• Sábado, 24 Julho 2010 / 8:44

Roriz venceria em Brasília

 Da ‘Folha’:
“Mesmo ameaçado pela Lei da Ficha Limpa, Joaquim Roriz (PSC) lidera com folga a disputa pelo governo do Distrito Federal.
O ex-governador aparece com 40% das intenções de voto, segundo o Datafolha realizado com 706 eleitores do DF entre os dias 20 e 23.
O ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz (PT) é o segundo colocado, com 27%.
Nesse cenário, em que os demais candidatos somam 5%, Roriz estaria eleito no primeiro turno, caso a eleição fosse hoje.
A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
Roriz tem a maior fatia de seu eleitorado entre os entre os eleitores de José Serra, faixa em que chega a 63%, nos simpatizantes do PSDB (76%) e junto aos menos escolarizados (53%).
O ex-governador lidera entre todos os seguimentos, exceto entre os eleitores com nível superior completo (quando perde por 22% a 40%) e entre aqueles com renda familiar acima de cinco salários mínimos.
Roriz, que renunciou ao Senado em 2007 para evitar um processo de cassação por acusações de corrupção, lidera o ranking de rejeição no DF: 34% dizem que não votariam nele de jeito nenhum.
Agnelo é rejeitado por 19% e Toninho do PSOL, por 15%.
O ex-governador busca o quinto mandato em Brasília. Esta será a primeira eleição após a Operação Caixa de Pandora, realizada pela Polícia Federal, que desvendou um esquema de corrupção e compra de apoio político no Distrito Federal.
O escândalo levou à prisão do então governador José Roberto Arruda (ex-DEM).
O índice dos que não apontam candidato na pesquisa espontânea é de 59%. Nesse cenário, sem lista de candidatos, a vantagem de Roriz mingua: tem 18%, contra 15% de Agnelo”.

  • Quinta-feira, 22 Julho 2010 / 13:57

Roriz vai perder a eleição no DF

   Uma boa notícia, também de Ilimar Franco:
“A situação do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) não é mais tão confortável nas eleições para o governo do Distrito Federal. O escândalo Arruda também o afetou. O instituto local OP Brasil, do cientista político Fernando Jorge Caldas Pereira, concluiu pesquisa na qual Roriz tem 37% e Agnelo Queiroz (PT), 31%. Para o Senado, Cristovam Buarque (PDT) tem 41,3%, Rodrigo Rollemberg (PSB), 28,9%, Maria Abadia (PSDB) ,19, 5%, e Alberto Fraga (DEM), 7,5%”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:43

Lula, a favor da reeleição

  Dos repórteres Denise Rothenburg, Josemar Gimenez e Sílvia Bessa, do ‘Correio Brasiliense’: 
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi procurado pelo PSDB há algum tempo para tratar do mandato presidencial. A proposta era unir PT e PSDB em torno da ampliação do período de quatro para cinco anos e incluir no pacote o fim da reeleição. O relato foi feito ontem pelo próprio Lula, durante entrevista aos Diários Associados, concedida na Biblioteca do Palácio da Alvorada. ?Eu disse ao interlocutor que não queria mais o fim da reeleição, não quero mais o fim da reeleição?, contou. O presidente explica que mudou a opinião porque percebeu que ?para se fazer uma obra estruturante neste país, o sujeito, até fazer o projeto básico, executivo, conseguir a licença ambiental e vencer o Judiciário, já terminou o mandato?. Em quase uma hora de conversa, acompanhado do ministro da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins, Lula deixou claro que conversará com Ciro sobre a não candidatura, enquadrou o PT de Minas, dizendo que a prévia para escolher candidato do PT acirrará os ânimos. Afirma ainda ver como certo que Michel Temer será o vice capaz de levar o PMDB para Dilma Rousseff. ?O PMDB é peça importante na aliança nacional?, diz Lula”
                          * * *
Eis a entrevista:
“- O senhor acha que o brasiliense tem o que comemorar hoje nesses 50 anos?
-  O povo de Brasília tem que comemorar. O significado de Brasília como capital não pode ser confundido com os administradores que cometeram absurdos. Muitas vezes, os erros são cometidos porque as pessoas acham que ficarão impunes. Brasília, de um lado, tem que estar de luto, porque aconteceu essa barbaridade, mas, ao mesmo tempo, tem que ter orgulho. É uma cidade extraordinária, que tem crescido muito acima do que foi previsto por Niemeyer e JK. Em alguns aspectos, cresceu um pouco desordenada. Acho até que houve irresponsabilidade em alguns momentos, mas Brasília é isso: tem um lado humano, o Plano Piloto, o centro das cidades satélites, e o lado desumano, daqueles que vivem no Entorno, em situações adversas. Ainda assim, acho que o povo tem que comemorar porque foi uma epopeia o nosso Juscelino cumprir e ter coragem de fazer uma coisa pensada em 1823. Não era fácil tirar a capital do Rio de Janeiro.
- Tivemos uma eleição indireta em que o candidato indicado pelo PMDB ganhou. O senhor acha que ainda cabe a intervenção?
- Essa é uma coisa que depende exclusivamente do Judiciário. Não cabe a um presidente dizer se cabe ou não intervenção. O Judiciário, em função das informações que tem, deve tomar a decisão. Minha preocupação era a paralisação das obras. Não podemos, em função de uma crise política, ver o povo ser prejudicado. No mês passado, pedi para a CGU uma investigação porque era preciso mostrar para a sociedade como estava o andamento de cada obra. No levantamento, detectamos coisas graves, como R$ 300 milhões da saúde depositados numa conta bancária para fazer caixa, quando o dinheiro deveria ser usado para pagar salário de médico, comprar remédio.
- O PT terá uma chapa em Brasília: Agnelo candidato ao governo, Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) para o Senado. O senhor fará campanha aqui?
- Primeiro, o presidente da República não defende chapa dentro do PT em cada estado. O presidente geralmente acata aquilo que os companheiros do estado fizeram. Se o Agnelo, como candidato a governador, e a direção do partido entendem que é necessário fazer essa composição para ganhar as eleições, eles que sabem. Agora, nessa chapa toda está faltando um componente, que é o PMDB. Para onde vai? Não sei se o PT do Distrito Federal está conversando com o PMDB, mas acho importante conversar. O PMDB é peça importante na aliança nacional. De qualquer forma, o Agnelo é um homem de muita respeitabilidade, de dignidade incomensurável. Acho que ele irá empolgar os eleitores.
- E, em Minas, cansou, já chegou no limite? Como vai ficar aquilo ali?
- A política seria fácil se as pessoas a percebessem como o leito de um rio: a água desce normalmente se ninguém resolver fazer uma barragem. As coisas em Minas tinham tudo para ocorrer normalmente, sem trauma, sentar PT e PMDB e tentar conversar. Tínhamos e temos chance de ganhar na medida em que o Aécio Neves (ex-governador de Minas) não é candidato e ninguém pode transferir 100% dos votos. De repente, o PT resolve fazer uma guerra interna. Essas guerras não resolvem o problema. As pessoas pensam que podem fazer insultos, provocações e, depois, botar um papel em cima. No PT não volta à normalidade.
- Mas como faz? No momento em que escolhe um candidato a governador, como é que tira?
- Se o PT precipitar as decisões, vai ficar cada vez mais num beco sem saída. A prévia é importante, mas não pode ser usada para resolver problemas que os dirigentes criaram e não conseguem resolver. Se eu criei uma confusão, em vez de resolver, falo: ?Vamos para uma prévia?? Na história do PT já tivemos guerras fratricidas nessas prévias. Minas é um estado importante, interessa muito ao PT, ao PMDB e ao PSDB. É o segundo colégio eleitoral e muito sofisticado, porque você tem a Minas carioca, a Minas Bahia, a Minas Brasília, a Minas São Paulo, a Minas Minas . É preciso trabalhar isso com carinho.
- Minas, pelo jeito, se o senhor não intervir, não resolve.
- Se as pessoas fizeram isso achando que tenho que resolver, não é uma boa atitude. Não sou eleitor de Minas, não estou lá no embate cotidiano. Pimentel e Patrus (pré-candidatos do PT ao governo mineiro) são experientes, conhecem bem o PMDB de Minas. Já deveriam estar conversando entre eles e com o Hélio Costa (pré-candidato do PMDB) para trazer uma solução sem mágoas.
- Por falar em mágoas, e Ciro Gomes?
- Pretendo conversar com Ciro na medida em que a direção do PSB entenda que já é momento. Achei interessante quando ele transferiu o título para São Paulo porque era uma probabilidade. No primeiro momento, houve certa reação do PT, depois todos os quadros importantes passaram a admitir que era importante o Ciro ser candidato a governador de São Paulo. Depois, o PSB lançou o Paulo Skaf. O problema não era dentro do PT. Disse para o Ciro que jamais pediria para uma pessoa ou partido não ter candidato a presidente se não tiver argumento sólido. Ser candidato significa a possibilidade de fortalecer os partidos, mas também a possibilidade de perder uma eleição. Eu estou convencido de que essa deveria ser uma eleição plebiscitária. Fazer o confronto de ideias, programas, realizações.
- E como fica a disputa pelo governo de São Paulo?
- O PT não precisa provar para ninguém que tem 30% dos votos em São Paulo. Precisamos arrumar os outros 20%. Eu disse a Mercadante: ?É preciso que você arrume o teu José Alencar?. O Alencar teve importância para mim que não é a da quantidade de votos, mas da quantidade de preconceito que quebrou. Se um cara com 15 mil trabalhadores na fábrica, a maior empresa têxtil do país, estava sendo meu vice, um cidadão que tinha dois empregados e tinha medo do Lula perdia o argumento. O discurso do José Alencar quebrou barragem maior do que a de Itaipu. O PT de São Paulo precisa arrumar esse Alencar.
- Nesse conceito de vice, Michel Temer não teria esse perfil para a chapa de Dilma?
- Deixa eu contar uma coisa: a Dilma tem cartão de crédito de oito anos de administração bem-sucedida no Brasil. Ela foi uma gerente excepcional. O Temer dará a segurança de um homem que deu a vida pública já de muito tempo, tem uma seriedade comprovada no Congresso e hoje está mais fortalecido dentro do PMDB. Se ele for o indicado pelo partido, dará a tranquilidade de que nós não teremos problemas de governabilidade.
- A oposição já percebeu essa questão da eleição plebiscitária e começou agora a trabalhar com o slogan ?Pode ficar melhor?. Isso muda alguma coisa com relação à candidatura da ministra Dilma?
- Não. Mudaria se eles fizessem a campanha ?pode ficar pior?. Eu acho que eles têm que prometer fazer mais coisas. O que é importante e que me dá prazer de falar desse assunto, com humildade, é o seguinte: eu mudei o paradigma das coisas neste país. Quem não queria enxergar, durante meus oito anos de mandato, vai enxergar já daqui para frente.
- O senhor disse recentemente que se ressentia de não ter feito a reforma política. O Serra disse que, se eleito, proporá os cinco anos de mandato sem reeleição. Como o senhor avalia isso?
- Em política não vale você ficar falando para inglês ver. A história dos cinco anos eles já tiveram. É importante ter em conta que eles reduziram o mandato de cinco para quatro anos pensando que eu ia ganhar as eleições em 1994. Eles ganharam e, em 1996, aprovaram a reeleição. Aí, para tentarem convencer o Aécio a ser o vice, vieram até me propor que, se o PT e o PSDB estivessem juntos numa reforma política para aprovar cinco anos, seria o máximo, a gente aprovaria. Eu falei para meu companheiro interlocutor: ?Olha, eu era contra a reeleição, agora eu quero que tenha a reeleição mesmo se você ganhar, porque em quatro anos você não consegue fazer nenhuma obra estruturante, nenhuma?. Entre você pensar uma grande obra, fazer projeto básico, executivo, tirar licença ambiental, enfrentar o Judiciário, enfrentar o Tribunal de Contas e vencer todos os obstáculos, termina o mandato e você não começa a obra, sabe? Então eu falei: ?Não quero mais o fim da reeleição?.
- Essa conversa aconteceu quando, presidente? Com quem?
- Faz algum tempo. Não, porque era a tese do ex-presidente para convencer o Aécio a ser vice. Então, em política não vale ingenuidade. Ou seja, ninguém vai acreditar que o mesmo partido que criou a reeleição venha querer acabar com ela. É promessa para quem? Ninguém está pedindo isso. Só o Aécio está pedindo.
- O senhor já está trabalhando com a hipótese de o Aécio ser o vice?
- Sinceramente, acho que o Aécio está qualificado para ser o que quiser. Se ele for vice, vai se desgastar. É só pegar o que o Estado de Minas escreveu sobre as divergências de Aécio com Serra para perceber que o Aécio vai colocar muita dúvida na cabeça do povo mineiro.
- O senhor tem uma segurança grande com relação ao partido. A ministra Dilma não veio da base do partido. A preocupação é a seguinte: será que a ministra tem condições de ter um poder sobre o partido? Não será monitorada por ele?
- Não, não existe hipótese, gente. Primeiro porque uma coisa é a relação de respeito que você tem de ter com o partido. Não é uma relação de medo. Eu vou poder ajudar muito mais a Dilma dentro do PT não sendo presidente. Estarei mais nos eventos do PT, estarei participando mais das coisas do PT.
- O senhor acha que vai transferir quanto de sua popularidade para a ministra?
- É engraçado porque as pessoas que acham que eu não vou transferir voto para a Dilma acham que o Aécio vai transferir para o Serra. É engraçadíssimo porque as pessoas olham o seu umbigo o dizem ?o meu é o mais bonito de todos?.
- Mas essa transferência seria automática?
- Não, não seria automática. Não existe um automaticismo em política.
- E o que lhe dá, então, uma segurança tão grande?
- O que me dá segurança é que ao mesmo povo que me dá o voto de confiança há sete anos vou pedir para dar um voto de confiança a Dilma. Vou fazer campanha. Não pensem que vou ficar parado vendo a banda passar. Eu quero estar junto da banda, até porque acho que a campanha da Dilma é parte do meu programa de governo para dar continuidade às coisas que nós precisamos fazer no Brasil.
- Há tempo suficiente para torná-la conhecida em alguns lugares do país, como os grotões do Nordeste?
- Lá eu não vou nem chegar, lá eles são Lula. Lá estou representado. Eu quero ir é aos outros lugares.
- O Nordeste, então, não lhe preocupa?
- Lógico que me preocupa. Não existe eleição ganha antes da apuração, mas o carinho que o povo nordestino e do Norte têm por mim é de relação humana forte. Vou pedir o apoio desses companheiros para a minha candidata e vou trabalhar em outros estados. O meu trabalhar é o sinal mais forte que posso dar à sociedade brasileira de que não estou pensando em 2014. Quando o político é canalha, ele não quer eleger o sucessor. O velhaco quer voltar.
- Essa eleição da Dilma, parece que o senhor tem mais garra com a campanha dela do que com a sua reeleição. É uma questão de honra eleger a Dilma?
- Em política não se coloca questão de honra. É de pragmatismo. Estou muito mais animado com a campanha da Dilma do que com a minha. Meu governo já foi avaliado com a minha reeleição. Ele será biavaliado se eleger a Dilma. Daí a minha responsabilidade.
- Presidente, nesses oito anos o que o senhor olhou para trás e pensou: que pena que eu não fiz isso?
- Uma coisa eu digo: quando eu deixar a Presidência, vou ser uma pedra no calcanhar do PT para que o PT coloque a reforma política como prioridade, com 365 dias por ano falando de reforma política, procurando aliados para a gente fazer. Sobretudo porque eu acho que o fundo público para financiar as eleições, com a proibição de dinheiro privado, seria uma chance que a gente teria de moralizar o país.
- Qual a quarentena que o senhor dará com relação ao futuro governo?
- Não tem quarentena. Pretendo não dar palpite no próximo governo se pedirem alguma opinião (falava de Dilma), porque sinceramente acho que quem for eleito tem o direito de governar e de fazer o que entender que deva ser feito. Depois vai ser julgado. Não cabe a mim julgamento e ficar cobrando, como se fosse ex-marido ou ex-mulher, dizendo como o outro tem de ficar vivendo.
- Em relação ao seu projeto internacional?
- Esse negócio da ONU, vamos ter claro o seguinte: a ONU não pode ter como secretário-geral um político. Tem que ter um burocrata do sistema porque, caso contrário, você entra em confronto com outros presidentes. Vamos melhorar a ONU, mas acho que a burocracia tem de continuar existindo para manter certa harmonia. Eu tenho vontade de trabalhar um pouco a experiência acumulada no Brasil tanto para a África quanto para a América Latina. Não tenho projetos. Só penso agora em terminar o mandato e animar os meus ministros porque vai chegando o fim do mandato e, sabe aquele negócio, vai dando 2h da manhã, você está num baile e já começa a procurar uma cadeira para sentar. Eu quero que todo mundo continue animado e dançando porque eu quero continuar muito bem até 31 de dezembro.
- E o PAC 2? Não vai dar tempo de ser começado, presidente…
- Por que eu tive de fazer o PAC 2? Para facilitar a vida de quem vai entrar depois. Se não quiser fazer, não faça. Foi eleito presidente, tem o direito de pegar tudo, rasgar e não fazer. O que eu quero? Quero deixar uma prateleira de projetos que não recebi. Deixar a estrutura semeada”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:37

Brasília elege hoje o governador

Brasília prova hoje que o ruim pode ficar pior.
Às 3 da tarde, a Câmara Distital – totalmente desmoralizada – elegerá, indiretamente, o novo governador do Distrito Federal, que terá mandato até o final do ano.
O processo é legal.
Mas é ilegítimo.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:03

FHC com Roriz irrita o PSDB

Joaquim Roriz visitou Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo

Joaquim Roriz visitou Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo

Dos repórteres Adriana Vasconcelos, Maria Lima e Adauri Antunes Barbosa, de ‘O Globo’:
“O encontro anteontem entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), que ofereceu apoio à candidatura do tucano José Serra à Presidência, provocou constrangimentos e irritação à cúpula do PSDB. Embora lidere as pesquisas sobre a sucessão no DF, Roriz está na mira do Ministério Público, que apura denúncias de que o esquema do mensalão do DEM, que derrubou o governador José Roberto Arruda, teria começado em sua administração.
O encontro, articulado por Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência e atual vicepresidente executivo do PSDB, foi considerado desastroso.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), criticou a reunião e antecipou ser contra qualquer aliança com Roriz. Para ele, Serra pode sobreviver sem palanque no DF. Além disso, acrescentou, Fernando Henrique não é a pessoa credenciada para fazer ou desfazer acordos.
O caminho para selar ou não um acordo não é ali (Fernando Henrique). FH vai ser um militante de peso, mas não é seu papel selar acordos afirmou Virgílio, acrescentando: Não vejo porque temos que nos nivelar por baixo. Eu não concordo e não precipitaria um palanque com Roriz em Brasília. Serra pode ir ali na rodoviária que todo mundo o conhece. O DF não precisa de um cacique para mandar o eleitor votar no Serra.
Essa é uma estratégia vovó, antiga, de fazer palanque por região.
Ele pode perder no DF, mas ganhar em outros estados. O que quero saber é a procedência desses palanques.
Quem tem um (João) Vaccari não tem direito de patrulhar ninguém reagiu o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), em referência ao tesoureiro nacional do PT, sob suspeita de ter responsabilidade no desvio de R$ 100 milhões da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) para campanhas do partido.
Guerra foi um dos dirigentes do PSDB surpreendidos com o encontro de FH e Roriz. E também manifestou sua insatisfação, ainda que com menos veemência.
Embora esteja costurando uma aliança nacional com o PSC, ele adianta que isso poderá não se estender aos estados.
O deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), um dos mais fiéis aliados de Serra no Congresso, recomendou cautela nas negociações no DF.
Brasília é hoje um campo minado, e qualquer movimento pode gerar uma explosão. Por isso, quanto mais esperarmos, melhor advertiu Jutahy.
FH diz não estar atrás de reconhecimento Ontem, em São Paulo, Fernando Henrique disse que ele e Roriz não conversaram sobre o eventual apoio do ex-governador a Serra: Não tenho delegação do Serra para conversar sobre esse assunto. Ele (Roriz) confirmou que é candidato ao governo de Brasília, mas sobre como vão ser as tratativas, ele vai ter que desenvolver com o PSDB.
Antes de participar ontem à tarde de debate sobre Drogas e cultura, com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e outros especialistas, Fernando Henrique disse que o presidente Lula faz campanha contra seu governo porque os tucanos são fortes.
Para ele, é bobagem considerarem que ele quer reconhecimento dos correligionários na campanha eleitoral deste ano.
Reconhecimento depende da história. Isso é bobagem. Não fico preocupado com isso. E todo mundo sabe que o governo faz campanha contra porque nós somos fortes. Vão dizer: Olha que fiz mais que o Fernando Henrique. Por que não fala que fez mais que os outros presidentes? Porque nós somos fortes, só por isso.
Fernando Henrique defendeu que a campanha tucana não caia na provocação de Lula e olhe para a frente: Campanha olha para frente, não olha para trás. Isso é o presidente Lula que gosta muito de falar, contra o meu governo.
Mas faz tudo o que eu fazia.
O ex-presidente admitiu que existe um certo nervosismo no momento, mas o motivo não é o crescimento nas pesquisas eleitorais da pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff, mas porque todos querem antecipar o que vai acontecer. Dilma, segundo ele, não é líder. O nervosismo não é por causa do crescimento da Dilma.
Na verdade, quem duvidava que o Lula ia transferir, vai transferir.
Dilma tem zero, ela é reflexo do Lula. Ela não é líder. Líder é o Lula, e o Lula, como tem popularidade, vai transferir. Todo mundo sabe que vai transferir. Até quando, vamos ver”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:32

Agaciel quer ter imunidade

Das repórteres Ana Paula Scinocca e Rosa Costa, do ‘Estadão’:
“Apontado como responsável pelos atos secretos do Senado, segundo investigação da própria Casa, o ex-diretor-geral Agaciel Maia briga por espaço no PTC, ao qual se filiou em setembro, para disputar uma vaga na Câmara. A intenção de Agaciel, segundo apurou o Estado, é eleger-se deputado federal e garantir foro privilegiado.
Em pré-campanha, ele já distribuiu calendários em Brasília. Adesivos com seu nome, que divulgam sua página na internet, também são vistos nos carros que circulam na cidade, além de um trio elétrico, flagrado pela reportagem.
Agaciel nega que esteja em campanha. “Candidatura é futurologia”, disse ele ontem à reportagem, em entrevista por telefone. “Isso é coisa dos amigos que estão me dando apoio e dizendo: “Agaciel, não esmoreça”.”
A comissão que investiga os atos secretos no Senado concluiu relatório no qual Agaciel é apontado como coordenador da prática de não divulgar, ou retardar durante meses, a divulgação de atos administrativos questionáveis, como a contratação de servidores fantasmas, promoções e pagamento de horas-extras indevidas.
Dois dos três membros da comissão disciplinar encarregada do processo contra o ex-diretor-geral do Senado pedem a sua exoneração a bem do serviço público. Um terceiro sugere a suspensão.
O relatório foi enviado à primeira-secretaria da Casa no último dia 18. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), terá a palavra final sobre o afilhado. Além disso, aliados tentam ganhar tempo para que Agaciel consiga se candidatar e garantir o foro privilegiado.
Os calendários com a foto de Agaciel – e a inscrição “Que as bênçãos de Deus sejam constantes em seu lar” – foram rodados na Gráfica Certa.
Funcionários da empresa informaram que Agaciel tem encomendado as peças publicitárias quinzenalmente. Um dos lotes já rodados e entregues foi de 56 mil unidades. O pedido custou R$ 14 mil”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:45

Brasília se livra de Paulo Octávio

 Enfim, uma boa notícia.
Quem nos dá é Isabel Braga, de ‘O Globo”:
“Alvo de investigações da Polícia Federal e Ministério Público no escândalo do mensalão do DEM, o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, avisou à executiva nacional do partido que não disputará a eleição para o governo do Distrito Federal em 2010. Como publicou ontem Ricardo Noblat, em seu blog no site do GLOBO, a expectativa de assessores é que Octávio anuncie a saída em definitivo da política.
Octávio poderia ser uma alternativa do DEM na disputa para governador, após a desfiliação do governador José Roberto Arruda em decorrência do escândalo em sua gestão.
Mas, com a decisão, Octávio tenta sair do foco de denúncias que vêm sendo divulgadas desde que estourou o escândalo do pagamento de propinas a empresários e deputados distritais envolvendo Arruda, secretários e empresários.
Octávio não aparece em vídeos recebendo dinheiro da propina, mas seu nome é citado em conversas gravadas como sendo beneficiário de parte do dinheiro cobrado de empresas que têm contratos com o GDF.
Decisão foi tomada com a família, em Nova York Seu assessor Marcelo de Carvalho aparece em vídeo recebendo dinheiro do suposto esquema de propinas. Segundo a assessoria de Octávio, ele decidiu que não será candidato ao governo, mas não há definição sobre a disputa de outros cargos.
Assessores dizem que ele continuará como vice-governador até o fim do mandato.
Depois de passar o réveillon no Brasil, Paulo Octávio viajou com a família para Nova York, no Estados Unidos. Segundo a assessoria, ele aproveitou os últimos 15 dias para refletir sobre a candidatura e, para tentar preservar a família, desistiu de concorrer ao GDF. Na última sextafeira, ele ligou para o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).
? Ele avisou que não disputaria a eleição de 2010. Disse que tomou a decisão porque pretende priorizar a família e as empresas dele ? contou Maia.
Ao responder sobre quem será o candidato do DEM ao GDF, Rodrigo afirmou: ? Esse é uma assunto a ser tratado mais à frente. Não é hora de mexer com a eleição do Distrito Federal.
Octávio é um dos maiores e mais ricos empresários do setor de construção civil em Brasília.
O grupo Paulo Octávio possui 16 empresas, que atuam em áreas como a construção civil, imobiliária, concessionárias de veículos, rádio e TV. Ele entrou para a vida pública em 1990. Foi eleito deputado federal duas vezes e senador uma vez. Deixou o mandato no Senado para concorrer, como vice, na chapa ao governo encabeçada por Arruda.
Segundo a assessoria, a volta de Nova York a Brasília está prevista para a tarde de hoje”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:27

Roriz e o quinto mandato no DF

O ex-senador Joaquim Roriz poderá obter o quinto mandato de governador do Distrito Federal, segundo pesquisa do Datafolha. A ‘Folha’ de hoje, publica uma análise da pesquisa feita por Fernando Rodrigues:
“Na primeira pesquisa Datafolha depois do escândalo do mensalão que atingiu o governo de José Roberto Arruda (sem partido), o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) venceria a disputa ao governo do Distrito Federal no primeiro turno, se a eleição fosse hoje.
Em todos os seis cenários testados pelo levantamento, realizado entre os dias 14 e 18 deste mês, Roriz é o preferido de 44% a 48% dos eleitores. Para vencer no primeiro turno é necessário obter mais de 50% dos votos válidos -aqueles dados aos candidatos, excluindo brancos e nulos.
Arruda e vários aliados foram flagrados em vídeos recebendo maços de dinheiro -alguns escondendo as notas nas cuecas e nas meias. O caso veio à tona no final de novembro, e Arruda foi forçado a se desfiliar do DEM. Sem partido, está legalmente impedido de disputar a reeleição e enfrenta vários pedidos de impeachment na Câmara Distrital.
Em março, antes do mensalão, Arruda pontuava no Datafolha 40% ou 41%, conforme o cenário. Agora, o instituto testou seu nome para aferir a reação do eleitor de Brasília ao escândalo. Arruda teria 8% ou 11%, em dois cenários.
O Datafolha entrevistou 510 eleitores no Distrito Federal. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
A saída de Arruda do páreo abriu um vácuo na sucessão ao governo de Brasília no campo contrário a Roriz. Nenhum político conseguiu herdar os pontos que o atual governador tinha em pesquisas passadas.
Apesar de as investigações da Polícia Federal atingirem o governo Roriz, o ex-governador, aparentemente, não foi afetado perante o eleitorado.
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que governou Brasília uma vez (1995-1998), apareceu com apenas 17% em um dos cenários, mas é quem tem o melhor desempenho entre os adversários de Roriz.
No cenário com o pedetista, Roriz tem 44%; contra 17% de Cristovam; 9% do ex-ministro Agnelo Queiroz, que recentemente trocou o PC do B pelo PT; 5% do vice-governador, Paulo Octávio (DEM); e 4% do senador Gim Argello (PTB).
Poupado pela cúpula do DEM, Paulo Octávio aparece citado em várias passagens das investigações do mensalão do DF. Em depoimento recente dado em São Paulo, o ex-secretário Durval Barbosa, responsável pelos vídeos e por informações do inquérito, disse que entregou ao vice-governador R$ 200 mil há um ano e meio.
Em um cenário sem Cristovam, que pode optar pela reeleição ao Senado, Roriz tem 46% contra 11% de Agnelo Queiroz. Paulo Octávio tem 7%; o deputado distrital José Antonio Reguffe (PDT), 6%; e o senador Gim Argello (PTB), 5%. Roriz tem 17 pontos a mais que o total dos rivais.
Roriz tem 73 anos. Já governou Brasília quatro vezes (1988-1990; 1991-1994; 1999-2002; 2003-2006). Em 2007, assumiu uma vaga no Senado. Renunciou no mesmo ano para não ser cassado, acusado de receber propina de empresários.
“O quadro sucessório nos Estados ainda pode ser bem alterado após o início da campanha, que é quando as pessoas se informam”, diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha.
Na pesquisa espontânea (sem lista de candidatos), Roriz também é líder, com 23% de menções. Arruda, apesar da crise, tem 5%, seguido por Agnelo (2%). Paulo Octávio e Gim Argello têm 1% cada. As citações a Cristovam não atingem 1%.
O Datafolha perguntou aos eleitores se sabiam das eleições. Em Brasília, só 46% souberam dizer que haverá disputa pelo governo. O número de eleitores que dizem não saber ainda em quem votar -ou que votarão nulo, branco ou nenhum- chega a 28%”.

  • Sábado, 26 Junho 2010 / 4:28

Mais prejuízo para Serra

Sete candidatos a governador estão ameaçados de terem suas candidaturas impugnadas pela lei da Ficha Limpa.
Caso isso ocorra, José Serra ficará sem palanque em tres Estados, e mais no Distrio Federal. A saber:
1. Rondônia – Expedito Filho.
2. Paraíba – Cassio Cunha Lima.
3. Maranhão – Jackson Lago.
4. Brasília – Joaquim Roriz.

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