• Domingo, 04 Março 2012 / 20:13

Ciro não apoia PT em Fortaleza

    Deu no iG:
    “Irmão do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), o ex-deputado, ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, também do PSB, diz que, mesmo que Cid decida apoiar o candidato do PT a prefeito de Fortaleza, o partido tende a não segui-lo.
Em entrevista ao Poder Online quando estava a caminho de mais um ato público do PSB contra o PT local, Ciro disse que a prefeita petista Luizianne Lins tem feito “uma péssima administração” e que nenhum dos
nomes até agora citados por ela para a sua sucessão serão aceitos pelo PSB.
Segundo Ciro, por ciúmes, Luizianne impediu a aplicação de R$ 300 milhões em verbas federais e estaduais em Fortaleza, assim como a instalação de um estaleiro com 2 mil empregos diretos na cidade.
No plano nacional, Ciro diz que o manifesto de insatisfação assinado por 45 deputados do PMDB é apenas um “movimento de vendeta” contra a faxina imposta pela presidenta Dilma Rousseff, que “defenestrou corruptos dos ministérios”.
Os partidos fisiológicos, segundo ele, se aproveitam da diminuição do ritmo de crescimento da economia e das proximidade das eleições para se vingar da presidenta.
– O governador Cid Gomes, seu irmão, parece que está para acertar o apoio ao candidato do PT para prefeito de Fortaleza, não é mesmo?
– Não sei, não. Há muitas variáveis ainda. O Cid está disposto a fechar com o PT desde que seja um candidato também da confiança dele e, sobretudo, capaz de promover uma grande mudança na cidade, promover a retomada do desenvolvimento e a melhoria dos serviços públicos que estão sucateados por aqui.
–  Esses nomes que estão sendo colocados pela prefeita Luiziane Lins?
– Esses nomes que a prefeita Luizianne tem falado? Nem pensar! Nenhum deles.
– Mas há hipótese de o PSB não apoiar o candidato do PT se o governador fechar com a Luizianne?
– Claro que há. O próprio Cid já falou que não terá o controle sobre o Diretório do partido, se não for uma conversa muito bem azeitada do PT com o PSB. O partido está na ponta dos cascos. E o Cid, nesse aspecto
da aliança, tem sido uma voz isolada.
– Mas por quê?
- Porque Fortaleza tem sido muito mal administrada. No campo da Educação, basta lembrar que o ano letivo de 2011 começou em setembro último. É um absurdo! Aqui, todos os diretores de escolas são indicados por vereadores, por cabos eleitorais. Uma coisa do século 19. Dos 184 municípios do Ceará, segundo ranking do Ministério da Educação, Fortaleza está no 180º lugar.
– Verdade?
– Pior. Na Saúde, estamos na 5ª pior colocação no país. Há R$ 300 milhões em obras de saneamento básico cuja utilização foi obstaculizada pela prefeita do PT por mero ciúme. Incluindo aí verbas federais.
– Mas como obstaculizadas?
– De várias formas: ela não dá licença para obras, não emite alvarás… Recentemente, Luizianne impediu a instalação aqui do Estaleiro Promar, que geraria cerca de 2 mil empregos diretos na construção de
embarcações. O estaleiro foi para Pernambuco. É o segundo que está sendo instalado por lá. Tínhamos passado três anos brigando pelo estaleiro e a prefeita, por mero ciúme, porque estava viajando quando a decisão foi tomada, resolveu impedir.
– E no nível nacional, como o senhor está vendo as coisas.
– Está ocorrendo o que eu havia previsto: este é o ano da vendeta. Um ano eleitoral com a economia esfriando, agravado pela goela grande do PT, tudo isto cria o caldo de cultura para a vingança desses
grupos fisiológicos contra a presidenta Dilma Rousseff.
Como assim? Vingança por quê?
– Pela faxina. Por ela ter agido corretamente, defenestrando os corruptos dos ministérios. Aí o PMDB faz manifesto, ameaça rebelar-se. O PDT vota contra o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores Públicos, o PR ameaça ir para a oposição. Tudo agravado ainda pelo fato de o ex-presidente Lula estar tão interessado numa vitória em São Paulo. Isso abre mais espaço para o achaque, a turma ficar ameaçando lançar candidato, apoiar o José Serra…
– O senhor falou do esfriamento da economia. Acha que a coisa vai desandar?
– Acho que não ocorrerá nenhuma tragédia, porque a presidenta Dilma tem administrado muito bem as medidas anticíclicas, como a expansão do crédito, do investimento público, a taxação do câmbio… Isso tudo garante que teremos aí 2% a 2,5% de crescimento do PIB este ano. É razoável para a situação em que está a economia mundial. Mas essa turma fisiológica tenta se aproveitar de um crescimento menor da economia para jogar no enfraquecimento da presidenta. E é isto que está acontecendo. Querem se aproveitar para promover a vendeta.
Agora tenho que desligar porque cheguei ao ato público do PSB”.

  • Segunda-feira, 04 Outubro 2010 / 15:38

Para Aécio não se esquecer

   

    Por onde anda Leticia Weber – a namorada de Aécio Neves?
Depois de um “incidente”, não confirmado, que pode ter sido o motivo da desistência do então governador de Minas de concorrer a Presidência da República, nunca mais se falou sobre ela.
Ciro Gomes, na época, disse que Aécio estava sendo chantageado.
Sabe-se lá por que motivos, tem gente querendo remexer no caso.
Esse é um assunto que ficará marcado, para Aécio, para o todo e sempre.

  • Terça-feira, 17 Agosto 2010 / 11:50

TV não mudará resultado

    É dura a vida do candidato José Serra.
Veja o que diz a reportagem da ‘Folha’, assinada por Ranier Bragon e Fernanda Odilla:
“A campanha na TV tem histórico de relevantes movimentações na intenção de voto dos candidatos à Presidência, mas até hoje não teve impacto suficiente para tirar a vitória daquele que iniciou o período na dianteira.
Nas cinco eleições presidenciais após a redemocratização -de 1989 a 2006-, saiu vitorioso o candidato que liderava as pesquisas imediatamente antes da entrada da campanha na TV.
A análise das planilhas do Datafolha mostra que se encontravam nessa situação Fernando Collor (PRN) em 1989, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1994 e 1998, e Lula (PT) em 2002 e 2006 -em 94, FHC dividia a ponta com Lula, em empate técnico, mas em ascensão.
Apesar disso, a propaganda televisiva coincidiu com períodos de movimentações que em dois casos levaram um cenário de vitória em primeiro turno para o segundo.
Em 1989, Collor abriu o período da propaganda com sete pontos de vantagem sobre todos os principais oponentes somados. No final, havia caído de 40% para 26% na pesquisa. Embolado na terceira posição, Lula praticamente dobrou seu índice e, por margem estreitíssima, derrotou Leonel Brizola (PDT) e foi ao segundo turno.
Nas vitórias de 1994 e 1998, ambas no primeiro turno, FHC tinha mais minutos na programação eleitoral e assistiu no período televisivo a uma ampliação da vantagem em relação a Lula. Já em 2002, Lula iniciou a TV com Ciro Gomes (PPS) como seu principal oponente. Entretanto, Ciro derreteu de 27% para 11% das intenções de voto, desempenho em parte atribuído à exploração na TV de frases polêmicas e da discussão com um eleitor.
José Serra (PSDB), dono da maior fatia eletrônica, acabou indo ao segundo turno.
“O horário eleitoral sepultou as chances de Ciro por conta das bobagens que ele falou”, disse o cientista político Marcus Figueiredo, professor da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Autor de estudos sobre o tema, ele diz que a propaganda na TV constrói a imagem dos candidatos e pauta debates, mas que está longe de ser a única variável para que o eleitor defina seu voto.
Na disputa de Lula pela reeleição, em 2006, o petista vencia o conjunto dos principais oponentes por dez pontos no início da propaganda.
Em meio à repercussão do episódio em que petistas foram presos tentando comprar um dossiê antitucano e após faltar ao último debate, na TV Globo, teve que disputar o segundo turno com Geraldo Alckmin (PSDB).
As planilhas do Datafolha mostram não haver padrão sobre o momento da campanha na TV em que as intenções de voto se estabilizam. Houve mudanças, no entanto, no resultado final de outras eleições. Um dos exemplos mais claros é o da eleição de Gilberto Kassab (DEM) à Prefeitura de São Paulo, em 2008. Em 22 de agosto, na semana de início da propaganda na TV, ele tinha 14%, contra 41% de Marta Suplicy (PT) e 24% de Geraldo Alckmin (PSDB)”.