• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:49

Ciro acata mas não se engaja

O deputado Ciro Gomes postou há pouco, em seu site – www.cirogomes.com - a seguinte nota intitulada ‘Ao Rei tudo, menos a honra’:
“A cúpula de meu partido, o PSB, decidiu-se por não me dar a oportunidade de concorrer à Presidência da República. Esta sempre foi uma das possibilidades de desdobramento da minha luta. Aliás, esta sempre foi a maior das possibilidades. Acho um erro tático em relação ao melhor interesse do partido e uma deserção de nossos deveres para com o País.
Não é hora mais, entretanto, de repetir os argumentos claros e já tão repetidos e até óbvios. É hora de aceitar a decisão da direção partidária. É hora de controlar a tristeza de ver assim interrompida uma vida pública de mais de 30 anos dedicada ao Brasil e aos brasileiros e concentrar-me no que importa: o futuro de nosso País!
Quero agradecer, muito comovido, a todos os que me estimularam, me apoiaram, me ajudaram, nesta caminhada da qual muito me orgulho.
Quero afirmar que uma democracia não se faz com donos da verdade e que, se minhas verdades não encontram eco na maioria da direção partidária, é preciso respeitar e submeter-se à decisão. É assim que se deve proceder mesmo que os processos sejam meio tortuosos, às vezes”.
É o que farei.
Deixo claro: acato a decisão da direção do partido. Respeitarei as diretrizes que, desta decisão em diante, devem ser tomadas em relação ao nosso posicionamento na conjuntura política brasileira.
Meu entusiasmo, e o nível de meu modesto engajamento, entretanto, compreendam-me, por favor, meus companheiros, irão depender  do encaminhamento, pelo partido, de minhas preocupações com o Brasil, com nossa falta de um projeto estratégico de futuro, com a deterioração ética generalizada de nossa prática política, com a potencial e precoce esclerose de nossa democracia.
Agradeço novamente aos companheiros de partido pelo apoio que sempre me deram.  Faço também um agradecimento especial ao  povo cearense pelo apoio de todas as horas; mas minha lembrança mais grata vai para o simpatizante anônimo, para o brasileiro humilde, para a mulher trabalhadora, para os jovens, em nome de quem renovo meu compromisso de seguir lutando!”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:46

Os covardes socialistas

 O presidente do PSB, Eduardo Campos, oficializou, há pouco, a decisão do partido de não apresentar candidato a sucesão do Presidente Lula.
Esses são os responsáveis pela covardia impetrada contra o deputado Ciro Gomes, que se vê impedido, definitivamente, de concorrer à Presidência, por ação direta ou omissão dos seguintes políticos:
Eduardo Campos, presidente
Roberto Amaral, 1º vice-presidente
Beto Albuquerque, 2º vice-presidente
João Alberto Capiberibe, 3º vice-presidente
Alexandre Cardoso, vice-presidente de Mobilização e Formação Política
Wilma de Faria, vice-presidente de Relações Federativas
Renato Casagrande, secretário-geral
Carlos Siqueira, 1ºsecretário
Antônio Carlos Valadares, 2º secretário
Márcio França, 1º secretário de Finanças
Severino Nunes de Araújo, 2º secretário de Finanças
Luiza Erundina, secretário especial
Milton Coelho, secretário especial
Jaime Cardoso, secretário especial
Sérgio Gaudenzi, secretário especial
Rodrigo Rollemberg, secretário especial
Sérgio Novais, secretário especial
William Dib, secretário especial
Mari Machado, secretário especial
José Antonio Almeida, secretário especial
Ademir Andrade, secretário especial
Isaias Silvestre, secretário especial
Dora Pires, secretária de Mulheres
Alex Nazaré, secretário de Juventude
Joilson Antonio Cardoso do Nascimento, secretário Sindical
Rodrigo Rollemberg, líder na Câmara dos Deputados
Antônio Carlos Valadares, líder no Senado Federal
Cristina Almeida, coordenadora do Movimento Negro
Maria de Jesus Matos (Natividade), coordenadora do Movimento Popular
Ao negar legenda ao deputado Ciro Gomes, eles decidiram cassar a preferência de cerca de 15 milhões de eleitores que, em princípio, acreditavam na proposta do candidato.
Tudo leva a crer que o PSB, ao entrar menor nas eleições de outubro, sairá dela ainda mais diminuto.
Hoje, ele tem cerca de dois minutos, no horário gratuito de TV, para oferecer ao PT.
Nas próximas eleições, seu tempo será menor e o partido menos importante.
Dr. Arraes com certeza ficou triste com o episódio.

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