• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:33

Gabeira diz ter opção secreta

Dos repórteres Isabel Braga e Cássio Bruno, de ‘O Globo’:
“A tentativa do PV de contornar os problemas da coligação em torno da candidatura do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) ao governo do Rio, com o lançamento de mais de dois candidatos ao Senado na mesma chapa, deverá render novo debate no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O entendimento de especialistas é que essa dúvida tornou-se procedente a partir do fim da regra da verticalização nas alianças partidárias.
O TSE terá de dizer se a emenda que acabou com a verticalização liberou totalmente a possibilidade de coligações eleitorais ou se ainda vale a regra prevista no artigo 6º da lei eleitoral ( Lei 9.504/ 97). Este artigo faculta aos partidos, dentro da mesma circunscrição ( no caso do Rio, o estado), celebrar coligações para eleição majoritária, proporcional, “ou para ambas”. E estabelece que, no caso das proporcionais, é permitido fazer subcoligações, desde que formadas por partidos que integram a coligação na eleição majoritária.
Ou seja, se quatro partidos se unem para tentar eleger um governador, eles podem, no caso de eleição de deputados, fazer coligações menores. No entendimento de especialistas, isso não se estenderia à eleição de senadores, mas caberá ao TSE esclarecer.
O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), relator da minirreforma eleitoral do ano passado, diz acreditar que o TSE manterá o entendimento de que não é possível subcoligações no caso de eleições majoritárias nos estados.
- Entendo que cada partido pode se coligar para o governo e apresentar, sozinho, seu candidato ao Senado. Mas não pode haver, para o Senado, subcoligações entre os partidos que formam a chapa para o governo.
Para o advogado eleitoral do PSDB, Afonso Ribeiro, a lei é mais restritiva e só permite que uma coligação para o governo lance dois candidatos ao Senado. O PV entrou com consulta indagando justamente se cada partido pode lançar individualmente seu candidato ao Senado. E também perguntAlou se é possível sub coligações. O PV quer lançar Aspásia Camargo ao Senado, e os nomes de Marcelo Cerqueira (PPS) e Cesar Maia (DEM) seriam lançados pelos demais partidos. A consulta ainda não foi respondida.
Gabeira disse ontem que sua maior preocupação é a de garantir um candidato da oposição que seja competitivo.
- Essa proposta (de lançar quatro candidatos ao Senado) foi feita para acomodar as divergências. Estamos também pensando em outras opções, mas não posso adiantar ainda – disse Gabeira. – Existe uma dominação do PMDB no estado, que pode ser ameaçada por uma candidatura de oposição. Podemos nos unir porque o mais importante é ter um candidato de oposição competitivo.
A crise na coligação PV/PSDB/DEM/PPS no Rio, provocada pela resistência de parte dos verdes e dos tucanos a Cesar Maia, pode atingir as pretensões do pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, de ter um palanque no estado.
Gabeira está sendo pressionado por aliados, que temem desgaste se o deputado fizer dobradinha com Cesar Maia, que vai disputar uma vaga no Senado pelo DEM. Gabeira e Serra devem se encontrar ainda esta semana para tentar solucionar o impasse.
Ontem, o presidente regional do PV no Rio, Alfredo Sirkis, admitiu que a situação na coligação está tensa:
- A hipótese (da desistência de Gabeira) tem que ser considerada. Ele (Gabeira) está preocupado e impaciente. Mas temos até junho, na convenção, para resolver.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia, disse que o partido seguirá as orientações de Serra, independentemente de Gabeira ser ou não candidato ao governo do Rio:
- Faremos o que Serra mandar para beneficiá-lo no palanque do Rio.
Há quase duas semanas, Rodrigo Maia centrou ataques em Gabeira, dizendo que “ele recebe meia dúzia de mensagens contra Cesar Maia e entra em TPM”.
Ontem, por e-mail, Cesar Maia foi mais cauteloso:
- Acho que o Rio deixaria de contar com um vetor alternativo, o que prejudicaria muito a decisão do eleitor. Espero que isso (a desistência de Gabeira) não ocorra”.
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O deputado Fernando Gabeira foi engolido pelos aloprados de sua coligação e, agora, finge que a questão depende do TSE.
É claro que não depende.
O TSE poderá responder a consulta da maneira que bem entender.
O que se discute não é o fim da verticalização, já que o impasse não é jurídico, e ele sabe disso.
O impasse é político.
Não faz sentido o DEM e o PSDB abrirem mão de seu tempo na TV, para o candidato ao governo, e esse não ser leal àqueles que lhe proporcionam esse espaço.
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Coligação é para unir simpatizantes e, às vezes, até contrários.
Correligionários estão sempre no mesmo partido.
O que não parece ser o caso do PV.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:13

O vídeo chat de Cesar Maia

O ex-prefeito  Cesar Maia participou, das 11 ao meio-dia, do primeiro vídeo chat da atual campanha eleitoral, embora ele tenha se apresentado sempre como pré-candidato ao Senado.
Quando ele iniciou o programa,  641 já  haviam passado pelo site, e terminou com 643 visitas, mas a média de audiência foi de apenas  80 pessoas.
Eis os principais trechos:
Nas pesquisas para o Senado, só levo em conta o primeiro voto. Esse é o voto firme. O segundo é frouxo. E pelas pesquisas estou bem. O Crivella tem 21, 20% no primeiro, e eu 20, 19%.
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O governador errou na questão dos royaltes, quando cuidou do assunto apenas com o Presidente da República. Ele achou que a Câmara dos Deputados se comportaria como a Assembléia Legislativa. E ao agredir a Câmara, ela decidiu retaliá-lo. O Senado pode consertar o erro, mas será preciso ter perfil baixo e incorporar a Câmara nesse debate, para quando o texto voltar, a Câmara possa respeitá-lo.
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Os senadores tem duas funções básicas:  representar o Estado e seus municípios, e a função partidária.  Portanto, seja qual for o governador, estarei no Senado para defender as idéias do governador e de todos os prefeitos.
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Em todos os estados existem conflitos nas candidaturas. Lindberg diz  que sua coligação será com Crivella.  Mas já recebeu o troco de Picciani.  No Brasil,  o eleitor  vota no candidato e não no partido. Isso não é bom, mas é a realidade, Assim, cada um cuidará de sua campanha, e o eleitor é que fará a sua coligação.
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É um equivoco  focar o governo só na capital. É preciso fortalecer o interior. Se não existe hospital na Baixada, por exemplo, esse doente virá para a capital. As UPPs são ótimas, mas elas precisam ir para Caxias, para Macaé, para Nova Iguaçu, para Volta Redonda, e não ficar apenas na capital., Quanto mais forte o interior, mais forte será a capital.
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É preciso investir no servidor, Quem dá aula é o professor, não o  computador.  Quem faz cirurgia é o médico, não o computador. Quem limpa as ruas são os garis, não o computador. Quem cuida da ordem pública é a guarda municipal, não o computador.
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O PAC 2 é uma tentativa de gerar entusiasmo eleitoral, apenas isso. E ele contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.
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Minha contrariedade com a secretaria municipal de educação é de ordem filosófica. Desde 1870, a educação pública é estatal. Agora querem privatizá-la. A função da descola é ensinar, mas também tem a de inclusa social. A privatização não a torna universal, e atinge apenas  o primeiro objetivo.
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Se não tivesse acontecido o PAM, não teríamos as Olimpíadas de 2016.  De 2002 até agosto de 2006, só a prefeitura colocou dinheiro no PAM. Foram R$ 1,1 bilhão. O governo federal depois colocou R$ 800 milhões, e o estadual nada.
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Sou amigo de José Serra desde 1969,quando estivemos exilados no Chile.  Somos amigos e companheiros.  Estando no Senado, sei que terei as portas abertas em seu governo.
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Eu torço pelo Rio. Eu moro aqui, meus filhos, meus netos. Mas o prefeito tem três defeitos. persegue o servidor publico, humilha os pobres e é a favor da especulação imobiliária. E isso a população não perdoa. Se ele não consertar esses erros, terá problemas em 2012.
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O PV tem mais acesso  a imprensa. Já o meu eleitorado é mais silencioso. Sou contra as drogas e contra o aborto, mas o próprio Fernando Gabeira  disse que essas questões não serão resolvidas nem a nível municipal, nem a nível estadual. Elas são federais. Eu sou cristão e isso gera conflitos.  Mas uma coligação é a união  diferentes. O que estranho é que quem mais me combate, Alfredo Sirkis, foi meu secretário nas três vezes em que fui prefeito.  E essa mesma coligação apoiou,  há quatro anos, Sirkis para o senado, e Denise Frossard  para o governo do Rio. E nunca houve problema. A  coligação é boa para todos, mas principalmente para o candidato  a governador.Se não houver coligação, Gabeira  sofrerá um dano muito grande, e nós tocaremos nossa candidatura. O povo vai decidir,
Servidor não é custo, é ativo, é investimento.
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O fato do Rio de Janeiro ter  recebido nota de grau para investimento  é muito, mas é inócuo do ponto de vista formal, pois ele precisará sempre do aval da União.  E a Prefeitura do Rio já possui isso desde 1995. Aliás fomos o primeiro a receber, juntamente com Curitiba e o Estado do Ceará.
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Minha relação com o Presidente Lula sempre foi amistosa. Certa vez fiz um oficio reconhecendo alguns de seus acertos e ele o utilizava em seus comícios. O desentendimento veio com a vaia que ele recebeu na abertura do PAM. Eu não tive a menor responsabilidade no episódio, mas o ministro do Esporte inventou ue eu a orquestrei. Acho que o Presidente não merecia as vaias.  Nem ele, nem nenhum outro Presidente mereceria.
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A tarifa de iluminação é uma tragédia. Sei que era obrigatória a sua apresentação, e eu a a fiz. Mas pedi a Câmara para que ela não tramitasse.  Apenas cumpri  a formalidade. E espero que a Justiça corrija esse equívoco.
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A Cidade da Música  custou R$ 480 milhões e é o mais importante complexo de música e  dança da América Latina. A reforma do Maracanã, que será a mudança de cadeiras, a reforma dos vestiários e um puxadinho no texto custará R$ 700 milhões.
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O DEM apóia Serra, independentemente dos conflitos regionais.  Não existe ninguém mais empenhado a eleger Serra do que o  DEM.
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O Presidente deveria pagar a multa de R$ 10 mil ao TSE. Ele tem recursos para isso. E não permitir que um sindicato o faça. Poderia até dividir sua dividia em 40 vezes. Ou então passar um livro de outro para que seus militantes pagassem, Mas não com dinheiro do sindicato.
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A UPP é positiva, estava no meu programa de governo, só que começaria pelo corredor da Tijuca e pela Ilha do Governador. Mas não é possível  que ele fique funcionando o tempo todo com 150 PMs. Espero que depois de pacificada, esse número caia para 20 PMs. Hoje em quatro favelas existem 600 PMs para 20 mil pessoas, enquanto um batalhão que atende a diversos bairros tem apenas 400 homens.
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As UPAS são um equívoco. Nenhuma funciona 24 horas. E está tirando pessoal dos hospitais, ou então terceirizando serviços. Aumentou o número de prédios e o atendimento diminuiu.
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Tanto o mensalão do PT quanto o do DEM foram horrorosos, A diferença foi como cada partido o enfrentou:  o DEM expulsou seu governador e o vice,  e puniu os demais. Os do PT estão todos aí…
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Do ponto de vista político, a internet será muito importante, desde que o político tenha a habilidade de sincronizá-la com a televisão. Essa sinergia é que fará a diferença.

  • Quarta-feira, 28 Abril 2010 / 3:50

Cesar Maia ironiza Gabeira

 O ex-prefeito Cesar Maia postou, em seu blog, um vídeo intitulado a ‘Volta Dos Que Não Foram’, onde informa que não foi procurado para o rompímento com Gabeira, e nem foi procurado para reatar com Gabeira. E anuncia a campanha para outubro: Gabeira vai com Marina, e Cesar Maia irá com José Serra.
Veja o video de um minuto:

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