• Sábado, 24 Julho 2010 / 8:46

Eduardo em PE: 30% de vantagem

   Da ‘Folha’:
“O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) seria reeleito no primeiro turno se a eleição fosse hoje. Ele aparece com 59% na primeira pesquisa Datafolha feita desde o início oficial da campanha.
O segundo colocado é o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), com 28%.
O Datafolha ouviu 967 eleitores no Estado entre os dias 20 e 23. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na capital a diferença reduz bastante: 54% a 34%.
A disputa no Estado está completamente polarizada. Dos outros cinco candidatos ao governo, apenas Sérgio Xavier (PV) tem 1%. Pretendem votar em branco ou nulo 4%, e 7% estão indecisos.
A vantagem de Campos é ainda maior no interior: 60% votariam no governador e 26% no peemedebista.
Campos lidera no eleitorado feminino, segmento em que tem 61%, contra 56% entre os homens. Ele também obtém a maior votação (69%) entre os mais escolarizados.
E, apesar da aliança nacional entre PT e PMDB, o candidato do PSB tem seu melhor desempenho entre os simpatizantes petistas (67%) e os eleitores de Dilma (70%).
Jarbas tem a maior rejeição (34%), e Campos, a menor (15%) entre os candidatos”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 4:01

Jarbas e Campos dividem TV

Em Pernambuco, a reeleição do governador Eduardo Campos, do PSB, parece barbada.
Além da máquina administrativa, ele tem a seu favor o apoio do Presidente Lula e mais um governo bem avaliado.
O curioso é que seu adversário Jarbas Vasconcellos terá o mesmo tempo de TV, segundo projeções baseadas nas bancadas que cada partido tem no Congresso.
Campos teria 7 minutos e 53 segundos, cabendo a Jarbas 7 minutos e 42 segundos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Nordeste dará uma surra no DEM

Líder da bancada do DEM, Agripino está com dificuldades em se reeleger

Líder da bancada do DEM, Agripino está com dificuldades em se reeleger

De Maria Inês Nassif, do ‘Valor Econônico’:
“Um lento processo de esvaziamento do DEM no Nordeste, a região que manteve o partido, desde a sua criação, em 1985, com grande bancada no Senado, pode ser consumado em outubro. Do total de 14 senadores do partido, oito encerram seus mandatos – cinco eleitos pelo Nordeste e três pelo Centro-Oeste. Os senadores Gilberto Goellner (MT), Antonio Carlos Júnior (BA) e Adelmir Santana (DF) são suplentes e não disputarão em outubro.
O DEM pode reduzir sua bancada para oito ou nove, na previsão do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz – o que significaria eleger dois ou três apenas nessas eleições. Ou vai perder apenas um ou dois senadores – o que significaria ficar com 12 ou 13, na avaliação do presidente nacional do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ). Os dois concordam, no entanto, que a sangria do partido ocorre no seu reduto tradicional, o Nordeste.
A longa duração do mandato de senador – que corresponde a dois mandatos de deputados – manteve o partido forte no Senado quando já havia entrado em declínio na Câmara. Em 1998, o então PFL elegeu 105 deputados, a maior bancada; quatro anos depois, com a vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva, obteve 84 deputados nas urnas; em 2006, fez 65 deputados e, até a posse, já havia perdido três. Tornou-se a quarta bancada. No Senado, o declínio foi mais lento: a bancada de 19 senadores do período 1995-1998 baixou para 17 no período seguinte (1999-2002) e hoje são 14.
“Em 2000 administrávamos 1200 cidades; em 2004, 700 e poucas; hoje são apenas 497. Estamos perdendo nas cidades menores e com menor renda”, diz Maia. Para ele, quanto maior for a população beneficiada pelo programa Bolsa Família em relação ao número de eleitores – caso das comunidades menores -, menor é a chance de acesso da oposição a esse eleitor. “A máquina do governo impede o acesso da oposição aos eleitores mais pobres”, afirma o presidente do partido. Para Queiroz, esse processo ocorreu porque a opção do DEM pela oposição foi contra a natureza do partido, cuja razão de ser, até então, era a de “suprir de recursos e benefícios” do governo seus redutos eleitorais.
“Estamos pagando uma decisão partidária, de ser oposição ao governo Lula”, concorda Maia. “Todo mundo sabia que o resultado seria o de retração do partido nos Estados em que historicamente éramos bem posicionados, com os do Nordeste.” Para o dirigente, a forma de reverter essa tendência será não apenas a opção pela candidatura do tucano José Serra à Presidência, reeditando a aliança que deu certo nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, como se empenhar pelo máximo desempenho do candidato no primeiro turno. É em 3 de outubro que o eleitor define a composição do Congresso. Quanto mais o partido conseguir se identificar, perante o eleitor, com um candidato a presidente com perspectiva de poder, maior será a sua chance de reverter a tendência de esvaziamento, segundo esse raciocínio”.

AS DIFICULDADES DE CASA UM

Demóstenes Torres é um dos que tem chances na reeleição

Demóstenes Torres é um dos que tem chances na reeleição

“Será difícil para o DEM manter uma forte bancada no Senado, na avaliação do diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz. Para ele, apenas o senador Demóstenes Torres (GO) é franco favorito nas eleições de outubro e tem reeleição garantida, e só o senador Heráclito Fortes (PI) desponta com chances objetivas de obter um segundo lugar, entre os cinco senadores do ex-PFL que disputam a reeleição. Este ano, serão renovados dois terços do Senado – são duas vagas por Estado. Segundo levantamento feito pelo diretor do Diap, terão dificuldades para renovar o mandato os senadores Marco Maciel (PE), Agripino Maia (RN) e Efraim Morais (PB).
Para Queiroz, o DEM tem também chances reduzidas de eleger senadores em outros Estados. As exceções ficam por conta de Santa Catarina, onde um candidato forte a governador, o senador Raimundo Colombo, pode ajudar a eleger um senador, e o Rio, onde disputará o ex-prefeito César Maia. O presidente do DEM, Rodrigo Maia, garante que as pesquisas internas do partido indicam uma bancada semelhante à atual na próxima legislatura. “Podemos perder dois senadores, mas temos três novos com condições de ganhar”, diz.
Se for confirmada a tendência de declínio do partido nos Estados em que disputa a reeleição ao Senado, os atuais parlamentares terão uma campanha muito dura. Em Pernambuco, o senador Marco Maciel está em primeiro lugar nas pesquisas de opinião – na última, estava pouco acima de João Paulo (PT), que desistiu em favor do ex-ministro Humberto Costa (PT), também considerado um forte concorrente. Mas Queiroz considera que esse é só o começo. Maciel tem como adversária uma chapa fechada e muito forte: o governador Eduardo Campos (PSB) é o favoritíssimo candidato à reeleição e os dois candidatos ao Senado na chapa dele são Costa e o ex-presidente da CNI Armando Monteiro (PTB). Este último disputa na faixa de eleitorado do senador do DEM.
Nas últimas eleições, o avanço do PT e do PSB tem acontecido, como no resto do Nordeste, sobre o eleitorado do ex-PFL. Em 1998, o partido elegeu 46 prefeitos; em 2000 eles eram 19. Os oito deputados federais do Estado eleitos em 1998 foram reduzidos a dois em 2006.
Não é favorável também a situação do DEM no Piauí, onde Heráclito Fortes disputa mais um mandato. Em 2002, quando fazia campanha para o Senado, ele tinha o apoio de cinco deputados federais eleitos em 1998. Hoje são apenas dois. Nas eleições municipais de 2008, o DEM viu seus 59 prefeitos serem reduzidos a nove. “O partido diminuiu por conta do Bolsa Família e do poder da caneta. O Estado é pobre e depende de transferências do governo federal”, diz.
Wellington Dias (PT), que saiu do governo para disputar o Senado, está em primeiro lugar nas pesquisas, 10 pontos à frente de Heráclito. Conta a favor do senador do DEM o fato do terceiro concorrente, Mão Santa, ser candidato sem partido: ele saiu do PMDB e montou um partido só para ele, o PSC, sem expressão.
No Rio Grande do Norte, o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia, disputa a reeleição numa coligação que foi considerada como genial porque teria potencial de isolar a governadora que deixou o cargo, Vilma Maia (PSB), candidata ao Senado, e de esvaziar o palanque de Dilma no Estado. Maia disputa numa chapa encabeçada pela senadora Rosalba Ciarlini (DEM), com chances de se eleger governadora, e pelo senador Garibaldi Alves (PMDB). Para Queiroz não existe hipótese, todavia, de a mesma coligação levar as duas vagas ao Senado. “A tendência é de renovação de 50%: ou Agripino perde, ou Alves perde. A candidatura de Vilma vai começar a crescer”, afirma.
Foi-se o tempo em que o Rio Grande do Norte era um paraíso para o DEM. Em 2000, elegeu 35 prefeitos no Estado; em 2004, apenas 17. Em 1998 fez três federais; em 2006, apenas um.
O candidato à reeleição pela Paraíba, o senador Efraim Morais reconhece que a situação não é boa para o DEM no seu Estado. No ano 2000 foram eleitos 59 prefeitos; hoje são 38. O partido fechou uma coligação com o ex-prefeito Ricardo Coutinho (PSB). A outra vaga do Senado será disputada pelo ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB). “A tendência é que Cunha Lima leve uma vaga e o candidato da coligação liderada pelo governador José Maranhão (PMDB) fique com a segunda”, avalia Queiroz. Por enquanto, Morais figura na segunda colocação, atrás de Cunha Lima e na frente dos candidatos do PMDB, Vital do Rego Filho e Manoel Júnior, segundo informa Maia, com base nas pesquisas internas do DEM nacional .
O senador Demóstenes Torres é o favorito da disputa em Goiás num Estado em que o DEM está longe de ser forte. A explicação dele para isso é o fato de ser conhecido. Foi procurador-geral do Estado, secretário de Segurança do governo Marconi Perillo (PSDB), o favorito na disputa desse ano ao governo e também candidato ao governo. Depende mais de sua imagem nacional e de sua identificação regional com Perillo do que propriamente da estrutura partidária.
Por circunstâncias variadas, os atuais suplentes do DEM cujo mandato termina esse ano não vão disputar. O chamado Mensalão do DEM, que pôs na cadeia o único governador que conseguiu eleger em 2006, José Roberto Arruda, eliminou as chances do partido em pleitos majoritários no Distrito Federal, pelo menos nessas eleições. O senador Adelmir Santana disse ao Valor que considera a hipótese de se candidatar; Maia, todavia, não leva isso em conta. No Mato Grosso, o senador Gilberto Goellner foi eleito suplente do senador Jonas Pinheiro, que morreu em 2008. Não vai se candidatar.
O senador Antônio Magalhães Júnior (BA) é filho e suplente do senador Antonio Carlos Magalhães, que morreu em 2007. A direção do DEM disse que ele não será candidato por razões pessoais. Queiroz não acredita que o DEM – que concorrerá com o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo de Carvalho, ou com o deputado José Carlos Aleluia – consiga uma das vagas. O DEM também tem dúvidas quanto a isso. Para o diretor do Diap, uma das vagas ficaria com o candidato da chapa do governador Jaques Vagner (PT) e a outra, de César Borges (PR).
É uma realidade dramática a da Bahia, que foi quase uma capitania hereditária de ACM. Em 1998, o então PFL elegeu um senador, que se somou aos dois eleitos em 1994, e uma bancada de 20 deputados federais e 23 estaduais, além do governador. Em 2006, perdeu as eleições para o governo e para o Senado e elegeu 13 federais e 16 estaduais. 125 prefeitos assumiram em 2001. Em 2008, foram eleitos só 43. (MIN)”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:43

Jarbas diz não a José Serra

De Ancelmo Gois, de ‘O Globo’:
“Jarbas Vasconcelos foi ontem se encontrar com José Serra, em São Paulo, para informar que não vai sair candidato ao governo de Pernambuco. Mas prometeu mergulhar na campanha do tucano”.
                         * * *
Sem Jarbas na disputa, a  chance de que Serra tenha zero votos em Pernambuco é enorme.
O senador Sergio Guerra, presidente do PSDB, deverá também desistir da reeleição, com a desculpa de que estará empenhado na eleição do candidato tucano.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:43

Campos atrai oposição em PE

Do repórter Murillo Camarotto, do ‘Valor Econômico’:
“O governo é como a luz: sempre atrai as mariposas”. De autoria desconhecida, o clichê foi a solução encontrada pelo presidente nacional do PPS, Roberto Freire, para avaliar a difícil situação por que passa a oposição em Pernambuco, da qual faz parte. Outra frase feita, esta atribuída ao deputado federal Inocêncio Oliveira (PR-PE), também se mostra pertinente na mesma trama: “Terno branco, sapato de duas cores e oposição só é bonito nos outros”.
Composta por PSDB, DEM, PMDB e PPS, a oposição ao governador Eduardo Campos (PSB) vive hoje uma situação delicada, segundo admitem seus próprios caciques. Além da altíssima popularidade de Lula, grande aliado de Campos, os oposicionistas estão tendo que lidar com uma verdadeira sangria em sua base de sustentação, especialmente nos municípios do interior.
Com os investimentos estaduais chegando às suas cidades, prefeitos do PSDB vêm declarando abertamente que irão apoiar a reeleição de Campos, em detrimento da orientação do partido. O mesmo vinha ocorrendo com prefeitos do DEM que, após serem advertidos, deixaram de se manifestar publicamente, porém não mudaram de opinião quanto ao apoio ao governador.
Líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) acusa o governo de trocar obras por apoio político e com isso passar o rolo compressor na Casa. O governo, por sua vez, nega a relação entre os investimentos e as adesões dos prefeitos rivais, mas admite, nos bastidores, que tem mantido conversas com o objetivo de atrair esses apoios.
O prefeito de Carpina, a 56 quilômetros do Recife, Manoel Botafogo (PSDB), conta que foi convidado por Campos para uma conversa no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo pernambucano, em setembro do ano passado. Durante o encontro, o governador teria pedido apoio à sua reeleição, apesar de saber que Botafogo também estará no palanque do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra. “Ele pediu apoio para ele e pra mais ninguém”, conta o prefeito.
Apesar da conversa, o prefeito diz que o grande motivo para o apoio declarado é o volume de investimentos do governo estadual no município, que passam dos R$ 6 milhões. Os principais projetos são uma escola técnica e um ginásio poliesportivo, além da pavimentação de ruas. “O governador é um grande parceiro da Prefeitura”, avalia Botafogo.
Na vizinha Lagoa do Carro, a prefeita Judite Botafogo (PSDB) – irmã de Manoel Botafogo – conta história semelhante. Os projetos de abastecimento de água, construção de casas populares e recapeamento do calçadão da cidade foram determinantes para a definição do apoio. A prefeita diz que também foi convidada a visitar o governador, porém o encontro acabou não ocorrendo e a conversa sobre o apoio à reeleição se deu “por telefone mesmo”.
Assim como ocorreu com o irmão, o pedido se limitou à reeleição de Campos. “Colocamos, de imediato, que não poderíamos deixar esse apoio se estender para outras esferas (eleições para deputados, senador e presidente)”, contou a prefeita.
Segundo fontes do governo, pelo menos 20 prefeitos da oposição já se comprometeram a pedir votos para Campos, apesar de apenas 13 terem sido revelados. Entre os dissidentes também há prefeitos do próprio PMDB, partido do provável adversário de Campos nas eleições, o senador Jarbas Vasconcelos. Caso conte mesmo com 20 prefeitos da oposição, Eduardo Campos terá ao seu lado cerca de 146 prefeitos, de um total de 184 em Pernambuco.
Apesar de comemorarem o feito, os palacianos tratam do tema com bastante cautela, receosos em passar a pecha de oportunista à estratégia de atração de apoios.
Os investimentos realizados nos municípios acabam, inevitavelmente, sendo os grandes responsáveis pela atração de apoio, em detrimento de convicções partidárias já pouco consistentes. “O político vive de obra em sua cidade. O partido é importante, mas não resolve”, explica um prefeito do DEM, que prefere não ter seu nome publicado. “É impossível fazer oposição a um governo que fez tanto pelo município”, completa.
Na mesma linha segue o prefeito de Limoeiro, cidade a 80 quilômetros do Recife, Ricardo Teobaldo (PSDB). Após mencionar as obras realizadas na cidade, com destaque para o asfaltamento de ruas, ele não titubeia em dizer que estará no palanque de Campos, apesar de se dizer fiel ao senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB. “Voto com Sérgio em tudo”, disse o prefeito, que também pedirá votos para Serra.
Além dos prefeitos dissidentes, o PSDB de Pernambuco convive também com deputados estaduais na contramão, casos de Carlos Santana e Emanuel Bringel. Advertidos pelo partido, os dois preferiram não falar mais sobre o assunto.
“No caso dos prefeitos, não tem jeito, a gente vai tentar convencê-los a mudar de lado. Mas os deputados, esses sim, ficarão sem legenda para as eleições caso se posicionem contra o partido. Não vamos permitir transgressão”, alertou a líder Terezinha Nunes.
Segundo Sérgio Guerra, uma das esperanças da oposição é de que o lançamento oficial da candidatura de Jarbas, que deve ser definida até o final deste mês, possa representar uma reviravolta no comportamento dos prefeitos dissidentes.
Dos quatro prefeitos tucanos que falaram com o Valor, todos fazem juras de fidelidade a Guerra, que já foi do PSB, partido do governador. No entanto, solicitado a explicar os motivos da debandada dos correligionários, o senador, que mantém boa relação com Campos, foi seco: “Não sou coronel”.
Jarbas Vasconcelos é a única esperança da oposição, que não dispõe de outros nomes de peso dispostos a enfrentar Campos e seu “rolo compressor”. Duas vezes governador e bastante popular na Região Metropolitana do Recife, Jarbas é tido como o único capaz de conter uma vitória folgada do governo, evitando que, além do Palácio, Campos faça também os dois senadores e uma grande bancada na Câmara e na Assembleia.
Maior prejudicado pela debandada, o próprio Jarbas chegou a admitir publicamente o desmonte da oposição no Estado, fazendo, inclusive, mea-culpa sobre a situação. Segundo ele, a atividade no Senado não permitiu um maior cuidado com a rede de apoios em Pernambuco. Apesar disso, seus aliados acreditam que a falta de apoio das prefeituras não fará grande diferença nas urnas. Um desses aliados é Roberto Freire, afastado da política pernambucana já há alguns anos. Ele também se diz confiante em uma virada da oposição e, mais uma vez, parafraseou: “Ninguém ganha eleição de véspera”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:25

Jarbas: angustia e indefinição

Da repórter Cecília Ramos, para o ‘Jornal do Commércio’, do Recife:
“Era uma terça-feira à tarde, quando a reportagem do JC chegou ao gabinete do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), no Congresso, sem avisar. Informado pela secretária, atendeu de pronto. Estava sozinho, lendo uns papéis sobre a mesa. Era o clipping feito por sua assessoria com notícias sobre ele e outras que o interessam. A primeira página estampava uma matéria com uma foto do senador ao lado da do governador Eduardo Campos (PSB). ?Repare só… Olha quem está aqui??, disse, apontando para a foto-montagem e soltando um sorriso. Conversa vai e conversa vem sobre o cenário político, ele topou conceder uma entrevista que começou naquele dia, tomou a tarde seguinte e o pedaço de uma manhã.
Em pleno almoço-entrevista, já na quarta, em um restaurante de Brasília, Jarbas pediu: ?Posso fazer uma confissão boba? Todo mundo sabe que eu sou amante de futebol. Mas você sabia que eu, duas vezes prefeito, duas vezes governador, nunca fui para uma copa do mundo por conta de eleição?? E contou nos dedos que perdeu a da Alemanha, Espanha, França… E este ano, a Copa na África do Sul? Respondeu com os ombros indicando não saber. ?Este mês é decisivo para mim.? E falou que gostaria de cuidar mais da sua vida, parar de fumar, viajar mais. Depois, retomou o assunto político. Se empolgava ao falar, ano por ano, desde 1970, de todas as suas vitórias e derrotas. ?Em 2002 eu já não queria disputar o governo?, pontuou.
Jarbas está a poucos dias de decidir ser ou não candidato ao governo. Estava disposto a falar. Contou sobre como está sua cabeça, hoje. Fez mea culpa sobre a ?oposição desarticulada? em Pernambuco, ao mesmo tempo que mostrou porque é uma liderança no grupo. Sem amarras e até de forma saudosa, falou (e muito) da sua relação de admiração e disputas com o ex-governador Miguel Arraes (falecido em agosto de 2005) e com o neto do mito, o governador Eduardo Campos (PSB), a quem Jarbas deve enfrentar em outubro, se for candidato. Eles não se falam, como aliados, desde a noite de uma segunda-feira de setembro de 1992. Foi o ano do rompimento de Jarbas com o grupo de Arraes e o pivô teria sido Eduardo. Ou melhor, ?Dudu? ? como Jarbas chamou o adversário em boa parte da entrevista. ?Não me orgulho disso (da briga) e nem acho um negócio arretado. Foi ruim.?
Memória política à parte, o senador teceu comentários fortes sobre o governo Eduardo. Mas o foco do senador, ao menos por hora, pareceu cravar, desde já, um discurso que justifique sua candidatura ao governo do Estado. Jarbas está indo para o sacrifício, pois, além de não ter o desejo de disputar, a oposição vive uma adversidade brutal, fora do poder nos três níveis e sem organização. Eduardo é considerado favorito e tem o presidente Lula como cabo eleitoral. O que resta? Tentar convencer o presidenciável do PSDB, José Serra, principal interessado no projeto Jarbas, a declinar da ideia de empurrar o senador para o pleito. O senador poderia ser mais útil fora da eleição de Pernambuco. Ele é a voz da oposição a Lula em um Estado onde o petista é rei. E se isso não colar, a oposição vai defender a candidatura de Jarbas como um projeto nacional para ajudar o presidenciável que ela julga ser o melhor para o País.
?Este é um mês de definição para mim, de expectativa, de angustia?, desabafou”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:48

Tucano babaca: ser ou não ser

Lula disse que o senador Sergio Guerra é um ?babaca?.
Taí uma boa discussão. Nos próximos dias, os jornais condenarão Lula por ter utilizado o termo, durante uma reunião com seus ministros.
Sergio Guerra é presidente nacional do maior partido de oposição do país ? o PSDB. Ele é tucano de bico grande e  muita plumagem.
Se em outubro, Guerra for reeleito para o Senado, Lula terá de engolir a ofensa.
Se Sergio perder a guerra, ficará provado que é mesmo um ?babaca?.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:27

Campos venceria no 1º turno em PE

Da ‘Folha’, em matéria assinada por Fabio Guibu:
“O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), seria reeleito hoje em primeiro turno, mesmo na hipótese de um confronto direto com o ex-governador e senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), tido como seu maior adversário.
É o que revela pesquisa Datafolha realizada no Estado entre os dias 14 e 17 deste mês. O levantamento, feito com 1.037 entrevistados e com margem de erro máxima de três pontos percentuais para mais ou menos, mostra vantagem de Campos superior à metade mais um do total de votos nos quatro cenários com diferentes adversários pesquisados pelo instituto.
Num confronto com Jarbas sem candidatos do PT, Campos venceria com 57% dos votos, contra 29% do peemedebista. Sérgio Xavier (PV) e Katia Telles (PSTU) teriam 1%.
Quando o secretário estadual de Cidades e ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT) entra na disputa, pouca coisa se altera. Campos venceria com 54%, contra 28% de Jarbas e 5% do petista. Aliado de Campos, o PT pode ser obrigado a lançar candidato próprio para oferecer um palanque no Estado à presidenciável do partido, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Isso poderá ocorrer caso se confirme a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB) na sucessão presidencial.
Nos outros dois cenários, sem a presença de Jarbas, a diferença a favor de Eduardo Campos é ainda maior. A oposição teria dificuldades em encontrar um nome com o prestígio eleitoral do senador.
Derrotado em duas eleições em quatro anos, o ex-governador José Mendonça Filho (DEM), que poderia ter esse papel, descarta nova candidatura.
Numa disputa contra o deputado federal Roberto Magalhães (DEM) e o ex-prefeito de Recife João Paulo (PT), Campos venceria com 64%. Magalhães teria 10% e João Paulo, 8%. Quando o opositor é o deputado federal Bruno Araújo (PSDB), o governador chega a 68%. Humberto Costa aparece com 8% e o tucano, com 2%”.

  • Terça-feira, 08 Junho 2010 / 4:24

Serra: perdendo com estratégia

A repórter Malu Delgado, do ‘Estadão’, informa que o candidato José Serra reviu sua estratégia e, terá agora a sua disposição, os palanques de Tasso Jereissati, Jarbas Vasconcelos, Paulo Souto, Teotônio Vilela, João Alves e Jackson Lago, que o “ajudarão a reduzir a vantagem de Dilma Rousseff na região”.
                  * * *
Já que é assim, podem tomar nota.
Serra perderá as eleições no Ceará de Tasso, em Pernambuco de Jarbas, na Bahia de Souto, em Alagoas de Teotônio, em Sergipe de João Alves, e no Maranhão de Jackson Lago.
Aguardem outubro…

  • Domingo, 16 Maio 2010 / 4:08

PMDB aponta declínio de Jarbas

De Luiz Carlos Azedo, no ‘Correio Brasiliense’:
“Um comparativo das eleições de 2004 e de 2008 encomendado pela Presidência do PMDB tem como alvo o senador Jarbas Vasconcelos, responsabilizado pelo enfraquecimento da legenda em Pernambuco. O número de prefeitos caiu de 44 para nove, e o de vereadores, de 251 para 107″.

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