• Quinta-feira, 29 Julho 2010 / 10:31

Dilmaboy quer se profissionalizar

     Do repórter Matheus Magenta, da ‘Folha’:
“O estudante de publicidade Paulo Reis, 25, autor do hit do YouTube “Dilmaboy”, já tem empresário para “gerenciar sua agenda” e disse que está “aberto a negociações” com o PT sobre uma possível participação na campanha da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff.
No vídeo, que já teve mais de 184 mil visualizações, ele faz uma paródia musical de “Telephone”, de Lady Gaga, em homenagem a Dilma.
“Ela é a nova Evita Perón / Olha pra ela / Ela agora é sucesso / Amiga do homem / Vai vencer”, diz um trecho.
Ontem, Reis participou em Salvador de um encontro de blogueiros e tuiteiros promovido pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição. Marcelo Branco, coordenador da campanha de Dilma na internet, também participou do evento como palestrante.
“A minha intenção sempre foi participar da campanha, mesmo que de forma indireta, por isso eu tive a iniciativa de fazer o vídeo. Minha identidade com o PT é coisa de família”, disse o “Dilmaboy”.
Reis afirmou que já votou duas vezes no presidente Lula (2002 e 2006), mas não é filiado ao PT. Disse que já preparou o próximo vídeo, mas não teve tempo de filmar.
O empresário do estudante, Gustavo Martins, é dono da agência de publicidade em Goiás onde Reis trabalha.
Ele afirmou que o objetivo principal do estudante não é ganhar dinheiro com o vídeo, mas ajudar a eleger Dilma.
Reis disse que não recebeu dinheiro do PT para fazer o “Dilmaboy” e que ainda não lucrou com o vídeo. Ele teve passagem aérea e hospedagem pagas pelo PT baiano, mas não recebeu cachê”.

  • Sexta-feira, 23 Julho 2010 / 12:01

A audiência do Dilmaboy

    Ilimar Franco equivocou-se hoje ao falar da audiência, no YouTube, do Dilmaboy.
Segundo ele, o vídeo foi visto por 5.064 pessoas.
No dia 16, sexta-feira, o próprio Ilimar atestava que a audiência já havia passado dos 11 mil.
Só na versão original – existem hoje mais de uma dezena delas, fora as piratas - Dilmaboy foi assistido por 166.805.
Quem já viu o vídeo, e quer a letra, aí vai ela::

Hello Serra a Dilma é favorita pra vencer.
Só você não sabe e quer disputar pra quê?
Ela sabe que o povo tem fome e quer comer.

Sorry, Serra mas essa você vai perder.
Você vai perder. Você vai perder.

Sorry Serra mais uma vez vai dar PT.
Tenta há séculos e a favorita é do PT.
Nunca desistiu mais uma vez vai perder.
Quer melhorar a saúde e o povo não quer crer
Não quis se aliar, agora você vai ver

Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso!
Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón…
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso

Amiga do Homem, vai vencer!
Amiga do Homem…

Ela não é O Cara, mas é amiga do Homem!
Você não é o Cara, nem amigo do Homem
Venha para o Club, deixa de ser bobo
Venha logo também ser amigo do Homem

Ela não é O Cara, mas é amiga do Homem!
Você não é o Cara, nem amigo do Homem
Venha para o Club, deixa de ser bobo
Venha logo também ser amigo do Homem

Se mexer com ela dou bafão juro, confesso
Minha Diva…
Desbanquei Stephany, sou um mega sucesso

Só no Rebolation, sorry mas está tenso
Quando ela ganhar vai rolar Dilma’s party
E sua secretária vai ligar pra você
E vamos comemorar com o Rebolation
Todos vão se esbaldar na festa do PT

Nós vamos vencer, nós vamos vencer!
Sorry, Serra mas essa você vai perder.
Você vai perder. Você vai perder.

Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso!
Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón…
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso

Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso!
Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón…
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso

Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso!
Stop Burn Stop Burn. Ela é a nova Evita Perón…
Olhe pra ela. Ela agora é sucesso

Amiga do Homem, vai vencer!
Amiga do Homem…

Ela não é O Cara, mas é amiga do Homem!
Você não é o Cara, nem amigo do Homem
Venha para o Club, deixa de ser bobo
Venha logo também ser amigo do Homem

Ela não é O Cara, mas é amiga do Homem!
Você não é o Cara, nem amigo do Homem
Venha para o Club, deixa de ser bobo
Venha logo também ser amigo do Homem

Aaaa amigo do Homem, aaaa, amigo do Homem
deixa de ser bobo, venha logo também
ser amigo do Homem

Aaaa amigo do Homem, aaaa, amigo do Homem

  • Quarta-feira, 21 Julho 2010 / 19:25

Dilmaboy vem aí de novo

 Quem informa é Adriana Vasconcelos, de ‘O Globo’:
“O vídeo que ele gravou em apoio a Dilma Rousseff virou um sucesso no YouTube. Com o gosto do sucesso na boca, o estudante de publicidade Paulo Reis quer mais. O Dilmaboy anunciou ontem pelo Twitter que fará nova gravação em favor da candidata do PT à Presidência.
@dilmaboyoficial Vou nessa mas não percam o próximo vídeo no ar até dia 01/08 especial para @dilmabr”.

  • Terça-feira, 20 Julho 2010 / 17:37

Serra, Dilma, Marina e os gays

                                                              Gilberto Scofield Jr.*
  Durante os últimos dias, desde que o Senado da Argentina aprovou na terça-feira passada a lei que iguala os direitos civis de casais gays aos de casais heterossexuais – garantindo a gays e lésbicas direitos civis como casamento, herança, pensões e até adoção -, a blogosfera e as redes sociais argentinas, do Facebook ao Twitter, se encheram de elogios à presidente Cristina Kirchner.
Atolado em baixos índices de popularidade e uma lista de acusações de enriquecimento ilícito que fariam corar qualquer Ficha Suja de Brasília, o casal Kirchner viu na defesa da lei da igualdade civil uma forma de recuperar sua imagem desgastada.
A julgar pelos comentários na rede argentina, conseguiu. A declaração de Cristina sobre a aprovação da lei foi repetida e repetida na rede até virar um mantra.
“Foi um triunfo da sociedade. Houve quem quisesse transformar a questão num problema religioso, mas a discussão é estritamente sobre princípios de direitos civis”, disse ela, para regozijo da comunidade gay argentina, justamente uma das maiores críticas do nível de corrupção em torno da Casa Rosada.
De olho em pesquisas que mostram que a maioria da sociedade argentina apoia a ampliação dos direitos civis para gays e lésbicas, Cristina e Néstor Kirchner (ex-presidente, deputado federal e provável candidato à Presidência argentina nas eleições do ano que vem) não apenas verbalizaram publicamente seu aval à causa, como mobilizaram aliados na Câmara e no Senado para que formassem a infantaria que combateu os políticos conservadores, capitaneados pelo cardeal Jorge Bergoglio, arcebispo da Igreja Católica em Buenos Aires.
O casal Kirchner e seus aliados jogaram na cara dos conservadores (para surpresa das novas gerações de argentinos) que foram eles – a mesma elite conservadora aliada à Igreja Católica – que anos atrás tentaram impedir o voto feminino, o casamento inter-racial e até o divórcio, sem sucesso.
Em ano de disputa eleitoral no Brasil, os candidatos José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), bem como seus partidos, deveriam ter tirado uma lição do episódio. Nenhum deles até agora se pronunciou com clareza sobre como agirá, caso eleito, em relação ao projeto de união civil que se arrasta há anos no Congresso. Ou sobre o projeto de inclusão dos crimes de homofobia na lista de crimes hediondos (também enterrado nas gavetas de Brasília). Ou ainda sobre a execrável prática das Forças Armadas de dispensarem gays e lésbicas que decidem servir fora do “armário”.
Na semana passada, o estudante de publicidade Paulo Reis, de 25 anos, virou uma celebridade na internet ao colocar no YouTube seu clipe do “Dilmaboy”: uma performance afetadíssima, criativa e hilária da música “Telephone”, de Lady Gaga, na defesa da candidata Dilma Rousseff.
Foi aplaudidíssimo pelo PT, um dos partidos mais amigáveis à causa gay no país. Mas na boca de Dilma, só elogios ao rapaz e nenhuma proposta. A candidata teria inclusive fechado um acordo com a bancada evangélica no Congresso para não mexer no projeto de união civil há mais de dez anos ali empacado.
Se não há nos candidatos um compromisso claro com a defesa de direitos civis para a comunidade brasileira de gays, lésbicas e bissexuais – estimada em cerca de 15 milhões de pessoas -, que tivessem a inteligência de perceber que políticas claras de apoio às demandas de minorias, num mundo onde as trocas de informações ocorrem à velocidade da luz, rendem mais votos entre os progressistas do que a gritaria moralista dos conservadores.
*Gilberto Scofield Jr.é jornalista e escreve para ‘O Globo’.

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