• Quarta-feira, 14 Julho 2010 / 15:18

Serra, candidato bem trapalhão

Está no Painel, de Renata Lo Prete:
“O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, discutia com lideranças tucanas e de partidos aliados as próximas agendas de José Serra. Um participante opinou:
-Ele tem que dançar mais forró! Fez sucesso lá no Ceará- disse, referindo-se à recente visita de Serra.
Novas sugestões foram surgindo, até que José Thomaz Nonô (DEM-AL), candidato a vice na chapa do governador tucano Teo Vilela, interrompeu:
-Olha, eu só tenho um reparo. Ele tem que parar de procurar palmeirense até em shopping no Nordeste…”
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Essa história de Serra, no Nordeste, parece cachorro em caminhão de mudanças. Ele está perdidinho.
E lembra uma outra de Geraldo Alckmin, candidato derrotado à Presidência da República.
Em 2006, Alckmin estava no calçadão da Praia de Copacabana ao lado de Denise Frossard.
Orlando Brito, fotógrafo que trabalhava para a campanha, sugeriu que ele bebesse uma água de coco. Nada mais carioca do que aquele gesto.
Alckmin topou na hora, e Brito teve a certeza que aquela seria a foto do dia.
Como estava ao lado de uma dessas barracas de praia, Alckmin pediu logo a água de coco ao vendedor.
Mas de caixinha…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:39

Três momentos de Gabeira

De Renata Lo Prete, no Painel, da ‘Folha’:
“- Não saio.
De Fernando Gabeira (PV), negando a hipótese de abdicar da candidatura no Rio em virtude das dificuldades de acomodação em sua aliança:
- Quem gostaria que eu desistisse é o governador, que aí poderia sair em viagem e nem fazer campanha”.
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De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O cerco está se fechando em torno do candidato do PV ao governo do Rio. A cúpula nacional do PSDB recebeu um ultimato do DEM: para apoiar Gabeira para governador, ele tem que aceitar a candidatura de Cesar Maia ao Senado. Os tucanos estão convencidos de que não podem abrir mão de um candidato majoritário que pedirá votos para José Serra em favor de um candidato que fará campanha para Marina Silva”.
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De Luiz Carlos Azedo, no ‘Correio Braziliense’:
“Desde a eleição de 1989, quando o ex-governador Leonel Brizola apoiou a candidatura de Lula contra Collor de Mello, o Rio de Janeiro tem simpatia pelo ?sapo barbudo?. Não foi à toa que o governador Sérgio Cabral (PMDB) engoliu cobras e lagartos para manter sua aliança com o PT. A ponto de andar de braços dados com o ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Faria, seu ex-desafeto, e se agastar com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), velho aliado de Cabral que vive às turras com o petista e também é candidato ao Senado.
Já a oposição precisa desenterrar uma caveira de burro. Não consegue erguer o seu palanque no Rio de Janeiro. O candidato do PV, Fernando Gabeira, que fez bonito na disputa pela Prefeitura carioca, dá sinais evidentes de que está com um pé fora da disputa. Criou caso com César Maia (DEM), por causa do índice de rejeição do ex-prefeito, mas isso pode ser apenas um pretexto para não correr o risco de ficar sem mandato. Gabeira sabe que é complicado para o PSDB e o PPS excluírem Maia da coalizão.
Refém de Gabeira, os caciques da oposição estudam alternativas caso fiquem sem o candidato a governador. Mas não conseguem encontrar alguém para enfrentar o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o ex-governador Anthony Garotinho(PR). A ex-juíza Denise Frossard (PPS), amiga dos Maia, não quer nem ouvir falar do assunto”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:13

O vídeo chat de Cesar Maia

O ex-prefeito  Cesar Maia participou, das 11 ao meio-dia, do primeiro vídeo chat da atual campanha eleitoral, embora ele tenha se apresentado sempre como pré-candidato ao Senado.
Quando ele iniciou o programa,  641 já  haviam passado pelo site, e terminou com 643 visitas, mas a média de audiência foi de apenas  80 pessoas.
Eis os principais trechos:
Nas pesquisas para o Senado, só levo em conta o primeiro voto. Esse é o voto firme. O segundo é frouxo. E pelas pesquisas estou bem. O Crivella tem 21, 20% no primeiro, e eu 20, 19%.
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O governador errou na questão dos royaltes, quando cuidou do assunto apenas com o Presidente da República. Ele achou que a Câmara dos Deputados se comportaria como a Assembléia Legislativa. E ao agredir a Câmara, ela decidiu retaliá-lo. O Senado pode consertar o erro, mas será preciso ter perfil baixo e incorporar a Câmara nesse debate, para quando o texto voltar, a Câmara possa respeitá-lo.
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Os senadores tem duas funções básicas:  representar o Estado e seus municípios, e a função partidária.  Portanto, seja qual for o governador, estarei no Senado para defender as idéias do governador e de todos os prefeitos.
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Em todos os estados existem conflitos nas candidaturas. Lindberg diz  que sua coligação será com Crivella.  Mas já recebeu o troco de Picciani.  No Brasil,  o eleitor  vota no candidato e não no partido. Isso não é bom, mas é a realidade, Assim, cada um cuidará de sua campanha, e o eleitor é que fará a sua coligação.
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É um equivoco  focar o governo só na capital. É preciso fortalecer o interior. Se não existe hospital na Baixada, por exemplo, esse doente virá para a capital. As UPPs são ótimas, mas elas precisam ir para Caxias, para Macaé, para Nova Iguaçu, para Volta Redonda, e não ficar apenas na capital., Quanto mais forte o interior, mais forte será a capital.
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É preciso investir no servidor, Quem dá aula é o professor, não o  computador.  Quem faz cirurgia é o médico, não o computador. Quem limpa as ruas são os garis, não o computador. Quem cuida da ordem pública é a guarda municipal, não o computador.
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O PAC 2 é uma tentativa de gerar entusiasmo eleitoral, apenas isso. E ele contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.
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Minha contrariedade com a secretaria municipal de educação é de ordem filosófica. Desde 1870, a educação pública é estatal. Agora querem privatizá-la. A função da descola é ensinar, mas também tem a de inclusa social. A privatização não a torna universal, e atinge apenas  o primeiro objetivo.
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Se não tivesse acontecido o PAM, não teríamos as Olimpíadas de 2016.  De 2002 até agosto de 2006, só a prefeitura colocou dinheiro no PAM. Foram R$ 1,1 bilhão. O governo federal depois colocou R$ 800 milhões, e o estadual nada.
  * * *
Sou amigo de José Serra desde 1969,quando estivemos exilados no Chile.  Somos amigos e companheiros.  Estando no Senado, sei que terei as portas abertas em seu governo.
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Eu torço pelo Rio. Eu moro aqui, meus filhos, meus netos. Mas o prefeito tem três defeitos. persegue o servidor publico, humilha os pobres e é a favor da especulação imobiliária. E isso a população não perdoa. Se ele não consertar esses erros, terá problemas em 2012.
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O PV tem mais acesso  a imprensa. Já o meu eleitorado é mais silencioso. Sou contra as drogas e contra o aborto, mas o próprio Fernando Gabeira  disse que essas questões não serão resolvidas nem a nível municipal, nem a nível estadual. Elas são federais. Eu sou cristão e isso gera conflitos.  Mas uma coligação é a união  diferentes. O que estranho é que quem mais me combate, Alfredo Sirkis, foi meu secretário nas três vezes em que fui prefeito.  E essa mesma coligação apoiou,  há quatro anos, Sirkis para o senado, e Denise Frossard  para o governo do Rio. E nunca houve problema. A  coligação é boa para todos, mas principalmente para o candidato  a governador.Se não houver coligação, Gabeira  sofrerá um dano muito grande, e nós tocaremos nossa candidatura. O povo vai decidir,
Servidor não é custo, é ativo, é investimento.
  * * *
O fato do Rio de Janeiro ter  recebido nota de grau para investimento  é muito, mas é inócuo do ponto de vista formal, pois ele precisará sempre do aval da União.  E a Prefeitura do Rio já possui isso desde 1995. Aliás fomos o primeiro a receber, juntamente com Curitiba e o Estado do Ceará.
  * * *
Minha relação com o Presidente Lula sempre foi amistosa. Certa vez fiz um oficio reconhecendo alguns de seus acertos e ele o utilizava em seus comícios. O desentendimento veio com a vaia que ele recebeu na abertura do PAM. Eu não tive a menor responsabilidade no episódio, mas o ministro do Esporte inventou ue eu a orquestrei. Acho que o Presidente não merecia as vaias.  Nem ele, nem nenhum outro Presidente mereceria.
  * * *
A tarifa de iluminação é uma tragédia. Sei que era obrigatória a sua apresentação, e eu a a fiz. Mas pedi a Câmara para que ela não tramitasse.  Apenas cumpri  a formalidade. E espero que a Justiça corrija esse equívoco.
  * * *
A Cidade da Música  custou R$ 480 milhões e é o mais importante complexo de música e  dança da América Latina. A reforma do Maracanã, que será a mudança de cadeiras, a reforma dos vestiários e um puxadinho no texto custará R$ 700 milhões.
  * * *
O DEM apóia Serra, independentemente dos conflitos regionais.  Não existe ninguém mais empenhado a eleger Serra do que o  DEM.
  * * * 
O Presidente deveria pagar a multa de R$ 10 mil ao TSE. Ele tem recursos para isso. E não permitir que um sindicato o faça. Poderia até dividir sua dividia em 40 vezes. Ou então passar um livro de outro para que seus militantes pagassem, Mas não com dinheiro do sindicato.
  * * *
A UPP é positiva, estava no meu programa de governo, só que começaria pelo corredor da Tijuca e pela Ilha do Governador. Mas não é possível  que ele fique funcionando o tempo todo com 150 PMs. Espero que depois de pacificada, esse número caia para 20 PMs. Hoje em quatro favelas existem 600 PMs para 20 mil pessoas, enquanto um batalhão que atende a diversos bairros tem apenas 400 homens.
  * * *
As UPAS são um equívoco. Nenhuma funciona 24 horas. E está tirando pessoal dos hospitais, ou então terceirizando serviços. Aumentou o número de prédios e o atendimento diminuiu.
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Tanto o mensalão do PT quanto o do DEM foram horrorosos, A diferença foi como cada partido o enfrentou:  o DEM expulsou seu governador e o vice,  e puniu os demais. Os do PT estão todos aí…
      * * 
Do ponto de vista político, a internet será muito importante, desde que o político tenha a habilidade de sincronizá-la com a televisão. Essa sinergia é que fará a diferença.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:51

André Corrêa, papagaio de Cabral

Sergio Cabral inaugurou hoje uma UPA em Teresópolis.
Com ele estavam o vice Pezão, o presidente da Assembléia, os secretários de Saúde, Transportes, Agricultura e Serviços Sociais, o ministro da Saúde e, obviamente, o prefeito de Petrópolis.
O site do Governo do Estado exibe quatro fotos do governador durante a inauguração e, em todas elas, surge um papagaio de pirata –  que não é citado nem na matéria, e nem nas legendas das fotos. Mas ele está em todas.
É o deputado André Corrêa, do PPS, partido cuja coligação deverá apoiar o candidato Fernando Gabeira para o governo do Rio.
Mas enquanto não se realiza a convenção de seu partido,  Corrêa vai tirando uma casquinha nas inaugurações alheias.
André Corrêa é um dos patrocinadores da emenda do Trem da Alegria que criará o terceiro Tribunal de Contas do Estado.
O fato do Rio ter perdido R$ 7 bilhões por ano, não inibe os deputados a aprovarem a  vergonhosa emenda que custará R$ 100 milhões por ano ao Rio de Janeiro – único estado da Federação a ter três tribunais.
O papagaio Corrêa já reservou, inclusive, uma cadeira de conselheira para o seu partido, com salário de R$ 26 mil mensais. Ela será ocupada pela ex-deputada, a juiza Denise Frossard.
Enquanto espera por Gabeira, Corrêa sai por aí bajulando Cabral.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:33

Novo tribunal tem três escolhidos

 Três dos sete conselheiros do novo Tribunal de Contas, cuja criação será votada, hoje ou amanhã, pela Assembléia Legislativa do Rio, já estão escolhidos. Eles ganharão um salário de R$ 26 mil mensais,  podendo se aposentar cinco anós após a nomeação, com vencimentos integrais.
São eles:
1 – A ex-juiza, ex-deputada e candidata derrotada ao governo do Rio,  Denise Frossasrd. Ela foi indicada pelo seu companheiro de partido, o deputado André Corrêa, do PPS, um dos autores da vergonhosa emenda constitucional. Denise ganha atualmente uma aposentadoria da Justiça de R$ 18 mil, embora tenha trabalhado apenas 14 anos. Ela passará a receber R$ 44 mil por mês,  até o resto dos seus dias. Para quem é solteira, e sem filhos, Frossard não tem do que reclamar.
2 – A deputada Cidinha Campos, do PDT, que também subscreveu a emenda do trem da alegria, indicará o seu chefe de gabinete. Seu nome é o pseudônimo do escritor e filósofo François-Marie Arouet, que assinada Voltaire, embora a grafia de seu nome seja mais modesta. Seria a versão ‘naif’ do iluminista francês.
3 – O deputado Luiz  Paulo Corrêa da Rocha, um dos seis parlamentares do PSDB, é outro escolhido. Embora não tenha subscrito a emenda, ele é favorável a sua aprovação. Luiz Paulo é considerado um dos deputados mais atuantes da Assembléia, mas não se sabe quem bancará a sua indicação. Engenheiro civil, ele ocupou as secretarias de Obras, Urbanismo e Meio-Ambiente e Transportes, na Prefeitura, foi vice do governador Marcello Alencar e, no Estado, ocupou a secretaria de Obras e depois a chefia da Casa Civil.  Está no seu segundo mandato, e foi um dos nomes cogitados pelo PSDB para ser vice na chapa de Fernando Gabeira. A perspectiva de ocupar uma cadeira de conselheiro do novo Tribunal de Contas o atraiu.
O projeto de emenda tem ainda outros dois signatários, mas não se sabe ainda quais serão os nomes indicados por eles. Paulo Ramos, do PDT, teve durante todo o processo sérios atritos com a bancada do PT; e Marcelo Freixo, do Psol, foi o que mais se expôs, não só dentro da Assembléia como fora dela. É possível que não indique ninguém: não porque não deseje, mas por absoluta falta de quadros.
O governador terá o direito de indicar três conselheiros. isso num ano eleitoral é como mamão com mel.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:43

Gabeira quer desatar nós

Da repórter Catia Seabra, hoje, na ‘Folha’:
“Apesar da aprovação da pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva (AC), e da torcida do governador de São Paulo, José Serra, o PSDB tem ainda que desatar um emaranhado de nós para a consolidação do palanque de Fernando Gabeira (PV) ao governo do Rio.
A avaliação é do próprio Gabeira: “Há uma série de nós pelo caminho”, admitiu.
Além de uma delicada engenharia para acomodação de Serra e Marina num só palanque, um dos imbróglios está na difícil relação entre o presidente estadual do PV, Alfredo Sirkis, e o ex-prefeito e candidato ao Senado, Cesar Maia (DEM).
“O PV não tem como apoiar a candidatura de Cesar Maia”, avisa Sirkis, defendendo que cada um dos partidos da coligação -PSDB, DEM, PPS e PV- lance candidato ao Senado.
Maia diz desconhecer por que Sirkis -seu “secretário por dez anos”- impõe restrições.
“Mas é natural que no inicio de negociações os partidos se posicionem em seus limites para avançar”, afirmou Maia, que, na terça, conversou com Serra pelo telefone. “Estávamos ambos satisfeitos pela decisão dele [Gabeira]“, relatou.
Outro foco de discórdia será a edição de chapa de deputados. O PV resiste à coligação. Mas o PSDB alega que os verdes seriam únicos beneficiários do tempo concedido a Gabeira.
“Vamos usar nosso tempo para repetir “vote em Gabeira, 43″. Então, o PV se coligar obedece à lógica justa e racional”, disse o tucano Otávio Leite.
Assunto da conversa entre Maia e Serra, outro desafio da coligação é convencer Denise Frossard (PPS) a assumir papel ativo na campanha.
Lembrando a eleição do ex-governador Jorge Vianna (PT) -eleito no Acre graças à aliança entre PT e PSDB- a pré-candidata do PV à Presidência disse que a candidatura de Gabeira é uma das principais apostas do PV, mas alertou para a necessidade de não se fragilizar um projeto nacional.
“É uma construção delicada. É possível fazer um arranjo em que haja autonomia?”, perguntou Marina.
Para verdes, PSDB e PV terão de sentar agora para fixar critérios de distribuição de tempo e de material de campanha. Para tucanos, o ideal seria postergar o debate para depois da oficialização da aliança”.

“.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:37

Gabeira continua na mesma praia

Com o título “Gabeira recua e complica PSDB”, Pedro Venceslau escreveu no ‘Estadão’:
“A insistência do PV do Rio de Janeiro em lançar candidato próprio à sucessão do governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), levou o deputado Fernando Gabeira, principal nome da sigla no Estado, a desistir de disputar uma cadeira no Senado.
“As decisões de lançar candidato próprio e não fazer coligação no campo estadual limitaram demais minhas chances ao Senado. Eu teria 30 segundo de TV e rádio. Para quem não tem recursos, isso não basta. Muito provavelmente, disputarei uma vaga na Câmara. É a velha questão de querer ser puro-sangue”, disse.
Até a definição da candidatura de Marina Silva ao Planalto, havia uma forte articulação para que Gabeira encabeçasse uma chapa formada por PSDB e PPS. “Com Marina, ficou bem claro que eu não poderia ter apoio de dois candidatos a presidente. Isso levaria muita ambiguidade ao eleitor.” E frisou que a apoiaria, mas “todos em torno” ficaram com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB)”.
Gabeira só vai na boa.
Ia ser governador, ia ser senador, agora será deputado.
O palanque do Rio é um dos principais problemas de Serra. Sem nomes fortes, o PSDB tem negociado com o PPS, que pode lançar a ex-juíza Denise Frossard ou o vereador e ator Stepan Nercessian, e com o DEM, que pode contar com o ex-prefeito Cesar Maia.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:37

Cesar Maia e a sucessão no Rio

Essa é análise feita hoje pelo ex-prefeito Cesar Maia, em seu blog, sobre o atual quadro sucessório no Rio de Janeiro, onde cada dia aumenta a chance do governador Sergio Cabral não chegar ao segundo turno:
“1. O quadro eleitoral no Estado do Rio caminha para uma eleição em que quem chegar aos 25% dos votos irá para o segundo turno. Cabral, com um noticiário convergente, com comícios periódicos de Lula e todos os recursos que precisa, empacou no entorno dos 30%. Esse, claramente, é seu teto. Quando a pré-campanha esquentar, ano que vem, as demais forças políticas terão espaços crescentes e o quadro deverá afunilar mais. Ou seja, ninguém pode afirmar que esse ou aquele candidato estará no segundo turno.                   
2. Garotinho cresceu em qualquer pesquisa que se faça, estando quase no empate técnico com Cabral no Interior e Baixada Fluminense. Coloca-se como adversário contundente de Cabral. Para isso basta ler seu blog (http://www.blogdogarotinho.com.br/). Diz que tem armas poderosas contra Cabral. O problema é que boa parte dessas armas atingem indistintamente os dois governos do PMDB, o atual e o anterior. Afirma que é candidato a pedido de Dilma, para armar outro palanque, pois o palanque de Cabral seria insuficiente. Bem, se o PR do ministro de transportes o lançou, parece que é verdade.                         
3. Lindbergh cada dia é mais candidato. Usar de forma isolada o número 13 dará ao PT mais deputados que numa campanha de apoio a Cabral, onde o número 15 só favorecerá os deputados do PMDB. Por outro lado, se o recuo dele significar um acordo com Cabral, será ele o candidato ao senado. Benedita não terá legenda. Nesse caso, como votarão -discretamente- os delegados de Benedita na convenção? Lindbergh terá que se desincompatibilizar em abril: é acordo de campanha. Como sempre fez suas campanhas com grande energia e competência, uma vez sendo candidato, em pouco tempo estará sinalizando suas possibilidades de ir a um segundo turno.                         
4. A entrada de Marina Silva terminou servindo de pretexto para um processo com o qual Cabral sonhava. Gabeira vence, e na campanha muito mais, nas pesquisas no Rio-Capital e Niterói, e com isso sua probabilidade de bater os 25% é enorme. Afinal, Denise Frossard foi para o segundo turno com 22% contra um Cabral muito mais forte com 37%. A confusão, ou pretexto, a partir do nome de Marina, tem colocado em suspenso a coligação ampla com PV, PPS, PSDB e DEM. Com isso, a decisão estará sendo deslocada para depois da semana santa. Nada disso ajuda a campanha presidencial do PSDB no Estado do Rio. Afinal, a diferença de Serra para Ciro não é tão grande aqui.                       
5. E ainda há a possibilidade -ou necessidade – de Ciro ter candidato a governador no Rio, onde seu nome é forte, o que ajudaria sua alavancagem. Se for assim, o quadro caminharia para todos os candidatos serem competitivos na faixa dos 20%”.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 23:22

Cesar Maia e a sucessão no Rio

A análise sobre o quadro eleitoral do Rio, nas eleições para a sucessão de Sergio Cabral, no próximo ano, foram feitas pelo ex-prefeito Cesar Maia em seu blog:
“1. A cada dia fica mais claro que a eleição para governador do Estado do Rio terá um garantido segundo turno, e que nenhum candidato alcançará os 30%. Use-se como referência a eleição para governador de 2006. No primeiro turno, Cabral teve 37% dos votos e Denise Frossard 22%. O quadro era mais forte e diversificado que o atual, com Crivella, Eduardo Paes, Wladimir Palmeira, Lupi, além de Cabral e Frossard.
2. Frossard venceu Cabral na Capital e em Niterói, com quase 30%, Cabral ficou próximo. É evidente que uma candidatura a governador como a de Gabeira, alcançará resultado ainda mais expressivo na Capital e em Niterói. Hoje, nenhuma pesquisa lhe dá menos que 35% nessas duas cidades, que representam mais de 45% do eleitorado.
3. Cabral vem se equilibrando com um pouco menos de 30% nas pesquisas informadas. Isso, com uma imprensa -digamos- extremamente paciente e com todo o palanque de Lula que se arma no ERJ a cada 15 dias. Com a campanha em ação, os espaços de seus adversários serão muito maiores para a crítica, seja pela própria cobertura da imprensa (mesmo que com candidato preferencial), seja pelo acesso a TV e Rádio, publicidade gráfica e em carros de som, além da mobilidade pessoal aberta. Sendo assim, esses quase 30% de Cabral devem ser seu teto em campanha.
4. Garotinho, chamado pela esfera federal para ser outro palanque para Dilma, já ultrapassa os 15% e vence Cabral nos segmentos de menor renda e nível de instrução. Lindbergh, na medida em que comprove que sua candidatura agrega a Dilma (independente de quem perca), espalhará ainda mais o voto, com as intenções de voto já registradas na Baixada.
5. Com isso, teríamos um quadro de 4 candidatos, onde as possibilidades do segundo turno serão uma análise combinatória de quatro, dois a dois. Com esse quadro, quem alcançar 25% estará certamente no segundo turno”.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:31

Currículo tolo

Em 2006, Eduardo Paes foi candidato ao governo do Rio.
No primeiro debate na TV, ele apresentou-se como advogado e, uma de suas adversárias, a juíza Denise Frossard, pegou no seu pé, argumentando que ele não era advogado pois não tinha feito a prova da OAB, portanto era Bacharel em Direito.
O mote valeu para o resto da campanha.
Com Dilma Rousseff está acontecendo o mesmo.
Ele mostra declarações que atestam ter cursado todas as matérias obrigatórias dos cursos de Mestrado e Doutorado da Unicamp. Mas como não defendeu tese, não é uma mestre, nem doutora.
O fato não a torna menos competente do que realmente é. Mas a ministra poderia dormir sem essa.
Com um agravante: a partir de agora, a oposição sempre colocará em dúvida o que ela diz.

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