• Quarta-feira, 04 Abril 2012 / 16:49

Kassab e o PSD na eleição

                              Marcos Coimbra*

Existem políticos cuja ascendência deriva de sua capacidade de estabelecer laços afetivos com o eleitorado. Por razões às vezes misteriosas, conseguem que milhões de pessoas gostem deles, sem, aparentemente, despender qualquer esforço. Têm aquilo que Max Weber chamava carisma.
Em nossa história, conhecemos alguns. Os mais velhos se lembram de Juscelino. E há hoje um exemplo maior: Lula.
Outros adquirem liderança sem contar com o carinho da população, apenas através do exercício do poder. Mandam e são obedecidos. Mais que respeitados, são temidos, pois as pessoas supõem que, assim como fazem o bem quando querem, podem fazer o mal — e o fazem.
Na Bahia, havia quem sentisse genuíno amor por Antonio Carlos Magalhães, mas sua força vinha, principalmente, do controle que mantinha da vida do Estado. O cidadão comum acreditava que aborrecê-lo custava caro.
A imagem de alguns está lastreada na inteligência e no saber. Não despertam afeições ou submetem pela autoridade. São técnicos habilidosos, que estudaram as respostas aos problemas que a sociedade enfrenta. As pessoas os seguem por pragmatismo: porque funcionam.
Há uns anos, Jaime Lerner entrou por essa porta na vida política. Foi prefeito de Curitiba, governador, e chegou a ser cogitado para a presidência. Até hoje, é citado como especialista em gestão.
Grandes são os políticos que reúnem todos esses elementos. Quando carisma, autoridade e competência — em graus variáveis — se combinam, surgem os líderes verdadeiros, os que influenciam o resultado das eleições.
E quando faltam os três? Que tamanho tem um político que não consegue que as pessoas o queiram, sigam ou admirem?
O prefeito de São Paulo é um desses. Hoje — apesar de ser percebido como articulador astuto —, a população da cidade não acha que ele seja um bom administrador, não deseja a continuidade de seu trabalho e não pretende levar em conta sua indicação na escolha do sucessor. Pelo que dizem nas pesquisas, se pudessem, não votariam para que permanecesse.
Que influência eleitoral pode ter um político com essa imagem? Que papel pode ter Gilberto Kassab nas eleições na cidade? E em outros municípios? Modesto, para dizer o mínimo.
E o PSD?
Depende. Fundamentalmente de uma coisa: se terá tempo de televisão. E as chances de que o obtenha são incertas.
Admitir que o PSD faça jus ao tempo a que teria direito se tivesse eleito a bancada que hoje possui equivale a considerar que o dono exclusivo do mandato é o eleito e não a legenda. Algo que a legislação em vigor e as decisões do STF e do TSE não reconhecem. Pelo contrário.
Os peesedistas sustentam que a criação de um novo partido equivale à fusão de dois ou mais existentes, situação em que a legislação admite que o que surgir terá seu tempo somado. Os casos são, porém, diferentes: na fusão, nenhum partido diminui.
O tempo total de televisão é finito, o que quer dizer que, se o PSD ganhar algum, outros perderão. Ou seja: o tempo deles deixaria de ser calculado do modo que a legislação prescreve, pelo tamanho das bancadas no início da legislatura — e não a cada momento, exatamente para coibir o troca-troca de partidos.
Mas, com a tradição de complacência de nossos tribunais em questões desse tipo, é possível que o PSD acabe tendo o tempo que deseja.
Só assim terá significado nos arranjos eleitorais deste ano. Senão, será apenas uma curiosidade identificar o candidato que recebe “o apoio de Kassab”.
*Marcos Coimbra, sociólogo, preside o Instituto Vox Populi e escreve para o ‘Correio Braziliense’.

  • Quarta-feira, 15 Fevereiro 2012 / 9:55

Serra embaralha prévia no PSDB

     Deu na ‘Folha’:
     “O governador Geraldo Alckmin indicou ontem que a definição do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo terá que esperar José Serra decidir seu futuro político.
Na última semana, os dois tucanos passaram a negociar as condições para uma possível candidatura de Serra a prefeito, como revelou ontem a Folha. O novo cenário deixou alarmados os quatro pré-candidatos inscritos para as prévias convocadas pelo partido para o dia 4 de março.
Questionado sobre a articulação, Alckmin disse que não havia “fato novo”, mas afirmou que Serra é “um ótimo candidato”. “Se ele quiser ser, é um ótimo candidato. Essa é uma decisão pessoal do Serra que nós devemos aguardar”, afirmou Alckmin.
Uma das condições apresentadas pelo ex-governador para considerar a disputa é que Alckmin desarme a disputa interna, pacificando o partido para sua campanha.
Serra recebeu uma romaria de tucanos nos últimos dias. Avaliou que seria “um desastre” para qualquer projeto político do PSDB uma aliança entre o PT e o PSD, do prefeito Gilberto Kassab.
Para o ex-governador, isso seria a vitória de um projeto do ex-presidente Lula e transformaria a oposição numa “minoria absoluta”.
A notícia de que Serra passou a costurar sua candidatura levou o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, a convocar senadores e membros da cúpula partidária para discutir o novo cenário.
Guerra deixou claro que caberá a Alckmin conduzir o processo em São Paulo, o que é um consenso entre os tucanos. Na avaliação de serristas, só uma intervenção direta do governador seria capaz de desmobilizar as prévias.
“Se o Serra quiser ser candidato, terá que disputar as prévias. Estamos trabalhando nisso há seis meses”, afirmou o secretário estadual de Energia, José Aníbal, um dos quatro candidatos às prévias.
O secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, que é amigo de Serra e também está inscrito para as prévias, disse apenas que “quem define a questão é o PSDB e o governador”. O deputado Ricardo Trípoli disse que as prévias não podem ser canceladas.
O prefeito Gilberto Kassab teve diferentes reações diante da possível candidatura de Serra. Em público, disse desconhecer a articulação tucana e ampliou a pressão por uma definição até março.
“Uma candidatura colocada tardiamente leva uma desvantagem muito grande em relação aos outros candidatos”, afirmou ontem.
Aos petistas, com quem também está negociando, o prefeito prometeu manter o cronograma de conversas e disse não ter recebido nenhum sinal de que Serra será candidato à sua sucessão.
Em conversas reservadas com aliados, Kassab disse falar com Serra “todo dia” e reafirmou que, se o ex-governador for candidato, não terá como não apoiá-lo.
Disse ainda que considera o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, uma boa opção de vice. É o mesmo nome que ele apresentou aos petistas.
Dirigentes do PSDB também defendem a definição de uma estratégia até março.
Eles se dividem entre os que acham que o melhor é realizar as prévias e depois negociar a desistência apenas com o vencedor, e os que avaliam que o processo tem de ser cancelado antes que a votação seja realizada, para evitar um vexame público para os tucanos”.

  • Segunda-feira, 06 Fevereiro 2012 / 14:48

Temer fará campanha contra Haddad

      Da colunista Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
      ”Em conversa recente, Dilma Rousseff sugeriu a Michel Temer que ambos evitem se envolver nas disputas municipais, de modo a preservar o governo. Com a polidez habitual, o vice disse partilhar da preocupação da presidente, mas ponderou que terá de se fazer presente ao menos em São Paulo, onde o PMDB pretende lançar Gabriel Chalita”.

  • Quinta-feira, 02 Fevereiro 2012 / 7:06

Marta continua vice do Senado

    Do repórter Márcio Falcão, da ‘Folha’:
    “Para assegurar a participação da senadora Marta Suplicy (PT-SP) na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, a bancada do PT no Senado quebrou ontem um acordo que estabelecia rodízios de cargos de comando na Casa.
Preterida pelo partido para a disputa municipal, Marta ficará por mais um ano na vice-presidência do Senado.
O entendimento fechado no início do ano passado era para que ela entregasse o posto a José Pimentel (CE), que agora continuará como líder do governo no Congresso.
Um dos principais nomes do PT em São Paulo, Marta foi a candidata da legenda à prefeitura nas três últimas eleições, mas tem ficado distante de Haddad.
A manutenção da senadora contou com movimentos do ex-presidente Lula, padrinho político de Haddad. Pimentel foi a São Paulo na segunda-feira e teria falado com emissários do ex-presidente.
Ontem, no encontro da bancada, o senador disse que não cobraria de Marta o cumprimento do acordo já que isso dependeria de um “ato de vontade” da senadora, que mostrava resistência.
A Folha apurou que Marta teria reconhecido que perder a indicação para a prefeitura provocou um desgaste político e pediu compreensão dos colegas.
A senadora nega que tenha negociado a permanência na Mesa Diretora em troca de engajamento na disputa paulista. Para ela, não faz sentido as críticas de que tem desfalcado a campanha de Haddad.
“É uma cobrança prematura. Na hora que começar a campanha, eu estarei”.

  • Sexta-feira, 20 Janeiro 2012 / 11:15

Cabral, traidor ou trapalhão?

    Do Painel da ‘Folha’:
    “Os elogios de Sérgio Cabral a Fernando Haddad, anteontem, agitaram o PMDB. O governador foi mais enfático que Dilma na defesa do ministro, virtual oponente do peemedebista Gabriel Chalita, também ligado à educação, em São Paulo”.
                                          * * *
Do colunista Ilimar Franco, no Panorama Político, do ‘Globo’:
“O PMDB paulista não gostou dos rasgados elogios do governador Sérgio Cabral ao ministro Fernando Haddad (Educação). O PMDB tem candidato contra o petista para a prefeitura de São Paulo, o deputado federal Gabriel Chalita”.

  • Sexta-feira, 20 Janeiro 2012 / 10:59

PT quer manter Marta na vice do Senado

    Da repórter Raquel Ulhôa, do ‘Valor’:
    “O PT está empenhado em manter a senadora Marta Suplicy na primeira vice-presidência do Senado, caso não seja acomodada no ministério. A seção paulista do PT avalia que precisará do envolvimento total de Marta na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo e teme que, se estiver acuada por sucessivas derrotas no partido, ela tenha reações prejudiciais à candidatura petista.
Marta foi preterida pelo comando do PT na escolha do candidato a prefeito, depois que Haddad foi ungido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir daí, ela tinha expectativa de ir para o ministério, mas a presidente Dilma Rousseff não dá sinais nesse sentido. Tirá-la da vice-presidência e deixá-la sem espaço pode ser uma jogada de alto risco para a candidatura de Haddad. Petista com maior projeção e votos na capital paulista, a senadora é independente no partido e sua atuação é incontrolável à cúpula. “Tirar tudo dela é cutucar onça com vara curta”, diz um petista.
A cúpula petista busca uma saída política para defender a permanência de Marta na vice-presidência,
evitando um racha na bancada. O problema é que o senador José Pimentel (CE) quer ocupar o cargo e cobra cumprimento de acordo de rodízio feito entre ele e Marta há um ano, em reunião da bancada, com aval do então presidente do partido, José Eduardo Dutra.
Um dos argumentos apresentados por dirigentes petistas é a questão de ordem levantada pelo líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), que considera inconstitucional o revezamento. Depois de analisar o assunto, o partido teria concluído o questionamento procede e que o acordo não tem amparo regimental ou constitucional.
“A Constituição prevê que o mandato dos ocupantes da Mesa Diretora é de dois anos. A pessoa pode renunciar, mas não pode fazer um acordo para que essa renúncia se dê daqui a um ano para que um outro assuma, violando a Constituição Federal”, afirmou Demóstenes em 1º de fevereiro de 2011, dia da eleição dos dirigentes do Senado. Com base nas notícias do acordo de rodízio entre petistas, o demista disse que caberia até representação por quebra de decoro parlamentar contra os envolvidos.
A favor da permanência de Marta, aliados dela apresentam outros argumentos. Um deles é o fato de Pimentel ter sido nomeado líder do governo no Congresso. Se for deslocado para a Mesa, ocupará dois cargos expressivos nos dois primeiros anos do mandato. Além disso, petistas de São Paulo dizem que Dilma gostou do desempenho de Marta na vice e teria manifestado que sua permanência é importante para o governo.
Alguns petistas temem que a disputa entre Marta e Pimentel traga à tona conflitos entre correntes internas do PT na bancada. Pimentel integra a Construindo um Novo Brasil (CNB), a mesma corrente de Lula. Marta não é alinhada a nenhuma tendência e teve apoio de petistas independentes quando concorreu com Pimentel pela indicação à vice.
O receio é que essa queda de braço contamine a disputa pela liderança. O pernambucano Humberto Costa, da CNB, deixa a função, que está sendo disputada por Wellington Dias (PI), também CNB, e Walter Pinheiro (BA), da corrente petista Democracia Socialista (DS). Na bancada de 13 senadores, seis integram a CNB, cinco são independentes, um é da DS e um, da Articulação de Esquerda”.

  • Sexta-feira, 13 Janeiro 2012 / 9:58

SP: PSDB começa perdendo

                                                         Eliane Catanhêde*
  

     Acabou a solenidade do Minha Casa, Minha Vida, a presidente petista Dilma Rousseff correu para uma conversa de três horas com o padrinho Lula, enquanto o governador tucano Geraldo Alckmin foi trocar ideias com o prefeito Gilberto Kassab.
Os dois movimentos reforçam a polarização PT-PSDB. Apesar das aparências, da convivência cordial de Dilma e Alckmin e da imensa confusão de alianças e de atores na eleição de São Paulo, é um contra o outro. Os demais girando como satélites.
O PT mudou muito, mas é o PT. O PSDB está totalmente rachado, mas é o PSDB.
As duas novidades são a entrada em cena do PSD de Kassab, que oscila entre ambos, e a tentativa do PMDB de lançar a candidatura de Gabriel Chalita para recuperar liderança política em São Paulo.
É por isso que, ao oferecer um nome -qualquer nome- do seu PSD para Lula como vice do petista Fernando Haddad, Kassab confundiu ainda mais o cenário e deixou os dois lados atordoados. Serviu como pausa para pensar.
Se o PT já engoliu a candidatura Haddad só porque Lula quis, é muito difícil assimilar um vice indicado por Kassab. Lula até gostaria de reunir o máximo de forças políticas e isolar os tucanos, mas o prefeito é a alma da campanha petista. Sem Kassab, quem será o alvo? Qual será o discurso?
No caso do PSDB ocorre o mesmo, em sentido contrário. A eleição, a vitória e a gestão de Kassab na prefeitura são indissociáveis dos tucanos, o que vale mais para o ex-governador José Serra, mas vale também para Alckmin, queira ele ou não.
Quem é mesmo o seu vice? Guilherme Afif Domingos, que é do PSD, pré-candidato de Kassab à sua sucessão.
Como, então, o PT poderia usar seus palanques para defender ou no mínimo ignorar Kassab? E como o PSDB poderia se esgoelar para criticar a gestão dele?
O plano A de Kassab segue sendo lançar o cabeça de chapa e ter apoio de Alckmin, que é quem dá as cartas tucanas no Estado e na capital e está atolado em várias candidaturas, três delas de secretários de seu governo. Preferia Bruno Covas, recuou e virou uma esfinge.
Kassab, portanto, é o centro do universo neste momento em São Paulo. Não apenas por ser formalmente o prefeito, mas por aliar índices medíocres de popularidade à capacidade política de criar um novo partido tão eclético e por ameaçar desequilibrar para um lado ou para o outro a polarização PT-PSDB.
O excesso de interrogações ainda é, assim, o forte da campanha paulistana. O que há de concreto é uma transição geracional, com nomes e caras novas, e um novo peso local para Lula. A capital nunca foi seu forte, mas isso parece coisa do passado.
Mais uma vez, o jogo nacional começa a se definir por São Paulo e pela disputa PT-PSDB. E o PSDB parece claramente em desvantagem.
*Eliane Catanhêde é colunista da ‘Folha’.

  • Terça-feira, 03 Agosto 2010 / 10:51

Sonhar… não custa nada

   Com as campanhas nas ruas, as promessas andam a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

   Com as campanhas nas ruas, as promessas estão a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 19:59

Sonhar… não custa nada

     Com as campanhas nas ruas, as promessas estão a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

  • Terça-feira, 27 Julho 2010 / 10:27

Quércia muda número de comitê

     Da ‘Folha’:
“O candidato ao Senado Orestes Quércia (PMDB), Pitágoras e uma boa dose de superstição não conseguiram mover o edifício Praça da Bandeira, antigo Joelma -mas chegaram perto.
O prédio do centro de São Paulo que ficou famoso pelo incêndio que matou 188 pessoas na década de 70 mudou de número.
Na semana passada, o 184 deu lugar ao 182 na portaria do edifício que recebe diariamente o staff das campanhas de Quércia e dos tucanos José Serra, Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes Ferreira.
A mudança nem precisou de apresentação de um projeto de lei. Sem maiores burocracias, a prefeitura aceitou o pedido de Quércia.
O ex-governador, seguidor da tese do filósofo e matemático grego Pitágoras, de que cada número possui um significado, quis afugentar o “quatro” (1 + 8 + 4 = 13 = 1 +3 = 4). Sua pronúncia em chinês se assemelha a “morte”.
A prefeitura informou que “houve um pedido” pela mudança do número, mas não especificou de quem. Segundo o órgão, os condôminos poderão continuar usando o 184 formalmente. Quércia não quis comentar o caso”.
                       * * *
Quanta baboseira.
Se 13 – o número do PT – desse azar, Lula não seria presidente, e Dilma não teria chance de sucedê-lo.

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.