• Quarta-feira, 15 Fevereiro 2012 / 10:01

Cesar Maia e a Cidade da Música

      Do ex-prefeito Cesar Maia em seu blog:
      “1. Nota de jornal da época. “A limpeza de terreno e terraplenagem em 2003, começará em setembro e vai durar cerca de 90 dias.” Ou seja, a licitação da Cidade da Música e o início das obras ocorreu em 2004. Entre 2004 e 2008 foram 4 anos. 85% estavam prontos, faltavam 15%.         
2. Lá se vão 3 anos e agora se informa que a obra será entregue no segundo semestre. Ou seja: foram 4 anos para construir 85% e três anos e meio para construir 15%.           
3. “A Cidade da Música, definida como uma ‘verdadeira obra-prima de poesia’ pelo Metropolitan Art Press e pelo Centro Europeu de Artes de Design, é o mais arrojado empreendimento público destinado à Cultura realizado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro nas últimas décadas. Neste complexo está instalada a maior sala de concertos sinfônicos e de ópera da América Latina.” Adivinhe onde está escrito isso? Acertou quem disse: NO SITE ATUAL DA PRÓPRIA PREFEITURA DO RIO. Comprove.     4. Desde o projeto do Museu Guggenheim -criminosamente obstruído na justiça por uma oposição xenófoba de meia tigela- que a ideia do Rio recuperar centralidade nas artes vinha lastreada em um equipamento de padrão top internacional. Os valores eram estimados em 250 milhões de dólares ao câmbio da época (2001/2003). A Cidade da Música seguiu a ideia e o padrão e veio no lugar do Museu Guggenheim, com mudança de tema das artes plásticas para a música e a dança.           
5. Como se trata de um Complexo, ocorreram 5 licitações. Os 80 milhões, que alguns falam, eram apenas para as fundações. Basta lembrar que o Museu do Amanhã, de 10 mil m², no píer da Praça Mauá, onde seria o Guggenheim-Rio, está orçado em 240 milhões de reais, para 10 mil m². A Cidade da Música são 90 mil m² de arquitetura, no limite máximo internacional.           
6. A cada etapa se fazia um concerto comemorativo e se inaugurava a etapa. O primeiro deles teve a presença da mega-star soprano Kathleen Battle, que deu uma canja. Leia o que se dizia sobre este ato:           
7. “Com a presença do prefeito Cesar Maia, de convidados e do arquiteto responsável pelo projeto da Cidade da Música, Christian de Portzamparc, 80 músicos da OSB, sob a regência do maestro Roberto Minczuk, apresentaram na tarde deste sábado (17), um repertório que começou com o Hino Nacional.  Havia aproximadamente 400 espectadores, inclusive operários que trabalham na obra. A surpresa ficou por conta da presença da cantora lírica internacional Kathleen Battle, cantando ‘Over my head I hear music in the air’, propiciando um momento de muita emoção para todos os presentes.  O maestro Roberto Minczuk afirmou que esse concerto foi uma experiência única para a OSB: ‘Vivemos um momento inesquecível’.  A Cidade da Música é a única da América Latina e está entre as mais modernas salas de concerto do mundo inteiro. Cerca de 90% das obras de estrutura do complexo musical já foram realizadas”. Atenção: estrutura.           
8. Por que então não é inaugurada na sua última etapa? Elementar a resposta. Porque uma vez funcionando, cai o baralho de cartas da politicagem e surge o mais importante equipamento da Cidade do Rio de Janeiro. Tremem de medo de inaugurar, pois isso -na cabeça medíocre de alguns- significaria votos para quem decidiu e construiu. Num projeto desses não há votos e sim o relançamento da Cidade do Rio de Janeiro no mundo das artes depois de muitos anos.           
9. A “construção de Brasília” na série JK, da TV Globo, foi filmada na Cidade da Música”.

  • Sexta-feira, 06 Janeiro 2012 / 16:11

Cesar Maia e a Cidade da Música

     Com o título “Elite” política do Rio não quer saber de investir em artes”, o ex-prefeito Cesar Maia faz um balanço hoje, em seu blog, da vida cultural no Rio e defende, com rãzao, a Cidade da Música, abandonada há tres anos pelo prefeito Eduardo Paes, sem citá-lo.
Eis o seu texto:
“1. Um dos mais destacados líderes políticos brasileiros no pós-guerra dizia que investir em cultura é buscar desgaste. Afinal – dizia – no mundo artístico, cada cabeça é uma sentença e, dessa forma, se agrada um e se desagrada muitos. E concluía: melhor é fazer shows de música popular e ir em frente.
2. Os exemplos são amplos, em nível federal, estadual e municipal. Certamente não foi uma prioridade do regime militar. Vide as pornochanchadas. Também não foi de nenhum dos presidentes de lá até o dia de hoje. Gastam mais com incentivos tributários, transferindo responsabilidade, do que com investimentos
diretos em cultura.
3. O Rio – que os políticos enchem a boca para dizer: “capital cultural do país” – é um exemplo disso. Basta pensar o que fizeram os governadores nesses anos todos para trás. Nada! A prefeitura do Rio, entre 1993 e 2008, reverteu este quadro, com a rede de teatros, com o centro de coreografia, as lonas culturais, o museu de arte contemporânea, a Cidade do Samba, o Centro de Referência da Música Carioca, a Rio-Filmes, operacionalizada a partir de 1993, o novo desenho do réveillon a partir de 31/12/1994, etc.
4. O atual prefeito, apesar dos inegáveis esforços do segundo secretário de cultura, mantém a linha de esquecer da cultura e lembrar dos eventos. Assim mesmo, nenhum do porte dos Rolling Stones em Copacabana. E com patrocínios desproporcionais e inusitados, como 30 milhões de reais para o sorteio das
eliminatórias europeias para a copa de 2014.  
5. Vereadores dos atuais PC do B e o PSOL, com ajuda de boa parte da imprensa, conseguiram impedir o Rio de ter o mais importante museu de arte contemporânea, em rede de museus, do mundo: o Guggenheim, obstruído na justiça. Depois veio a mais importante escola de design do mundo – o IEDI – inviabilizado na
justiça pelo PV.  
6. E, finalmente, a Cidade da Música, o mais avançado complexo de concerto, ópera e balé do mundo, com a acústica mais sofisticada, suspenso pelo explícito PMDB, com apoio do PT, e mais uma vez com a omissão militante de parte da imprensa.     
7. Uma pesquisa com mala direta e resposta paga da mais importante promotora de eventos no Theatro Municipal, direcionada a 5 mil pessoas-top da Barra da Tijuca, não obteve uma só resposta sobre interesse a eventos no Theatro Municipal e Sala Cecilia Meireles.      
8. Não há cidade global sem ter centralidade cultural. E não há centralidade cultural sem um equipamento de dimensão e qualidade internacionais. Gastar 1 bilhão de reais num estádio de futebol só recebe aplausos de muitos ou omissão de parte da imprensa. Gastar 3 bilhões de reais num túnel, após derrubar um viaduto, gera perplexidade de muitos e…, omissão de parte da imprensa.
9. Mas investir 500 milhões de reais em 2006 a 2008 no mais sofisticado complexo de Música e Dança – Ópera, Balé e Concerto – duas salas adicionais para música de câmara e acústica, Escola de Música com 12 salas acústicas, shopping cultural e parque público de atração, com todos os equipamentos de gravação de eventos…, aí sim, isso gera reação. Essa reação é produto da inexistência de platéia e demanda para tal.    
10. Nos últimos 10 dias de 2011, o Lincoln Center recebeu, nas suas 3 salas, 70 mil pessoas. A Cidade da Música tem a função adicional de construir platéia para que o Rio, revitalizado, não seja apenas um desfile de belos corpos, mas também de belas mentes”.

  • Segunda-feira, 02 Janeiro 2012 / 11:38

Eduardo Paes e a Cidade da Música

    Hoje é o primeiro dia útil do último ano de governo do Prefeito do Rio, EduardoPaes.
Quando assumiu herdou, entre outra coisas, a Cidade da Música, faltando apenas 10% para a sua conclusão.
Cesar Maia, seu criador, chegou a inaugurar a sala principal e, os críticos de música, ficaram impressionados com a qualidade da acústica – tida como a melhor do país.
Por má votade, picuinha, ou ineficiencia, Paes não levou a obra adiante.
Preferiu fazer uma auditoria e, ao que tudo indica, nada de relevante foi descoberto.
E a Cidade da Musica continou fechada.
                              * * *
Esse é um ano eleitoral é Paes é candidato à reeleição.
A Cidade da Musica, obviamente, será um dos temas de debate de sua sucessão.
Paes tem dois caminhos: concluir ou não a obra do antecessor.
Se concluir será ruim para ele, pois ficará claro que, aí sim, a Cidade da Música passará a ser uma obra eleitoreira.
Eleitoreira para ele.
Se não concluir, será pior ainda, pois mostra sua total incapacidade em lidar com obras alheias. Ou seja, não tem a modéstia necessária para reconhecer o sucesso alheio.
Ele teve mais de 1.000 dias para resolver essa questão.
E nada fez.
E a população que se dane.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:13

O vídeo chat de Cesar Maia

O ex-prefeito  Cesar Maia participou, das 11 ao meio-dia, do primeiro vídeo chat da atual campanha eleitoral, embora ele tenha se apresentado sempre como pré-candidato ao Senado.
Quando ele iniciou o programa,  641 já  haviam passado pelo site, e terminou com 643 visitas, mas a média de audiência foi de apenas  80 pessoas.
Eis os principais trechos:
Nas pesquisas para o Senado, só levo em conta o primeiro voto. Esse é o voto firme. O segundo é frouxo. E pelas pesquisas estou bem. O Crivella tem 21, 20% no primeiro, e eu 20, 19%.
   * * *
O governador errou na questão dos royaltes, quando cuidou do assunto apenas com o Presidente da República. Ele achou que a Câmara dos Deputados se comportaria como a Assembléia Legislativa. E ao agredir a Câmara, ela decidiu retaliá-lo. O Senado pode consertar o erro, mas será preciso ter perfil baixo e incorporar a Câmara nesse debate, para quando o texto voltar, a Câmara possa respeitá-lo.
  * * *
Os senadores tem duas funções básicas:  representar o Estado e seus municípios, e a função partidária.  Portanto, seja qual for o governador, estarei no Senado para defender as idéias do governador e de todos os prefeitos.
  * * *
Em todos os estados existem conflitos nas candidaturas. Lindberg diz  que sua coligação será com Crivella.  Mas já recebeu o troco de Picciani.  No Brasil,  o eleitor  vota no candidato e não no partido. Isso não é bom, mas é a realidade, Assim, cada um cuidará de sua campanha, e o eleitor é que fará a sua coligação.
  * * *
É um equivoco  focar o governo só na capital. É preciso fortalecer o interior. Se não existe hospital na Baixada, por exemplo, esse doente virá para a capital. As UPPs são ótimas, mas elas precisam ir para Caxias, para Macaé, para Nova Iguaçu, para Volta Redonda, e não ficar apenas na capital., Quanto mais forte o interior, mais forte será a capital.
  * * *
É preciso investir no servidor, Quem dá aula é o professor, não o  computador.  Quem faz cirurgia é o médico, não o computador. Quem limpa as ruas são os garis, não o computador. Quem cuida da ordem pública é a guarda municipal, não o computador.
  * * *
O PAC 2 é uma tentativa de gerar entusiasmo eleitoral, apenas isso. E ele contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.
  * * *
Minha contrariedade com a secretaria municipal de educação é de ordem filosófica. Desde 1870, a educação pública é estatal. Agora querem privatizá-la. A função da descola é ensinar, mas também tem a de inclusa social. A privatização não a torna universal, e atinge apenas  o primeiro objetivo.
  * * *
Se não tivesse acontecido o PAM, não teríamos as Olimpíadas de 2016.  De 2002 até agosto de 2006, só a prefeitura colocou dinheiro no PAM. Foram R$ 1,1 bilhão. O governo federal depois colocou R$ 800 milhões, e o estadual nada.
  * * *
Sou amigo de José Serra desde 1969,quando estivemos exilados no Chile.  Somos amigos e companheiros.  Estando no Senado, sei que terei as portas abertas em seu governo.
  * * * 
Eu torço pelo Rio. Eu moro aqui, meus filhos, meus netos. Mas o prefeito tem três defeitos. persegue o servidor publico, humilha os pobres e é a favor da especulação imobiliária. E isso a população não perdoa. Se ele não consertar esses erros, terá problemas em 2012.
  * * *
O PV tem mais acesso  a imprensa. Já o meu eleitorado é mais silencioso. Sou contra as drogas e contra o aborto, mas o próprio Fernando Gabeira  disse que essas questões não serão resolvidas nem a nível municipal, nem a nível estadual. Elas são federais. Eu sou cristão e isso gera conflitos.  Mas uma coligação é a união  diferentes. O que estranho é que quem mais me combate, Alfredo Sirkis, foi meu secretário nas três vezes em que fui prefeito.  E essa mesma coligação apoiou,  há quatro anos, Sirkis para o senado, e Denise Frossard  para o governo do Rio. E nunca houve problema. A  coligação é boa para todos, mas principalmente para o candidato  a governador.Se não houver coligação, Gabeira  sofrerá um dano muito grande, e nós tocaremos nossa candidatura. O povo vai decidir,
Servidor não é custo, é ativo, é investimento.
  * * *
O fato do Rio de Janeiro ter  recebido nota de grau para investimento  é muito, mas é inócuo do ponto de vista formal, pois ele precisará sempre do aval da União.  E a Prefeitura do Rio já possui isso desde 1995. Aliás fomos o primeiro a receber, juntamente com Curitiba e o Estado do Ceará.
  * * *
Minha relação com o Presidente Lula sempre foi amistosa. Certa vez fiz um oficio reconhecendo alguns de seus acertos e ele o utilizava em seus comícios. O desentendimento veio com a vaia que ele recebeu na abertura do PAM. Eu não tive a menor responsabilidade no episódio, mas o ministro do Esporte inventou ue eu a orquestrei. Acho que o Presidente não merecia as vaias.  Nem ele, nem nenhum outro Presidente mereceria.
  * * *
A tarifa de iluminação é uma tragédia. Sei que era obrigatória a sua apresentação, e eu a a fiz. Mas pedi a Câmara para que ela não tramitasse.  Apenas cumpri  a formalidade. E espero que a Justiça corrija esse equívoco.
  * * *
A Cidade da Música  custou R$ 480 milhões e é o mais importante complexo de música e  dança da América Latina. A reforma do Maracanã, que será a mudança de cadeiras, a reforma dos vestiários e um puxadinho no texto custará R$ 700 milhões.
  * * *
O DEM apóia Serra, independentemente dos conflitos regionais.  Não existe ninguém mais empenhado a eleger Serra do que o  DEM.
  * * * 
O Presidente deveria pagar a multa de R$ 10 mil ao TSE. Ele tem recursos para isso. E não permitir que um sindicato o faça. Poderia até dividir sua dividia em 40 vezes. Ou então passar um livro de outro para que seus militantes pagassem, Mas não com dinheiro do sindicato.
  * * *
A UPP é positiva, estava no meu programa de governo, só que começaria pelo corredor da Tijuca e pela Ilha do Governador. Mas não é possível  que ele fique funcionando o tempo todo com 150 PMs. Espero que depois de pacificada, esse número caia para 20 PMs. Hoje em quatro favelas existem 600 PMs para 20 mil pessoas, enquanto um batalhão que atende a diversos bairros tem apenas 400 homens.
  * * *
As UPAS são um equívoco. Nenhuma funciona 24 horas. E está tirando pessoal dos hospitais, ou então terceirizando serviços. Aumentou o número de prédios e o atendimento diminuiu.
  * * *
Tanto o mensalão do PT quanto o do DEM foram horrorosos, A diferença foi como cada partido o enfrentou:  o DEM expulsou seu governador e o vice,  e puniu os demais. Os do PT estão todos aí…
      * * 
Do ponto de vista político, a internet será muito importante, desde que o político tenha a habilidade de sincronizá-la com a televisão. Essa sinergia é que fará a diferença.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:05

Cesar continua sendo contestado

Do repórter Cassio Bruno, de ‘O Globo’:
“O pré-candidato do PV ao governo do Rio, deputado federal Fernando Gabeira, decidiu convocar, para os próximos dias, reunião com os partidos da coligação que o apoia (PV/PS- DB/DEM/PPS) para tentar minimizar o constrangimento causado por sua aproximação com o ex-prefeito Cesar Maia, que deve concorrer ao Senado pelo DEM. Parte dos aliados, principalmente vereadores, resiste ao nome de Cesar para fazer dobradinha com a chapa de Gabeira na campanha.
- Tenho que reunir todo mundo de novo, com todos os partidos. Não vou argumentar. Quero ouvi-los para discutirmos (a resistência a Cesar)- disse Gabeira.
Relatora da CPI que investigou supostas irregularidades na Cidade da Música, na Barra da Tijuca, na gestão de Cesar, a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) é uma das mais revoltadas com a indicação de Cesar para disputar o Senado, como mostrou ontem o jornalista Zuenir Ventura em sua coluna no GLOBO.
Segundo a tucana, as colegas de bancada Lucinha, Teresa Bergher e Patricia Amorim estão insatisfeitas com a ideia de ter Cesar na chapa.Ela afirmou que Stepan Nercessian e Paulo Pinheiro, ambos do PPS,também estaria descontentes:
- Passei quatro anos querendo pôr o Cesar Maia na cadeia. Há esse desconforto em toda a base parlamentar porque os vereadores tiveram de conviver com o Cesar. Não posso compactuar com essa situação.
Por e-mail, Cesar disse não estar constrangido: “Ao contrário, estimulado, pois mostra a força da candidatura”.
O deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha, líder do PSDB na Assembleia Legislativa e presidente municipal do partido, tentou minimizar o caso:
- A Andrea fez duras críticas durante a gestão do Cesar. Isso é público. E respeito. Mas nunca ouvi falar em constrangimento generalizado na coligação.
No último dia 15, Gabeira e Cesar participaram de encontro do DEM. Cerca de 400 pessoas, grande parte pré-candidatos, estiveram na reunião”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:38

Coisa de doido

Ainda sobre a Rio 2016, ‘O Globo’ publica também dois matérias super interessantes.
Segundo o governador Sergio Cabral, o Rio terá investimentos da ordem de US$ 50 bilhões entre três e cinco anos,
Gilberto Scofield informa que Pequim, ao contrário do Rio, saiu do zero para fazer suas Olimpíadas. Lá,  ?não tinha estádio, as fábricas poluíam, precisaram construir quatro linhas de metrô, plantaram 28 milhões de mudas de árvores, construíram quilômetros de estradas, um aeroporto novo em folha?, e tudo isso foi feito com apenas U$ 43 bilhões.
Se é verdade que o Rio já tem um terço de suas obras concluídas, por que então precisamos  de mais dinheiro do que foi gasto em Pequim?
Depois, o jornal faz uma conta para ver o que é possível se fazer com R$ 90 bilhões:
São sete os exemplos:
1. Manter, por 414 anos, unidades da Polícia Pacificadora para 1,3 milhão de moradores de favelas.
2. Construir 90 arcos rodoviários, nos moldes do projetado para a Região Metropolitana.
3. Revitalizar 30 Zonas Portuárias como a do porto do Rio.
4. Construir 36 Pontes Rio-Niterói, em valores atualizados.
5. Erguer 175 Cidades da Música do tamanho da existente na Barra da Tijuca.
6. Realizar 45 vezes o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara.
7. Fazer 207 vezes as obras de saneamento da região da Barra e de Jacarepaguá.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:21

Um ato covarde e insano

 A derruba da passarela do Bar Vinte – limite entre Ipanema e Leblon – foi de uma violência sem precedentes em um regime democrático.
A última obra que foi ao chão, no Rio, foi na época da ditadura militar: o  Presidente Geisel mandou demolir o Palácio Monroe, antiga sede do Senado, por acreditar que o prédio servia de abrigo para antigos políticos que frequentavam o local para falar mal de seu governo.
Imagine se amanhã alguém não goste da Cidade da Musica, na Barra, do Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, ou do Obelisco na Cinelândia?
Por que não derrubar o prédio do Doi-Codi na Tijuca?
E o Sambódromo, monumento a serviço da contraveção, ou a Linha Vermelha, antro de marginais e assaltantes?
Recolher destroços, para guardar como reliquia, ou vender pedaços da obra para arrencadar fundos, é de um ridículo atroz.
Na verdade, demolidores de obras públicas e camelôs de pedaços de concretos deveriam estar presos.
O Prefeito Eduardo Paes mandou derrubar a obra de Paulo Casé, mas não teve a coragem de ir assistir a sua demolição.
O domingo, 30 de agosto, foi certamente o pior dia de sua administração.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 18:17

Cesar está certo

Do ex-prefeito Cesar Maia em seu blog:                   
?Como uma cidade que quer sediar os Jogos Olímpicos-2016 não mostra capacidade para completar com 100 milhões de reais a Cidade da Musica?
Esse será o equipamento chave para os eventos culturais dos Jogos.
Como os avaliadores julgarão as propostas de bilhões de reais, se algo real e concreto não se completa?
A reforma do Maracanã para o PAN custou 100 milhões de reais.
O projeto para 2014 está orçado em 400 milhões de reais. Um total de 500 milhões de reais apenas para reformas.
Os avaliadores do COI não entendem nada de partidos políticos e disputas eleitorais no Brasil?.
Cesar está certíssimo. Picuinhas nesse momento não fazem o menor sentido.
Não tem porque não concluir a obra, sem prejuízo da auditoria que está em andamento.
Ou será que no dia 27 de abril, quando chegarem aqui os 16 membros do Comitê Olímpico Internacional para inspecionarem as condições da cidade, os organizadores da cidade-candidata vão esconder a Cidade da Música?

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.