Procura-se

     Tudo levar a crer que os proprietários da Drogaria Pacheco são moradores, refugiados, no Complexo do Alemão.
Só isso explica seu comportante diante de uma senhora de 87 anos, que sofre com problemas de pressão arterial.
Como toda pessoa dessa idade, ela está acostumada a fazer estoque, principalmente de remédios.
Há duas semanas ela esteve internada no CTI de um hospital do Rio, e todo o receiturário foi trocado.
Sobraram quatro caixas de remédios no valor de pouco mais de R$ 70,00.
Ela pediu a um mensageiro que fosse a mesma loja da Drogaria Pacheco levando a nota fiscal,  pedindo  não a restituição do que foi pago, em dinheiro, mas sim a troca por outro medicamento.
Mas eles não trocam, pois a nota fiscal data de 30 de setembro, e eles só fazem trocas se a nota tiver no máximo sete dias.
A caixa dos medicamento estão intactas, inclusive com o selo do vendedor, e os  remédios vencem somente em 2012.
Se as forças de segurança do Rio trabalharem com rigor, certamente eles encontrarão o pessoal da Pacheco em um dos barracos do Alemão.