• Quarta-feira, 11 Agosto 2010 / 12:36

Serra quer o PSDB com a sua cara

   Plínio de Arruda Sampaio fez sucesso no debate da Band lembrando, a todo o momento, o nome do PSOL, e se declarando um “homem de partido”.
Lula é maior que o PT, e ninguém duvida disso. Mas não passa pela cabeça do Presidente, nem dos dirigentes partidários, admitir isso.  Como se sabe, os homens passam e as instituições permanecem.
Já José Serra decidiu inovar. Ele se acha maior e mais importante que o PSDB.
E essa nova postura ele estreiará hoje, na entrevista que dará no Jornal Nacional, segundo informa a repórter Christiane Samarco, do ‘Estadão’.
A partir de agora, Serra não será mais a cara do PSDB. O PSDB é que terá de assumir a cara de Serra.
Segundo avaliação dos tucanos, o maior problema do candidato é a imagem elitista do partido, o que não bate com o seu perfil.
Ainda segundo Samarco, “um dirigente tucano admite que vários integrantes da cúpula partidária, como o senador Tasso Jereissati (CE), o ex-deputado Márcio Fortes (RJ), e o ex-secretário municipal Andrea Matarazzo têm a cara do PSDB e são da elite, mas insiste que “Serra não é”.
                      * * *
Eles estão totalmente enloquecidos…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:51

PP consegue rachar em 3 partes

O PP, de Francisco Dornelles, dá nó em pingo d’água. Eles conseguiram dividir o partido em três partes exatamente iguais. Por isso adiaram para junho sua decisão sobre a sucessão presidencial. Veja a reportagem da repórter Christiane Samarco, do ‘Estadão’:
“A candidata petista Dilma Rousseff teve apenas uma voz em sua defesa na primeira reunião que a Executiva Nacional do PP promoveu ontem, com a bancada federal do partido, para discutir a sucessão de 2010. O único pepista que defendeu a tese do “apoio já” ao PT na corrida presidencial foi o ex-líder na Câmara Mário Negromonte (BA).
Apesar do entusiasmo geral com o aceno do PSDB ao presidente do partido, senador Francisco Dornelles (RJ), cotado para vice na chapa presidencial de José Serra, ninguém defendeu o atrelamento imediato à candidatura tucana.
A Bahia de Negromonte e o Rio de Janeiro de Dornelles são dois dos nove Estados em que as regionais do PP apoiam a candidatura Dilma, segundo levantamento da direção partidária.
O mapa do PP na corrida eleitoral revela que o partido que comanda o poderoso Ministério das Cidades está rachado em três grupos rigorosamente do mesmo tamanho. Pepistas de outros nove Estados defendem o atrelamento à candidatura Serra e os nove restantes preferem a independência.
O partido definiu como prioridade ampliar a bancada da Câmara e a do Senado, que tem no senador Dornelles seu único representante.
Neste cenário de racha partidário, a executiva do PP tomou três decisões ontem, anunciadas ao final da reunião pelo próprio Dornelles.
Os Estados têm independência total para fazer alianças com quem bem entenderem. A Executiva Nacional pede apenas que todas as regionais se posicionem sobre a disputa presidencial até o fim de maio e informem à direção partidária.
Todos os militantes do PP têm o direito de conversar e discutir com quem bem entenderem sobre a disputa nacional, desde que deixem claro que a posição partidária será definida pela executiva nacional, em junho.
O PP é objeto de desejo do PT e do PSDB porque pode render ao presidenciável do partido mais 2 minutos e 40 segundos diários ao longo dos 45 dias de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. É isso que, na avaliação do tucanato, vale a vice para o PP. “O convite do PSDB ao partido para ser ator principal na sucessão empolga, mas a decisão só será tomada lá na frente, e o partido cumprirá o compromisso de dar sustentação ao governo até o final”, disse o líder na Câmara, deputado João Pizzolatti (PR).

PARTIDO DIVIDIDO NOS ESTADOS

Levantamento interno feito pela direção do PP mostra que neste momento partido está rachado em três, o que reforçaria a tese da independência na disputa presidencial
Apoio a Dilma Rousseff
Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Roraima, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro
Apoio a José Serra
Rondônia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Onde apoio ainda está indefinido
Amazonas, Amapá, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Mato Grosso e São Paulo”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:50

PP quer apostar na neutralidade

Dos repórteres Christiane Samarco e Marcelo de Moraes, do ‘Estadão’:
“Além dos tropeços na campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT), o governo federal deverá amargar a declaração de independência do PP na sucessão presidencial. Alvo do assédio da oposição, que deseja seu apoio para a candidatura do tucano José Serra, a Executiva do PP se reúne hoje para dar o primeiro passo oficial rumo à neutralidade.
A despeito de o PP integrar a base governista e comandar o poderoso Ministério das Cidades, seus dirigentes já avisaram que o partido só formalizará a decisão em junho e tende a dizer não para os dois candidatos. Isso facilitaria a montagem de suas alianças regionais, ora com o PT, ora com o PSDB.
Ontem mesmo, o governo já acusou o golpe. E reagiu. Os recursos federais para bancar as emendas dos parlamentares aliados começaram a ser pagos, numa tentativa de acalmar a base. A liberação da cota de R$ 3 milhões por parlamentar estava atrasada havia um mês.
“Não há o que fazer agora. A hora é de paciência, canja de galinha e sangue de barata”, diz o líder do PP na Câmara, João Pizzolatti (SC), que aposta na neutralidade do partido, mas adverte que o que move todas as legendas é a expectativa de poder.
“Não morremos de amor por ninguém. Vamos ver o que é melhor para o projeto do partido e isso vale nas parcerias estaduais e para a aliança nacional “, conclui o deputado Antônio Cruz (MS), que ontem discutiu a questão das coligações com o líder.
Frustração. Se for confirmada, a neutralidade frustrará os planos dos dois candidatos. Do lado de Dilma, o governo já dava como certa a coligação com o PP de Márcio Fortes, que comanda a pasta das Cidades, dona de um orçamento de R$ 15,2 bilhões para este ano, incluindo muitas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Do lado da oposição, os tucanos vinham acenando com a vaga de vice na chapa de Serra para o presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), de olho na fatia que o partido terá no horário de propaganda eleitoral gratuita. Sozinho, o PP deverá ter direito a 1 minuto e 20 segundos no tempo de TV destinado às candidaturas presidenciais.
Como a aliança em torno de Dilma reúne os dois maiores partidos do Congresso (PMDB e PT), além de outras legendas, sua campanha na televisão disporá de algo em torno de dez minutos em cada um dos dois blocos diários de propaganda em rede nacional. Sem o acordo com o PP, Serra terá cerca de sete minutos. Além disso, por Dornelles ser parente do ex-governador de Minas Aécio Neves, sua entrada na chapa ajudaria a colar mais a campanha de Serra no político mineiro.
“É claro que houve uma aproximação do PSDB. A oportunidade de termos o Dornelles na vice deixa o partido muito envaidecido, até porque, dessa forma, não entramos em uma aliança como coadjuvantes”, admite Pizzolatti, que participa da coordenação da campanha de Dilma.
Na prática, o PP caminhou para a solução da neutralidade pela diversidade de seus acordos regionais. Do lado de Dilma, estão, por exemplo, Márcio Fortes que participou domingo, no Rio, do lançamento da candidatura ao Senado do petista Lindberg Faria. Com Serra, já é possível contabilizar o diretório mineiro, que deverá ocupar a vaga de vice-governador na chapa tucana que terá como candidato o governador Antônio Anastasia.
Outros diretórios do PP que têm pesado contra o apoio explícito ao PT são os dos Estados do Sul. Ontem, foi aberta negociação em Santa Catarina, em busca de acordo unindo os palanques da senadora Ideli Salvatti (PT) e da deputada Ângela Amin (PP).

A IMPORTÂNCIA DO MINISTÉRIO DAS CIDADES

Minha Casa Minha Vida
Um dos principais programas lançados no ano passado, alcançou 408.674 contratações de moradias em um ano, o que representa um volume de investimentos de R$ 21,5 bilhões
PAC para a Copa
O PAC destinará cerca de R$ 7,78 bilhões para obras de mobilidade urbana que facilitem a realização da Copa de 2014
PAC Cidade Melhor
Incluído no PAC 2, terá investimentos de R$ 57,1 bilhões, tendo seus programas voltados para saneamento, prevenção em áreas de risco, mobilidade urbana e pavimentação de 2011 a 2014
Urbanização de Favelas
O PAC inclui R$ 8,7 bilhões para urbanização de favelas
Água e Luz Para Todos
Terá R$ 13 bilhões em obras de ampliação dos sistemas de abastecimento de água, com construção de adutoras, estações de tratamento, reservatórios, além de substituição de redes de distribuição e da modernização dos sistemas de medição
CBTU
O Ministério das Cidades controla a Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), presidida por Elionaldo Magalhães, indicado para o cargo na cota do PP de Alagoas
Trensurb
O ministério controla também a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A., responsável pelo transporte de 44,4 milhões de passageiros em Porto Alegre e na região metropolitana
em 2009″.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:16

Goldman não que discutir o passado

Das repórteres Christiane Samarco e Julia Duailibi, do ‘Estadão’:
“Na próxima segunda-feira, o Palácio dos Bandeirantes começa a funcionar mais cedo. O ex-comunista Alberto Goldman (PSDB), de 72 anos, que foi vice de José Serra por 39 meses, assume o comando do governo de São Paulo com um relógio algumas horas mais adiantado que o do antecessor e uma missão: manter a gestão paulista como a principal vitrine dos tucanos na campanha.
“Acho que a melhor forma de ajudar é fazer um bom final de governo. Tudo que for feito corretamente vai reverter em benefício dele. O que fizer de errado vai na contracorrente”, disse.
Eis a entrevista.
- Lula disse que nesta fase do governo é proibido inventar. É continuar o que está sendo feito. O que Serra recomendou?
 - Não houve recomendação nenhuma, até porque estamos trabalhando juntos há três anos e três meses. Tenho participado de todas as reuniões. As decisões de governo são decisões conjuntas das quais todos nós participamos. É dar continuidade a isso. Tudo o que puder inventar e criar, da mesma forma que Serra faria se estivesse aqui, devo fazê-lo.
- Pode então criar coisas novas?
- Serra criava coisas que entendia corretas. Da mesma forma, se tiverem coisas a serem pensadas e criadas, não vejo por que não fazer. Até porque uma das condições do governo no seu último ano de mandato é preparar o Estado para que quando venha o novo governo a velocidade das coisas se mantenha. Estamos aqui aquecidos, em velocidade de cruzeiro.
- Existem diferenças óbvias entre o senhor e Serra. Talvez as mais evidentes são de estilo. Haverá mudanças no governo?
- Não acho que vai haver grandes diferenças. Há uma diferença fundamental: ele é palmeirense, eu sou corintiano, e ele insiste muito na divisão futebolística. De resto, não há uma diferença de forma, de conduta. Ele é exigente, e eu sou exigente também. Dizer que ele é centralizador, acho que não é. A única diferença mais sensível é da pessoa física, no qual o meu horário é diferente do dele. O meu começa muito cedo e não termina tão tarde. O dele começa mais tarde e ia até muito mais avançado durante a noite. Outra coisa que eu acho que faz parte do meu DNA, talvez produto da minha herança paterna, é que sou pontual doentiamente. Deve ser uma doença, algo que eu mesmo não me dou conta. Não faço esforço para isso, é natural. A máquina funciona normalmente para que eu obedeça horários.
- Então sofreu nos últimos anos. – Sim, de fato. Ele tem uma característica diferente da minha. Eu também não vou conseguir ser tão rígido como gostaria. Tenho que reconhecer que a realidade de governador é totalmente diferente da de vice. A demanda aumenta e não vou conseguir fazer o mesmo que fazia.
- Então não haverá diferenças programáticas.
- São diferenças pessoais, não programáticas. Do ponto de vista de programas e ideias, ele é extremamente criativo e pouca gente pode competir com ele. A placa com o nome de todos os trabalhadores do Rodoanel foi ideia dele e agora pode ser pensada para outras obras. Não sei se vou ter o mesmo grau de criatividade.
- Serra disse que fez uma gestão “popular”. Isso deve ser colocado para o eleitor na campanha?
- Talvez isso seja a coisa mais importante para ser colocada numa campanha. Por isso que acho que muito daquilo que ele fez, e os valores que colocou são o que ele vai propor e implementar no nível federal.
- Como o sr. pretende ajudar Serra na campanha?
- Acho que a melhor forma que tenho é fazer um bom final de governo. Tudo que for feito corretamente vai reverter em benefício dele. O que fizer de errado vai na contracorrente.
- Tucanos citam como um exemplo a não ser seguido a gestão de Cláudio Lembo.
- O problema do Lembo foi que ele não teve com o Geraldo a intimidade que estou tendo com Serra e com o governo. Assumiu o governo com pouco conhecimento da estrutura da máquina. Além disso, teve alguns problemas que espero que eu não tenha. Foram situações conjunturais delicadas, como a revolta do PCC.
- Vai ter mudanças no secretariado nesses nove meses?
- Nenhuma mudança.
- O sr. tem carreira política. Não é frustrante ser governador e não concorrer à reeleição?
- Poderia ser candidato. Teria toda legitimidade e absoluta concordância com os principais pretendentes à candidatura, inclusive com o Geraldo. Neste período assumo com entusiasmo, honra, orgulho, tudo isso. Mas decidi que não quero assumir por mais quatro anos a responsabilidade que terei nestes nove meses. Quero ter outro tipo de vida. Vou completar 40 anos de vida pública. Cumpri um papel que para mim me satisfaz. Estou bem comigo mesmo, resolvido, como se diz aí na praça. Não quero ter quatro anos de obrigação determinada. Como não posso passar dois anos e dizer agora estou cansado, não quero ficar preso neste sentido.
- A sua decisão favoreceu unidade em torno de Alckmin. Mas o que parece paradoxal é que o sr. discorda dessa candidatura.
- Não discordo; tenho minhas opiniões. Parti de uma opinião, em um momento em que o Geraldo me disse, lá atrás, que não desejava ser governador. Essa condição dele mudou. Neste processo incorporei a ideia de outros nomes. Coloquei isso claramente para ele. Mas se é decisão majoritária do partido e a população vê nele um nome apropriado, concordo e participo intensamente.
- Qual avaliação que o sr. faz da gestão Alckmin? Muita gente no partido acha que foi uma gestão mediana.
- Alckmin é um homem honesto, correto, bem avaliado pela população. Portanto é muito bem quisto, bem avaliado. Absolutamente correto. É isso que eu posso dizer.
- A eleição será plebiscitária?
- Lula quer uma disputa entre ele e FHC, e não é isso que está posto. Isso é falso, é enganação. O embate real é entre Dilma e Serra. O povo tem que decidir em cima disso.
- Por que o PSDB esconde o ex-presidente FHC nesta eleição?
Como o Lula busca transformar a eleição em uma disputa entre ele e FHC, buscamos eliminar esta discussão. FHC não está em questão. Eles é que querem esconder a disputa real.
O sr. acha fundamental que o vice seja Aécio Neves?  – Essas coisas vão se  sedimentando, não tem que ter pressa. Até a convenção de junho, a gente tem tempo. Quando se tem uma candidatura forte como a do Serra, o vice tem importância menor do que se a candidatura fosse frágil.
- Esse raciocínio também vale para a candidata do PT?
- Você tem no Brasil uma realidade da legislação eleitoral. O vice da Dilma é alguém que vai agregar tempo de televisão, e só. É isso que o PT busca. O PMDB de cada Estado, de cada município, é uma entidade absolutamente autônoma. Não existe unidade, e sempre foi assim, mesmo quando o PMDB esteve conosco”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:44

Costa Couto no governo do DF

Da repórter Christiane Samarco, do ‘Estadão’:
“Com o governador do Distrito Federal na cadeia, um grupo de sete partidos, apoiados pelo Planalto, corteja um personagem que está situado fora da contaminada política brasiliense para ocupar o Palácio do Buriti. A ideia é acelerar o impeachment de José Roberto Arruda e desencadear na Câmara Legislativa a eleição indireta que escolherá o novo governador. Pelo pacto, deputados distritais teriam suas candidaturas vetadas para facilitar a escolha do ex-ministro e conselheiro do Tribunal de Contas do DF Ronaldo Costa Couto.
Essa é a saída legal e política que está sendo costurada nos bastidores por dirigentes de PSB, PT, PDT, PC do B, PV, PRB e PMDB, com a simpatia de setores do Supremo Tribunal Federal (STF), que também vê “com reservas” a possibilidade de intervenção.
O motor que impulsiona essa negociação é a ameaça permanente de intervenção federal no DF e o nome que está mais forte para assumir comando de Brasília é o de Costa Couto, que já ocupou a cadeira de governador interino em 1985, por um mês. “Para evitarmos a intervenção, teremos de eleger um governador com cara, mãos e coração de interventor”, aconselha o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que já governou o DF e tem resistido às pressões para voltar ao Palácio do Buriti.
Costa Couto ocupa uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas desde 1989. Ele foi ministro do Interior nos dois primeiros anos do governo José Sarney, tempos em que cabia ao presidente da República indicar o governador do DF. Também foram cogitados para ocupar a cadeira do governador afastado, que se encontra preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, o ex-ministro do Supremo Sepúlveda Pertence e o ex-deputado Sigmaringa Seixas, que enfrenta resistências a seu nome por ser filiado ao PT.
Dirigentes petistas, socialistas, comunistas e pedetistas já identificaram no presidente da Câmara Distrital, Wilson Lima (PR), o primeiro da linha sucessória, “vontade e disposição” para se manter na cadeira de governador até o fim do mandato. A Lei Orgânica do DF dá brecha para que o interino que chega ao posto no último ano de governo fique até o fim do mandato.
Mas esses partidos preferem se apegar à Constituição, que prevê eleição indireta, tal como já se manifestaram a Procuradoria-Geral do DF e da própria Câmara Legislativa, ao prestarem informações ao STF. “Nossa posição é pelo impeachment, que deve ser concluído logo, e pela convocação de eleições indiretas”, diz o presidente do PSB do DF, Rodrigo Rollemberg”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:40

PSDB quer exibir Serra nos Estados

Da repórter Christiane Samarco, do ‘Estadão’:
“O comando nacional e as direções regionais do PSDB avaliam que só têm uma saída para driblar mais 15 dias de silêncio do governador de São Paulo, José Serra, sobre sua candidatura ao Planalto: fazer com que o presidenciável tucano “desfile” ao lado dos candidatos a governador do partido e de legendas aliadas que estão em campanha Brasil afora. “Vamos nos mexer”, diz o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). “Todo mundo quer a presença dele nos Estados e Serra precisa desatar esse nó.”
O tucanato não desistiu de convencê-lo a antecipar a candidatura. Para conter a ansiedade com a falta de uma declaração afirmativa do governador, o partido mobiliza as bases em vários Estados e monta uma agenda para exibir seu candidato. “O que Serra tem que fazer nessas duas semanas até sair do governo para cuidar da candidatura é exatamente o que fez no Rio Grande do Sul, no fim de semana”, afirma Guerra.
De acordo com a governadora gaúcha, Yeda Crusius (PSDB), quem testemunhou a passagem de Serra anteontem pela Festa da Uva, em Caxias do Sul, não tem a menor dúvida de que ele é o candidato do PSDB à Presidência. A tucana se diz convencida de que Serra “desfez com gestos” qualquer dúvida sobre a participação na corrida sucessória. “Éramos dois pré-candidatos: eu, candidata declarada ao governo, e ele a presidente. Quem nos viu não teve dúvida.”
Yeda elogia a militância, que estava “muito acesa”, chegou em dois ônibus enfeitados com faixas de “Serra presidente” e recepcionou o governador portando adesivos com os mesmos dizeres colados nas camisetas.
Serra não falou uma só palavra sobre eleição, mas se portou como político em busca de votos. Conversou com visitantes, distribuiu abraços e posou para fotos, sempre sorridente. Bem diferente do Serra meio cabisbaixo que deixou Belo Horizonte, na semana passada, depois de participar da inauguração da nova sede do governo mineiro, ao lado de Aécio Neves, este sim recepcionado aos gritos de “Aécio presidente”.
Não houve manifestação de hostilidade ao paulista durante os festejos do governo de Minas, mas os mineiros deixaram vazar a frustração por Aécio não ser o cabeça de chapa. Dirigentes do PSDB avaliam que Serra poderia ter evitado os apupos a Aécio, se tivesse antecipado a candidatura. Mas dizem entender a preocupação dele em deixar claro que sua prioridade é a função de governador. É com uma “boa arrancada” a partir de São Paulo que os tucanos contam”.

  • Domingo, 11 Julho 2010 / 4:42

Índio do Demo sonha com Prefeitura

A repórter Christiane Samarco, do ‘Estadão’, fez uma entrevista com o vice de Serra, o Índio do Demo.
Vale a pena ler pelo menos duas respostas do paspalhão.
                 * * *
Primeiro sobre o perigo dele ter de assumir a Presidência:
“Além de ser um excelente professor, o Serra tem uma tremenda estrutura. Há quase 50 anos ele monta equipes, e boas equipes. Se o Serra for ficar um mês na China, continuará como se estivesse sentado na cadeira de presidente, igualzinho. Vai despachar por telefone, por e-mail e não vai ter nem problema de fuso horário”.
Gostaram?
                 * * *
Mais uma:
“O grande trunfo do Serra – e modéstia à parte meu também – é saber lidar com a máquina pública para oferecer mais por menos. Em 2003 eu descobri que tinha um aneurisma e operei minha cabeça. Ainda no hospital, resolvi desenvolver um instituto que pudesse pensar maneiras novas de desenvolver políticas públicas. Eu geoprocessei a cidade do Rio inteira. Sei quantas matrículas foram realizadas por escola, qual foi a demanda não atendida, o porcentual de repetência. Ali, pude aproveitar a oportunidade de estar secretário de Administração e testar modelos gerenciais que, não tenho dúvida, ajudarão demais no governo federal”.
Índio do Demo é candidato à vice, mas sonha em ser candidato à prefeito do Rio.

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