• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:15

Lula dá a volta em Cabral

  E a conversa de Lula com Cabral?
Agora só em março. E olhe lá.
Amanhã, às 10 da manhã, Lula embarca para Cancun e, à noite, janta com o Presidente Calderón.
Depois, Cidade do México, El Salvador, Cuba e Haiti.
E tem mais: segundo o blog do jornalista Josias de Souza, Lula disse ao presidente do PMDB, Michel Temer, que ele não subirá em dois palanques onde o PT e o PMDB não chegarem a um acordo, mas Dilma Rousseff está livre para subir em ambos.
Ou seja: Cabral terá de se contentar com a ?carismática e mandona? Dilma Rousseff.
O fanfarrão também é trapalhão.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:14

Lula revolta o PT gaúcho

Do diário gaúcho ‘Zero Hora’:
“Ao afirmar que não fará corpo-a-corpo eleitoral em Estados onde há palanque duplo para a ministra Dilma Rousseff ? pré-candidata do PT à Presidência ?, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou revolta entre petistas gaúchos ontem.
Figura ausente na campanha à prefeitura de Porto Alegre em 2008, o presidente sinaliza que poderá frustrar novamente as expectativas e não se engajar à candidatura a governador de Tarso Genro, uma vez que o ex-ministro da Justiça vai disputar com o prefeito da Capital, José Fogaça (PMDB). No plano federal, PT e PMDB deverão abraçar a candidatura de Dilma.
Quando fez a declaração, Lula estava ao lado do governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), que concorrerá à reeleição e pode enfrentar Zeca do PT. Em Três Lagoas, o presidente citou os casos de Mato Grosso do Sul, de Santa Catarina, de Pernambuco e do Rio Grande do Sul como exemplos de locais onde as negociações estão difíceis.
? Se em algum Estado não houver possibilidade de construir uma aliança política, o que vai acontecer é que o presidente da República não participará da campanha naquele Estado ? disse Lula, em referência à campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT).
Se Lula não aparecer no Estado, o maior beneficiado é Fogaça, uma vez que Tarso terá seu cabo eleitoral de luxo neutralizado. Inconformados com a eventual ausência de Lula, dirigentes gaúchos do PT demonstraram irritação com as declarações do presidente e reconheceram possíveis prejuízos a Tarso. À frente do PT estadual, o deputado Raul Pont considerou ?dispensável? a manifestação presidencial:
? O palanque prioritário é o nosso, o do PT. É o partido que sustentou as campanhas e a eleição. É um equívoco. Tarso trabalhou e sustentou sete anos de governo. Lula deveria estar junto conosco.
Disse também que não se pode cobrar um preço impagável do PT:
? Não é porque José Sarney (presidente do Senado) ajudou o governo, que deixaremos de ter candidatura, por exemplo, no Maranhão.
Coordenador da pré-candidatura de Tarso, Luiz Fernando Mainardi defende que Lula apoie abertamente todos os candidatos do PT:
? O presidente não é candidato. Ele vai exercer o direito de militante do PT e não do PMDB. Por que isso? O partido é construção de Lula, e ele é construção do partido.
Rebelião nos Estados não será tolerada este ano. Ontem, o 4º Congresso Nacional do PT deu ao comando do partido poderes totais para fechar as alianças eleitorais que quiser e para intervir em qualquer seção estadual que as contrariar. O objetivo é não criar obstáculos para a construção da coligação de Dilma.
? Esse poder da direção, sendo usado com ponderação e conhecimento da situação local e não sendo usado de maneira arbitrária, mas com sensibilidade das questões políticas locais, é correto, porque dá predominância à questão nacional ? avaliou Tarso no encontro petista.
O ex-ministro voltou a dizer que a disputa com Fogaça não trará prejuízos a sua candidatura. Para ele, o duplo palanque será favorável a Dilma:
? Não sei porque acham que eu perderia votos com o apoio do Fogaça para Dilma. É o reconhecimento da legitimidade do PT. A eleição para a Presidência é mais importante”.

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