• Terça-feira, 03 Agosto 2010 / 10:51

Sonhar… não custa nada

   Com as campanhas nas ruas, as promessas andam a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

   Com as campanhas nas ruas, as promessas estão a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 19:59

Sonhar… não custa nada

     Com as campanhas nas ruas, as promessas estão a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

  • Sábado, 24 Julho 2010 / 8:45

Wagner vence na Bahia

     Da ‘Folha’:
“Com 44% das intenções de voto, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), seria reeleito no primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Somados, os seus adversários alcançam 37%.
De acordo com o Datafolha, o petista lidera a disputa com 21 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Paulo Souto (DEM), que tem 23%. Em terceiro lugar aparece Geddel Vieira Lima (PMDB), com 12%.
Os candidatos Luiz Bassuma (PV) e Professor Carlos (PSTU) têm 1% cada um. Marcos Mendes (PSOL) e Sandro Santa Bárbara (PCB) não pontuaram. Não opinaram 13% dos eleitores, e outros 6% disseram que votarão nulo ou em branco.
Esta é a primeira eleição para o governo da Bahia após a morte do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (1997-2007). Herdeiro do carlismo, Souto lidera o ranking de rejeição: 30% dos eleitores dizem não votar nele de jeito nenhum. Outros 20% rejeitam Geddel, e 16% não admitem votar em Wagner.
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor não vê a lista de candidatos, o governador tem vantagem ainda maior sobre os oponentes. Wagner é citado por 26% dos entrevistados. Souto tem 7%, e Geddel, 4% das menções.
O petista amplia a liderança entre os mais ricos. Dos entrevistados com renda familiar acima de cinco salários mínimos, 58% dizem que votarão nele. Na mesma faixa, Souto aparece com 16%, e Geddel, com 7%.
Na faixa abaixo dos dois salários mínimos, Wagner recua para 42%. Souto tem 24%, e Geddel, 12%.
O governador também apresenta vantagem maior entre os baianos mais jovens. Ele alcança 53% no eleitorado de 16 a 24 anos de idade. Entre os jovens, Souto cai para 19%, e Geddel, para 12%”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Nordeste dará uma surra no DEM

Líder da bancada do DEM, Agripino está com dificuldades em se reeleger

Líder da bancada do DEM, Agripino está com dificuldades em se reeleger

De Maria Inês Nassif, do ‘Valor Econônico’:
“Um lento processo de esvaziamento do DEM no Nordeste, a região que manteve o partido, desde a sua criação, em 1985, com grande bancada no Senado, pode ser consumado em outubro. Do total de 14 senadores do partido, oito encerram seus mandatos – cinco eleitos pelo Nordeste e três pelo Centro-Oeste. Os senadores Gilberto Goellner (MT), Antonio Carlos Júnior (BA) e Adelmir Santana (DF) são suplentes e não disputarão em outubro.
O DEM pode reduzir sua bancada para oito ou nove, na previsão do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz – o que significaria eleger dois ou três apenas nessas eleições. Ou vai perder apenas um ou dois senadores – o que significaria ficar com 12 ou 13, na avaliação do presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ). Os dois concordam, no entanto, que a sangria do partido ocorre no seu reduto tradicional, o Nordeste.
A longa duração do mandato de senador – que corresponde a dois mandatos de deputados – manteve o partido forte no Senado quando já havia entrado em declínio na Câmara. Em 1998, o então PFL elegeu 105 deputados, a maior bancada; quatro anos depois, com a vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva, obteve 84 deputados nas urnas; em 2006, fez 65 deputados e, até a posse, já havia perdido três. Tornou-se a quarta bancada. No Senado, o declínio foi mais lento: a bancada de 19 senadores do período 1995-1998 baixou para 17 no período seguinte (1999-2002) e hoje são 14.
“Em 2000 administrávamos 1200 cidades; em 2004, 700 e poucas; hoje são apenas 497. Estamos perdendo nas cidades menores e com menor renda”, diz Maia. Para ele, quanto maior for a população beneficiada pelo programa Bolsa Família em relação ao número de eleitores – caso das comunidades menores -, menor é a chance de acesso da oposição a esse eleitor. “A máquina do governo impede o acesso da oposição aos eleitores mais pobres”, afirma o presidente do partido. Para Queiroz, esse processo ocorreu porque a opção do DEM pela oposição foi contra a natureza do partido, cuja razão de ser, até então, era a de “suprir de recursos e benefícios” do governo seus redutos eleitorais.
“Estamos pagando uma decisão partidária, de ser oposição ao governo Lula”, concorda Maia. “Todo mundo sabia que o resultado seria o de retração do partido nos Estados em que historicamente éramos bem posicionados, com os do Nordeste.” Para o dirigente, a forma de reverter essa tendência será não apenas a opção pela candidatura do tucano José Serra à Presidência, reeditando a aliança que deu certo nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, como se empenhar pelo máximo desempenho do candidato no primeiro turno. É em 3 de outubro que o eleitor define a composição do Congresso. Quanto mais o partido conseguir se identificar, perante o eleitor, com um candidato a presidente com perspectiva de poder, maior será a sua chance de reverter a tendência de esvaziamento, segundo esse raciocínio”.

AS DIFICULDADES DE CASA UM

Demóstenes Torres é um dos que tem chances na reeleição

Demóstenes Torres é um dos que tem chances na reeleição

“Será difícil para o DEM manter uma forte bancada no Senado, na avaliação do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz. Para ele, apenas o senador Demóstenes Torres (GO) é franco favorito nas eleições de outubro e tem reeleição garantida, e só o senador Heráclito Fortes (PI) desponta com chances objetivas de obter um segundo lugar, entre os cinco senadores do ex-PFL que disputam a reeleição. Este ano, serão renovados dois terços do Senado – são duas vagas por Estado. Segundo levantamento feito pelo diretor do Diap, terão dificuldades para renovar o mandato os senadores Marco Maciel (PE), Agripino Maia (RN) e Efraim Morais (PB).
Para Queiroz, o DEM tem também chances reduzidas de eleger senadores em outros Estados. As exceções ficam por conta de Santa Catarina, onde um candidato forte a governador, o senador Raimundo Colombo, pode ajudar a eleger um senador, e o Rio, onde disputará o ex-prefeito César Maia. O presidente do DEM, Rodrigo Maia, garante que as pesquisas internas do partido indicam uma bancada semelhante à atual na próxima legislatura. “Podemos perder dois senadores, mas temos três novos com condições de ganhar”, diz.
Se for confirmada a tendência de declínio do partido nos Estados em que disputa a reeleição ao Senado, os atuais parlamentares terão uma campanha muito dura. Em Pernambuco, o senador Marco Maciel está em primeiro lugar nas pesquisas de opinião – na última, estava pouco acima de João Paulo (PT), que desistiu em favor do ex-ministro Humberto Costa (PT), também considerado um forte concorrente. Mas Queiroz considera que esse é só o começo. Maciel tem como adversária uma chapa fechada e muito forte: o governador Eduardo Campos (PSB) é o favoritíssimo candidato à reeleição e os dois candidatos ao Senado na chapa dele são Costa e o ex-presidente da CNI Armando Monteiro (PTB). Este último disputa na faixa de eleitorado do senador do DEM.
Nas últimas eleições, o avanço do PT e do PSB tem acontecido, como no resto do Nordeste, sobre o eleitorado do ex-PFL. Em 1998, o partido elegeu 46 prefeitos; em 2000 eles eram 19. Os oito deputados federais do Estado eleitos em 1998 foram reduzidos a dois em 2006.
Não é favorável também a situação do DEM no Piauí, onde Heráclito Fortes disputa mais um mandato. Em 2002, quando fazia campanha para o Senado, ele tinha o apoio de cinco deputados federais eleitos em 1998. Hoje são apenas dois. Nas eleições municipais de 2008, o DEM viu seus 59 prefeitos serem reduzidos a nove. “O partido diminuiu por conta do Bolsa Família e do poder da caneta. O Estado é pobre e depende de transferências do governo federal”, diz.
Wellington Dias (PT), que saiu do governo para disputar o Senado, está em primeiro lugar nas pesquisas, 10 pontos à frente de Heráclito. Conta a favor do senador do DEM o fato do terceiro concorrente, Mão Santa, ser candidato sem partido: ele saiu do PMDB e montou um partido só para ele, o PSC, sem expressão.
No Rio Grande do Norte, o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia, disputa a reeleição numa coligação que foi considerada como genial porque teria potencial de isolar a governadora que deixou o cargo, Vilma Maia (PSB), candidata ao Senado, e de esvaziar o palanque de Dilma no Estado. Maia disputa numa chapa encabeçada pela senadora Rosalba Ciarlini (DEM), com chances de se eleger governadora, e pelo senador Garibaldi Alves (PMDB). Para Queiroz não existe hipótese, todavia, de a mesma coligação levar as duas vagas ao Senado. “A tendência é de renovação de 50%: ou Agripino perde, ou Alves perde. A candidatura de Vilma vai começar a crescer”, afirma.
Foi-se o tempo em que o Rio Grande do Norte era um paraíso para o DEM. Em 2000, elegeu 35 prefeitos no Estado; em 2004, apenas 17. Em 1998 fez três federais; em 2006, apenas um.
O candidato à reeleição pela Paraíba, o senador Efraim Morais reconhece que a situação não é boa para o DEM no seu Estado. No ano 2000 foram eleitos 59 prefeitos; hoje são 38. O partido fechou uma coligação com o ex-prefeito Ricardo Coutinho (PSB). A outra vaga do Senado será disputada pelo ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB). “A tendência é que Cunha Lima leve uma vaga e o candidato da coligação liderada pelo governador José Maranhão (PMDB) fique com a segunda”, avalia Queiroz. Por enquanto, Morais figura na segunda colocação, atrás de Cunha Lima e na frente dos candidatos do PMDB, Vital do Rego Filho e Manoel Júnior, segundo informa Maia, com base nas pesquisas internas do DEM nacional .
O senador Demóstenes Torres é o favorito da disputa em Goiás num Estado em que o DEM está longe de ser forte. A explicação dele para isso é o fato de ser conhecido. Foi procurador-geral do Estado, secretário de Segurança do governo Marconi Perillo (PSDB), o favorito na disputa desse ano ao governo e também candidato ao governo. Depende mais de sua imagem nacional e de sua identificação regional com Perillo do que propriamente da estrutura partidária.
Por circunstâncias variadas, os atuais suplentes do DEM cujo mandato termina esse ano não vão disputar. O chamado Mensalão do DEM, que pôs na cadeia o único governador que conseguiu eleger em 2006, José Roberto Arruda, eliminou as chances do partido em pleitos majoritários no Distrito Federal, pelo menos nessas eleições. O senador Adelmir Santana disse ao Valor que considera a hipótese de se candidatar; Maia, todavia, não leva isso em conta. No Mato Grosso, o senador Gilberto Goellner foi eleito suplente do senador Jonas Pinheiro, que morreu em 2008. Não vai se candidatar.
O senador Antônio Magalhães Júnior (BA) é filho e suplente do senador Antonio Carlos Magalhães, que morreu em 2007. A direção do DEM disse que ele não será candidato por razões pessoais. Queiroz não acredita que o DEM – que concorrerá com o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo de Carvalho, ou com o deputado José Carlos Aleluia – consiga uma das vagas. O DEM também tem dúvidas quanto a isso. Para o diretor do Diap, uma das vagas ficaria com o candidato da chapa do governador Jaques Vagner (PT) e a outra, de César Borges (PR).
É uma realidade dramática a da Bahia, que foi quase uma capitania hereditária de ACM. Em 1998, o então PFL elegeu um senador, que se somou aos dois eleitos em 1994, e uma bancada de 20 deputados federais e 23 estaduais, além do governador. Em 2006, perdeu as eleições para o governo e para o Senado e elegeu 13 federais e 16 estaduais. 125 prefeitos assumiram em 2001. Em 2008, foram eleitos só 43. (MIN)”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:32

Serra, na Bahia, apoia transposição

Da repórter Cristine Prestes, do ‘Valor Econômico’:
“O ex-governador José Serra (PSDB-SP), candidato tucano à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou ontem sua campanha eleitoral enfatizando a manutenção do Bolsa Família e a continuidade da transposição do Rio São Francisco em seu governo, caso seja eleito presidente da República. O tucano esteve ontem em Salvador na primeira viagem de sua agenda eleitoral após o lançamento de sua pre-candidatura às eleições deste ano.
Serra visitou ontem à tarde o Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce, acompanhado de políticos do PSDB e do DEM, que compõem a base aliada dos tucanos, como o candidato ao governo da Bahia Paulo Souto, presidente estadual do partido, e o deputado federal ACM Neto. Em entrevista a jornalistas no Memorial Irmã Dulce, Serra fez questão de garantir que o principal programa social do governo Lula – o Bolsa Família – será mantido e reforçado com outras iniciativas além da transferência de renda associada à manutenção de crianças na escola, como emprego e saúde.
O tucano disse estar feliz em ver que o hospital, fruto da obra de caridade da freira Irmã Dulce, realiza implantes cocleares (chamados de “ouvido biônico”) em crianças com surdez, procedimento que afirma ter incluído entre os realizados quando foi ministro da Saúde entre 1998 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, quando teria aumentado em 100% os repasses destinados à saúde ao Estado da Bahia. Serra afirmou que “a questão da saúde no Brasil precisa melhorar muito”, pois não teria avançado nos últimos anos, principalmente no primeiro mandato de Lula. “Tenho muito respeito por José Gomes Temporão (atual ministro da Saúde), mas não depende dele”, disse.
Outro programa do atual governo que, segundo Serra, será mantido é a transposição do São Francisco, que prevê a transferência de águas do rio que corta o Nordeste do país para outras bacias hidrográficas da região. “A transposição continua, mas temos que olhar outros canais onde o rio não passa e não tem água, e isso é o mais importante no que se refere à Bahia”, disse. O tucano também afirmou que, além da saúde, a segurança pública precisa dar um salto de qualidade no Brasil.
A visita de Serra à Bahia ocorre em um momento de revés ao governador do Estado, Jaques Wagner (PT-BA). No domingo, o senador César Borges (PR-BA) decidiu fechar com o PMDB do candidato ao governo baiano Geddel Vieira Lima e interrompeu as negociações com o petista, que disputará a reeleição. Tucanos consideram a coligação uma vitoria, pois fortalece a candidatura de Geddel e pode levar ao segundo turno a disputa pelo governo da Bahia, onde Wagner lidera com cerca de 40% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas – o que dá chances ao candidato aliado Paulo Souto. A decisão de Borges também é avaliada pelos tucanos como um aumento do conflito na campanha de Dilma Roussef, candidata petista à Presidência, que terá dois palanques na Bahia – de Wagner e de Geddel, por conta da aliança nacional entre PT e PMDB”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:27

PR-BA troca Wagner por Geddel

De Renata Lo Prete, no ‘Painel’:
‘Jacques Wagner (PT) chegou a afirmar em entrevista que estava “fechado” o apoio do PR à sua reeleição na Bahia. No mesmo dia, o partido anunciou que disputará o Senado, com César Borges, na chapa que terá Geddel Vieira Lima (PMDB) como candidato a governador.
Ao PR interessava aliança na chapa proporcional, mas o PT não queria. Borges também achava que os petistas pretendiam atrapalhar sua reeleição ao Senado colocando outro nome de peso na chapa. “Não venham com Waldir Pires pra cima de mim”, avisou a Wagner.
Já robustecido pelo tempo de TV do PR, Geddel está perto de arrastar também o PPS, para ira do PSDB, que na Bahia apoiará o candidato do DEM, Paulo Souto”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:27

Jacques Wagner lidera na Bahia

Da ‘Folha’:
“O atual governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), lidera as intenções de voto para a sucessão estadual em todos os cenários pesquisados pelo Datafolha, com índices que vão de 39% a 43%. Seu principal adversário até o momento é o ex-governador Paulo Souto, do DEM, que varia de 22% a 25%.
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), que rompeu sua aliança com o governador em julho, tem de 10% a 13%. No principal cenário, Wagner tem 39%, contra 24% de Souto, 11% de Geddel e 1% de Hilton Coelho (PSOL). A margem de erro é de três pontos percentuais.
Geddel sempre fica em terceiro lugar quando Souto é o candidato do DEM, mas aparece tecnicamente empatado em segundo quando o candidato dos Democratas é o deputado ACM Neto. Nesse caso, Wagner chega a 43%, contra 14% de ACM Neto e 13% de Geddel.
Em tal cenário haveria uma probabilidade alta de Wagner vencer no primeiro turno (ele teria 43% contra 30% de seus adversários), mas a taxa de indecisos é ainda muito elevada. Essa possibilidade se repete quando o prefeito de Salvador, João Henrique, substitui Geddel como candidato do PMDB: Wagner teria 41%; Souto, 25%; e João Henrique, apenas 6%.
Nos demais cenários, a vantagem de Wagner sobre os adversários é pequena: três pontos no primeiro (39% a 36%) e dois no quarto (39% a 37%).
Os cenários desta pesquisa (realizada de 14 a 18 de dezembro, com 1.055 brasileiros de 16 anos ou mais) não são comparáveis aos do levantamento feito de 16 a 19 de março, que incluía outros pré-candidatos: na ocasião, Wagner tinha entre 36% e 38% das intenções de voto; Souto, de 18% a 19%; e Geddel, de 7% a 8%. Todos têm hoje índices mais elevados, com exceção de ACM Neto, que aparecia com 17% em dois cenários”.

  • Terça-feira, 08 Junho 2010 / 4:24

Serra: perdendo com estratégia

A repórter Malu Delgado, do ‘Estadão’, informa que o candidato José Serra reviu sua estratégia e, terá agora a sua disposição, os palanques de Tasso Jereissati, Jarbas Vasconcelos, Paulo Souto, Teotônio Vilela, João Alves e Jackson Lago, que o “ajudarão a reduzir a vantagem de Dilma Rousseff na região”.
                  * * *
Já que é assim, podem tomar nota.
Serra perderá as eleições no Ceará de Tasso, em Pernambuco de Jarbas, na Bahia de Souto, em Alagoas de Teotônio, em Sergipe de João Alves, e no Maranhão de Jackson Lago.
Aguardem outubro…

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