• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:42

Brasília, a invenção de Oscar Niemeyer

 

O arquiteto Oscar Niemeyer e sua mulher, Vera, escreveram um artigo sobre a construção de Brasília para a edição especial da revista Nosso Caminho. O ‘Estadão’ reproduz hoje o seu texto:
“Somente em 1957 surgiu o problema da nova capital. JK me procurou na casa das Canoas e juntos descemos para a cidade. Queria construir Brasília, a nova capital do nosso país, e, como ocorreu em Pampulha, desejava a minha colaboração – a minha e de Marco Paulo Rabelo, que como eu o acompanhou, de Pampulha à inauguração daquela cidade.
Entusiasmado, JK contou-me que pretendia uma capital moderna, concluindo, empolgado, “a mais bela do mundo”. E ficou combinado que eu procuraria Israel Pinheiro, responsável pela obra.
Na primeira viagem que JK fez ao local o acompanhei. Lembro o ministro da Guerra, o general Lott, a me perguntar: “Os prédios do Exército serão modernos ou clássicos?” E eu a responder: “Numa guerra, o senhor prefere armas modernas ou clássicas?” E ele sorriu com simpatia.
Foram três horas de voo; confesso não ter tido boa impressão do lugar.
Longe, longe de tudo, e a terra vazia e abandonada. Mas o entusiasmo de JK era tal, e o objetivo de levar o progresso para o interior tão válido, que acabamos, todos, com ele concordando.
A distância, a conveniência da presença de JK no local para manter o calor do empreendimento nos levou a pensar na necessidade de iniciar os trabalhos com a construção de uma pousada onde ele pudesse ficar nos fins de semana. Uma casa de madeira foi pensada. Fiz as plantas. Juca Chaves e Milton Prates comandaram a construção, e eu assinei uma promissória que, descontada num banco, permitiu realizar essa obra, depois conhecida como “Catetinho”. Em quinze dias JK já a utilizava.
Era o seu refúgio da política, dos que contestavam a construção da nova capital, a conversar com os amigos, a discutir como seria aquela cidade, o seu sonho predileto. À volta da casinha um grupo de árvores – como um pequeno oásis – a distinguia na terra rasa e vazia do cerrado.
Lembro que a água vinha de uma caixa pendurada em uma das árvores, que o lugar de estar e de conversa era sob os pilotis, ao redor de uma longa mesa com bancos de madeira. E havia uísque e muita camaradagem.
Cedo, o nosso amigo Bernardo Sayão trazia de helicóptero os mantimentos necessários, e Brasília já estava no coração de todos nós.
Na sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, os trabalhos se iniciaram. Pouco depois, senti a conveniência de mudarmos para Brasília. E para lá segui com os meus colaboradores. Não pensava levar apenas arquitetos e convidei outros amigos – um médico, dois jornalistas e quatro camaradas que não cuidavam de arquitetura.
Estavam sem trabalho, eram inteligentes e divertidos, e compreendi ser o momento de ajudá-los. Eu não gostaria de passar as noites de Brasília a falar de arquitetura – para mim um complemento da vida, muito mais importante do que ela.
O problema do Plano Piloto se fazia urgente, e organizamos um concurso internacional. Inquieto, JK me propunha: “Niemeyer, não podemos perder tempo. Faz você o Plano Piloto.” E eu não aceitava. Pensava, inclusive, que talvez o Reidy participasse do concurso. Era de todos nós, pela própria função que exercia na Prefeitura do Rio, o mais informado no assunto, mas isso não ocorreu, surgindo Lúcio Costa com seu talento excepcional.
Recordo como tentaram cancelar o concurso já por terminar, com o projeto do Lúcio se destacando. O presidente do IAB a procurar Israel Pinheiro, sugerindo nomearem uma comissão de urbanistas para elaborar um novo projeto. Israel disse que o assunto era comigo, e foi no Clube dos Marimbás, na presença do arquiteto João Cavalcanti, que declarei: “Da minha parte vocês vão encontrar todos os obstáculos.” E o Lúcio foi o vencedor.
Era uma solução urbanística inovadora, os diversos setores independentes, a área habitacional ligada ao pequeno comércio e às escolas, o Eixo Monumental a lembrar com sua monumentalidade a grandeza de nosso país, e a Praça dos Três Poderes a completá-lo, debruçada sobre o cerrado como ele preferia.
E o plano se desenvolvia numa escala variada, humana ou monumental, que só um homem sensível como Lúcio podia conceber.
O primeiro projeto iniciado em Brasília foi o Palácio da Alvorada. Sua localização ainda não fora fixada pelo Plano Piloto. Não podíamos esperar. E lá fui eu com Israel Pinheiro a procurá-la, o capim a nos bater nos joelhos, pelo cerrado afora.
Elaborei o projeto. Um prédio em dois pavimentos. Destinava-se à residência do presidente e sua área de trabalho. E com tal apuro o projetamos que ambas se entrelaçam sem perderem a independência desejável. Recordo a larga varanda, sem peitoril, um metro acima do chão, protegida por uma série de colunas a se sucederem em curvas repetidas. Lembro André Malraux, ao visitar o palácio: “São as colunas mais bonitas que vi depois das colunas gregas.” E elas a serem copiadas no Brasil, num prédio de correio nos Estados Unidos, na Grécia, na Líbia, por toda a parte. As cópias não me incomodavam. Tal como com relação à Pampulha, as aceitava satisfeito. Era a prova de que meu trabalho agradava a muita gente.
E o palácio sugeria coisas do passado. O sentido horizontal da fachada, a larga varanda protegendo-o, a capelinha a lembrar no fim da composição nossas velhas casas de fazenda.
Depois do Alvorada, começamos a estudar o Eixo Monumental e pela Praça dos Três Poderes iniciamos nosso projeto. Dela faziam parte, como fixava o Plano Piloto, o Palácio do Planalto, o do Supremo e o Congresso, este último localizado mais afastado da mesma. Um afastamento que espelhos d”água e renques de palmeiras justificavam.
Mas a ideia de que o Congresso deveria se integrar na Praça me preocupava, o que explica ter mantido a cobertura desse palácio no nível das avenidas, permitindo aos que se aproximassem ver, por cima dela, entre as cúpulas projetadas, a Praça dos Três Poderes da qual este fazia parte.
E com essa solução as cúpulas do Senado e da Câmara se faziam mais imponentes, monumentais, exaltando a importância hierárquica que no conjunto representam.
Lembro Le Corbusier, dizendo a Ítalo Campofiorito, a subirem a rampa do Congresso: “Aqui há invenção!” Eram as enormes cúpulas daquele palácio que o surpreendiam, pela ousadia inventiva que revelavam.
Ao desenhar os Palácios do Planalto e do Supremo, deliberei mantê-los dentro de formas regulares, tendo como elemento de unidade plástica o mesmo tipo de apoio, o que explica o desenho mais livre que para as colunas desses dois edifícios adotei. E os palácios como que apenas tocando o chão. Uma opção arquitetônica que Joaquim Cardozo, engenheiro e poeta, um dos brasileiros mais cultos que conheci, defendia, a dizer: “Um dia vou fazê-las mais finas ainda, de ferro maciço”. O croqui inicial mostra, num corte do Palácio do Planalto, o tipo de estrutura que desenhei, mais rico sem dúvida do que aquele que uma arquitetura menos ousada teria preferido.
Nos dois prédios a seguir, o Palácio da Justiça e o Itamaraty, minha preocupação foi prever uma arquitetura mais simples, essa arquitetura elegante e repetida, fácil de ser elaborada e aceita pela grande maioria. Seria como um momento de pausa e reflexão para melhor compreenderem a arquitetura mais livre que prefiro.
A ideia de fazer uma arquitetura diferente me permite afirmar hoje aos que visitam a nova capital: “Vocês vão ver os palácios de Brasília, deles podem gostar ou não, mas nunca dizer terem visto antes coisa parecida”. E isso se verifica na Catedral de Brasília, diferente de todas as catedrais do mundo, uma expressão da técnica do concreto armado e do pré-fabricado. Suas colunas foram concretadas no chão, para depois criarem juntas o espetáculo arquitetural. E vale a pena lembrar outros detalhes, com a arquitetura se enriquecendo, como o contraste de luz com a galeria em sombra e a nave colorida. E lá estão os anjos de Ceschiatti, e a possibilidade inédita, que muito agradou ao núncio apostólico, de os crentes olharem pelos vidros transparentes os espaços infinitos onde acreditam estar o Senhor. É o arquiteto a inventar sua arquitetura, que poucos, muito poucos, vão poder compreender.
Não foi fácil trabalhar em Brasília, e o projeto do Congresso Nacional serve de exemplo. Um trabalho elaborado sem programa, sem uma ideia de como se ampliaria o número de parlamentares. “Tudo a correr” era a palavra de ordem. Recordo como foi iniciado aquele projeto, Israel Pinheiro e eu indo ao Rio com o objetivo de dimensionar o antigo Congresso daquela cidade, para, multiplicando a área estimada e os setores existentes, iniciar os desenhos.
Tudo isso explica os prédios anexos depois realizados. Basta mencionar um deles, para avaliar as nossas dificuldades. Quando veio o parlamentarismo, o grande hall do Congresso ficou coberto de novas salas e gabinetes, pedindo uma solução. Aquele hall continuava indispensável e aquelas salas deveriam ficar junto do plenário. Eu queria defender a arquitetura do palácio, e a solução foi aumentar sua largura em 15 metros. A vista da Praça dos Três Poderes que do antigo salão se descortinava desapareceu, mas a arquitetura externa do Palácio foi preservada, e com tanto apuro que ninguém percebe essa modificação que, como arquiteto, sempre lamentei.
Felizmente o contato com deputados e senadores foi tão cordial e a atuação do meu amigo Luciano Brandão, secretário-geral, tão hábil que a obra do Congresso seguiu sem problemas.
Mais recentemente, desenhei três novos edifícios em Brasília – a Procuradoria Geral da República e os anexos do Supremo e do Tribunal de Contas da União. Prédios arquitetonicamente, a meu ver, importantes, mas, para alguns, de construção excessivamente dispendiosa. Recordo-me como os defendi. São prédios públicos; sei que meus irmãos mais pobres nada vão usufruir, mas, se forem bonitos e diferentes, vão parar para vê-los – será para eles um momento de surpresa e encantamento.
Como a própria vida, Brasília teve bons e maus momentos, e um dos melhores, que chegou a nos lembrar os tempos de JK, foi o do governador José Aparecido de Oliveira. Foi ele quem construiu o panteão, quem concluiu a catedral, a Praça dos Três Poderes, o Memorial Lúcio Costa, que, a meu pedido, nela realizou. Foi esse meu amigo que tentou melhorar as cidades-satélites, fazê-las mais acolhedoras e com isso defender um pouco o Plano Piloto da densidade demográfica que se multiplica.
O tempo correu. Pouco a pouco Brasília se foi consolidando em função do traçado de Lúcio Costa, das formas inesperadas que sua arquitetura assumiu, dando vida àquele planalto sem fronteiras, onde o céu parece maior.
Tudo isso me leva a recordar aqueles serões inesquecíveis que o nosso grupo passava na presença de um presidente possuído do maior dinamismo, mas capaz de guardar tempo para ver os amigos e, como outro homem qualquer, rir e brincar um pouco. Tarde, uma ou duas horas da madrugada, JK nos acompanhava na saída. E aí nos retinha, empolgado com a noite de Brasília. O céu imenso, cheio de estrelas, os palácios já erguidos a se destacarem com suas formas brancas na enorme escuridão de cerrado.
Mansamente, como a me dizer um segredo, JK tomava-me pelo braço: “Niemeyer. Que beleza!”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:42

O compromisso de JK com Brasília

 O ex-prefeito Cesar Maia resgatou o depoimento de Juscelino Kubistchek, no livro ‘Por que contruí Brasília’, onde o Presidente relata como tomou a decisão de construir a nova Capital:
“Tudo teve início na cidade de Jataí, em Goiás, a 4 de abril de 1955, durante minha campanha como candidato à Presidência da República. Os políticos que me antecederam realizavam sua pregação ao longo das cidades e capitais, situadas na faixa litorânea. Só ocasionalmente quebravam a linha desse roteiro, concordando em fazer um comício num centro populacional do interior. A conduta que adotei era inédita, e revelou-se da maior eficiência possível. Ao invés das populações do litoral, iria falar, em primeiro lugar, aos eleitores do Brasil Central.”
“Daí a razão por que o meu primeiro comício foi realizado justamente em Jataí, cidade perdida nos sem – fins de Goiás. No discurso que ali pronunciei, referindo-me à agitação política que inquietava o Brasil e contra a qual só via um remédio eficaz – o respeito integral às leis -, declarei que, se eleito, cumpriria rigorosamente a Constituição. Contudo, era meu hábito, que viera dos tempos da campanha para a governadoria de Minas Gerais, estabelecer um diálogo com os ouvintes, após concluído o discurso de apresentação da minha candidatura. Punha-me, então, à disposição dos eleitores para responder, na hora, a qualquer pergunta que quisessem formular-me.”
“Foi nesse momento que uma voz forte se impôs, para me interpelar: ?O senhor disse que, se eleito, irá cumprir rigorosamente a constituição. Desejo saber, então, se pretende pôr em prática o dispositivo da Carta-Magna que determina, nas suas Disposições Transitórias, a mudança da capital federal para o Planalto Central?. Procurei identificar o interpelante.  Era um dos ouvintes, Antônio Carvalho Soares – vulgo Toniquinho – que se encontrava bem perto do palanque. A pergunta era embaraçosa. Já possuía meu Programa de Metas e, em nenhuma parte dele, existia qualquer referência àquele problema.”
“Respondi, contudo , como me cabia fazê-lo na ocasião: ?Acabo de prometer que cumprirei, na íntegra, a Constituição e não vejo razão por que esse dispositivo seja ignorado. Se for eleito, construirei a nova capital e farei a mudança da sede do governo?. Essa afirmação provocou um delírio de aplausos. Desde muito, os goianos acalentavam aquele sonho e, pela primeira vez, ouviram um candidato à Presidência da República assumir, em público, tão solene compromisso.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:42

Brasilia, a cruz e a espada

Do economista Paulo Rabello de Castro, para a ‘Folha’:
“No retrospecto do seu primeiro cinquentenário, a verdade econômica de Brasília é que ela nos custou caro. E continua custando. Mas sua “verdade” admite muitas versões, algumas delas favoráveis ao projeto que, afinal, não era de Juscelino, mas já estava firmado no imaginário dos nossos tataravós, ao inscreveram o sonho de uma capital interiorana na primeira Constituição da República em 1891. Juscelino, gênio político, apenas colheu a quimera no ar, na resposta de improviso que deu ao Toniquinho, um jovem que escutava a arenga do candidato, num comício na longínqua Jataí. As melhores e as piores coisas costumam nascer de um improviso.
Naquele comício, a pergunta seminal faria Brasília nascer. Mas foi a obsessão persistente de JK que transformou a palavra dada ao eleitor em blocos de concreto armado, a partir dos traços igualmente fabulosos de Niemeyer e de Lúcio Costa. Como sonho telúrico e afirmação de identidade nacional, Brasília inflacionou mas valeu a pena.
Brasília foi, no entanto, politicamente desestruturante. Isso nos custou mais caro. Da construção de Brasília, resultaram o desequilíbrio orçamentário que a financiou, a carestia que se seguiu, os apertos para rolar os empréstimos americanos, o inconformismo da população e o rugido político do pensamento conservador, que alimentaria o desfalecimento derradeiro da democracia em 1968. Brasília matou, inclusive, a carreira política do seu criador. Não deixa de ser contraditório, e por isso, bem brasileiro, que Brasília, nascida de um mutirão lindamente popular, uma espécie de quermesse de humanismos, tenha se consolidado no determinismo castrense dos anos de chumbo. Tal como a conheci, ainda era uma jovem meio desengonçada, capital com jeito de guarnição de fronteira. Agora aos 50, com árvores frondosas e bairros amadurecidos, vestida pelas festivas alegrias democráticas, Brasília já se assumiu como capital, deixando o Rio na saudade.
Com seus quadros da alta burocracia do Estado, políticos e assessores, toda sorte de acólitos do poder -gastadores da multibilionária verba federal-, Brasília se tornou a maior renda per capita, apesar de não produzir quase nada que se coma, que se vista ou que se use na vida comum dos cidadãos. Brasília produz comandos. Sua arquitetura lembra tanto uma cruz como uma espada. A cruz tributária dos brasileiros não tem sido leve. Na era brasiliense, a carga tributária total saltou de 20% para 40% do PIB. Mas a máquina federal continua perto da lanterna do mundo (128º lugar) no ranking de eficiência mundial em gastos públicos, segundo pesquisa do World Economic Forum. Aqui, Brasília responde por tabela, pelo fato de ser uma cidade que reúne, sobretudo, os gastadores oficiais e onde os contribuintes são desproporcionalmente mal representados.
Também registro uma injustiça que vai ficando na poeira da história.
Brasília nasceu da costela de Adão, quando se extraiu do Rio sua serventia como capital federal, no mais completo descuido do replanejamento de uma cidade que, mal ou bem, ainda representa a pátria amada. Enquanto Brasília, como Distrito Federal, ganhava hiper-representação política (e que políticos!) com três senadores, o general -presidente Geisel- capava o Rio da sua condição de autonomia, ao extinguir o Estado da Guanabara sem consulta ao povo, disso resultando a decadência carioca até hoje.
Mesmo assim, por cumprir um destino onírico, Brasília merece nossos encômios. O resto é conosco e o futuro”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:42

Brasília sem ter o que comemorar

 Brasília, humilhada, comemora hoje 50 anos.
É pena que o Supremo não tenha examinado o pedido de intervenção federal, antes que ela festejasse o cinquentenário.
Mais do que o seu aniversário, Brasília hoje lembra Tiradentes.
Por isso comemora a forca.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:06

Brasília a espera da intervenção

A Câmara Distrital de Brasília decidiu que o novo governador do Distrito Federal será eleito, indiretamente, no próximo dia 17 de abril, e tomará posse dia 19 – dois dias antes das comemorações dos 50 anos da Capital.
Um dos candidatos é o atual governador em exercício Wilson Lima.
Brasília não merece, nas comemorações de seu aniversário, ter no comando das festas tanto Lima quanto outro qualquer integrante da Câmara Distrital.
Seria bom que o Supremo Tribunal Federal decidisse, antes, pela intervenção imediata.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:46

Batata de Arruda está assando

O vice Paulo Octávio já anunciou que não será candidato a governador de Brasília.
E promete abandonar a política.
O presidente da Câmara Distrital, o deputado da meia, foi afastado do cargo pela Justiça.
Agora só falta algemar o governador.
Se tudo correr bem, isso deverá acontecer na Quaresma, entre a Quarta-Feira de Cinzas, dia 17 de fevereiro, e a Páscoa, dia 4 de abril - 17 dias antes das comemorações do cinqüentenário de Brasília.
A Capital da República não merece que a festa seja comandada pelo ainda  governador.

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