• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:45

Volta as origens

Atenção deputado Ciro Gomes.
Termina dia 5 de maio o prazo para requerer a transferência de domicílio eleitoral.
É hora de voltar para o Ceará.
Até mesmo para ajudar o irmão Cid, fazendo dele, proporcionalmente, o governador campeão de votos.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:39

Ceará: Cid suspende as negociações

De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“Por causa da indefinição do quadro nacional, o governador Cid Gomes (PSB) paralisou todas as negociações para as eleições no Ceará. Ele informou à direção petista que só volta à mesa depois que o irmão, Ciro Gomes, definir se será ou não candidato a presidente da República. Cid parou as conversas tendo fechado que o deputado federal Eunício Oliveira (PMDB) será um de seus candidatos ao Senado. A segunda vaga é pleiteada pelo ex-ministro José Pimentel (PT), mas pode acabar sobrando para o tucano Tasso Jereissati. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, está pedindo calma aos petistas: ?É preciso ter sangue frio?.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:32

Preocupação de Ciro é com o irmão

Da repórter Raquel Ulhôa, do ‘Valor Econômico’:
“A direção do PSB deve marcar para a próxima semana reunião com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) com o objetivo de tomar uma decisão sobre sua pré-candidatura à Presidência. Embora setores do partido estejam irritados com o PT e com a ex-ministra Dilma Rousseff, a tendência dos socialistas é fazer uma aliança com a petista.
Dirigentes do PSB tiveram ontem uma conversa informal sobre o assunto. O senador Renato Casagrande (ES), secretário-geral do partido, defende pressa na decisão sobre o lançamento ou não da candidatura própria. Casagrande é defensor da tese da candidatura própria, acreditando que fortaleceria o PSB.
A maior parte da direção da legenda, no entanto, avalia que a candidatura de Ciro não se viabilizou politicamente e que o partido não tem outro caminho senão a coligação nacional com o PT. Um pré-candidato do PSB a governador admite estar “angustiado”, porque a incerteza com relação à eleição nacional dificulta a costura da aliança local.
Ciro não tem ido a Brasília nem tem mantido contato com a direção do PSB. Tem ficado principalmente em Fortaleza, São Paulo ou no Rio de Janeiro, sem agenda política. A interlocutores, tem dito que vai acatar a decisão do seu partido. Não vai forçar sua aceitação como candidato.
Embora considere uma afronta a visita feita por Dilma ao Ceará, na segunda e terça-feiras, Ciro não mostra disposição de partir para o ataque contra o PT e o governo. Sua maior preocupação é com a candidatura do irmão, governador Cid Gomes (PSB), à reeleição. Não quer prejudicá-lo. Cid, no entanto, também tem problemas com o PT, partido que integra sua base aliada. Cid tem compromisso de apoiar o deputado Eunício Oliveira (PMDB) para senador. O PT lançou o ex-ministro José Pimentel para a outra vaga, mas Cid gostaria de lançar apenas um candidato em sua chapa. Seria uma forma de fazer uma aliança branca com o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), candidato à reeleição.
O PT da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, não aceita essa solução. Ameaça, inclusive, romper a aliança com Cid e lançar um candidato a governador. Um nome cotado é o do ex-governador Lúcio Alcântara (PR), que teve encontro com Dilma recentemente. Cid não gostou da visita da ex-ministra ao Ceará. Chegou a telefonar para o chefe de gabinete de Lula, na véspera – de quem ouviu que Dilma não iria mais. Para sua surpresa, ela foi. O governador faltou a dois eventos com Dilma, nos quais era esperado. Ele a recebeu, mas mostrou seu desagrado com o comportamento do PT local e com o constrangimento pelo qual Ciro passa.
Quem mais protestou contra a ida de Dilma ao Ceará, enquanto Ciro ainda é pré-candidato, foi a senadora Patrícia Saboya (PDT), sua ex-mulher. “Essa hostilidade só afasta os eleitores do Ciro da candidatura da Dilma. Isso já ocorre espontaneamente, porque as pesquisas mostram que, sem Ciro, José Serra (PSDB) cresce. Essa afronta só piora a situação”, disse. Para Patrícia, o comportamento de Dilma e do PT foi “uma falta de respeito e o prenúncio de um desastre. É uma campanha que não sabe respeitar os aliados”.
Ciro sempre manifestou lealdade ao presidente. Transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo, a pedido de Lula, com a finalidade de deixar uma porta aberta à possibilidade de disputar o governo paulista com apoio do PT – sem nomes fortes para a eleição. O deputado foi, também, um dos mais fiéis a Lula na época do escândalo do mensalão, segundo já declarou o petista.
Mesmo assim, Lula não tem feito qualquer gesto de apreço ou prestígio ao deputado. Não há sinalização de entendimento em troca de sua desistência da candidatura presidencial. Segundo aliados, Ciro está decepcionado. O próprio deputado declarou várias vezes que, se não disputar a Presidência da República, não concorrerá a outro mandato eletivo. Pessoas próximas a Ciro acreditam que ele deve, realmente, se afastar da política.
O PSDB não alimenta qualquer expectativa de Ciro vir a apoiar Serra, tamanha é a divergência entre ambos. Os tucanos acham, no entanto, que um afastamento de Ciro da eleição nacional melhoraria a situação eleitoral de Serra no Ceará e facilitaria as alianças entre PSDB e PSB negociadas nos Estados. O PSDB deve apoiar candidatos socialistas a governador no Amazonas e na Paraíba. Há entendimentos em andamento em outros Estados”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:27

Tasso intriga Dilma com Ciro

Do repórter Caio Junqueira, do ‘Valor Econômico’:
“A viagem de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, ao Ceará, iniciada ontem à noite, acabou por indispor ainda mais os petistas com o também pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, deputado federal Ciro Gomes. O Estado é o reduto eleitoral de Ciro, que o governou entre 1991 e 1995, e desde 2006 está sob comando de seu irmão, Cid Gomes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT pressionam Ciro para desistir da candidatura a presidente.
Para evitar danos maiores na relação dos petistas com Ciro, a coordenação da campanha chegou a limitar a agenda de Dilma a eventos fechados: uma cerimônia para receber o título de cidadã de Fortaleza ontem à noite e um almoço com empresários cearenses hoje.
Inicialmente, estavam previstas agendas abertas ao público, como a ida a Juazeiro do Norte, terra do padre Cícero, caminhada na praça do Ferreira, marco histórico de Fortaleza, e ao Centro Urbano de Cultura, Ciência, Arte e Esporte (Cuca), projeto vitrine da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT).
No entanto, prevaleceu a avaliação de que esses eventos de rua – que podem trazer problemas com a Justiça Eleitoral – deixariam Ciro ainda mais contrariado com a presença da candidata em seu reduto. Ele tem insistido em se lançar candidato a presidente, em oposição aos interesses do PT, do Palácio do Planalto e até mesmo do seu partido, razão por que a presença de Dilma no Estado gerou desconforto entre seus aliados e serviu de munição para a oposição.
O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), declarou, ontem pela manhã, que a visita dela era uma “afronta” a Ciro. O PT tratou de rebater a acusação de Tasso: “Não tem nada de afronta. Ciro é nosso aliado e assim queremos que ele continue”, disse o vice-presidente do PT cearense, deputado federal José Guimarães. A campanha de Dilma fez o mesmo.
Tasso Jereissati é um dos maiores interessados em ver desestabilizada a relação do PSB com o PT regional, pois pretende se candidatar ao Senado com o apoio informal de Cid Gomes.
O PT, porém, trabalha para que o governador apoie o ex-ministro da Previdência José Pimentel. O deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE) já tem garantido o apoio de Cid, decorrente de um acordo feito entre ambos nas eleições de 2006.
Duas foram as justificativas para a viagem ao Ceará: o fato de Fortaleza ser a maior capital administrada pelo PT e a prefeita ser mulher. Dilma enfrenta uma forte resistência do eleitorado feminino e uma das estratégias iniciais da pré-campanha é neutralizar essa rejeição.
Além disso, avalia um dos coordenadores da campanha, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, não se pode estruturar a agenda de campanha a partir das realidades locais e de outros partidos. “As questões regionais e partidárias não podem ser obstáculos à agenda da candidata. Se for assim, ficaremos imobilizados em todo o país.”
As restrições à agenda de Dilma no Ceará estão sendo tratadas, oficialmente, como uma forma de possibilitar que a pré-candidata tenha tempo para comparecer a dois outros eventos de campanha em São Paulo: um jantar na casa da apresentadora Ana Maria Braga e a ida ao “Programa do Ratinho”, no SBT, ambos previsto para amanhã.
Quinta-feira, sexta-feira e sábado, Dilma estará no Rio Grande do Sul, onde acompanhará o primeiro exame pré-natal de sua filha, e cumprirá agenda de pré-candidata: encontro com empresários da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e da Associação Comercial de Caxias do Sul.
O Estado é um nos quais ela deverá ter palanque duplo, com apoio dos candidatos a governador Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB), prefeito de Porto Alegre. Além do Rio Grande do Sul, a campanha precisa aparar arestas surgidas com a possibilidade de mais de uma candidatura da base aliada e, portanto, mais de um palanque em outros oito Estados: Amazonas, com Omar Aziz (PMN), Alfredo Nascimento (PR) e Serafim Corrêa (PSB); Bahia, com Jaques Wagner (PT) e Geddel Vieira Lima (PMDB); Maranhão, com Roseana Sarney (PMDB) e Flávio Dino (PCdoB); Minas Gerais, com Hélio Costa (PMDB) e os petistas Fernando Pimentel e Patrus Ananias; Paraíba, com Ricardo Coutinho (PSB) e José Maranhão (PMDB); Piauí, com Wilson Martins (PSB) e João Vicente Claudino (PTB); Rio de Janeiro, com Sérgio Cabral (PMDB) e Anthony Garotinho (PR); Rondônia, com Eduardo Valverde (PT) e Confúcio Moura (PMDB); e São Paulo, com Aloizio Mercadante (PT) e Paulo Skaf (PSB)”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:04

Lula coloca Cabral de joelhos

   Do colunista Luiz Carlos Azedo, no ‘Correio Braziliense’:
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou de joelhos o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), ao pôr a participação especial do Rio de Janeiro (e demais estados produtores) nos royalties de petróleo na moagem do novo marco regulatório da camada pré-sal. Agora Lula diz que não tem nada a ver com isso, pois pretendia deixar essa discussão para depois das eleições. Cabral conta com o veto do presidente Lula à emenda Ibsen Pinheiro(PMDB-RS)-Humberto Souto(PPS-MG), que distribui igualmente os royalties entre todos os estados e municípios, para evitar um colapso econômico e administrativo em seu estado e o próprio desastre eleitoral. Lula negaceia o veto.
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A posição de Lula alimenta o fogo amigo contra Cabral.
O bombardeio vem da Bahia, que abriga um grande polo petroquímico,explora petróleo e começa a concorrer com a indústria naval do Rio de Janeiro. Amigo do presidente da República, com quem viajou para o Oriente Médio, o governador Jaques Wagner (PT) juntou-se aos governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do Ceará (PSB), Cid Gomes, para contestar a participação especial do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo na distribuição dos recursos do pré-sal.O petista defende a tese de que os royalties devem ser distribuídos de acordo com a população e a riqueza ou a pobreza de cada estado, medidas pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
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Wagner diz que São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo querem ficar com a maior parte dessa riqueza. Eu não vejo o porquê, já que o petróleo foi descoberto por uma empresa que pertence a todos os brasileiros, argumenta. Segundo ele, o petróleo está afastado da costa e, portanto, não implica em nenhum prejuízo ambiental. Minha posição é essa desde o começo: uma distribuição que seja justa para todo o povo brasileiro e não apenas para três estados. Agora tem essa discussão sendo feita no Senado e eu espero que o bom senso prevaleça de tal forma que a gente possa ter essa riqueza fazendo bem para todos os brasileiros, dispara.

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Ontem, o presidente Lula colocou em xeque a estratégia eleitoral do governador Sérgio Cabral(PMDB) para a reeleição ao pressioná-lo a entregar uma das vagas de candidato ao Senado a Marcelo Crivella (PRB). O senador é aliado do presidente Lula, disputou e perdeu as eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro. A outra vaga seria do PT, a ser ocupada pelo prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, ou a ex-governadora Benedita da Silva. Cabral não pode atender o pedido de Lula sem cortar uma das pernas. A vaga está prometida ao presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB), peso pesado da política fluminense”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:50

Governadores contra Cabral

Recados dos governadores do Nordeste para Sergio Cabral.
Do governador Cid Gomes, do Ceará:
“Se as lideranças políticas do Rio continuarem com a postura que têm tido, eles vão encontrar má vontade. A Câmara já deu um sinal claro de que não é com radicalismo, prepotência e arrogância que se vai conseguir avançar nessa questão”.
Do governador Eduardo Campos, de Pernambuco:
“Não adianta desaforo, não adianta ataques. Quem jogou no tudo ou nada, teve nada”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:49

Nordeste unido pelos royaltes

A ‘Folha’ publica uma reportagem interessante assinada por Mariana Bastos e Paulo Cobos.
O governador Cabral diz que faltará dinheiro na preparação do Rio para a Copa do Mundo.
Mas o que faltará aqui, beneficiará outras 11 sedes do Mundial, principalmente as quatro do Nordeste.
Dos 12 novos estádios, nove serão pagos pelos cofres dos governos estaduais.
“O presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa-14, Ricardo Teixeira, tomou a posição do Rio na disputa pelos royalties. Segundo o cartola, a cidade, por querer ser o palco da final e do centro de mídia, terá gastos elevados”.
Já outra reportagem, de Renato Andrade, informa que os governadores do Ceará e de Pernambuco já se uniram para que a emenda Ibsen seja mantida. Os dois são do PSB, partido da base do governo.
“O princípio da equidade e da justiça é inegociável”, disse o governador pernambucano. “O que precisamos negociar agora é uma regra de transição que possa atender ao Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo”, acrescentou Campos, após encontro com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
A ideia de deixar para a União a conta do ressarcimento partiu do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), um dos autores da polêmica emenda aprovada na Câmara que acabou com os privilégios dos Estados produtores e garantiu a divisão da compensação paga pelas empresas que exploram petróleo (royalty) de forma igualitária entre todos os Estados e municípios. A medida será apresentada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) como emenda ao projeto que estabelece o modelo de partilha no pré-sal, assim que a proposta começar a ser analisada no Senado.
Para os governadores, a medida pode ser a regra de transição que permitirá ao Rio não sofrer forte queda nas receitas após a nova divisão dos royalties. “Essa é uma proposta, tenho certeza de que não é a única”, disse o governador cearense Cid Gomes.
A discussão da proposta será tumultuada. Na terça-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que o Planalto não aceitaria retirar de sua parcela dos royalties os recursos para compensar os Estados produtores.
A ideia de criar um projeto de lei para tratar especificamente da questão dos royalties, defendida por Jucá, foi refutada pelos governadores. “Não há como desmembrar porque isso é urgente para os Estados. Não podemos ter dois pesos e duas medidas”, disse Campos. “A questão já está vinculada, não dá mais para separar”, afirmou o governador Cid Gomes.
Ao mesmo tempo que defenderam a manutenção dos princípios aprovados na Câmara, os dois governadores afirmaram várias vezes que o momento é de diálogo e não interessa a ninguém que o Rio de Janeiro, maior produtor de petróleo do País, seja prejudicado”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:25

PT e PMDB atacam Ciro

Da ‘Folha’:
“O presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, ironizou o pré-candidato do PSB a presidente, Ciro Gomes, que atacou a aliança entre PT e PMDB e disse estar “em crescente desacordo com o governo”.
“O Ciro está tentando se diferenciar. Só não entendo por que o PMDB nacional é ruim, mas o do Ceará, que apoia o irmão de Ciro [o governador Cid Gomes], é bom”, disse.
No PMDB, os ataques de Ciro foram interpretados como uma demonstração de que o ex-ministro e deputado não desistiu de disputar a Presidência.
Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), “a declaração de Ciro é a de um candidato que quer dividir”.
Em entrevista à Folha, Ciro disse que a coalizão PT-PMDB tem feito mal ao país e acusou o grupo político ligado ao peemedebista Michel Temer, presidente da Câmara, de ser responsável pela paralisia do Congresso.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticado por Ciro, reagiu: “Ele é carreirista, oportunista e gazeteiro”. Temer não falou sobre o assunto”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:44

Estrelas em declínio

Pelo menos quatro das maiores estrelas do Senado ? Sergio Guerra, Tasso Jereisatti, Renan Calheiros e Aloísio Mercadante ? estão correndo o risco de não se reelegerem para o Senado. O ?Estadão? de hoje publica reportagem sobre esse assunto assinada por Eugênia Lopes:
?Como se não bastasse a crise que desmoralizou o Senado neste ano, as eleições de 2010 ameaçam tirar o brilho de antigas estrelas da política nacional, que enfrentam dificuldade para se reeleger. Os obstáculos atingem em cheio senadores de todos os partidos que estão sendo obrigados a fazer arranjos políticos para garantir, ao mesmo tempo, sua sobrevivência e a eleição nos Estados.
Na oposição, há casos emblemáticos como os dos senadores tucanos Sérgio Guerra (PE), atual presidente do PSDB, e Tasso Jereissati (CE), ex-presidente da sigla, que correm o risco de não voltar ao Senado. Os percalços eleitorais também abrangem senadores governistas, como Renan Calheiros (PMDB-AL), que provavelmente terá de encarar como adversários na corrida pelo Senado o ex-governador Ronaldo Lessa (PSB) e a candidata à Presidência pelo PSOL em 2006, Heloisa Helena.
O enfraquecimento de cabeças coroadas da política é mais visível no Nordeste, onde tradicionalmente os governadores são responsáveis pela eleição de senadores. Depois de governar Pernambuco por oito anos consecutivos, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que tem mais cinco anos de mandato, é pressionado a sair candidato ao governo do Estado. O motivo é que a candidatura do peemedebista seria o caminho mais tranquilo para alavancar a eleição tanto de Sérgio Guerra quanto do ex-vice-presidente Marco Maciel (DEM-PE).
Com dificuldade para se reeleger ao Senado, os dois torcem para que Jarbas dispute o governo do Estado e, com isso, ganhem um palanque forte. Afinal, ambos terão como adversários o ex-prefeito de Recife, o petista João Paulo, e o deputado Armando Monteiro (PTB). Com mandato desde 1971, Maciel é o que tem mais “recall” junto ao eleitorado. Já o senador tucano é o que dispõe da maior estrutura partidária no Estado, mas sem o palanque de Jarbas enfrenta dificuldade de se reeleger para o Senado.
“Todos os candidatos de oposição serão mais competitivos se Jarbas for candidato ao governo”, admite Guerra. O senador peemedebista prefere, no entanto, manter o suspense até o carnaval, data em que confidenciou a amigos que irá bater o martelo sobre sua candidatura. Se Jarbas resolver não entrar na disputa eleitoral, Guerra vai tentar seu quarto mandato de deputado. Para “guardar lugar”, já lançou sua filha Helena Guerra à Câmara.
Governador do Ceará por oito anos, Tasso elegeu para o Senado quem bem entendeu durante a década de 90 e até 2002, quando ele e sua afilhada política Patrícia Saboya (PDT) conquistaram as duas vagas no Senado. Mas agora a situação é tão delicada que a ex-mulher do pré-candidato à Presidência pelo PSB, deputado Ciro Gomes, vai disputar uma vaga de deputada estadual. Na sua vaga de deputado pelo Ceará, Ciro pretende eleger Pedro Brito (PSB), ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos. Tasso tenta obter o apoio velado de Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro e atual governador do Ceará, para voltar ao Senado.
O cenário cearense ficou complicado depois que o ministro da Previdência, José Pimentel (PT), entrou na disputa por uma das duas cadeiras de senador. A outra é pleiteada pelo deputado Eunício Oliveira (PMDB), ex-ministro das Comunicações de Lula. Teoricamente, Cid apoiará as candidaturas de Eunício e Pimentel.
Ocorre que historicamente os Gomes sempre estiveram juntos de Tasso. “Na história política do Ceará nenhum governador se elegeu sem deixar de fazer os senadores”, diz Oliveira, que aposta no apoio do governador para conquistar o Senado.
Homem forte no Senado do governo Lula, Renan também se prepara para enfrentar uma eleição dificílima. Com a provável candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência, Heloísa Helena teria desistido de tentar disputar a sucessão presidencial. A expectativa é que obtenha “um caminhão de votos” na eleição para o Senado. A candidatura do ex-governador Lessa também é forte: quase se elegeu em 2006 para o Senado. Perdeu para Fernando Collor de Mello (PTB).
Depois de chegar ao Senado com mais de 10 milhões de votos, o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), não deverá ter reeleição fácil. A situação dele se agravou depois que o vereador Gabriel Chalita migrou do PSDB para o PSB para disputar uma das vagas por São Paulo. Com a aliança entre o PSDB e o PMDB em torno da candidatura ao Senado do ex-governador Orestes Quércia, Mercadante estaria contando em ser o “segundo voto” dos tucanos. Mas agora o “segundo voto” deve migrar para Chalita?.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 18:14

Questão de estilo

Muito boa a comparação feita pelo ex-prefeito Cesar Maia, em seu blog, sobre o resultado da pesquisa do Datafolha para governadores que são candidatos à reeleição.

Em Brasília, José Roberto Arruda, do DEM, tem 41% das preferências.

No Ceará, Cid Gomes, do PSB, tem 39%.

Na Bahia, Jacques Wagner, do PT, 38%;

Em Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, parte de 34%.

No Rio, Sergio Cabral, do PMDB, tem menos de 30: 26% 

E no Rio Grande do Sul, Yêda Crusis, do PSDB, apenas 9%.

Dois detalhes: se Serra for o candidato do PSDB à Presidência, Yêda dificilmente concorrerá a reeleição. O governador de São Paulo prefere rifá-la e apoiar um candidato do PMDB.

O outro: É claro que a governadora do Rio Grande do Sul está às voltas com um mar de denúncias. Mas para piorar sua vida, ela comprou um jatinho para suas viagens. No dia que a imprensa do Rio anunciar a chegada do helicóptero que Sergio Cabral comprou por U$ 5,5 milhões…

É bom lembrar que Obama proibiu a compra de um avião e de um helicóptero que serviriam ao Presidente dos Estados Unidos. E olha que tanto o seu avião, quanto o helicóptero, são mais velhos do que os utilizados por Yêda e por Cabral.

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