• Segunda-feira, 30 Janeiro 2012 / 22:03

Dilma visita Fidel antes de Obama

  

         A imprensa não tocou nesse assunto.
Mas já já vai tratar dele.
Dilma Rousseff completou um ano de Governo e ainda não foi a Washington.
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Visitará Fidel primeiro que Obama.
É verdade que ela já esteve com o Presidente norte-americano em Nova York, onde ambos foram participar da Assembléia-Geral das Nações Unidas.
Mas nada de visita oficial aos EUA.
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No ano passado, Dilma visitou 15 países, sendo que a Argentina e o Uruguai - nossos vizinhos – ela foi duas vezes.
Esteve ainda na Europa, na Africa e na Ásia.
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Agora, depois de Cuba, Dilma viajará para o Haiti. É a opção preferencial pelos pobres.
Ela não foi a Washington, mas também não esteve no Circuito Elizabeth Arden – Roma, Paris e Londres.
Em Paris, para dizer a verdade, ela passou um dia, depois de uma reunião dos Brics em Cannes.
Mas não esteve com Sarkosy.
Foi ver a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.

  • Quarta-feira, 18 Janeiro 2012 / 12:10

Dilma amplia negócios com Cuba

        Do repórter Sergio Léo, do ‘Valor Econômico’:
        “O Brasil quer participar do “ajuste” no modelo econômico cubano, para abrir gradualmente o país às forças de mercado. Esse deve ser o principal tema da viagem da presidente Dilma Rousseff a Cuba, em 31 de janeiro.
Nos dois últimos dias, o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, visitou autoridades no país, com quem discutiu investimentos de centenas de milhões de dólares no porto cubano de Mariel e projetos como a aquisição de
medicamentos contra o câncer e sua fabricação no Brasil, para a população de baixa renda.
Dilma tem encontro marcado com o presidente cubano, Raúl Castro, e quer encontrar-se também com o ex-presidente Fidel Castro, a quem pediu que cumprimentassem por servir de “inspiração”, pela “luta por dignidade e
resistência”. Como seu antecessor, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma não prevê encontros com dissidentes, mas seus assessores afirmam que o governo tem discutido a questão dos direitos humanos na ilha.
Segundo uma fonte do governo, Dilma seguirá a linha que orientou seu discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, quando disse que “há violações em todos os países, sem exceção”, e recomendou: “Reconheçamos
essa realidade e aceitemos, todos, as críticas.”
Patriota esteve com Raúl Castro, mas não chegou a falar em direitos humanos. A conversa concentrou-se em projetos conjuntos dos dois países e no interesse brasileiro em firmar projetos de cooperação em educação e saúde e
ocupar maior espaço na economia cubana. Dilma fala em “desenvolvimento inclusivo” para definir a estratégia dos projetos de cooperação com a ilha.
O setor de saúde deve ocupar uma parte importante da agenda de Dilma. Além da cooperação em matéria de tratamento de câncer, o governo brasileiro deve negociar ampliação do envio de médicos formados em Cuba ao Brasil, para, após consulta às entidades médicas brasileiras, apoiar o atendimento no Serviço Único de Saúde (SUS).
No dia 25, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deve decidir a liberação de uma nova parcela, de US$ 230 milhões, do financiamento do BNDES para as obras – a cargo da Odebrecht – do porto de Mariel, um projeto de US$ 600 milhões onde o governo local pretende instalar um polo industrial. A Odebrecht planeja iniciar no país projetos de geração de energia a partir da biomassa da cana de açúcar e outros produtos agrícolas.
Na visita de Dilma deve ser feito ainda o anúncio da abertura da fábrica de vidro da brasileira Fanavid, em associação com o governo cubano. A Fanavid deve atender o mercado local e exportar 80% de sua produção ao mercado
caribenho e ao Brasil.
Entre os acordos a serem assinados há também projetos da Embrapa para produção de soja e milho em Cuba. Patriota, além do encontro com Raúl, reuniu-se com o vice-presidentes, Marino Murillo, que coordena as reformas
econômicas chamadas de “ajuste” pelos cubanos, e com o ministro de Relações Exteriores, Ricardo Cabrisas.
A agenda de Dilma, concentrada nos temas econômicos, não exclui demonstrações de deferência à Revolução Cubana, como a deposição de flores no monumento a José Martí”.

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