• Domingo, 22 Abril 2012 / 13:22

Presentes para Dilma

     Dos repórteres Marcio Falcão e Flavia Roque, da ‘Folha’:
     “Desde que um ex-metalúrgico deu lugar a uma ex-guerrilheira no comando da Presidência, as caixas e cartas endereçadas ao Palácio do Planalto ganharam novo perfil.
Camisas de futebol foram substituídas por orquídeas -são as preferidas da presidente Dilma Rousseff. Também ficou para trás o tempo em que a Presidência recebia camisas “guayaberas”, modelo apreciado por Lula.
Agora outras peças do vestuário são mais recorrentes, como as echarpes que Dilma ganhou após aparecer com uma ao receber o presidente Barack Obama no Brasil.
Até o mês passado, a equipe que recebe os presentes registrava a entrega de 3.677 regalos, de objetos valiosos a pequenas lembrancinhas. E cabe à Dilma dar um destino a todos eles, expostos no corredor que liga seu elevador privativo ao gabinete de trabalho no 3º andar do palácio.
Os presentes podem ir para um depósito no Palácio da Alvorada ou ser escolhidos por ela para uso diário. Segundo assessores, Dilma gostou muito de duas bolsas da estilista Martha Medeiros.
Se os acessórios diferenciam Lula de Dilma, o mesmo não pode ser dito sobre os quadros que chegam à Diretoria de Documentação Histórica. Assim como seu antecessor, a presidente também serve de inspiração para pintores brasileiros, que às vezes retratam a mandatária com um semblante mais jovem e alguns quilinhos a menos.
Os quadros também já foram escolhidos por autoridades para presenteá-la: foi com uma pintura de Antônio Poteiro que o governador tucano Marconi Perillo (GO) quis fazer um agrado a Dilma.
Mas nem sempre é algo que ela recebe. Cerca de um terço das 74.259 correspondências que chegaram ao palácio até março trazem críticas à Justiça ou à administração.
Tal como os presentes, todas as mensagens são catalogadas e classificadas. O historiador Cláudio Soares Rocha, responsável pelo departamento que recebe os textos, notou um aumento no volume de cartas e e-mails de mulheres após a posse de Dilma.
O perfil das mensagens também mudou. Antes mulheres e mães de presos pediam o indulto de companheiros e filhos a Lula; agora são os próprios presidiários que recorrem a Dilma.
Mensagens do exterior também chegam ao Planalto e são lidas pela equipe de 30 servidores do departamento.
Trecho de carta recebida em 27.fev.2012:
“Senhora Dilma, espero que essas poucas palavras possa (sic) chegar a sua mãe e que a senhora possa ter um pouco de atenção (…) Nós vamos completar 25 anos de casamento e eu queria dar um presente para ele [meu marido], e o que ele mais quer é uma oficina, por favor. Me dê o que Deus tocar no seu coração.”
As correspondências passam por uma triagem e são catalogadas por assunto. Já os presentes têm o destino decidido pela própria Dilma. Em geral, são encaminhados ao depósito do Palácio da Alvorada
O servidor Sérgio Barbosa Silva, 55, vai quase todos os dias à agência dos correios da rodoviária de Brasília para mandar cartas para a presidente. “Sugiro melhorias para o povo, para as futuras gerações”, conta ele”.

  • Sexta-feira, 30 Março 2012 / 3:09

Candidatos, tremei!

                                                             Eliane Cantanhêde*

        Passada a Semana Santa, Lula entrará com tudo na política. Não cabe aí o verbo “voltar”, porque não se volta para o lugar em que sempre esteve. Ele apenas emerge dos bastidores, onde vinha atuando apesar de radioterapia, quimioterapia, infecção pulmonar e internações, para reassumir os palcos.
Com sua já altíssima popularidade potencializada ainda mais pela doença, seu carisma inegável e sua liderança única não apenas no PT mas em toda a base aliada do governo, Lula desequilibra qualquer jogo político. Onde entra, é para ganhar.
Seus dois alvos são as suas duas maiores invenções: Fernando Haddad, que patinava nos 3% nas últimas pesquisas, e Dilma Rousseff, que demonstra não ter a menor paciência nem para a política nem para os políticos -sobretudo os aliados.
Para Haddad, Lula é fundamental e não terá o menor prurido de submeter o PT a derrotas e constrangimentos em outras ou até em todas as capitais e grandes cidades, desde que reúna o máximo de apoios e de tempo de TV em São Paulo.
O PSB é o melhor exemplo do que pode acontecer com os demais: a seção paulista até gostaria de ficar com Serra, mas o comandante Eduardo Campos acertou com Lula que o partido prefere ir com Haddad em troca do apoio do PT nos outros Estados.
Já para Dilma, Lula é uma faca de dois gumes. Fundamental como respaldo político, mas também um entrave para os rumos que ela quer e já vem dando a seu governo.
Dilma sabe muito bem o tanto de coisas que encontrou fora do eixo, mas pisa em ovos quando tem de desfazer, refazer ou dar guinadas no que encontrou, para não evidenciar erros nem parecer crítica ao ex-chefe, padrinho e antecessor.
De toda forma, os efeitos mais ostensivos da “volta” de Lula serão menos em Brasília, onde ele era e continua sendo consultor, e mais em São Paulo, onde tende a ser o principal fator da eleição de outubro.
José Serra e Gabriel Chalita, tremei!
*Eliane Cantanhêde é colunista da ‘Folha’.

  • Quinta-feira, 01 Março 2012 / 16:36

Uma vela para Deus, outra…

                                                                                 Eliane Cantanhêde*

          Ao nomear Marcelo Crivella para o Ministério da Pesca, a presidente Dilma Rousseff tenta matar dois coelhos com uma cajadada só, ou melhor, com uma canetada só. Quer satisfazer o PRB e, ao mesmo tempo, acalmar os evangélicos, de olho no Congresso e na eleição para a Prefeitura de São Paulo.
Crivella é senador do PRB, partido que não tinha nenhum ministério até agora, coitado, e tem um nome para a prefeitura, Celso Russomanno, que lidera as pesquisas e pode tirar votos do candidato do PT, Fernando Haddad. Uma coisa -o ministério- pode compensar a outra -o fim da candidatura de Russomanno.
Mais que isso, Crivella é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e influente integrante da chamada “bancada evangélica”, que anda de mau humor com o Planalto e com Haddad por erros e por acertos do governo: a nomeação da ministra Eleonora Menicucci (Mulheres), defensora assumida do aborto; a convocação do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) para que as esquerdas travem uma “disputa ideológica” com as igrejas pela “nova classe média”; e o kit anti-homofobia do MEC à época de Haddad.
Colocados os dados políticos da escolha de Crivella, vem a pergunta que não quer calar: o que o senador evangélico entende de pesca?
Provavelmente, nada, o que não é nem mais nem menos do que seus antecessores no governo Dilma, os petistas Luiz Sérgio, que conseguiu a proeza de pescar duas demissões num único governo, e Ideli Salvatti, que virou ministra da articulação política e foi jogar o arrastão em águas mais profundas -no Congresso.
Essas escolhas apenas comprovam que o Ministério da Pesca é uma abstração e foi criado exatamente para isso: acomodar interesses e aliados políticos, além de justificar uma penca de emendas parlamentares. Poderia ser o ministério do frango, da soja, do gado de corte, do gado leiteiro, quem sabe das almas?
*Eliane Cantanhêde é colunista da ‘Folha’.

  • Quinta-feira, 01 Março 2012 / 11:43

Amorim manda punir militares

     Dos repórteres Evandro Éboli e Gerson Camarotti, do ‘Globo’:
     “O ministro da Defesa, Celso Amorim, determinou ontem que sejam punidos os cem oficiais da reserva que assinaram manifesto com críticas ao governo e à criação da Comissão da Verdade. Em conversa com os três comandantes militares, Amorim combinou que os oficiais da reserva que assinaram o manifesto “Alerta à Nação – eles que venham, aqui não passarão” sofrerão uma reprimenda de suas forças. A punição pela indisciplina depende do regulamento de cada arma, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e pode ser aplicada mesmo a militares da reserva.
Ontem, a presidente Dilma Rousseff voltou a manifestar irritação com o comportamento dos militares. Em conversas no Planalto, ela chegou a cogitar a prisão de um oficial como efeito demonstrativo para os demais. Mas acabou avaliando que a punição poderia agravar ainda mais a situação.
No texto divulgado na última terça-feira, os militares da reserva criticaram a interferência do governo no site do Clube Militar e o veto a um texto ali publicado que criticava a presidente Dilma Rousseff e duas ministras. Nesse “Alerta à Nação”, os oficiais afirmam não reconhecer autoridade ou legitimidade de Celso Amorim”. “Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar, a partir do dia 16 de fevereiro, e dele retirado, segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por ordem do ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade”, diz o documento.
Como no manifesto vetado no site do Clube Militar, o documento de ontem também critica a criação da Comissão da Verdade. “A aprovação da Comissão da Verdade foi um ato inconsequente, de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo.”
O texto publicado e retirado do site do Clube Militar atribuía às ministras Maria do Rosário e Eleonora Menicucci declarações que estariam a serviço do que os signatários classificaram de “minoria sectária”, disposta a reabrir feridas do passado.
O primeiro manifesto polêmico foi assinado pelos presidentes do Clube Militar, Renato Cesar Tibau Costa; do Clube Naval, Ricardo Cabral; e do Clube da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista, todos já na reserva”.

  • Segunda-feira, 06 Fevereiro 2012 / 14:48

Temer fará campanha contra Haddad

      Da colunista Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
      ”Em conversa recente, Dilma Rousseff sugeriu a Michel Temer que ambos evitem se envolver nas disputas municipais, de modo a preservar o governo. Com a polidez habitual, o vice disse partilhar da preocupação da presidente, mas ponderou que terá de se fazer presente ao menos em São Paulo, onde o PMDB pretende lançar Gabriel Chalita”.

  • Domingo, 29 Janeiro 2012 / 7:45

A última bronca de Haddad

    Dos repórteres Vera Rosa e João Domingos, do ‘Estadão’:
    “Seu” Fernando levou bronca até no último dia de trabalho. Na segunda-feira, véspera de desocupar o gabinete em que deu expediente por quase sete anos, ele ficou sabendo que a chefe tinha um ressentimento guardado na geladeira. “Não pense que eu esqueci que o senhor ia direto falar com Lula, viu seu Fernando?”, disse a presidente Dilma Rousseff ao pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.
“O senhor ia lá, convencia o Lula e aí criava aquele problema pra gente.” O puxão de orelha que deixou “seu” Fernando vermelho ocorreu na primeira reunião ministerial do ano, quando Dilma lembrou dos tempos em que foi ministra da Casa Civil, de 2005 a 2010, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
A recordação, por Dilma, das peripécias de “seu Fernando” com o amigo Lula foi a senha para indicar que, a partir de agora, a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, será uma espécie de clone do que ela era ontem. “Quando a Gleisi ligar para vocês, sou eu que estou ligando. Não adianta vocês tentarem mandar algum projeto direto para mim, sem crivo técnico, porque vou devolver”, avisou.
Quatro dias antes, na reunião setorial dos ministérios da Saúde e da Educação, Dilma disse que “dona Miriam”precisava entender que o grupo executivo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não é só de um ministério e também tem integrantes da Casa Civil e da Fazenda. O recado era para Miriam Belchior, ministra do Planejamento, que vira e mexe é chamada às falas por causa da lentidão do PAC.
O estilo de Dilma assusta quem não está acostumado a frequentar o Palácio do Planalto, mas às vezes surpreende até os próprios ministros. “Seu” Guido, o titular da Fazenda que vira “Guidinho” conforme a circunstância, nunca sabe medir o humor presidencial. Para se precaver, envia todo dia para Dilma, por e-mail criptografado, dois boletins com informações sobre o cenário econômico no Brasil e no mundo.
“Não quero mais projetos municipais. Não somos uma prefeitura”, esbravejou Dilma, na reunião ministerial do dia 23, quando anunciou o sistema de monitoramento dos programas do governo em tempo real.
No terceiro andar do Planalto, a antessala da presidente é, geralmente, marcada pela tensão. Para ser recebido por Dilma, não basta que o interlocutor apresente o tema. Por ordem da chefe, a assessoria procura limitar ao máximo o número de pessoas que entram no gabinete e o tempo da conversa.
O secretário do Tesouro, Arno Augustin, quase sempre está lá quando o assunto envolve concessões de serviços públicos. Gaúcho, especialista em licitações e velho conhecido de Dilma, Arno é o encarregado de chutar a canela não apenas dos “de casa” como também das visitas, para testar a consistência do plano apresentado.
É nessa altura que começa a fase do “espancamento” do projeto, como definiu Aloizio Mercadante, o novo ministro da Educação. Dilma quer saber todos os detalhes “até a nona casa decimal”, o que, invariavelmente, acaba atrasando o anúncio de qualquer programa.
“Você é muito conservador” ou “Se não sabe responder isso, deveria deixar de ser ministro” são expressões usadas com frequência pela presidente. Ela faz críticas duras e fala tudo “na lata”, sem rodeios.
Para conferir dados e cobrar explicações, Dilma tem mania de pedir ligações urgentes para ministérios, durante as reuniões. “A presidente acha que quem entende do assunto tratado naquela hora nunca está na frente dela”, diz um auxiliar, em tom de ironia.
Atônitas com as cobranças diárias por rapidez, as secretárias discam várias vezes e os “procurados” recebem inúmeras chamadas da Presidência ao mesmo tempo.
No dia 30 de novembro, após uma conversa de uma hora e meia com o governador de Sergipe, Marcelo Déda, Dilma pôs por terra a fama de durona. “Gosto de conversar com você, o governador mais bonito do Brasil”, elogiou ela. Logo em seguida, porém, lembrou-se do governador da Bahia, também petista, e consertou: “Que o Jaques Wagner não me escute! Ele vai brigar comigo se souber que eu acho você mais bonito!” Foi um raro momento de descontração.
O clima nas cercanias do gabinete presidencial costuma ser frio e formal. A presidente se irrita com promessas não cumpridas, projetos que não param em pé, pressão de aliados políticos por cargos no governo e “vazamentos” de notícias. Erros de português e números trocados também a tiram do sério.
“Vocês já viram uma coisa ser lançada sem que a gente possa discutir a coisa?”, retruca Dilma, quando repórteres perguntam se o seu estilo não acaba congestionando a administração. Sem esperar a resposta, ela devolve: “Eu nunca vi”.

  • Segunda-feira, 16 Janeiro 2012 / 16:11

Dilma irá ao Forum Mundial

     Do repórter Fernando Exman, do ‘Valor Econômico’: |
     O Palácio do Planalto ainda mantém o suspense em relação à participação da presidente da República no Fórum Econômico Mundial de Davos. No entanto, num movimento de aproximação entre o governo e os movimentos sociais, já foi incluída na agenda de Dilma Rousseff prevista para os próximos dias sua ida
ao Fórum Social Mundial.
O evento será realizado em Porto Alegre, entre os dias 24 e 29. Entre autoridades do Executivo, o evento é visto como uma oportunidade para a presidente se aproximar dos movimentos sociais e falar da estratégia do governo para reduzir a miséria no país, reencontrar presidentes sul-americanos e reforçar à comunidade internacional que pretende fazer da reunião da Rio + 20 um marco nas negociações para um acordo climático. Por outro lado, Dilma poderá ficar exposta às cobranças dos movimentos sociais. Nos últimos meses, por exemplo, integrantes das entidades que representam os trabalhadores rurais sem terra vêm criticando a demora na reforma agrária e a falta de apoio à agricultura familiar.
O objetivo da administração Dilma Rousseff é passar a imagem de que o Brasil será o exemplo de uma economia que consegue crescer preservando o meio ambiente e promovendo a inclusão social. Para reduzir o risco de a resistência dos grandes países poluidores e a possível ausência de chefes de Estado e governo esvaziarem a Rio + 20, o governo brasileiro tem protagonizado uma investida diplomática para promover o evento. A conferência, que ocorrerá no âmbito das Nações Unidas, será realizada em junho.
Já o Fórum Social Mundial terá como temas principais a crise financeira global e “justiça social e ambiental”. Representantes de diversas áreas do governo estarão presentes no fórum, e a Secretaria-Geral da Presidência,  órgão responsável por fazer a ponte entre o Executivo e os movimentos sociais, coordena esses trabalhos. Dilma terá a chance de dirigir algumas palavras diretamente aos movimentos sociais para detalhar as políticas de seu governo lançadas com o objetivo de acabar com a miséria no país, uma vez que fixou a meta de tirar da pobreza extrema 16 milhões de brasileiros até o fim de 2014.
Pelo menos por ora, não está decidido o formato da participação da presidente no Fórum Social Mundial. Não foi fechado se a presidente dividirá uma “mesa de diálogo e controvérsias” com representantes de movimentos sociais, como esperam integrantes da organização do Fórum Social Mundial, ou participará
apenas de seu encerramento.
Em seu primeiro ano de mandato, a presidente não compareceu ao Fórum Social Mundial, àquela época realizado em Dacar. Mesmo assim, esta não será a estreia de Dilma. Ainda como pré-candidata à Presidência da República pelo PT e ministra da Casa Civil, ela integrou a comitiva liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Fórum Social Mundial de 2010.
O fórum também poderá servir para Dilma reencontrar líderes de outros países da América do Sul. A organização do fórum convidou Cristina Kirchner, José Mujica e Fernando Lugo, respectivamente os presidentes de Argentina, Uruguai e Paraguai. Até agora, entretanto, apenas Mujica demonstrou a intenção de ir ao fórum. Cristina Kirchner se recupera de problemas de saúde, e Lugo ainda não confirmou nem descartou sua presença.
Autoridades do governo brasileiro trabalham ainda com a possibilidade de os presidentes Hugo Chávez e Evo Morales, da Venezuela e Bolívia, desembarcarem em Porto Alegre. Como as presenças dessas autoridades estrangeiras não decorrem de convites do governo brasileiro, elas não seriam consideradas
visitas de Estado. Mesmo assim, poderiam ser as primeiras reuniões de Dilma com os demais presidentes dos países que integram o Mercosul deste ano.
Além disso, seria uma oportunidade para a presidente reencontrar Evo Morales.
Os dois se reuniram pela primeira vez em dezembro, à margem da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe, em Caracas. Dilma ainda não visitou a Bolívia desde que tomou posse, diferentemente do que fez com outros parceiros estratégicos do Brasil na região. Mas uma viagem de Dilma
ao país andino em 2012 não é descartada por autoridades do Palácio do Planalto”.

  • Domingo, 15 Janeiro 2012 / 22:46

Tradução simultânea

     Da colunista Renata Lo Prete, no Painel da Folha:
     “Pouco antes de assumir a Presidência, Dilma Rousseff concedeu longa entrevista ao “The Washington Post”. Em determinado momento da conversa, a presidente ficou impaciente com a demora da tradutora em explicar o programa Minha Casa, Minha Vida, de moradias populares. Dilma, que fala inglês, interrompeu e exclamou diretamente à entrevistadora Lally Weymouth:
-É o ‘My house, my life’!
Todos os presentes evitaram rir na hora, mas o diálogo até hoje inspira piadas no Planalto”.

  • Sexta-feira, 13 Janeiro 2012 / 9:44

Meritocracia

    De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
    “Em solenidade, ontem, no Bandeirantes, o presidente da Caixa, Jorge Hereda, pediu aplausos para os 151 anos do banco. Vários funcionários se levantaram, mostrando ocupar metade dos assentos reservados a autoridades.
Minutos depois, Dilma Rousseff acenou para o grupo:
-É tempo de festa, mas também de pensar nas 400 mil moradias que precisamos viabilizar além da meta…
Um funcionário da instituição brincou:
-Nossa, nem deu tempo de assoprar as velinhas e já tem mais trabalho na mesa?

  • Quinta-feira, 05 Janeiro 2012 / 11:56

Dilma interrompe férias na Bahia

    Deu no ‘Estadão’:
    “A presidente Dilma retorna hoje a Brasília e deve reassumir a agenda de trabalho na sexta-feira. Oficialmente de férias até o dia 10 de janeiro, a presidente já havia decidido na semana passada retornar antes da Base Naval de Aratu, na Bahia, onde descansa com a família. Com o cenário de intensas chuvas pelo País, ela decidiu acompanhar de perto as providências do governo para administrar a situação.
O mais provável é que, ao chegar, a presidente passe o dia no Palácio da Alvorada. Dilma ficou dez dias na praia de Inema com familiares”.

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