- Como garantir que aquele episódio não volte a ocorrer?
- Nenhuma garantia, esses episódios voltarão a ocorrer. Em maior ou menor grau, essas debilidades irão aparecer em quaisquer governos, porque os problemas que ocorreram ali têm origem nas movimentações políticas tradicionais, fisiológicas ou regionais. Por dentro desse processo ocorrem ou não ilegalidades. Frequentemente ocorrem.
- Inclusive no PT?
- Eu acho que no PT vai diminuir bastante a taxa de tradicionalização da política, em função da experiência pelo próprio mensalão. Acho que o PT aprendeu ali uma dura lição.
- A direção daquele momento está voltando agora ao poder no PT, como o ex-ministro José Dirceu. Isso é bom para o partido?
- Acho normal que isso aconteça, até porque são pessoas com currículo político antigo na formação do partido, na história política do país. É natural que voltem. E não foram julgadas nem condenadas, no Brasil não há morte civil, essas pessoas têm direito de voltar à atividade política, por mais divergências que eu possa ter, o que não me impede de conviver com elas no partido.
- A escolha da ministra Dilma como candidata a presidente, feita exclusivamente por Lula, sem prévias, não foi um retrocesso na linha de democratização do PT?
- Ocorre que o partido estava fragilizado em função daqueles acontecimentos. Tinha de ter alguém que tivesse um mandato subjetivo do partido para isso. E foi isso que o Lula fez, num vazio de vida partidária, apresentou a candidatura da Dilma como de composição, que não permitisse que os grupos políticos passassem a disputar a indicação. Acho que o Lula agiu corretamente porque havia um vazio de capacidade decisória sobre o assunto.
- Mas a escolha de uma candidata sem tradições no partido, a imposição de uma neófita no PT…
- Neófita no partido, mas uma antiga companheira da esquerda.
- Se fosse um outro momento, teria sido diferente?
- Se o partido não tivesse passado por aquela crise, obviamente teria sido um sujeito político muito mais ativo na escolha. No mínimo, faria negociação com o presidente, que não teve condições de fazer.
- Como é ter uma antiga adversária disputando a Presidência pelo seu partido?
- Nunca olhei a Dilma como adversária. Ela foi do PDT no Rio Grande do Sul e a conheço há 30 anos. Fomos até vizinhos, inclusive convivíamos, não cotidianamente, no meio da esquerda durante o regime militar. Sempre tivemos uma relação muito boa.
- O sr. foi cotado para ser o candidato do PT, disputando a indicação com a ministra Dilma. Não ter sido frustra o senhor?
- Nunca seriamente, porque nunca fui maioria dentro do partido. Para ser candidato, teria de ser indicado pelo presidente ou maioria dentro do partido, ou as duas coisas, de preferência. Ser indicado pelo presidente não seria, porque a minha principal oposição política vem de São Paulo, onde é a base do presidente. A indicação do presidente poderia causar um confronto dentro do partido, o que a Dilma não causa.
- A eleição está garantida?
- Não, não é eleição garantida. Dilma é uma candidata altamente competitiva e sua vitória dependerá de dois fatos: a capacidade de transmissão de votos do presidente, e o seu desempenho no diálogo político com a sociedade, no debate com adversários. Acho que esses requisitos serão preenchidos e ela tem grandes possibilidades de ganhar a eleição.
- Ela nunca disputou eleição e é vista como sem jogo de cintura, pouco simpática. Essas características podem prejudicá-la?
- A Dilma já tem demonstrado uma capacidade enorme de reorganizar seu diálogo político não só dentro do PT, mas também com a sociedade. Todos os candidatos têm dificuldades. Veja o candidato Serra, forte e respeitado. Não diria que ele é propriamente uma miss simpatia. O Ciro, sabemos que tem às vezes determinadas respostas bastante duras, que o fazem chocar com o senso comum.
- Os três candidatos são duros, incisivos…
- Não gosto muito dessa expressão, porque pode parecer ofensiva, mas [eles] não despertam imediatamente uma grande empatia em qualquer setor da sociedade, como desperta o presidente Lula.
- A Secretaria de Direitos Humanos propôs uma revisão da Lei da Anistia, e o sr. foi a favor. Por que só agora? Faltou coragem para tratar desse tema antes, pela crise militar que poderia desencadear?
- Na verdade não se trata de revisão. Essa palavra, revisão, foi colocada por pessoas que não querem que a lei seja interpretada de maneira adequada. E cria a ilusão que se quer modificar a lei para atingir militares, o que não é verdade. Porque aqui, no Brasil, as corporações militares, ao contrário da Argentina, não estiveram envolvidas em repressão massiva em qualquer momento do país. Participaram dos combates no Araguaia, mas aquilo é combate militar, não é repressão política nos porões como ocorreu em alguns locais mais fortemente. O que está se tratando é se essa lei anistiou os torturadores. A Lei da Anistia é política, e esses não cometeram delitos políticos.
- O presidente pediu para tirar esse tema da pauta?
- Não, o presidente pediu -e eu obedeci, sou um ministro disciplinado- que não fizesse essa discussão a partir do ministério, mas nas universidades, nas ruas, nas ONGs”.

  • Domingo, 11 Julho 2010 / 4:42

A toada do gaúcho doido

O Ibope fez pequisa sobre o governo do Rio Grande do Sul, por encomenda do Grupo RBS.
Nela, Tarso Genro, do PT, lidera com 39% das intenções de votos. José Fogaça (PMDB) aparece em segundo lugar, com 29%, e a governadora Yeda Crusius (PSDB), com 15%.
A pesquisa, realizada entre os dias 6 e 8 de julho, quis saber também que lidera, no Estado, a disputa presidencial.
José Serra está na frente com 46%, Dilma Rousseff aparece em segundo com 37% e Marina Silva tem 6%.
No Rio Grande do Sul, pelo menos para o Ibope, alguma coisa está fora da ordem.

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