Dirceu ataca Henrique Meirelles

Pelo que se sabe, Henrique Meirelles permaneceu na presidência do Banco Central a pedido do Presidente Lula.
Isso foi o que os jornais publicaram e nenhum dos dois procurou desmentir.
Meirelles não tinha condições de ser vice de Dilma Rousseff e, aparentemente, a candidatura ao Senado, pelo PMDB de Goiás, não o interessou.
Lula certamente não acertou a permanência de Meirelles, no BC, num eventual governo Dilma – a não ser que a própria candidata tenha feito um aceno.
Ou quem sabe o candidato José Serra…
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O fato é que o ex-ministro José Dirceu ataca hoje em seu blog, violentamente, o presidente Henrique Meirelles, que falou em dar uma tacada – para cima óbviamente – na taxa de juros, para não ter de aumentá-la, mês a mês, até as eleições.
Veja o que diz Dirceu:
“O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, ficou no governo, não quis ser candidato, mas se comporta como se fosse. Agora dá conselhos ao próximo governo. Previne que ele não deve manipular o câmbio – é, exatamente aquele que os tucanos mantiveram fixo até o Brasil quebrar.
Além disso, dr. Meirelles deita falação sobre gastos públicos – exato, aqueles que os tucanos nunca controlaram; sobre dívida pública, que os tucanos dobraram em seus oito anos de governo; e sobre poupança, que caiu sem parar no tucanato.
Dr. Meirelles continua o de sempre, agora fazendo coro com a oposição por corte de gastos públicos e aumento da poupança. Fala como se essa elevação fosse uma questão de vontade política e como se os tucanos tivessem praticada essa política no governo FHC. Na maior parte do seu tucanato, todos se lembram, era câmbio fixo, ausência de superávits e aumento da dívida pública, que comno eu disse acima, dobrou naqueles oito anos.
Mas como reduzir a relação dívida PIB e aumentar a poupança com aumento dos juros e da taxa Selic? Sim, porque é isso que ele e seus diretores no BC passaram para o jornalista Kennedy Alencar na Folha de S.Paulo, e para outros nos diversos jornais: quer dar uma ?paulada? nos juros, taxas que chegaram a 27,5% descontada a inflação no governo de FHC sob a regência de Gustavo Franco na presidência do BC.
Só espero que não seja uma paulada no governo Lula e no Brasil”.