• Sexta-feira, 30 Março 2012 / 2:54

Maracanã, o pior projeto da Copa

       Deu na ‘Folha’:
“O Coordenador do grupo de fiscalização da Copa-2014, o procurador Athayde Ribeiro Costa, do Amazonas, afirmou que os projetos iniciais ruins são os principais responsáveis pelo inchaço nos preços dos estádios. Classifica o Maracanã como o pior.
- Manaus, Rio e Cuiabá tiveram fiscalização maior do que outros Estados?
- Rio, Manaus e Cuiabá têm regimes jurídicos diferentes. Nos outros lugares não há organismo federal [BNDES] envolvido ou regime diferente do sistema de licitação. Nos outros há PPPs. A gente pode atuar mais à frente para saber se o poder público está respeitando orientações.
- O preço é alto nas coberturas do Maracanã e de Manaus?
- Existe um problema de cobertura dos estádios, que tem indício de sobrepreços internacionais. São dez vezes mais caras do que na Ucrânia. Isso levando em conta que há isenção fiscal.
- Há problemas de projetos?
- Isso por si só pode gerar responsabilização de gestores e projetistas.
- O que é um projeto malfeito?
- A lei 8.666 prevê regras para cotar materiais, entre outros itens. Esses projetos são omissos em relação a isso. O Maracanã é exemplo de projeto malfeito. É um projeto péssimo. É o pior”.

  • Segunda-feira, 05 Março 2012 / 10:37

Valcke vem ao Brasil dia 11

     Do repórter Almir Leite, do ‘Estadão’:
    “Se o governo brasileiro continuar batendo pé na exigência à Fifa de trocar seu interlocutor para os assuntos relacionados à Copa do Mundo e se o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, não rever sua posição e pelo menos pedir desculpas por suas declarações deselegantes, uma saia-justa de grandes proporções tem tudo para ocorrer nos próximos dias. Isso porque Valcke desembarca no País no dia 11 e, dois dias depois, tem agendada uma reunião em Brasília com o governo. Como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, já avisou que não vai recebê-lo, o cartola da Fifa corre risco de dar com a cara na porta.
A visita de Valcke ao Brasil está programada desde janeiro e ele garantiu no sábado que não vai mudar de planos. Ele vai passar também por Recife e Cuiabá. Na capital, além de pretender encontrar com representantes do governo federal, ele quer conhecer o Estádio Nacional Mané Garrincha. Outro compromisso é uma reunião com o Conselho de Administração do Comitê Organizador Local (COL).
O primeiro compromisso oficial de Valcke é no dia 12, no Recife, onde fará vistoria na Arena Pernambuco, que ainda depende de confirmação para receber partidas da Copa das Confederações de 2013. Terá a companhia de Ronaldo e Bebeto, integrantes do COL. Encerrará o tour no dia 15, na Arena Pantanal, em Cuiabá. “Será minha primeira visita a uma cidade que não receberá jogos da Copa das Confederações, mas me contaram que estaremos no coração do Brasil”", disse Valcke há duas semanas.
Jérôme Valcke se especializou na tática do morde e assopra ao falar sobre a Copa no Brasil. Desde que começou a fazer suas “avaliações”", em um determinado momento “detonava”" o que estava sendo feito para na manifestação seguinte dizer que tudo estava caminhando de maneira satisfatória.
Agiu várias vezes assim em relação aos estádios, às obras de mobilidade – mesmo reclamando do trânsito e da falta de infraestrutura aeroportuária. Mas nunca engoliu a demora da aprovação da Lei Geral da Copa, que para ele já deveria estar em vigor há anos.
Em janeiro, quando esteve no Brasil para uma série de reuniões e visitas a algumas cidades-sede, obteve do governo federal a garantia de que a Lei Geral da Copa seria aprovada até meados deste mês de março. Publicamente, se disse satisfeito, mas a seus pares na Fifa e mesmo a membros do Comitê Organizador reclamou de itens que não agradavam à entidade. Apesar disso, dizia que o mais importante era o “fim da novela”".
No mesmo dia em que saiu da linha ao fazer críticas ao que o Brasil (não) está fazendo pela Copa do Mundo, Jérôme Valcke garantiu que a Fifa não tem um “plano B”", ou seja, não pensa em tirar a competição do País. Mas, se quiser, ainda pode fazer isso sem ter de pagar multa. E agiria de acordo com o combinado. Isso porque a entidade tem até o dia 1.º de junho para desistir de fazer o Mundial no Brasil.
Essa garantia foi dada à entidade no “Acordo da Candidatura”", assinado em 2007 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma das cláusulas do documento permite a retirada da Copa até 1.º de junho de 2012, sem ônus para a Fifa, no caso de o governo não estar cumprindo as garantias dadas à entidade.
A questão das garantias é, no fundo, a que mais irrita a Fifa. Isso porque a Lei Geral da Copa ainda não foi aprovada e a demora é vista na entidade como um sinal de má vontade e desorganização.
Para piorar, a votação do texto-base da Lei Geral, na semana passada pela Comissão Especial da Câmara, não teve validade porque foi fechada depois que houve a chamada da ordem do dia, o que feriu o regimento. Assim, nova votação deverá ser feita nesta semana, talvez amanhã. Mas, além do texto-base, há dez destaques que precisam ser votados – a maioria deve resultar em ferrenhas discussões.
A liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios é um dos temas polêmicos. Vários deputados que integram a comissão já avisaram que são contra. Outro ponto de discórdia é sobre a responsabilidade civil da União. A entidade quer que o governo assuma qualquer tipo de prejuízo que ela venha a ter. O governo só aceita pagar por aquilo que tiver culpa, por ação ou omissão”.

  • Domingo, 04 Março 2012 / 20:25

Garcia diz que Valcke é vagabundo

    Da repórter Deborah Berlinck, do ‘Globo’:
   “O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, chamou neste domingo o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, de “vagabundo” por ter dito que o Brasil não estava organizando a Copa do Mundo como deveria e, por isso, merecia um “pontapé no traseiro”.
- O interlocutor (da Fifa) já está riscado. Esse cara é um vagabundo! – reagiu, pouco depois de chegar a Hannover, na Alemanha, na comitiva da presidente Dilma Rousseff.
Garcia disse que a presidente não discutiu isso à caminho da Alemanha:
- Imagina! A presidente tem coisas melhores para se irritar do que com os comentários de um boquirroto.
Garcia se mostrou particularmente irritado com a linguagem que Valcke usou e disse que não acredita que ele estivesse falando em nome da Fifa:
- Não me parece que bunda seja uma palavra diplomática, mesmo se traduzir como traseiro…
Ele disse que Valcke “mordeu a língua”:
- É um boquirroto. Ele não criou um problema para nós: criou um problema para a Fifa.
Garcia aproveitou para alfinetar Valcke como francês:
- Para aí: os franceses nunca se deram bem no colonialismo no Brasil…
Quanto ao mérito da crítica, o assessor especial da presidência disse que o Brasil vai ter o mesmo ritmo dos europeus e vai fazer (as obras necessárias) “do nosso jeito”.

  • Quinta-feira, 01 Março 2012 / 11:56

Record vai a Justiça contra Fifa

    Dos repórteres Eduardo Ohata e Keila Jimenez, da ‘Folha’:
    “A Record planeja entrar com ações na Justiça do Brasil e da Suíça para invalidar o acordo entre a Fifa e a Globo, que deu à emissora o direito de transmitir as Copas do Mundo de 2018 e 2022.
A Fifa informou anteontem a prorrogação do acordo de transmissão dos Mundiais com a Globo. Na nota, a entidade ressaltou “a força de distribuição da Globo pelo vasto território do Brasil”.
A inexistência de um processo de concorrência é o argumento no qual a Record se apoia para questionar o acerto, apesar de Fifa e Globo serem entes privados. A Record diz que foi informada em 2010, logo após o Mundial, pelo diretor de TV da Fifa, Niclas Ericson, de que haveria uma concorrência pelos direitos de exibição das Copas.
“Quando você é presidente de uma empresa, você contrata a firma mais qualificada para prestar um serviço”, diz Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esportes. “Foi o que a Fifa fez. Compare o padrão da transmissão da Record no Pan de Guadalajara e o da Globo no Pan do Rio, em Copas e Olimpíadas.”
Outro aspecto que influenciou na decisão da Fifa é o fato de a Globo gerar as imagens dos eventos ligados à Copa, como o sorteio dos grupos. A emissora é parceria da Fifa em outras ações fora as transmissões de torneios.
Sobre o fato de ter havido concorrência para os EUA, Campos Pinto diz que, no país, concorriam o conjunto formado por ABC e ESPN contra a dupla Fox e Telemundo.
“Lá [nos EUA] até existia motivo para haver concorrência, já que a qualidade dos concorrentes era similar.”
Na Globo também é lembrado o episódio da aquisição do Pan de Guadalajara, pela rival, sem licitação.
Na Record, a ordem é estender a confusão pelos direitos das Copas para a programação. A Folha apurou que o jornalismo da emissora já está empenhado em produzir reportagens sobre escândalos relacionados à Fifa.
Em 1998, após longa batalha judicial, a Record ganhou o direito de transmitir a Copa daquele ano. Ganhou um processo na Justiça mexicana contra a OTI (Organização de Televisão Iberoamericana, sediada no México), que até 1998 comprava direitos dos Mundiais e os repassava às TVs da América Latina.
A OTI, que havia excluído a emissora brasileira do pool de transmissão da Copa, também foi condenada a indenizar a Record em US$ 38 milhões. Nesse caso, porém, a Fifa não estava envolvida”.

  • Quinta-feira, 01 Março 2012 / 11:53

Teixeira pede a CBF licença de saúde

      Dos repórteres Silvio Barsetti, Leonardo Maia e Tiago Rogero, do ‘Estadão’:
       “O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, avisou ontem que continua à frente da entidade, mas deixou claro para os dirigentes das 27 federações que vai pedir licença por questões de saúde, sem especificar quando e por quanto tempo. O mandatário maior do futebol brasileiro informou, durante assembleia geral extraordinária, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, que vai fazer exames nos próximos dias, o primeiro nesta quinta, que vão determinar a gravidade de sua condição.
“Ele vai sair, sim, para fazer tratamento”, disse o presidente da federação catarinense, Delfim Peixoto, deixando claro que vai ser uma licença médica, não renúncia. Seu colega do Ceará, Mauro Carmélio, reforçou que Ricardo Teixeira vai mesmo se afastar do cargo para se cuidar. “Ele nos disse que está doente, não disse o que era, nem por quanto tempo ficará de licença”, afirmou. “Mas a condição de saúde do Teixeira é de conhecimento público. Todos sabem que ele está muito doente”.
No fim do ano passado, o presidente da CBF esteve internado em uma clínica, na zona sul do Rio de Janeiro, com um quadro de diverticulite. Com o pedido de licença, cabe a Ricardo Teixeira a escolha de seu sucessor, entre os cinco vice presidentes da CBF. Se renunciasse – como o próprio cartola disse que faria, ao tio Marco Antônio Teixeira, quando o demitiu, no início de fevereiro – assumiria o vice mais velho, José Maria Marin, de 79 anos. Foi a possibilidade de posse de Marin que gerou revolta entre os presidentes de sete federações, que defendiam a convocação imediata de eleições. Eles ficaram conhecidos como “G-7″, ou “rebeldes”, entre os demais dirigentes.
Por conta disso, a assembleia desta quarta foi tensa. Ricardo Teixeira abriu os trabalhos dizendo que permaneceria à frente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e explicou por que demorou tanto a esclarecer os rumores sobre a sua possível saída. Houve muitas reclamações por conta do silêncio. Ricardo Teixeira alegou ter sido por causa dos problemas de saúde.
O cartola pediu “união a todos”, pelo menos até a Copa de 2014. Como recebeu separadamente cada um dos dirigentes, antes da assembleia, conseguiu acalmar um pouco os ânimos. Ainda assim, na reunião, após a votação de pequenas mudanças no estatuto da CBF, houve um momento de “lavagem de roupa suja”, como descreveu Carmélio.
Os presidentes do chamado “G-7″ fizeram questão de mostrar a Ricardo Teixeira que, mesmo contrários a uma possível posse de Marin, em caso de renúncia, jamais desejaram a saída do presidente. O principal líder dos sete, o presidente da federação gaúcha, Francisco Noveletto Neto, disse que “todos erraram”. “A CBF errou, por não nos dar explicações, e nós também. Nos precipitamos”, disse. “Foi uma grande falha de comunicação de todas as partes”.
Entre as alterações aprovadas, as principais são a proibição da doação de dinheiro a campanhas eleitorais, por parte das federações, e uma definição quanto à substituição dos vice-presidentes das cinco regiões. Agora, em caso de morte ou renúncia, uma nova eleição deve ser marcada, com candidatos da respectiva região”.

  • Quarta-feira, 29 Fevereiro 2012 / 8:38

Globo ganha Copas de 2018 e 2022

       Dos repórteres Eduardo Ohata e Rodrigo Mattos, da ‘Folha’:
       “Sem concorrência, a Globo arrebatou ontem os direitos de TV sobre os Mundiais de 2018 e 2022. Houve concorrência para essas competições em países como Alemanha, Itália e EUA, o que demonstraria um benefício à emissora. Mas, de fato, há países em que a entidade realiza negociações diretas.
“A Fifa aborda cada mercado de forma diferente de acordo com as circunstâncias. Depois da Copa de 2010, a Fifa discutiu com participantes do mercado do Brasil, incluindo a Globo”, explicou a entidade à Folha. “A Fifa atingiu o seu objetivo com o acordo com a Globo.”
Ao justificar a preferência, a Fifa deixou claro que a Copa de 2014 teve influência na decisão. Ressaltou que a Globo se comprometeu a fazer cobertura “sem precedentes” do segundo Mundial no país.
Com o contrato, a Fifa agrada o principal veículo de comunicação do país num momento de delicadas discussões no Congresso relacionadas à organização da Copa.
“A força de distribuição da Globo pelo vasto território do Brasil assegura que o torneio possa ser seguido pelo máximo de pessoas possível e foi um fator determinante na nossa decisão de estender o contrato”, afirmou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, no site da entidade.
Segundo a Folha apurou, a reação na Record foi de inconformismo, já que pretendia disputar os direitos de 2018 e 2022. Houve questionamentos na emissora em relação à falta de concorrência.
Na disputa pelos Mundiais de 2010 e 2014, a Fifa também deu preferência à Globo, mas antes ouviu outras emissoras.
A Record chegou a oferecer US$ 360 milhões (R$ 615 milhões) pelas duas competições. A proposta global foi um pouco inferior à da rival.
Mesmo assim, a Fifa alegou que levaria em conta o alcance da emissora em território nacional. A parceria entre a Globo e a entidade se estenderá por 52 anos, já que se iniciou na Copa de 1970.
Em comunicado, a Globo informou que poderá revender os direitos dos Mundiais a outras emissoras. E já fez isso com o torneio de 2014, em que terá parceria com a Band”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:48

Copa do Mundo e as eleições

O blog de Cesar Maia trata da Copa do Mundo e das Eleições. Em seu texto, o ex-prefeito sugere como deve ser o comportamento dos candidatos nesse período.
Para quem gosta de saber o futuro, li há dias, na internet, um artigo da taróloga Angélica Lavenir sobre o mesmo assunto. Como nunca tinha visto algo tão direto, aí vão as suas previsões:
1 ? A Sérvia será a campeã da Copa do Mundo.
2 ? A candidata de Lula, Dilma Rousseff, vencerá as eleições presidenciais.
                        * * *
Cesar Maia em seu texto diz que “a experiência de muitos em campanhas eleitorais mostra que durante o período da Copa do Mundo, uma semana antes e uma semana depois, o eleitor desliga para a campanha. Alguns imaginam que distribuindo tabelas da copa, ou mostrando fotos e vídeos com jogadores, ou…, vão conseguir capitalizar.     
 Pura ilusão. Durante a eleição o eleitor se desconecta do processo eleitoral. Portanto, o mais provável é que as pesquisas com campo no período dêem o mesmo resultado do início ao final.    Ainda há o risco de o candidato aparecer durante certa partida, o Brasil não ir bem e ele levar a culpa como pé frio. Os candidatos deveriam combinar com as TVs e entre eles que não se faça aquelas imagens em casa, onde cada um estará assistindo as partidas com a família. Deixe isso para as famílias dos jogadores.  
 O que se deve fazer é uma campanha de boca a boca, reuniões internas, em casa, usar esse período para as longas reuniões pré-eleitorais com a equipe. E ir às ruas nos 2 dias anteriores a jogos do Brasil e sem claque. É um bom momento para priorizar as cidades pequenas do interior.         
 A Copa do Mundo vai de 11 de junho a 11 de julho. Escolha a data certa para fazer a Convenção. De preferência quando a Copa está começando e a probabilidade do Brasil não ir bem é muito baixa. Brasil joga dia 15 de junho com a Coreia do Norte e dia 20 com a Costa do Marfim. Um bom período para as Convenções”.
                       * * *
Já a taróloga diz o seguinte:
?A carta para definir o campeão da Copa foi O Diabo. Olhando a carta, pensei na Inglaterra colonial ou na Espanha S.A. de hoje em dia (um cara meio hermafrodita que subjuga outros…). Mas daí resolvi pesquisar na internet quais os países que estão na Copa, para ampliar a visão e ver se enxergava alguma dica… Pois bem, se a gente for olhando sequencialmente os Grupos (A, B, C, D…), o 15º país é a Sérvia. E a Sérvia, além de ter representado o diabo, para mim, nos horríveis tempos da guerra contra Bósnia e Croácia, tem um nome que fala de servidão ? aquilo que se vê na carta 15. Se você precisa de mais um motivo, a bandeira do país tem um brasão no meio que lembra, de longe, o elmo do diabo, e as cores também são as cores básicas do baralho comum de Marselha?.
Que tal? Faz sentido?
Agora a sucessão:
?Para o vencedor das eleições presidenciais, saiu O Imperador. Ri alto: alguma dúvida, com aquele rei barbudo e decidido segurando o cetro? Por isso eu disse “o candidato do Lula”, não “o do PT”.  Mas daí me acometeu, sim, uma dúvida: afinal, idéias de nobreza/elite acometem o outro partido, o dos sociólogos. Então tirei uma segunda carta que me dissesse quais as origens ou bases do partido desse vencedor das eleições. Saiu O Julgamento. Com todas as suas conotações de terra,  chão,  julgamento de mérito,  prova que se repete e tal, só pode ser o PT, neste momento. Portanto, lá vem Dilma, cujo nome começa com a letra 4 do alfabeto?.
No dia 11 de julho, jogo final da Copa, poderemos confirmar se a previsão de Angélica Lavenir está ou não correta.
Já a segunda, só no dia 3 de outubro, caso a eleição se resolva no primeiro turno. Ou no dia 31 do mesmo mês, caso ela vá para o segundo turno.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:25

Jarbas: angustia e indefinição

Da repórter Cecília Ramos, para o ‘Jornal do Commércio’, do Recife:
“Era uma terça-feira à tarde, quando a reportagem do JC chegou ao gabinete do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), no Congresso, sem avisar. Informado pela secretária, atendeu de pronto. Estava sozinho, lendo uns papéis sobre a mesa. Era o clipping feito por sua assessoria com notícias sobre ele e outras que o interessam. A primeira página estampava uma matéria com uma foto do senador ao lado da do governador Eduardo Campos (PSB). ?Repare só… Olha quem está aqui??, disse, apontando para a foto-montagem e soltando um sorriso. Conversa vai e conversa vem sobre o cenário político, ele topou conceder uma entrevista que começou naquele dia, tomou a tarde seguinte e o pedaço de uma manhã.
Em pleno almoço-entrevista, já na quarta, em um restaurante de Brasília, Jarbas pediu: ?Posso fazer uma confissão boba? Todo mundo sabe que eu sou amante de futebol. Mas você sabia que eu, duas vezes prefeito, duas vezes governador, nunca fui para uma copa do mundo por conta de eleição?? E contou nos dedos que perdeu a da Alemanha, Espanha, França… E este ano, a Copa na África do Sul? Respondeu com os ombros indicando não saber. ?Este mês é decisivo para mim.? E falou que gostaria de cuidar mais da sua vida, parar de fumar, viajar mais. Depois, retomou o assunto político. Se empolgava ao falar, ano por ano, desde 1970, de todas as suas vitórias e derrotas. ?Em 2002 eu já não queria disputar o governo?, pontuou.
Jarbas está a poucos dias de decidir ser ou não candidato ao governo. Estava disposto a falar. Contou sobre como está sua cabeça, hoje. Fez mea culpa sobre a ?oposição desarticulada? em Pernambuco, ao mesmo tempo que mostrou porque é uma liderança no grupo. Sem amarras e até de forma saudosa, falou (e muito) da sua relação de admiração e disputas com o ex-governador Miguel Arraes (falecido em agosto de 2005) e com o neto do mito, o governador Eduardo Campos (PSB), a quem Jarbas deve enfrentar em outubro, se for candidato. Eles não se falam, como aliados, desde a noite de uma segunda-feira de setembro de 1992. Foi o ano do rompimento de Jarbas com o grupo de Arraes e o pivô teria sido Eduardo. Ou melhor, ?Dudu? ? como Jarbas chamou o adversário em boa parte da entrevista. ?Não me orgulho disso (da briga) e nem acho um negócio arretado. Foi ruim.?
Memória política à parte, o senador teceu comentários fortes sobre o governo Eduardo. Mas o foco do senador, ao menos por hora, pareceu cravar, desde já, um discurso que justifique sua candidatura ao governo do Estado. Jarbas está indo para o sacrifício, pois, além de não ter o desejo de disputar, a oposição vive uma adversidade brutal, fora do poder nos três níveis e sem organização. Eduardo é considerado favorito e tem o presidente Lula como cabo eleitoral. O que resta? Tentar convencer o presidenciável do PSDB, José Serra, principal interessado no projeto Jarbas, a declinar da ideia de empurrar o senador para o pleito. O senador poderia ser mais útil fora da eleição de Pernambuco. Ele é a voz da oposição a Lula em um Estado onde o petista é rei. E se isso não colar, a oposição vai defender a candidatura de Jarbas como um projeto nacional para ajudar o presidenciável que ela julga ser o melhor para o País.
?Este é um mês de definição para mim, de expectativa, de angustia?, desabafou”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:50

As lágrimas de Cabral

Esse é o título do editorial, de hoje, do ‘Jornal do Commercio’, do Recife. Eis o seu texto:
“Impressionante o desempenho do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, diante das câmeras. Ele afirmou, se derramando em lágrimas, que o seu Estado vai parar se for feita a divisão igualitária dos recursos do pré-sal, que lá não haverá nem Copa do Mundo nem Olimpíadas. Significa dizer a partir da simplificação dramática daquele governador que o Rio de Janeiro é um espaço humano e geográfico hipotético, que só existirá dentro de mais duas décadas, quando se espera que o petróleo tirado das camadas profundas do Atlântico comece a jorrar. Não ficou explicado como o Estado existiu até agora, ocupando um dos mais importantes lugares da Federação, perdendo quase sempre apenas para São Paulo.
A encenação do governador deve se estender por estes dias, com a conclamação do povo a atos de protesto e até de desobediência civil, como se de fato como apregoa Sérgio Cabral o resto do País estivesse roubando o que é do Rio. Simplificadamente, seria interessante esclarecer o povo brasileiro e em especial aos que estão contra uma distribuição mais equitativa do que vier de benéfico através da exploração do pré-sal, que as jazidas são da União, que os Estados não gastam recursos próprios na prospecção e produção do petróleo, que o sistema federativo implica em políticas públicas nacionais, tendo por foco que estamos em uma República brasileira, e não de Estado tal ou qual.
Nesse sentido, será sempre oportuno acompanhar todo o processo de discussão decorrente dessa dádiva da natureza a nosso País, a partir da abordagem feita pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, desde o primeiro instante defensor de uma redistribuição dos royalties do pré-sal levando em consideração a necessidade de tratar desigualmente os desiguais, como deve ser feito em qualquer política pública que tenha por meta a redução e até eliminação das desigualdades entre pessoas e regiões.
A posição do governador pernambucano sempre foi a de diálogo, de debate, e mesmo depois de a Câmara Federal dar um ganho de causa tão expressivo com 369 votos favoráveis , aos defensores de uma melhor distribuição dos royalties, mesmo agora, quando deveria estar se exaltando pela vitória parcial mas importantíssima de sua tese, Eduardo Campos defende a construção, no Senado, de uma visão com maior equilíbrio, de forma a o Rio de Janeiro não perder essa fatia que o seu colega dá como motivo de lágrimas.
A generosidade pernambucana não pode, contudo, ir além da defesa intransigente de uma redistribuição de um bem que poderá contribuir para eliminar as profundas diferenças entre as regiões. Até porque aí está a lição histórica do êxodo dos excluídos para os grandes centros mais privilegiados como Rio e São Paulo em busca das condições que lhes são negadas em suas regiões de origem. Norte e Nordeste são, neste aspecto, as partes da Federação que precisaram no passado de políticas públicas diferenciadas, com a criação de tratamento fiscal distinto e, mesmo assim, continuamos exportando cérebros e mão de obra para o Sudeste, exatamente pelo aprofundamento das diferenças que podem ser atenuadas através de emendas como a que a Câmara aprovou.
Há vários aspectos delicados nesse confronto entre Estados, alimentado em parte pelas características muito próprias de um ano eleitoral, quando candidatos tendem a dramatizar para arrecadar votos. Um desses aspectos é a pressão para o presidente da República vetar o projeto, o que seria feito supostamente em nome da garantia de um colégio eleitoral poderoso, como é o Rio de Janeiro. Entretanto, sempre será oportuno lembrar que o Nordeste, Norte e Centro-Oeste são, também, colégios eleitorais respeitáveis, o que implica em trocar barganhas e lágrimas pelo diálogo e bom senso”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:40

Reforma do Maracanã virá novela

O levantamente foi feito pelo ex-prefeito Cesar Maia          
“1. 25 de setembro de 2009. Licitação do Maracanã sai hoje, diz secretária. Além das obras de modernização, empresa ou consórcio vencedor administrará o estádio por 35 anos. Rio pretende bancar obras do Maracanã com parceria público-privada.           
2. 06 de novembro de 2009. Um novo projeto de renovação do Maracanã embasará a licitação que a secretária de Esportes do Rio de Janeiro, Márcia Lins, promete publicar até o final do mês de novembro.           
3. 18 de novembro de 2009. “Edital do Maracanã sai no final de dezembro”, diz secretária. Em entrevista, a secretária Márcia Lins discute processo de reforma do estádio carioca.
4. 06 de novembro de 2009. O Rio de Janeiro já adiou por duas vezes a publicação do edital. A primeira data prevista era 25 de setembro; depois passou para 26 de outubro. As obras têm de ser iniciadas até fevereiro de 2010 para atender exigências da Fifa.
5. 15 de janeiro de 2010. A licitação para reforma do Maracanã será em 28 de janeiro.
6. 4 de março de 2010. Fifa manda Comitê Organizador Local cobrar por atraso das obras da Copa-2014. RIO: Os serviços de sondagem do solo, fundamentais para o início do projeto, começaram oficialmente ontem, mas tímidos. A licitação para a maior parte da reforma pode sair ainda em abril”.

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